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Mandela

 

Imagem de Artigo 21 

 

É um capricho da história que a morte de Nelson Mandela encontre no poder em Portugal o mesmo partido que governava naquela altura quando alguém decidiu votar contra a moção das Nações Unidas que  pedia a sua libertação.

 

Hoje o governo de Passos Coelho declarou três dias de luto nacional pela morte de Madiba, Cavaco Silva é hoje presidente da Republica, na altura era primeiro ministro e responsável pelo governo,  já expressou o seu pesar em nome de todos os portugueses, era bom que o senhor ou algum dos então responsáveis, nos esclarecesse os motivos pelos que nos fez passar a vergonha de sermos um dos três países que votaram contra a liberdade e a favor de quem prendia, discriminava e oprimia.

 

Mandela ficará para sempre como um símbolo da luta pelos oprimidos, um homem que  da luta contra a discriminação, a segregação e o racismo uma forma de vida, o seu lugar na história será de certeza absoluta eterno.

 

O que aconteceu naquela votação é uma vergonha para o país, e era bom que todos fossemos esclarecidos, quem e porquê tomou a decisão de votar contra? Em nome ou a pedido de quem?

 

Jorge Soares

publicado às 15:58


2 comentários

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De José C. M. Velho a 07.12.2013 às 17:09

A meia verdade ou a meia mentira é uma grande treta e quem vem agora desculpar aquela postura fascista é tão fascista quanto quem, na altura, assim decidiu. O facto; a realidade final; o efeito prático; o voto, foi apenas um e o resultado final foi apenas um e não dois. A circunstância do voto contra ter uma declaraçãozita a dizer que ai eu até votava a favor mas ai aquela vírgula ali, ai que se eu andar à chuva molho-me... É uma treta fascista, porque quer tivesse a declaração de voto quer não tivesse, que o voto foi contra foi e o facto de lá ter a declaração não transformou o voto contra em voto a favor. Assim, aquele voto, aquela declaração e os atuais desculpadores, para mim (e posso estar enganado) é tudo uma boa cambada de energúmenos fascistas.

Posto isto vejamos agora a sensibilidade maricas da declaração que agora serve de desculpa: O Governo português de então, fascista dos quatro costados, aliás, até censurou o nosso único prémio nobel da literatura, lembram-se? O Governo de Cavaco disse que era contra a possibilidade do uso da violência. A África do Sul não era um país democrático, longe disso, e ainda por cima segregava os cidadãos negros que nem como humanos considerava, daí, como era um país certamente amigo e admirado pelo nosso Governo, o voto contra com a paneleira desculpa que não podíamos andar à bulha e era melhor resolver as coisas com um aperto de mão e um beijinho. A História de Portugal e do Mundo está repleto de golpes de Estado, de revoltas e revoluções, com mais ou menos sangue, mas necessárias para combater os fascismos. Em Portugal até há dias feriados para recordar e comemorar atos violentos que nos libertaram de alguns grilhetes. Uma treta. A nossa constituição, ali por volta do artigo 20° até tem um artigo que justifica o uso da violência. Como se vê estes tipos até já naquela altura só tomavam decisões contra a Constituição; está-lhes entranhado.
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De golimix a 08.12.2013 às 11:32

O meu voto a favor a este comentário!

E sem quaisquer declaração a explicar o porquê.

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