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Francisco Loução

 

Imagem do Público 

 

"Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exactamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".


A primeira imagem que tenho de Francisco Louçã tem a ver com um cartaz que dizia qualquer coisa como "mais vale um deputado barulhento que muitos calados" Uma frase que deu o mote ao que seria desde aquele momento e até hoje a forma de estar dele e do bloco de esquerda no parlamento.

 

Não ouvi nem li as declarações em que explica a sua saída neste momento, não faço ideia de o que o terá levado a tomar esta decisão numa altura em que se discute na assembleia da República o mais pesado e penalizador orçamento de estado da história da democracia. Uma altura em que fazem falta no parlamento todas as vozes.

 

Para mim que desde há muito me identifico com as ideias e políticas do Bloco de esquerda esta saída de Louçã neste momento é uma enorme surpresa e até desilusão, imagino que ele terá as suas razões e que se calhar até faz parte das estratégias do Bloco de forma a garantir o futuro, mas não deixa de ser estranho que o coordenador e principal voz do partido deixe o parlamento numa altura destas.

 

Não concordo, tal como não concordei quando o Bloco se recusou a ir falar com a Troika antes da assinatura do memorando, mas eu nem sequer sou militante do partido, sou simplesmente um simpatizante, resta-me portanto respeitar e agradecer a Francisco Louçã a forma e a dignidade como durante todos estes anos exerceu os cargos para os que foi eleito

 

Até na forma como saiu, sem se agarrar ao poder e á situação, ele é o exemplo de que afinal os políticos não são todos iguais, há quem escolha a política para se servir do país e quem a escolha para o servir.

 

Jorge Soares

publicado às 23:07

és suficeintemente parvo para voltar a votar em quem nos levou a este estado?

 Imagem de aqui

 

...o medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeriu o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas...


Mia Couto


Hoje no telejornal da RTP foi apresentada uma sondagem que diz que se as eleições fossem hoje, o PS estaria muito próximo de ter mais votos que PSD e CDS juntos. Bastou que Passos Coelho nos fosse ao bolso a todos para que um monte de gente que há um ano atrás mimava os socialistas com impropérios como: incompetentes, corruptos, ladrões, etc, agora se prepare para os voltar a colocar no poder... Quer-me parecer que para além de um povo sereno, somos principalmente um povo de memória curta.

 

Como é possivel que depois de tudo o que se disse sobre Sócrates e o seu governo socialista, o PS possa ser neste momento a alternativa para voltar a governar o país?

 

Como é possivel que depois do que tem sido o governo do PSD/CDS e a sua política do custe o que custar até ao descalabro final, existam 31% de eleitores que voltaria a votar nestes senhores?

 

Na verdade não é assim tão estranho, não conheço ninguém que consiga estar de acordo com Passos Coelho na questão da TSU, todos acham que é uma medida que só vai piorar a situação do país, mas quando tento aprofundar um bocadinho a conversa e tentar perceber em quem votariam as pessoas, a coisa termina sempre em "pois, mas não há alternativas"

 

Esta semana perguntei directamente a alguém porque não equaciona votar num dos partidos que nunca governou, por entre dentes e meio a medo, lá obtive a confissão, "o povo tem medo do comunismo".

 

Não, isto não foi dito por alguém de 60 anos que cresceu a ouvir dizer que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço, isto foi-me dito por uma pessoa na casa dos trinta, ante a minha incredulidade e o silêncio das 3 ou 4 pessoas que estavam ali naquele momento. 

 

Medo, a explicação para o facto de apesar do roubo dos subsídios, do aumento do IVA, da TSU, do aumento das taxas moderadoras, do descalabro da politica educativa, e de tudo o resto, a soma dos votos do PCP e do BE apenas chegarem aos 20%, bem menos que nas eleições de 2008 por exemplo, é que as pessoas tem medo da mudança.

