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Glória Araújo deve ou não renunciar?

 

Imagem do Público 

 

Gloria Araújo diz que não é o facto de ter sido apanhada a conduzir com uma taxa de álcool de 2.4, quase cinco vezes acima do nível legal permitido, que a deve fazer renunciar ao cargo de deputado... 

 

Bom, se há quem roube gravadores a jornalistas, seja até condenado por isso e não só não renuncie ao cargo como volte a concorrer nas listas do seu partido e volte a ser eleito, porque é que ela havia de renunciar só pelo facto de ter conduzido com uns copos demais?.. curiosamente, ambos pertenciam à comissão de ética... o que se calhar explica muitas coisas.

 

Já agora, imaginemos que em lugar de ser apanhada pela polícia, a senhora que com 2.4 de álcool no sangue estava claramente ébria, tinha atropelado e matado alguém, será que olharíamos para a situação com a ligeireza com que olhamos agora?

 

Se calhar até é verdade que a senhora nem costuma beber tanto, mas naquele dia bebeu e depois de o fazer assumiu uma atitude completamente irresponsável quando mesmo assim decidiu conduzir.

 

Há muita gente neste país que se esquece que tal como a mulher de César, quem tem a responsabilidade de exercer cargos públicos não só deve ser sério, deve também parecer.

 

Já agora, se as eleições fossem uninominais, alguém votaria nesta senhora ou em deputados que roubam gravadores?.. se calhar a resposta não é assim tão simples, afinal o Isaltino continua a ganhar eleições e o Adelino Ferreira Torres até se vai voltar a candidatar...

 

Jorge Soares

publicado às 22:10


1 comentário

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De Ajom Moguro a 05.02.2013 às 11:43

Captado on-line
2ª Parte

5) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Livres do escrutínio democrático, os partidos foram todos tomados por oligarquias que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí, direta ou indiretamente . A imunidade da classe política permite também explicar porque razão a denúncia de situações ou atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Desde que mantenham uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem os anos seguintes no parlamento.
6) Se analisarmos como as votações funcionam, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema eleitoral. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc , etc .
7) Não é possível desbloquear a partidocracia portuguesa sem mudar o sistema eleitoral. Felizmente há uma maneira simples e que não altera o equilíbrio entre os partidos e sem círculos uninominais. É manter o atual sistema, mas dando aos eleitores a possibilidade de ordenar as listas através dum voto preferencial. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista. Esse voto conta também como um voto na lista, de modo que o método de D'Hondt continua a poder ser usado exatamente como agora. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio.

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