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Lagarde

 

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A noticia do dia apareceu no New York Times, o FMI prepara-se para admitir que cometeu erros graves na forma como lidou com a crise da divida da Grécia.

 

Demoraram dois anos a reconhecer o que há muito que era mais que evidente, nomeadamente o facto de não terem previsto a forma como o excesso de austeridade iria afectar de uma forma tão negativa a economia, o excesso de medidas de austeridade levaram o país a uma espiral recessiva da que não se sabe quando poderá sair.


As medidas que se aplicam por cá são uma copia da receita aplicada na Grécia, o governo acaba de fazer dois anos no poder e até hoje está por ser anunciada a primeira vez que o ministro Gaspar acerta uma das suas previsões, não era preciso o FMI vir dizer que fez asneira, todos sabemos que a austeridade só está a afundar ainda mais as economias, dois anos depois o FMI reconhece que errou, quando o fará o nosso governo? E quando  vai arrepiar caminho?

 

Senhores do governo, não há pior cego que o que não quer ver.

 

Jorge Soares

publicado às 21:42

letta

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Daqui a 18 meses, verificarei se as reformas chegam a bom porto. Se, pelo contrário, vir que são travadas, tirarei as consequências”, convenhamos que ouvir um politico dar um prazo às suas políticas não é mesmo o habitual. Na Itália, como por cá, como em todo lado, as promessas não costumam passar de palavras, coisas que se esquecem a seguir às eleições.

 

Num país em que os partidos políticos há muito que passaram à historia e onde as  maiorias costumam ser feitas de frágeis equilíbrios formados ao sabor dos interesses, Enrico Letta veio atirar uma pedrada no charco, as suas promessas não vem de antes das eleições, são promessas feitas após a eleição como primeiro ministro e são palavras fortes.

 

A Itália morre só com austeridade. As políticas de crescimento não podem esperar mais”, alguém devia gravar e enviar o discurso a Passos Coelho e a Gaspar.


É preciso tê-los no sitio e ter muito valor para se dar um prazo às politicas económicas, sobretudo porque 18 meses é muito pouco tempo, e a situação económica não depende só de um país... era bom que no resto da Europa ouvissem estas palavras e seguissem os exemplos...


Enquanto por cá se insiste nos cortes e na austeridade ou por outro lado se pedem maiorias com palavras vagas, há quem trace metas verdadeiramente ambiciosas e prometa luta à austeridade.


Jorge Soares

publicado às 22:25

Calimero Passos Coelho

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Acabo de ouvir na RTP e de confirmar no Público que  "zona Euro suspende todas as decisões relativas a Portugal", por outras palavras, a Troika decidiu que até que lhe sejam apresentadas as contas com os milhões certos na austeridade, não há dinheiro para ninguém.

 

Eu não sou nada dado a teorias da conspiração, mas assim de repente começou a fazer sentido aquela conversa toda de fazer do Tribunal Constitucional o inimigo público número um do governo. O bode expiatório perfeito para agora O Gaspar e seus pares terem desculpa para continuar a apertar com a austeridade... e também começa a fazer sentido que o governo insista em colocar no orçamento de estado de 2013 uma medida que já tinha sido chumbada em 2012.. afinal parece que eles não são assim tão parvos.

 

Yo no creo em brujas... mas isto cheira mesmo mal!

 

E se em vez de estarem a inventar simplesmente aprendessem a dizer NÂO

 

Jorge Soares

publicado às 22:07

Passos Coelho

 

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Quantas vezes já ouvimos Passos Coelho dizer que não vai aumentar os impostos, ou que nunca iria reduzir os salários, ou retirar os subsídios? hoje voltou a faze-lo e acho que depois disto quase que damos por garantido que vem aí mais um aumento de impostos.

 

Para o primeiro ministro o tribunal constitucional veio complicar as coisas, o senhor esquece que não foi o tribunal que fez o orçamento, nem este ano nem o do ano passado, foi ele e o seu governo que em anos consecutivos criaram orçamentos de estado que não eram constitucionais.