 

O medo explica que as pessoas prefiram ser roubadas, enganadas, espoliadas dos direitos que custaram décadas a ser conquistados pelos nossos pais, a acreditar na mudança, a acreditar que sim, que os políticos não são todos iguais e que poderá haver no nosso país quem possa governar de outra forma, de uma forma que não nos leve ao abismo.

 

Depois disto, e apesar de eu não estar muito para aí virado porque já passei por isso e não me estava mesmo a ver a repetir a experiência, acho que a mim e a muita gente que quer o melhor para os seus filhos, só nos resta mesmo uma hipótese, emigrar, porque pelos vistos com este povo não vamos lá...

 

Muito sinceramente já deixei acreditar na lucidez de quem vota neste país... tem medo, compre um cão, não abra as portas aos ladrões.

 

E tu és suficientemente parvo para voltar a votar nos partidos dos dois governos anteriores?

 

Jorge Soares

publicado às 22:13

Miguel Portas

 

Imagem do Público 

 

Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, morreu esta terça-feira, aos 53 anos, de cancro no pulmão, em Bruxelas.

 

Sempre foi para mim a imagem do bloco de Esquerda, um homem de principios e uma pessoa de causas, a nossa politica perdeu muito hoje, o nosso país perdeu um dos seus melhores politicos, estamos muito mais pobres.

 

 


 

Update:Uma homenagem pública decorrerá no domingo de tarde, no Teatro São Luiz, em Lisboa, em memória do eurodeputado do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, que faleceu terça-feira à tarde, aos 53 anos, de cancro no pulmão, no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia.

 

Jorge Soares

 

publicado às 18:58

Ana Drago .. queremos mais deputados assim

por Jorge Soares, em 02.02.12
 

"A deputada Ana Drago critica a "inenarrável" intervenção do deputado do PSD Duarte Marques, na qual este deputado "enxovalhou gerações e gerações de trabalhadores que trabalharam para construir este país" e "batalharam para haver liberdade e para o Sr. deputado poder vir aqui dizer esses deslaces" 

 

E quem fala assim não é gago, este país precisa de mais gente assim, sem papas na lingua, queremos mais gente assim, mais deputados assim.

 

Jorge Soares

publicado às 20:29

Barrigas de aluguer, o direito a ser pais acima de tudo?

Imagem do Público 

 

Chamou-me a atenção para o assunto um email dos senhores do PPV (Portugal Pro Vida), eles insistem em enviar-me estas coisas. O Bloco de esquerda vai entregar na assembleia da República uma petição para que se legalize em Portugal a maternidade de substituição. Há pouco foi noticia no Público um estudo que mostra que ... mais de 80% dos jovens inquiridos considera que é importante ter uma lei que permita às pessoas aceder à maternidade de substituição.

 

O assunto já passou por aqui mais que uma vez, neste post e neste, não é um tema fácil e nunca será consensual. Todo o mundo sabe que existe muita gente em Portugal que recorre a este método para ter filhos, casais heterossexuais e homossexuais, não foi há muito tempo que uma reportagem da RTP explicava direitinho como se fazem as coisas nos Estados Unidos e como há muita gente que lá vai para ter filhos. A grande maioria dos casos será através de esquemas mais ou menos legais, mas basta ver os comentários deste post do A ver o Mundo para se perceber que haverá muita gente que se sujeita quem sabe a que esquemas e ilegalidades para ter filhos.

 

Não tenho uma posição completamente formada sobre o assunto, mas tal como com o aborto, acho que olhar para o lado é garantir o negócio a muita gente e fomentar a ilegalidade. Sou pai adoptivo e evidentemente acho que antes de se ir por este caminho todos os casais deveriam optar pela adopção, mas tenho consciência que o número de crianças para adoptar no nosso país nunca será suficiente para tornar os processos de adopção céleres e/ou justos. Eu tive que ir buscar a minha filha mais nova a outro país, os meus dois filhos mais novos nasceram de outras mães, haverá assim tanta diferença entre uns casos e outros, não será a adopção um caso especifico de maternidade de substituição?

