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Co-adopção

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Contra todas as expectativas, o parlamento aprovou a proposta de lei apresentada pelos deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves que legaliza a co-adopção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo.


A lei, que foi aprovada por 5 votos, 99 a favor e 94 contra, fica aquém da situação ideal em que não deveria haver nenhum tipo de discriminação, mas representa mais um pequeno passo. Falta a discussão e a votação dos projectos de lei dos verdes e do Bloco esquerda que prevêem a adopção plena em todos os casos, mas acho que não há duvidas sobre o chumbo mais que certo.

 

Jorge Soares

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publicado às 13:23


10 comentários

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De António Manuel Dias a 18.05.2013 às 01:12

O Jorge não precisa certamente de defensores, mas chateia-me quando alguém tenta colocar preconceitos nos outros com o objectivo de defender o seu preconceito. O Jorge escreve, no comentário acima, "A questão aqui (...) tem a ver com direitos, com sermos todos seres humanos, com pagarmos todos impostos, se somos iguais para tudo o resto, porque havemos de ser diferentes para a adopção?". Em nenhum lado afirma ou sequer dá a entender que "um casal convencional está em desvantagem em relação aos outros" na capacidade de amar.

Defender que casais homossexuais "podem agora ainda mais sobreporem-se aos casais convencionais que terão ainda de suprir ainda maiores dificuldades quando entram num processo de adopção" demonstra dois factos:

1. Não sabe a que lei se refere o Jorge: apenas foi aprovada hoje a co-adopção pelo cônjuge ou unida/o de facto de filhos da/o companheiro/a já existentes e sem outra relação de parentalidade. Ou seja, ainda não foi desta que os casais homossexuais podem fazer sombra aos "casais convencionais".

2. Não lhe interessa o interesse das crianças. Se interessasse, desejava que elas pudessem ter a melhor família possível para o seu caso, fosse ela com pais homossexuais ou heterossexuais. Em vez disso preocupa-se com o facto de os "casais convencionais" poderem ter mais dificuldade em adoptar devido ao possível aumento do número de candidatos.

Por fim, colocar noutros o preconceito próprio é desonesto, ainda para mais quando as vítimas são crianças, mas é disso que se trata quando se evoca o argumento "a criança poderá sofrer no futuro com ainda a mentalidade existente na sociedade, na escola e no circulo de amizade".
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De golimix a 18.05.2013 às 11:32

Sim. O Jorge não precisa de defensores, mas, se me permitir faço minhas as suas palavras.

Pode ser desesperante o processo de adopção, mas não se pode deixar que isto deixe que a revolta vença pelo que se passa e nos leve a pensar que lá porque agora os casais homossexuais possam, espero que num furo próximo, adoptar isso vai aumentar as filas de espera e dificultar a adopção por casais ditos convencionais. Casais são casais e ponto. O que interessa é o amor que se pode dar.

E as crianças devem ser educadas a aceitar a diferença! Os gordos, os baixos, de cor diferente, com óculos,... e sim, com pais do mesmo sexo! Tudo isso depende do que ouvem em casa e daquilo que lhes vamos transmitindo, e nisso a sociedade tem as sua responsabilidade.

Parte de nós aceitar a diferença e nisso há ainda um longo caminho a percorrer. Já foi dado um passo, muito pequeno, agora faltam os restantes.

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