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É natal, é natal.... falem-me do vosso natal

por Jorge Soares, em 08.12.08

Natal

 

Não sei se já disse aqui, mas sou um ateu convicto, deus não existe, ponto final. Ora se deus não existe, festejar o natal não deixa de ser algo bizarro. Uma vez em conversa com um amigo, ateu como eu, e quando lhe falei de lhe enviar um postal de natal, ele disse que não, que ele não festejava o natal, mas teria muito gosto em receber um cartão para festejar o dia dos inocentes, que para os latino-americanos é o dia 28 de Dezembro, sendo que é nesse dia que se festeja o dia das mentiras.

 

Para mim o natal costuma ser quase uma peregrinação, os meus pais estão em Oliveira de Azeméis e os meus sogros estão em Portalegre, todos os anos tenho uma viagem de 1000 Kms, ceia de natal num lado, almoço do dia 25 no outro. Mas não deixa de ser a festa da família, porque os 1000 Kms são mesmo para isso. É evidente que não festejo o nascimento de um menino numa manjedoura, nem vou à missa do galo, mas eu sou uma pessoa que gosta de tradições.

 

Quando a ceia de natal é em casa dos meus pais, começo a petiscar a meio da tarde e quando chega a hora da ceia o apetite já é muito pouco, mas não deixo de comer nem que seja um bocadinho de bacalhau cozido com as correspondentes batatas e muito azeite. 

 

Passei alguns anos na Venezuela em que não havia bacalhau, não havia divisas para importações. E por muito peru, carne assada, leitão,  que me apresentassem, o natal não me sabia a natal, ficava sempre algo por preencher. Sei que é uma parvoíce, mas há coisas que estão dentro de nós, coisas que fazem parte das nossas memórias e que dificilmente morrem.

 

Em casa da minha sogra não há bacalhau cozido na ceia de natal, há bacalhau assado no forno e isso é em minha honra, não deixa de ser natal e uma festa familiar...  

 

O natal começou por ser uma festa pagã que festejava o solstício de inverno, depois foi herdado pelos cristãos que festejam o nascimento do seu salvador, e do meu ponto de vista, voltou a ser uma festa pagã, em que se celebra uma árvore e um senhor de barbas e se trocam presentes.... mas, o mais importante, muito mais importante que o consumismo, é que é uma festa em que se juntam pessoas, há pessoas que viajam milhares de Kms só para estarem com quem amam.. e só por isso, é uma festa bonita.

 

E vocês?, como é o vosso natal, esqueçam o consumismo e a troca de prendas, falem-me do vosso natal, de aquilo que significa e  lhes deixa no coração.

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

 

publicado às 21:40


25 comentários

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De cigana a 08.12.2008 às 23:07

Para mim, o Natal traz-me nostalgia dos Natais da minha infância... http://trazoutroamigotambem.blogs.sapo.pt/14022.html
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 00:04

Acho que todos sentimos isso... os natais mais bonitos são definitivamente os das nossas memórias. As coisas vão mudando, nem sempre para pior..mas as nossas recordações serão sempre mais bonits.

Beijinho
Jorge
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De artesaoocioso a 08.12.2008 às 23:12

Também sou ateu.
Festejo o Natal para acompanhar a família e ponto final.
Tenho associado ao dia de Natal um acontecimento
sentimental bastante triste.
No geral, o «clima natalício» de febre consumista , é uma ofensa para os pobres e muito pobres (que são muitos).
As campanhas de solidariedade e as refeições oferecidas são uma gota de água no nosso mar de pobreza.
Todos os anos faço votos para que o Natal passe depressa.
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 00:28

Se pensarmos, o natal é só mais um dia, e como qualquer dia pode ter recordações boas ou más.
Infelizmente a febre consumista já está instalada o ano inteiro, o natal é só mais um pretexto. Eu prefiro olhar para a data como a data das reuniões familiares, que avida não deixa que sejam tantas vezes como desejaríamos.

Abraço
Jorge
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De sininho a 08.12.2008 às 23:25

:)O meu Natal vai ser em família como todos os anos ...é uma noite muito quente..cheia de carinho e de afectos...continuação de bom feriado.bj
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 00:31

Olá

Sim, é assim que vejo o natal, uma noite muito quente e em família, em que as crianças se divertem e nós recordamos que já fomos assim.

Beijinho
Jorge
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De aespumadosdias a 09.12.2008 às 08:22

Tenho quase a certeza que ele não existe. Mas gosto do Natal...
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 00:32

Sim, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra, já se festejava antes e de certeza que se continuará a festejar quando já ninguém se lembre de um menino numa manjedoura.

Abraço
Jorge
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De Estupefacta a 09.12.2008 às 09:22

Olá Jorge
Eu acredito em Deus. É uma questão de fé, não sei explicar racionalmente. Nunca O vi, mas também não vejo os meus pensamentos, o ar que respiro... mas sei que existem.
O meu Natal é passado de uma forma muito tradicional, com a família toda reunida, que entretanto foi crescendo. Este ano vai ser na minha casa. A casa dos meus pais tornou-se pequena para tanta gente. Todos os anos é em casa de um dos irmãos. É muito bom ter toda a família reunida.
Lembro-me de quando a minha avó era viva jogarmos ao «par ao pernão» com os confeitos que ela trazia sempre. Os homens divertiam-se e jogavam às cartas e as mulheres deliciavam-se a contar as peripécias dos filhos.
Agora, o meu Natal tem direito a cantorias. É, cantamos canções do «antigamente», canções que aprendi na Igreja. Continuamos a jogar às cartas, mas, agora, as mulheres também já jogam, falamos muito, continuamos a contar as peripécias do nosso dia a dia e, acima de tudo, continuamos a sentir que somos uma família.
Este é o verdadeiro espírito do Natal: a união (coisa que é celebrada neste dia, mas que é vivenciada vezes sem conta durante todo o ano).
Embora, o consumismo tenha ensombrado esta quadra, a verdade é que me delicio a ver as expressões dos miúdos quando abrem os presentes.
Um beijinho
Fátima
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 00:37