 

Por outro lado, qual é a diferença entre a maternidade de substituição e os milhentos métodos de procriação assistida que existem no mercado e que na sua grande maioria custam milhares e milhares de Euros e são física e psicologicamente desgastantes para quem envereda por esses caminhos?

 

É evidente que ninguém quer fazer disto um negócio, mas será licito fazer as pessoas passarem por processos de adopção que duram anos e anos e que no caso da adopção internacional podem custar milhares de Euros a quem quer ter filhos?

 

Não sei se o Bloco de Esquerda irá ter ou não sucesso com a iniciativa parlamentar, mas era bom que o tema fosse discutido e a sociedade portuguesa fosse devidamente esclarecida.

 

Já agora, passem pelo blog dos senhores do PPV e votem no inquérito deles, ao contrário do estudo de que fala o Público, por lá o "Não" leva a vantagem... mas é claro que isso não é nada estranho.

 

Jorge Soares

publicado às 22:14

Quem ganhou e quem perdeu estas eleições?

por Jorge Soares, em 05.06.11

Quem ganhou as eleições em Portugal?

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

Ao contrário da maioria das eleições anteriores, esta vez é fácil dizer quem ganhou e quem perdeu, em primeiro lugar eu acho que perdeu o país, 42% de abstenção é uma clara derrota para o país. Estas eram umas eleições muito importantes, talvez as mais importantes desde o 25 de Abril, metade das pessoas não quis saber, metade das pessoas não quer saber quem os governa. É bom que alguém reflicta muito seriamente sobre o que isto significa realmente. Estamos a criar uma sociedade sem consciência civica e politica e isso é muito perigoso.

 

Dos resultados dos votos expressos, acho que está muito claro quem ganhou e quem perdeu, ganharam claramente o PSD e o CDS. Tenho para mim que há nesta vitória do PSD muito mais demérito do Sócrates, que mérito do Passos Coelho, este soube estar no lugar certo no momento certo, a mim ficam-me sérias dúvidas sobre a sua capacidade politica, espero sinceramente estar enganado, a situação do país já é suficientemente grave como para termos à frente alguém sem pulso.

 

O outro grande vencedor da noite é sem dúvida alguma Paulo Portas, o Partido do táxi já quase chega a partido do autocarro e está às portas do poder. Quer-me parecer que não vai ser fácil o entendimento, Portas vai vender muito caro o seu apoio ao governo, Passos Coelho falou de um governo com 10 ministros,  bom, a mim quer-me parecer que depois da noite de hoje, Portas vai querer 5 só para ele ...

 

Todos os restantes partidos perderam, e esta vez não há meias derrotas, só derrotas a sério a começar pelo Bloco de esquerda, que de quarto partido passa para quinto. Quanto a mim o bloco deslumbrou-se com o resultado de 2009 e esqueceu o seu norte. O Bloco passou de ser a esquerda moderna para uma cópia, muitas vezes pobre, do partido comunista. 

 

Eu sou votante do bloco desde que este apareceu, esta vez tive uma enorme dificuldade em decidir-me em quem votar, porque senti que o partido deixou de me representar. Eu não me senti representado naquela moção de censura fora de tempo e de lógica, e sobretudo não me senti representado na decisão de não ir falar com a Troika. Não era necessário assinar o memorando ou estar de acordo com as medidas propostas, mas era muito importante lá ir, dizer porque não se está de acordo e quais as medidas alternativas. Eu e muita gente sentimos que ficamos sem voz.

 

Não ouvi o que disse Jerónimo de Sousa, mas esta vez não há vitórias morais, num momento em que o PS caiu para baixo dos 30%, a CDU tinha que crescer muito, tinha que saber mobilizar os votantes da esquerda, tinha que crescer à custa do PS, não cresceu..de resto, foi igual a si mesmo... 

 

Por ultimo, o PS perdeu, deixou de ser governo e face ao resultado do CDS, mesmo com a renuncia do Sócrates, não tem a menor hipótesse de vir a fazer parte alguma coligação. Pior, a saída do Sócrates vai deixar um vazio, não se vê neste momento quem possa ter o carisma politico para voltar a fazer do PS um partido com aspirações de poder.

