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Um post são palavras lançadas ao vento, palavras que por norma tem validade limitada e tempo de vida útil muito curto, a noticia do dia, o livro que li, algo que me aconteceu, etc. Há posts neste blog que teimam em se manter vivos. Talvez porque há muitas pessoas que pensam como eu, ou que sentem o que eu já senti, ou porque estão a passar por aquilo que já passei... nem sei.

 

Já escrevi muitos posts sobre adopção, tantos que começo a achar que o pessoal deve começar a estar farto de me "ouvir" falar do mesmo. Em Janeiro deste ano escrevi um post chamado A adopção em Portugal, que teima em estar vivo, pelo menos uma vez por mês recebe um comentário. Esta semana voltou a acontecer, um comentário que merece um post... este post: Aqui está o comentário:

 

"Antes de mais gostaria de o felicitar por este blog.

Há algum tempo que penso em adoptar uma criança, no entanto a verdade é que tenho alguns receios de o fazer, por isso gostaria expor as minhas preocupações e talvez alguém me possa falar da sua experiência.

No processo de adopção preocupa-me o tempo de espera e a possibilidade de nos afeiçoarmos a uma criança e esta no final de todo o processo poder acabar por não ser dada para adopção.

Eu tenho um filho biológico e não me preocupa nada vir a optar pela adopção internacional, adoptando assim uma criança de outra raça. No entanto, preocupa-me que a criança adoptada se possa sentir fora ou estranha ao seio familiar.

Preocupa-me ainda o facto de eu não ser casada mas apenas viver com o meu namorado e pai do meu filho, será que isso não vai dificultar o processo de adopção.

Gostaria que partilhassem comigo as vossas experiências e que me esclarecessem se os meus receios têm razão de ser ou não.

Obrigada a todos.

Margarida"

 

Olá Margarida, vamos por partes:

 

1-A possibilidade de se afeiçoar a uma criança que depois não seja dada para adopção, não deveria existir, isto porque como já disse aqui antes, só as crianças que tem como projecto de vida a adopção são apresentadas aos candidatos, e por lei estes não podem ser família amiga ou família de acolhimento de crianças institucionalizadas, portanto o receio é infundado. Quanto ao tempo de espera, bom, eu conheço casos de processos que duraram dois ou três meses e casos que duraram quase 10 anos, não é nada linear, depende muito das caracteristicas que definimos para a criança, do distrito, de as assistentes sociais engravidarem ou não, de elas irem ou não com a nossa cara... depende de tantas coisas que até parece incrivel.....

 

2-A possibilidade de qualquer criança adoptada se sentir estranha no meio da família que a adopta é real, mas não tem a ver com a cor da pele, tem a ver com o facto de ser adoptada. Eu tenho uma filha biológica branca e um filho adoptado na adopção nacional mulato. Ele está connosco há 8 anos e até hoje nunca se sentiu estranho no ambiente familiar e conheço casos de pessoas que adoptaram crianças brancas que simplesmente tiveram que optar por quebrar os laços com algumas pessoas da sua família, porque estas se negam a aceitar crianças adoptadas, quaisquer crianças. O facto de uma criança se sentir aceite ou não não tem a ver com a cor da pele ou com a sua cultura de origem, tem a ver connosco e com o nosso ambiente familiar, ou somos capazes ou não somos, e isso aplica-se a qualquer criança de qualquer origem.

 

3- O facto de não ser casada não deveria afectar em nada o processo de adopção, a lei diz casados ou a viver em união de facto há mais de 4 anos.. e basta o comprovativo da junta de freguesia.

 

Margarida, obrigado pelo seu comentário, e deixo o convite para que se inscreva no grupo de email nos adoptamos, uma lista de email onde se discutem os temas da adopção e se partilham experiências de vida. é aqui: http://groups.yahoo.com/group/nos-adoptamos/

 

Jorge

 

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 22:21


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