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Co-adopção - O superior interesse de quem?

por Jorge Soares, em 22.10.13

Co-adopção, em nome do interesse de quem?

 

Imagem do Dezanove 

 

É curioso como numa altura em que está a ser discutido um dos mais penalizadores orçamentos de estado de que há memória em Portugal, a JSD se lembra da ideia peregrina de referendar algo que já foi aprovado por maioria no parlamento... desviar as atenções do país para um tema que afecta no máximo uma dezena de crianças por ano e fazer com que estas não estejam centradas num tema que afecta profundamente os quase 10 milhões de habitantes do país,  será no interesse de quem? Das crianças ou dos políticos?

 

Há muita gente que enche a boca com a frase "O superior interesse das crianças", tendo em conta que estamos a falar de crianças que já vivem com dois pais ou duas mães, qual é o interesse de manter as coisas num limbo legal em vez de tornar legais vínculos afectivos que já existem há anos?

 

Há muita gente que se esforça por esquecer os detalhes, mas a realidade é que não estamos a falar de crianças que estão numa instituição e sem família, estamos a falar de crianças que já vivem numa família, crianças que em muitos casos não conhecem outra família que aquela, faz algum sentido que numa situação destas não se legalizem os laços?

 

Qual é o interesse de manter uma situação legal dúbia nestes casos? Toda esta discussão nesta altura é no superior interesse de quem?

 

Diz a JSD que ... não há que ter medo da democracia e este tema merece uma ampla discussão na sociedade portuguesa... já que estamos numa de referendar coisas que são do interesse de todos e merecem ampla discussão na sociedade portuguesa, porque não se referenda o orçamento de estado?, porque não um referendo aos cortes nas pensões?, aos cortes na saúde? não querem ir tão longe?... que tal um referendo ao envio do orçamento para o tribunal constitucional?

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:52


11 comentários

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De Universo de Paralelos a 23.10.2013 às 12:03

Manobra de diversão pouco divertida...
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De Pedro Santos a 24.10.2013 às 12:46

Claro que é divertida, os portugueses devem ter o direito de votar via telefone, se os meninos ficam com os pais gays ou não.
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De ABCXZD a 23.10.2013 às 14:26

Convido a assinarem e divulgarem esta petição:

Legislação da Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal (https://secure.avaaz.org/po/petition/Legislacao_da_Parentalidade_por_Casais_do_Mesmo_Sexo_em_Portugal/)

Legislação da Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal
https://secure.avaaz.org/po/petition/Legislacao_da_Parentalidade_por_Casais_do_Mesmo_Sexo_em_Portugal/

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De golimix a 23.10.2013 às 19:21

Parece-me que a sociedade portuguesa não tem abertura suficiente para discutir este tema.... mas...
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De Equipa SAPO a 24.10.2013 às 09:52

Bom dia,
este post está em destaque na área de Opinião do SAPO.
Cumprimentos,
Ana Barrela - Portal SAPO
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De Ssssstress a 24.10.2013 às 10:51

Desde quando os interesses dos políticos e dos politicos/gestores é o mesmo que o do povo que os elege?
Cumprimentos.
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De Maria Mercês a 24.10.2013 às 11:56

Concordo com o referendo. Deverão ser todos os Portugueses a decidir, e não só os deputados. O referendo é que representa a verdadeira democracia
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De Anónimo a 24.10.2013 às 11:58

Tendo opinião contrária ao que querem legislar, porque sou do Séc.XX e penso que uma criança deve ter um Pai e uma Mãe de preferência, também penso que o assunto deve ser discutido, porque se calhar é preferível dois Pais ou duas Mães equilibrados do que um casal heterossexual desequilibrado.
NO ENTANTO, não agora (TEMOS PROBLEMAS BEM MAIS IMPORTANTES E PERMENTES), as Jotas (TODAS)passaram de ser grupos de jovens apaixonados e irreverentes dos finais dos 80, inícios de 90 para se transformarem em autênticas Juventudes "Hitelerianas"(perdoem-me o exagero), cegos, meninos de recados e fretes e aspirantes a corporações como a Maçonaria.
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De jose diogo a 24.10.2013 às 17:59

Referendo de quê? Também se faz um referendo de que substâncias se deve usar numa análise de paternidade? Não, e não porquê? Porque não é uma questão de opinião, é uma questão de evidência científica, de investigação. O mesmo acontece com a coadopção homosexual, todos os estudos têm demonstrado que os filhos de pais homossexuais tem os criterios desenvolvimentais todos com igual performance que os filhis de pais heterosexuais. Se houvesse um estudo que seja que demonstra-se um comprometimento em qualquer uma das variaveis desenvolvimentais da criança.
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De Alex a 24.10.2013 às 18:20

Quem tem dois dedos de testa sabe que a co-adopcao e' o escancarar da porta para a legalizacao total da adopcao por homossexuais.

Nao e'? Entao que argumentos havera depois para distinguir uns dos outros?

Vao chover leituras de cartas de direitos civis e pareceres constitucionais acerca da nao-descriminacao por raca, religiao, orientacao sexual, etc. para que os nao-biologicos tambem possam adoptar.

E portanto, passando retoricas e diversoes, como todo este assunto se resume a SEXO (podem falar muito, mas e' disto que se trata), a questao que se coloca e' a seguinte:

QUEREMOS HOMOSSEXUAIS A EDUCAR CRIANCAS NUM AMBIENTE FAMILIAR, SIM OU NAO?
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De Jorge Soares a 24.10.2013 às 19:20

Ok, não é nada disso, mas suponhamos que seja, qual é o problema? conhece homossexuais que não seriam capazes de educar uma criança?, a orientação sexual servelhe de barómetro para quem pode ou não educar crianças?

Eu conheço muitos heterossexuais que não só não conseguem educar os seus filhos como os maltratam e abandonam, isso faz de todos os homossexuais uns incapazes para a educação?

O que tem a ver o sexo com podermos ou não educar crianças?

Jorge Soares

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