 

Esperam-nos tempos conturbados, veremos se PSD e CDS conseguem criar uma aliança forte que consiga manter-se no governo pelo menos até ao fim do periodo de intervenção do FMI... veremos quando são as próximas eleições.

 

Jorge Soares

publicado às 21:45

O que é a Taxa Social única?

por Jorge Soares, em 15.05.11

O que é a Taxa Social ùnica?

Imagem de aqui

 

Taxa social única é uma expressão que entrou em nossas casas na última semana, na realidade ela foi trazida à ribalta pelo memorando da Troika, memorando que recorde-se foi assinado pelos 3 principais partidos, PS, PSD e CDS. Foi portanto com algum espanto que vi a forma como todos os partidos a utilizaram como arma de arremesso durante esta semana. Mas o que é realmente a Taxa social única? 

 

Um destes dias dizia a Sandra o seguinte no Facebook:

 

TSU - Taxa Social Única é um imposto pago em % dos ordenados dos trabalhadores pelas empresas.

A taxa aplicável é de 34,75%, dos quais 11% já são pagos pelos trabalhadores e 23,75% pelas empresas.

20,21% da taxa global é utilizada para cobrir as despesas do Estado com a velhice, 0,5% para doença profissional, 1,41% para doença, 0,76% para a parentalidade, 5,14% para desemprego, 4,29% para invalidez e, por último, 2,44% em caso de morte.

 

Na verdade não é só isto, é uma taxa social sim, mas não é única, porque existem percentagens diferentes pelo menos para os órgãos sociais das empresas e para empregados com algum grau de invalidez.

 

Como bem diz a Sandra, os valores pagos pelas empresas todos os meses são o garante da solidez financeira da segurança social, o que se traduz em reformas, funcionamento da caixa de previdência e hospitais, etc.

 

O que se pretende com a redução destas taxas?, em primeiro lugar aliviar custos fixos das empresas, pagando menos ao estado estas ficam com mais capacidade financeira para investir, investimentos que se poderiam traduzir em mais empregos e mais exportações. A médio prazo isto deveria traduzir-se numa enorme ajuda para superarmos a crise.

 

Do meu ponto de vista, os 23,75 % que pagam directamente as empresas são o principal motivo para a existência de tantos falsos recibos verdes e em último caso de uma Geração à rasca, para não ter que pagar esta percentagem as empresas preferem contratar a recibos verdes ou em outsourcing, reduzindo os custos fixos,  descer a taxa contribuiria para diminuir a precariedade.

 

É claro que, resta saber como seria compensada a menor entrada de dinheiro na segurança social, e aqui é a parte onde de todo não concordo com o PSD, se a alternativa é aumentar o IVA o que parece é que estamos a penalizar a população para beneficiar as empresas, e aí, eu não posso concordar.

 

Em suma, descer a TSU é uma medida que terá efeitos positivos para criar emprego e aumentar as exportações, e como disse no inicio, é uma imposição da Troika, pelo que Sócrates e o PS estão a ser demagogos quando criticam o PSD. É uma medida que terá que ser tomada seja quem for que ganhe as eleições a 5 de Junho, haverá que buscar alternativas para evitar a descapitalização da segurança social, e aí eu inclino-me fortemente para o que tem sido uma das batalhas do Bloco de Esquerda: aumentem-se os impostos aos lucros dos bancos, taxem-se as mais valias em bolsa e as transferências de dinheiro para fora do país.

 

Faltam 3 semanas para as eleições, os debates que vi foram pobres e pouco esclarecedores, debateu-se muito a Taxa Social Única e pouco as propostas sérias que cada um tem para governar, ou como disse alguém, muitos pentelhos ... e pouca uva... continuo à nora sobre em quem irei votar.

 

Jorge Soares

publicado às 22:08

Bloco de esquerda e Partido comunista fogem ao diálogo

Imgem do Henricartoon

 

Um quinto dos eleitores não se fez ouvir. Bloco de Esquerda e PCP decidiram  não comparecer. Porque não se encontram com o inimigo?