 

Para o primeiro ministro parece que os juízes, alguns dos quais foram indicados pelo seu partido, são o novo inimigo, ele deveria olhar mais para o seu umbigo e pensar que a culpa de tudo isto é dele e dos seus ministros, quem é que no seu são juízo volta a apresentar um orçamento com medidas que já tinham sido chumbadas no orçamento anterior?

 

Evidentemente o tribunal constitucional também tem culpa, se no ano passado tivessem obrigado o governo a devolver o dinheiro retirado de forma ilegal aos portugueses, talvez este ano não estivéssemos de novo a passar por isto.

 

A forma como o primeiro ministro, o governo e o PSD reagiram à declaração de inconstitucionalidade mostra como anda tanta gente distraída e de cabeça perdida, a constituição existe para defender o povo dos seus governantes e é suposto que quem faz as leis e os orçamentos se baseiem nela para governar, o que estes senhores tentam fazer passar para a opinião pública é que o tribunal é um empecilho e que dada a situação do país deveria olhar para o lado em quanto eles tentam roubar um pouco mais dos rendimentos dos portugueses.

 

Há uns tempos alguém dizia que bom mesmo era suspender a democracia por um período de seis meses, parece que os herdeiros dessa pessoa já chegaram ao poder.. fosse por eles e suspendia-se a constituição enquanto eles fazem e desfazem a seu bel prazer... felizmente ainda resta quem tenha pudor e impeça que esta gente leve a sua avante.

 

Quanto ao futuro, depois destas declarações de Passos Coelho, vejo-o cada vez mais negro... de uma forma ou outra estes senhores vão insistir na sua política de austeridade custe o que custar. Mais cortes na educação, na saúde e na segurança social são só outra forma de aumentar os impostos... mas vão ver que não tarda muito os impostos aumentam mesmo ....

 

Jorge Soares

publicado às 21:12

Carnaval no Chipre

 

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Quantas vezes ouvimos a frase, "Os ricos que paguem a crise"? No Chipre é isso que vai acontecer, uma das condições da Troika para o empréstimo de dez mil milhões de Euros é que seja aplicado um imposto imediato de 10% sobre todos os depósitos bancários superiores a cem mil Euros. Para os depósitos inferiores a este valor o imposto é de 6,5 %. Em contrapartida os depositantes ficam com acções dos bancos.

 

O Chipre é uma espécie de paraíso fiscal para os ricos da Rússia que utilizam os bancos da pequena ilha no mediterrâneo para esconder os negócios obscuros e lavagem de dinheiro, calcula-se que perto de um quarto de todo o dinheiro existente nos bancos pertença a cidadãos russos e Gregos, estes últimos depositaram a sua riqueza no Chipre para fugir a uma hipotética saída da Grécia do Euro. É  precisamente este dinheiro que a troika tenta apanhar com esta medida.

 

Para terem uma ideia da quantidade de dinheiro que existe nos bancos cipriotas, o governo calcula que irá obter quase seis mil milhões de Euros com esta medida, mais de metade do resgate Europeu. O que significa que os bancos tem depósitos superiores a sessenta mil milhões de Euros, quase três vezes o valor do PIB do país,  isto num país com menos de oitocentos mil habitantes é mesmo muito dinheiro. 

 

Qual seria o efeito de uma medida destas em Portugal?, muito pouco.  Por cá a maioria da população tem dívidas, a nossa mania de termos todos casa própria e o crédito fácil, há muito que nos fizeram esquecer o que é poupar, nós não temos dinheiro nos bancos por isso dificilmente alguém se lembraria de uma medida destas... Ao contrário do Chipre, é muito mais efectivo cortar nos salários e aumentar os impostos.... se calhar a maioria de nós preferia mesmo que aplicassem uma medida destas que pouco ou nada nos afectaria, a ver os nossos salários a serem reduzidos todos os anos... ou seja, Os ricos que paguem a crise.

 

Mas tudo isto não deixa de ser assustador, a mensagem que se está a passar aos europeus é a de que os bancos não são um lugar seguro para se ter o dinheiro, e se até aqui quem tinha algum o colocava rapidamente num Off - shore qualquer, a partir de agora vamos assistir a uma corrida aos Off-Shores .... e há quem diga que isto é o principio do fim da economia da Europa e da união europeia.

