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Co-adopção

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Contra todas as expectativas, o parlamento aprovou a proposta de lei apresentada pelos deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves que legaliza a co-adopção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo.


A lei, que foi aprovada por 5 votos, 99 a favor e 94 contra, fica aquém da situação ideal em que não deveria haver nenhum tipo de discriminação, mas representa mais um pequeno passo. Falta a discussão e a votação dos projectos de lei dos verdes e do Bloco esquerda que prevêem a adopção plena em todos os casos, mas acho que não há duvidas sobre o chumbo mais que certo.

 

Jorge Soares

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publicado às 13:23


5 comentários

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De Carro á fernte dos bois a 17.05.2013 às 17:22

Quando se celebra vitoria por aprovação da co-adoção e não se olha aos problemas latentes que existem aos casais que esperam eternidades pela conclusão desse34s mesmo processos... È ver o carro bem a frente dos bois. E não me venham com a treta costumeira de que existem muitas crianças que ninguém adopta. E que no futuro os guerreiros e valentes homossexuais ou lésbicas, são casais mais aptos a encararem a adopção dessas crianças que um casal convencional.
Falo por experiência própria e posso ditar casos que contradizem estes pressupostos que tanto defendem.
Já agora. Não tarda os casais convencionais ( marido e mulher) cada vez mais se sentem constrangidos a serem chamados de um casal. Fica a sensação que um casal convencional deve se sentir culpado por querer ter os direitos que tanto debatem na assembleia. Primeiro revejam leis e processos de adopção por partes de QUALQUER casal. Depois regozijar-se por esta aprovação e pelo futuro que nos reserva a nos casais convencionais e a essas crianças tb. Como diz a imagem que ilustra o seu poste: Mais vale a uma criança ter dois Pais ou dua sMães do que nenhuma. Não olhando ao que a criança poderá sofrer no futuro com ainda a mentalidade existente na sociedade, na escola e no circulo de amizade. As crianças são puras e dizem tudo sem pensar. Talvez por isso não seja facil a uma criança ser confrontada na escola pelos colegas quando isso acontecer. Agora melhor ter2 Pais ou 2 Mães que não ter nada?... sinceramente. Coitadas das crianças se todos pensarem que mais vale o Mal menor que o Mal completo...
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De Cristina M. a 17.05.2013 às 20:51

O que é tem a ver a co-adopção com as listas de espera?

Respeite a diferença, ensine os seus filhos a respeitar os outros e as suas diferenças e já não terá que se preocupar tanto com o bem estar das crianças filhas de homossexuais.

Quanto aos traumas dos 'casais convencionais', não têm qualquer razão de ser.

Numa coisa estamos de acordo: as frases da imagem não são felizes. A adopção por homossexuais é um direito e não pode ser entendida como um mal menor.
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De Carro á fernte dos bois a 17.05.2013 às 21:05

Sra Cristina. Antes do mais não opine ou queira tirar conclusões antecipadas sobre ao que eu me referia. Fique a saber que nem de longe nem de perto me estava a referir a listas de espera...
Vê-se por esse argumento que não está por dentro de todo o que concerne a um processo de adopção. Por isso mesmo nunca deveria ter opinado por esse aspecto. Se não sabe todos os trâmites que um casal qualquer passa para estar minimamente apto a partir para a adopção, é porque nunca teve de passar por esse processo. Ainda bem para si. Pois eu como o tive de enfrentar sei do que falo. Agora não me venha passar atestado de burrice quando o seu argumento quanto á educação que devo dar aos meus filhos, caí por terra. Porque eu sei e saberei dar aos meus filhos a educação que acho correta. Agora pelo que parece a Sra é que, como eu disse, quer fazer de um casal convencional os detractores de uma sociedade. Você só me vem dar razão . Que hoje em dia ser um casal convencional é crime em detrimento das outras opções. Fale do que sabe se faz favor. Não me venha com moralismos querer dar a educação que você acha que para si é a mais correcta. Enquanto tenta dar a entender que a minha será a incorrecta. Lá está o paradoxo da tangencia... Não usurpe as palavras dos outros querendo bramir ensinamentos que a mim não colhem...Liberdade de escolha tanto para as minorias como para as maiorias... Pode ser?
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De Jorge Soares a 17.05.2013 às 23:18

Antes que também me acuse a mim de não saber do que falo, deixe-me esclarecer. Tenho dois filhos adoptados, já passei duas vezes pelo processo de adopção, sei perfeitamente como é, sei do tempo de espera, sei da angustia da espera, sei de tudo isso.