Olá

As nossas recordações fazem de nós o que somos, lembro-me de natais diferentes, pobres e frios e ricos e quentes, natal com clima de verão em que passávamos a noite na rua.

Por muito que o consumismo se instale, nada apagará o espírito do natal, porque as crianças, apesar de serem as principais promotoras, não sabem o que é consumismo, e haverá sempre alguém com memórias como as nossas.

Beijinho amiga
Jorge
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De Estupefacta a 09.12.2008 às 09:23

«par ou pernão» **
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De marta a 09.12.2008 às 11:22

Eu acredito em Deus! Não sigo é as recomendações (imposições) da igreja, porque as acho muitas vezes idiotas, profundamente injustas e discriminatórias, mas acredito em Deus.
Quanto ao Natal, é uma festa de família. É isso que festejo, a família.
Para mim as couves são ainda menos importantes que as prendas. Já o peru não dispenso! :D
Quanto às prendas, não vou ser hipócrita. Gosto de as dar e de as receber! Não me importa o valor, o consumismo desenfreando, importa-me sim dar um pequeno agrado aos que amo e receber de volta isso mesmo. Carinho, seja em forma de umas meias ou de umas cuecas ou de um perfume.
Natal é ficar um serão inteiro na conversa, ouvir e contar histórias e não haver televisão.
Natal é ficar na companhia dos que serão eternos na nossa vida, mesmo sem serem imortais.
Natal é não ir onde até me apetecia e descobrir a meio da noite que foi bom não ter ido.
Natal é achar a noite uma seca e recordá-la com nostalgia...

Beijinho e já agora, um feliz Natal! ;)

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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 22:25

Olá Marta

Sobre deus ... já falarei noutro post :-)

Gostei do teu comentário... é assim que penso, cada vez o natal vai ser mais uma festa pagã, mas é uma festa que deixará boas memórias e recordações

Beijinho
Jorge
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De Perfume a 09.12.2008 às 14:41

A noite de natal será como de costume e desde que me casei na minha casa com os meus pais, um jantar normalissimo de bacalhau com couves e os doces tracionais. O dia de natal; será o almoço em minha casa, porque os meus pais já não tem saude para canseiras e o jantar na casa dos sogros. Sou ateia, mas comemoro o espirito da época. O engraçado é que os sogros que são tão religiosos e moram perto fazem questão de não partilhar a noite com conosco.
O espirito de natal é a partilha, o darmo-nos aos outros, mas a maioria das pessoas ainda não entendeu isso.
Actualmente, o que me enche o coração é ver a alegria da minha filha a receber as prendas.
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 22:38

Olá

O natal é isso, partilha.. nostalgia, espírito de comunhão... é claro que há uns com mais espírito que outros.

Beijinho
Jorge
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De Kitty a 09.12.2008 às 17:56

O meu Natal vai ser passado entre a casa dos meus pais e a casa dos meus sogros. A noite de Natal, que vai ser passada em casa dos meus pais vai , mais uma vez, ser sem crianças. Tanto eu (nós) como a minha irmã (mais nova) não temos filhos. Temos sim o avô materno que, com 93 anos, é a nossa criança!
Sem querer fazer o papel de consumista, adoro receber e dar presentes. Nem que seja um pacote de papa cerelac devidamente embrulhada!
:)
No dia de Natal vamos jantar a casa dos meus sogros onde há um piqueno com 9 anos que dá brilho à festa.
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 22:44

Olá

O natal é principalmente das crianças, para os adultos é nostalgia, dos tempos de criança... desejo que o menino Jesus te traiga rapidamente ...

Beijinho
Jorge
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De Paola a 09.12.2008 às 19:58

Se pudesse, rasgava o calendário... Crenças à parte, há, cada vez mais mentira. A família já não é o que é, os doces são comprados na pastelaria da esquina, o Pai-Natal é comprado na loja do chinês e até nem é cristão... Tudo é feito por obrigação! Porque é Natal, se não nem ia... A preocupação maior é comprar, comprar e comprar... Vivemos encantados com as iluminações de Natal, com o brilho dos centros Comerciais, com o "parece mal", é Natal.... E afinal, é apenas um dia. E nos outros? Esquecemos a solidão de muita gente, a fome, a pobreza, as compras desenfreadas e mesmo as pessoas que só queremos juntas um ano depois? Não gosto disto! Só gostei do Natal quando o meu avô reunia toda a família e tocava acordeão... mas isso já acabou! Este ano nem os meus pais já tenho...

Beijo
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De Jorge Soares a 10.12.2008 às 22:57

Amiga, a vida segue sempre, quando já não resta mais nada, restam as nossas recordações. O natal é aquilo que queremos que seja....e claro, pode ser todos os dias... mas aí perdia a piada.

Beijinho
Jorge

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