 

Jorge Soares

publicado às 22:15

Queremos ser o país dos salários de miséria?

por Jorge Soares, em 07.03.13

Salários de miséria

 

Imagem de aqui 

 

Ontem o Primeiro ministro Passos Coelho saiu-se com mais uma ideia brilhante, em lugar de aumentar o salário mínimo deveríamos era de o diminuir, o aumento do salário é prejudicial para o emprego. E deu o exemplo da Irlanda, onde segundo ele, o salário mínimo foi reduzido com resultados positivos. 

 

O que ele se esqueceu de dizer é que na Irlanda o salário mínimo estava acima dos 1400 Euros e diminuiu para algo mais de 1200, qualquer coisa como 3 vezes mais que o salário mínimo de miséria que temos por cá.

 

Tudo isto numa altura em que até os patrões são favoráveis a um aumento, não é difícil perceber porquê, o aumento dos salários significa mais dinheiro a circular e mais disponibilidades para o consumo, que por sua vez farão com que seja necessária mais produção e portanto mais mão de obra... o que significa aumento do emprego.

 

É claro que no caso das empresas exportadoras, o aumento dos salários se traduz em alguma perca de competitividade, mas estas são normalmente empresas que utilizam sobretudo mão de obra qualificada e não pagam de certeza o salário mínimo, pelo que o impacto seria mínimo.

 

Passos Coelho e quem o aconselha, veja-se as declarações de hoje de António Borges, insistem em olhar para o lado,  e insistem em ir contra a corrente, e pelos vistos não há indicadores económicos ou manifestações que lhes façam perceber que a realidade em que todos vivemos é outra muito diferente daquela em que pelos vistos eles vivem. Até agora, para além de conseguirem uma redução do PIB em quase 10% nos últimos 3 anos e de um aumento do desemprego para números acima dos 17%, o que conseguiram eles com esta política cega e teimosa?

 

Estamos há quase três anos a insistir numa política de austeridade e aumento de impostos, os trabalhadores portugueses já perderam um terço do seu salário e estes senhores acham que ainda o devem reduzir mais... querem o quê?, que em lugar de recebermos para trabalhar passemos a pagar?

 

Jorge Soares

publicado às 21:55

O resultado da austeridade?.. desemprego!!!

por Jorge Soares, em 13.02.13

O desemprego em Portugal

Imagem do Público 

 

Fala-se da volta aos mercados, a realidade é que não há volta a dar, após ano e meio de insistência na austeridade os resultados estão à vista, no último ano perderam-se duzentos mil empregos...e o pior é que a procissão ainda vai no adro.

 

A insistência na austeridade está a levar a economia a níveis de há décadas atrás. A falta de dinheiro faz descer o consumo, que faz parar a produção, que faz abrandar a economia, que faz aumentar o desemprego, que traz falta de dinheiro ...  está à vista e até Passos Coelho já o reconhece... não percebo é porque insiste no erro apesar de tudo isto.

 

Qual será o limite do que é aceitável para estes senhores? Qual a percentagem de pobreza que é necessário para que estes senhores admitam que assim não vamos lá? Será que lhes importam o que o povo sofre com tudo isto?

 

A verdade é que mercados ou não, a nossa economia está cada vez mais parecida com a da Grécia e a luz no fundo do túnel parece cada vez mais longe.... 

 

Jorge Soares

publicado às 21:36

Pobre, hoje sinto-me ainda mais pobre

por Jorge Soares, em 15.01.13

O roubo do IRS

 

Imagem do Henricartoon

 

 

Hoje saíram finalmente as tabelas do IRS, de repente senti-me pobre, para o meu escalão, casado, dois titulares, três filhos, o aumento é de 3%, mais 3,5 da sobretaxa, dá um total de 6,5... somos um país pobre, que tem rendimentos de país pobre mas que paga impostos como se fosse um dos países nórdicos da Europa.

 

Havia tanta gente que queria ser como eles, que queria ter a educação da Finlândia, os serviços públicos da Suécia, os serviços sociais da Noruega... parece que o governo decidiu fazer-lhes a vontade... só que começou pelo lado errado da coisa e depois da entrada do orçamento de estado de 2013, vamos passar a ter o nível de vida de um qualquer país do Norte de África... 

