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As mulheres católicas o quê?

por Jorge Soares, em 16.01.09

 

 

«Casar com muçulmanos pode causar «um monte de sarilhos».


«Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam».

 

Quem disse as frases que copio acima foi José Policarpo, Cardeal patriarca da igreja Portuguesa, a máxima autoridade da igreja em Portugal....a voz da igreja católica no nosso país.

 

Vejamos a opinião de outro membro da igreja católica sobre a violência familiar em entrevista ao DN no dia 13 de Outubro de 2007

 

Passo a citar:


«NM- Na sua opinião uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?

Resposta - Depende do grau de agressão;


NM - O que é isso de grau de agressão?

Resposta - Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos;


NM - Então reformulando a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?


Resposta - Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso e gravidade suficiente para deixar um homem que amava.»

 

Pois, pelos vistos as mulheres portuguesas tem que ter mesmo muito cuidado.... mas não é só com os muçulmanos..... entretanto a igreja olha para o lado, e é contra o divórcio, contra o aborto, contra a contracepção,..contra tudo, até contra o bom senso.

 

Jorge

publicado às 22:32


18 comentários

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De sininho a 17.01.2009 às 00:27

Nunca ninguém me bateu..também não seria agora..não gosto de violência quer física ou psicológica....bj
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:39

Olá

A violência familiar é um problema real, morrem dezenas de mulheres em Portugal todos os anos, a igreja é hipócrita.

Beijinho
Jorge
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De António Manuel Dias a 17.01.2009 às 01:08

Pois eu acho que José Policarpo tem razão, apenas não disse tudo. O que deveria ter dito era algo como:

"Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente. E pensem duas vezes em casarem com um judeu, com um cristão ortodoxo, um católico ou qualquer outro que diga acreditar no sobrenatural. Já agora, faço o mesmo aviso aos homens: pensem duas vezes antes de casarem com uma mulher religiosa. Nunca se sabe quando a ilusão se irá sobrepor à realidade na vida de uma pessoa dessas. São bombas à espera que lhes acendam os rastilhos."
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:40

Olá António.

Nem mais.

Abraço
Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 17.01.2009 às 02:44

Eu ouvi e não concordo com o ar "apalhaçado" mas não sei se a reportagem mostrou o todo ou só a parte polémica (como muitas vezes o faz!).
Muitas vezes o amor é cego, surdo e mudo e grita mais alto que a voz da razão.
Defendo que os jovens devem ser alertados para tomarem conhecimento sobre as diferenças de costumes e crenças religiosa antes de assumirem um compromisso ou uma união. Se depois quiserem assumir… nada a opor.
Afinal cada um tem o direito de decidir sobre a sua vida e o seu destino.
Hoje não estou contigo no tema.
Não se apagam erros apontando os defeitos.
O alerta não tem o tom maldoso que foi atribuído - Quando muito é inconveniente na "forma" pouco diplomática de o abordar.
É a minha opinião!
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:53

Olá

Por muito que eu pense, não estou a ver nenhum contexto positivo para estas frases.... nem consigo ver isto sem um tom maldoso, aliás, nem estou a ver qual o motivo para este alerta. Se formos a ver, e tendo em conta que durante o ano passado morreram perto de 50 mulheres devido a violência familiar em Portugal.... se calhar faria muito mais sentido dizer ás mulheres para pensarem muito bem antes de se casarem... não? Mas não, a igreja faz o contrário, diz às pessoas que não s epodem divorciar e que a violência faz parte do sagrado casamento.

Amiga, não há uma maneira diplomática de abrodar isto... ele simplesmente deveria estar calado.

Beijinho e bom Domingo
Jorge

Podemo
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De DyDa/Flordeliz a 18.01.2009 às 16:54

"Queimada Viva" é um livro que li que me chocou pela brutalidade e falta de dignidade pelo ser humano (neste caso a mulher).
Este relato é feito na primeira pessoa. Não é um crime do passado. É dos nossos dias (como muitos que não tiveram a sorte "se se pode chamar de sorte a sobreviver depois de ser queimado vivo por um familiar" de passarem até nós)!

