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A espera... o silêncio das palavras

por Jorge Soares, em 12.08.08

Mãos

 

Há palavras que pesam mais que o silêncio, se bem se lembram a primeira entrevista foi a 11 de Junho, bom, algures a 16 de Julho finalmente aconteceu o telefonema esperado....  estávamos preocupados que ligassem por esses dias, depois da mudança a casa estava um desastre e havia caixas por todo o lado..... por incrível que pareça em 3 dias arrumamos tudo..... bem.... quase tudo!. À distância não consigo deixar de pensar que havia algo de ansiedade em toda essa pressa por termos tudo arrumado rapidamente....... havia sempre uma remota possibilidade de que quisessem cá vir naquela altura....ideia parva.
 
Vínhamos do Ikea de comprar os moveis quando ligaram, era para marcar a primeira entrevista..... dia  16 de Julho....... quase na altura de férias...... eu ia a conduzir e fiquei na expectativa, ..... talvez ainda antes da férias?... não, nada disso a entrevista foi marcada para.... 9 de Outubro!!!!!!!!!!
 
Não vou comentar, deixo a cada um de voz a oportunidade de pensar no assunto..... marcam uma entrevista a 16 de Julho, para 9 de Outubro..........A verdade é  que  continuam dentro dos 6 meses da lei.
 

Porque
não vens agora, que te quero
E adias esta urgencia?
Prometes-me o futuro e eu desespero
O futuro é o disfarce da impotência....

Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento
O desejo o imite dos mortais.

 

Miguel Torga

 

Jorge

PS:Poema e imagen retirados da internet

 

publicado às 21:09


5 comentários

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De carochinha a 13.08.2008 às 13:45

adoptar em portugal é missao impossivel! sao crianças!devia ser um dos processos mais rápidos na nossa lei! que incrível, meu deus! beijinhos
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De António Manuel Dias a 13.08.2008 às 18:37

Pelo contrário, adoptar em Portugal é um processo bastante simples, não tendo mais que as complexidades inerentes a uma passagem de tutela sobre uma ou mais crianças. Desde que se cumpra a lei e os prazos nela inscritos, adoptar (no ponto de vista dos candidatos) é um processo quase tão rápido como ter um filho biológico. Não é tão simples, nem podia ;), mas também não queremos entregar as crianças a qualquer um, sem fazer pelo menos um esforço para saber se as pessoas têm as condições para criar a(s) criança(s) que pretendem (e não estou, como é óbvio, a falar de dinheiro).

Agora, adoptar não é como ir comprar um electrodoméstico a uma grande superfície -- pode acontecer que não exista o modelo pretendido imediatamente disponível. O que quero dizer é que a rapidez de entrega de uma criança depende das condições que se colocarem. Por exemplo, é sempre difícil adoptar um bebé. Isto pode levar-nos a questionar a razão de haver tão poucas crianças disponíveis para adopção -- e é uma pergunta que a sociedade se devia colocar! -- quando se está sempre a ouvir falar dos milhares institucionalizados. A minha opinião é que provavelmente a lei não é cumprida, tanto pelas instituições como pelos próprios tribunais que decidem os processos das crianças em risco, mas sem dados que o confirmem ou desmintam é difícil estar a apontar o dedo.
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De carochinha a 13.08.2008 às 19:30

acredito no que diz, é verdade que adoptar é um processo complexo, e que não se há-de entregar uma criança a qualquer um, mas não devia ser tão complexo assim para que pais totalmente capazes de adoptar esperem anos para o poderem fazer. é aí que está a injustiça, e é aí que se deve agir. acho que o senhor tem toda a razão.
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De António Manuel Dias a 13.08.2008 às 22:56

Bem, carochinha, se as coisas se passarem dentro da legalidade, nenhum pai capaz irá esperar anos por uma criança que esteja disponível para adopção. Era isso que queria dizer. Ou seja, a lei que temos é bastante razoável, nós só temos que assegurar que ela seja cumprida.

E em relação ao Jorge, está impaciente e eu, tendo passado por isso tal como ele, compreendo bem. Mas, para já, como disse num comentário anterior, ainda está tudo dentro dos prazos, pelo que não tem razão para protestar -- é aguentar e ver onde tudo vai dar :)
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De carochinha a 14.08.2008 às 14:00

pois, tem razão! obrigada

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