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O que são células estaminais?

por Jorge Soares, em 15.01.09

 

Ontem no debate mensal na assembleia da Republica, o primeiro-ministro anunciou a criação de um banco de células estaminais. Hoje por volta da hora do almoço na Antena 1, acho que o programa era Antena Aberta, discutia-se a importância desta medida.

 

Recentemente dois dos meus colegas tiveram filhos e ambos optaram por preservar o sangue do cordão umbilical dos bebés, que é preservado congelado e em caso de necessidade poderá no futuro ser utilizado para aproveitamento das células estaminais. Por aquilo que percebi, ambos pagaram bastante dinheiro para esta preservação. Mas o que são células estaminais?

 

 

Neste artigo do Sapo saúde podemos ler o seguinte:

 

 

"As células estaminais são células indiferenciadas que podem dar origem aos diferentes tipos de células de um organismo. Estas células têm ainda capacidade de se auto-renovar. Iisto significa que uma célula estaminal ao dar origem a uma célula mais especializada (diferenciada) dá também origem a uma cópia idêntica de si mesma, e tem também capacidade de se multiplicar aumentando o número de células estaminais (expansão). Existem diferentes tipos de células estaminais.


Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, ou mesmo, por exemplo, as células que fazem parte do olho. Mais tarde, no indivíduo adulto, as células estaminais reparam tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo."

 

 

O que se tentava discutir no programa era a utilidade deste banco público de células estaminais, os benefícios para o país e por fim a utilidade de uma medida destas numa altura de crise económica.

 

Não é uma discussão fácil, quando penso em células estaminais o primeiro que me vem à cabeça são transplantes para cura da leucemia. Uma das convidadas em estudo dizia que a manutenção de um banco com aproximadamente 10000 amostras custaria ao país entre 1 e 2 milhões de Euros por ano.  

 

Podemos olhar para este valor de várias formas, podemos pensar que se com este dinheiro conseguirmos salvar nem que seja uma vida de uma criança com leucemia, o dinheiro será bem empregue. Por outro lado, alguém dizia que neste momento das colheitas feitas e preservadas, só 30% é aproveitável, já seja devido a problemas na colheita, na preservação ou das próprias células. Sendo que o tempo de vida máximo de uma colheita é de 20 anos, passado o que deixam de ser utilizáveis. Visto por este prisma, se calhar podemos pensar que o dinheiro poderia ser utilizado na saúde dos portugueses e salvar vidas de outras formas.

 

No fim do programa fiquei com algumas duvidas, por um lado uma vida humana não tem preço e qualquer dinheiro que se gaste com o objectivo de salvar vidas é bem empregue, por outro lado, parece-me que neste momento as coisas não são muito claras e fiquei na duvida se os mais de mil euros que os meus colegas pagaram às empresas de crio-preservação vão alguma vez servir para algo...será que o dinheiro não seria melhor empregue em centros de saúde, ambulâncias, cuidados paliativos, serviços de urgência dos hospitais?.......

 

Resta explicar que ao contrário dos bancos privados, as células guardadas no banco publico seriam para qualquer pessoa que as necessitasse e fosse compativel, e não propriedade do dador.

 

Não sei!

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

publicado às 21:44


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