"Souad tinha dezassete anos e estava apaixonada. Na sua aldeia da Cisjordânia, como em tantas outras, o amor antes do casamento era sinónimo de morte. Tendo ficado grávida, um cunhado é encarregado de executar a sentença: regá-la com gasolina e chega-lhe fogo. Terrivelmente queimada, Souad sobrevive por milagre. No hospital, para onde a levam e onde se recusam a tratá-la, a própria mãe tenta assassiná-la.."
Em Portugal cometem-se crimes e atrocidades em, mas há lei, e se forem denunciados os crimes (muitas vezes falha) há castigo.
A diferença Jorge é que por estas "BANDAS" a lei é únicamente a do sexo masculino.
Portanto seja o "Policarpo" o Quim ou o Zé a alertar eu concordo.
Como te disse antes: Se depois os/as jovens quiserem avançar numa relação NADA A OPOR!
Mas não temos de ter medo de dizer que a nossa forma de estar na vida é diferente, muito diferente!
A igreja no meu país é contra o divórcio. Mas não me mata se eu me divorciar.
O meu marido pode matar-me se eu me separar dele. Mas o meu filho ou a minha familia tudo fará para que pague pelo crime que cometeu (ele não é meu dono!). Tenho a certeza que nenhum deles me tentará envenar ou regar regar com gasolina mesmo que não concordem comigo!

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De Jorge Soares a 18.01.2009 às 22:28

Olá

Amiga, este teu comentário.... foi respondido no post de hoje.

Beijinho e boa semana
Jorge
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De Miepeee a 17.01.2009 às 16:04

Relaivamente as frasesdo D. Policarpo acho que nao foi poiliticamente correcto, e verdade que existe uma grande diferenca cultural, mas dai a colocar as coisas como fez vai uma grande distancia.
Sobre o assunto das agrecoes so te posso dizer que esse senhor que disse que se levasse de 3 em 3 meses nao era grave, devia experimentar para ver se gostava. Nunca fui agredida e posso dizer-te que se tal vier a acontecer, sera so umavez, ou porque a sova que levar me mata ou porque a besta que baixar a mao sobre mim vai ficar muito tempo sem levantar as maos. Vai passar umas ferias longas numa penitenciaria qualquer.
Beijo.
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De Paola a 17.01.2009 às 18:09

Eu cá nem quero entrar em polémicas... mas o paternalista da igreja não me agrada. Decidem com quem caso, se aborto ou não, se me baptizo, se a violação é ou não uma forma de redenção, se a agressão é uma bênção , se faço sexo com preservativo, se vou a pé a Fátima ou a Roma, se posso ou não ser homossexual, se ... Bom, só falta decidir quantas vezes por semana eu posso... Desculpem, mas não gosto mesmo nada que decretem as minhas convicções.

Beijinhos
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:57

Olá

Ora, nem mais

Beijinho
Jorge
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:55

Olá

A violência familiar é algo muito real e muito grave....a igreja deveria preocupar-se com ela.... e não eatar a dar palpites sobre casamentos multiculturais.

beijinho
Jorge
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De smootha a 17.01.2009 às 20:34

Se eu aplaudir daqui, conseguirás ouvir-me? :D
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 21:57

:-)



beijinho
Jorge
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De umbreveolhar a 17.01.2009 às 22:16

Olá Jorge Soares,
O Cardeal Patriarca é uma pessoa muito inteligente e gosto de ler o que escreve e ouvi-lo Neste caso pensei logo que " ia dar barraca", porque são aspectos muito melindrosos para serem abordados em público. Há tempos foi o actual Papa com uma consideração que fez sobre o Maomé, agora temos o Cardeal recomendando às mulheres o cuidado que devem ter em associar-se com muçulmanos .
Devem ser mais prudentes, e é como dizes " Não podem olhar só para o lado". Gostei do texto.
Um grade abraço,
Carlos Alberto
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De Jorge Soares a 17.01.2009 às 22:33

O Cardeal é um homem inteligente e bem formado, a mim custa-me acreditar que sejam só descuidos... e acho que os tempos não estão para se acirrar guerras antigas.

Abraço
Jorge
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De Zaka a 19.01.2009 às 01:37

E ainda há quem se interrogue quando digo orgulhosamente que não sou católica!

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