 

Há pouco no Telejornal a noticia era que em Ponta Delgada já se cancelam cirurgias porque no hospital já não há material suficiente para garantir o funcionamento... a isto chamo eu viver no terceiro mundo.... acho que o Passos Coelho lhe chamou "custe o que custar"....

 

Quem estiver interessado, as novas tabelas podem ser consultadas aqui ... e aqui há um simulador onde podem verificar quanto vão receber e qual a diferença para o que recebiam em 2012... mas só lá vão se não querem estragar o resto do dia...

 

Jorge Soares

publicado às 22:10

Como distribui o dinheiro o governo

 

Imagem do Pontos de Vista



A inexistência de um tecto máximo para a despesa dos gabinetes e a manutenção da sua opacidade revelam que persistem anomalias, situação que deve ser ultrapassada em nome do rigor e da transparência orçamental


Segundo o Público, a frase acima foi retirada de um relatório do tribunal de contas em que são analisadas as contas dos diferentes ministérios. Segundo o mesmo relatório "não existe evidência de que as despesas de funcionamento dos gabinetes dos membros do Governo tenham diminuído".. ou seja, para os senhores ministros e demais senhores que nos desgovernam todos os dias, o único que eles conhecem como redução de despesa.. é na realidade a redução dos salários dos funcionários públicos.. no resto, continua-se a viver como se fossemos um país rico e de preferência sem dar contas a ninguém.

 

De realçar o seguinte comentário no mesmo relatório: 

 

"... no actual dispositivo legal, à semelhança do anterior, não constam critérios sobre a atribuição de regalias como o cartão de crédito, uso de viatura e despesas de telefone" ... esclarecedor!


Segundo eles, a culpa de tudo isto é dos portugueses que vivemos acima das nossas possibilidades, mas não há forma de deixarem de governar acima das nossas possibilidades... com o dinheiro que insistem em nos tirar do bolso.

 

Até quando?

 

Jorge Soares

publicado às 21:35

Cavaco lavou as mãos como Pôncio Pilatos

por Jorge Soares, em 02.01.13

Cavaco Silva aprovou o orçamento e depois lavou as mãos.. como Pôncio Pilatos

Imagem do Público 

 

Reza a lenda que há dois mil anos .. mais coisa menos coisa, em Jerusalém ante a insistência do povo na condenação de Jesus à crucificação, entre outras coisas porque este se dizia o filho de deus, Pôncio Pilatos terá dito: "Que se faça a vontade do povo". De seguida lavou as mãos, tentando assim libertar-se da culpa pela condenação de alguém que ele não teria a certeza de ter culpas para tão dura pena.

 

Ontem, no último dia em que o poderia fazer, Cavaco Silva deu o seu OK ao orçamento de estado  mais duro da democracia que com um brutal aumento de impostos, nos condena a todos ainda não à crucificação mas a um via crucis do que dificilmente iremos sair nos tempos mais próximos.

 

Depois qual Pôncio Pilatos dos tempos modernos veio para a televisão justificar o injustificável... como o passado recente não nos mostrasse que na prática o envio para fiscalização posterior não tem efeito nenhum. Lá para depois das férias do verão os senhores do tribunal constitucional vão-nos dizer que sim senhor, o roubo que este governo nos está a fazer não é constitucional... mas  tal como da outra vez, como o assalto já está consumado e os larápios até já deram conta do produto do assalto, fica tudo como está.

 

Não sei se alguém estaria à espera de outra atitude deste presidente da República, para mim era claro como a água, afinal era para isto que o PSD queria: um presidente, um governo e uma maioria.  Assim podem pôr e dispor a seu bel prazer... e a culpa meus amigos, nem é deles, é sim de quem votou em Cavaco e neste governo.....

 

2 mil anos depois todos sabemos no que deu aquele lavar de mãos de Poncio Pilatos... era bom que no fim desta história, os cruxificados fossem eles e não nós... mas não tenho esperança nenhuma nisso.

 

Jorge Soares

publicado às 21:08


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