Simplesmente e ao contrario de si, não confundo as coisas, conheço muitas pessoas que adoptaram, casais, adopções singulares, adopções nacionais, internacionais, até conheço homossexuais que adoptaram,..e acredite no que lhe digo, para as crianças o que interessa é o amor, se esse amor vem de duas pessoas de sexos diferentes, de uma só pessoa solteira, de duas pessoas do mesmo sexo, é indiferente, o que interessa é sentir-se em família.

A questão aqui não tem a ver com a existência ou não de crianças para adoptar, tem a ver com direitos, com sermos todos seres humanos, com pagarmos todos impostos, se somos iguais para tudo o resto, porque havemos de ser diferentes para a adopção?

Aquilo que chama casal convencional não passa de uma questão cultural, se formos por aí então para além dos casais do mesmo sexo temos que proibir também a adopção por pessoas singulares, e já agora retirar os filhos aos pais e mães solteiras, e a todos os homossexuais, se não são bons pais de crianças adoptadas porque hão de ser de filhos biológicos?

A realidade é que tudo isto não passa de discriminação, dizer que alguém não pode adoptar porque tem gostos sexuais diferentes é a mesma coisa que dizer que não pode adoptar porque usa o cabelo comprido, ou roupas fora de moda, ou por ser do benfica.

As pessoas devem ser avaliadas pela sua capacidade de amar e de educar, não pelos seus gostos, tudo isto é uma estupidez e não deveria ser precisa lei nenhuma para que alguém pudesse adoptar, porque como cidadãos todos deveríamos ter esse direito.

Quanto à questão da escola e da maldade das crianças, é evidente que as crianças são más, mas também o são com quem é gordo, com quem usa óculos, com quem tira boas notas, mas isso não impede os gordos ou quem usa óculos de ir à escola.

Além disso, é tudo uma questão de educação, se educarmos as crianças para a diferença, elas saberão aceitar a diferença, se as educarmos para a homofobia, elas serão homofobas.

Eu adoptei uma criança negra, que tem pais brancos e uma irmã loira, é claro que na escola há quem se meta com ele por isso, acha que devia fazer o quê?, devolvê-lo porque é gozado na escola?, ou só deveria ter aceite crianças brancas para que não fossem gozadas por serem adoptadas?

Eu confio na minha capacidade de o educar n diferença e de ser capaz de o ajudar a conviver com essa diferença, porque é que acha que os homossexuais não são capazes de fazer o mesmo?

Jorge Soares
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De Carro á fernte dos bois a 17.05.2013 às 23:56

Sr Jorge.
Não precisa de referir as historia da sua família porque já me é "familiar".
Tb eu sou Pai e fui adoptado por uma criança, que ao fim de 7 anos de espera veio para celebrar já os seus 5 anos cá em casa. Mas não adoptei, fui adoptado.

Ao contrario de mim você não confunde as coisas? Parto eu então do pressuposto que pensa que antes do amor e o cuidado de uma criança, está o direito de outros casais que por terem gostos sexuais diferentes, podem agora ainda mais sobreporem-se aos casais convencionais que terão ainda de suprir ainda maiores dificuldades quando entram num processo de adopção.
Desculpe que lhe diga. Mas a sua adopção internacional foi para suprir o tempo que e a demora que cá em Portugal é exigido a um casal adoptante. Certo? Pelo menos foi o que fui lendo dos seus postes a respeito. Se assim não é me desculpe a ousadia de fazer esta suposição.
Eu pelo contrario tb poderia enveredar pelo mesmo caminho. E graças a Deus tb poderia suprir as dificuldades financeiras que um processo internacional acresce. Mas optei por aguentar todo o processo e as suas derivantes e os seus empecilhos que o processo nacional dá. Agora não venha falar em capacidade de mara de uns em relação a outros... Porque nesse caso posso suspeitar que quer dizer que um casal convencional está em desvantagem em relação aos outros? Será? Ou a sua defesa acérrima leva-o a toldar tanto a capacidade que nunca pensou que com esta aprovação , qualquer casal convencional pode sentir lesado? Ou será que fiam destinados tb a processos de adopção internacional? Coerência e bom senso...

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