 

Retirei estas frases do Arrastão de um post do Daniel Oliveira,  a mim faz-me alguma confusão, o inimigo?, inimigo de quem?

 

Nas últimas eleições a soma dos votos do Bloco mais os do Partido comunista andou muito perto dos 20%, como diz o Daniel, para bem ou para mal, eles representam um quinto da população, entendo que não queiram fazer parte de uma solução com a que não estão de acordo, mas por aquilo que entendi, estas reuniões eram para troca de ideias, para ouvir e ser ouvido. Se eles acham que têm soluções válidas e melhores que as que previsivelmente irão ser tomadas, porque não irem apresentar essas soluções, quem sabe e alguém os ouvia?

 

A mim não me parece que quem votou nestes partidos, se queira sentir à margem do que vai acontecer,  aliás, não estou a ver como poderá alguém ficar à margem de um pacote de medidas que de uma forma ou outra nos irá afectar a todos. 

 

Pessoalmente o que me parece é que ambos os partidos decidiram que será mais lucrativo a nível eleitoral manter-se à margem, já todos percebemos que da direita à esquerda neste momento ninguém faz nada que não seja com um objectivo claro, o maior número de votos possíveis no dia 5 de Junho.

 

Quanto a mim a imagem que deixaram com isto é muito triste, é a de que os votos e o número de eleitos estão antes das ideias do diálogo e das soluções, num momento em que todos deveríamos pensar no melhor para o país, em que todos deveríamos trocar e partilhar ideias para o bem de todos, eles decidem esconder-se atrás de palavras... é triste.

 

Entretanto aqui o blog vai entrar em reflexão... vou ali até ao Alentejo ver se chove... volto no Domingo, boa Páscoa a todos, não comam muitas amêndoas que não há dinheiro para dentistas

 

Jorge Soares

publicado às 22:41

Metade dos eurodeputados portugueses não abdica de viagens em executiva

 

Metade dos eurodeputados portugueses não abdica de viagens em executiva

Por cá a noticia passou mais ou menos despercebida, na Espanha por exemplo foi o tema do dia no Twiter, a proposta até foi de um deputado Português, Miguel Portas do Bloco de esquerda e em nome do grupo Esquerda Unitária Europeia, e que defendia a alteração dos critérios de viagem de modo a que as deslocações aéreas inferiores a quatro horas fossem feitas em classe económica) acabou rejeitada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu (por 402 votos contra, 216 a favor e 56 abstenções).

 

A proposta foi rejeitada, a maioria dos senhores eurodeputados não admite ter que viajar com o povo e insiste em viajar em primeira classe. Entre os 22 deputados portugueses 9 votaram a favor da moção, os três deputados do Bloco de Esquerda (Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares), os dois deputados da CDU (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e quatro eurodeputados do PS (Luís Paulo Alves, Elisa Ferreira, Ana Gomes e Vital Moreira).

 

Votaram contra do PSD: José Manuel Fernandes, Paulo Rangel, Regina Bastos, Carlos Coelho, Mário David, Maria do Céu Patrão Neves e Nuno Teixeira. Do lado do PS, votaram contra os socialistas Luís Manuel Capoulas Santos e António Fernando Correia de Campos. Os deputados do CDS faltaram à votação.

 

Convém recordar que cada Eurodeputado ganha  7.956,87 Euros por mês, mais 304 Euros por cada sessão do parlamento em que participe, a isto pode acrescentar mais 4.299 euros para gastos de gabinete. Tudo somado pode chegar até aos 19000 Euros por mês... nada mal.

 

Convém registar quem votou a favor da moção e quem votou contra, num momento em que por cá se vai pedir ao povo português para apertar ainda mais o cinto, exemplos como este de alguns deputados do PS e dos deputados de PSD e CDS, mostram o que realmente interessa aos nossos políticos.

 

Um destes dias ainda vamos ver algum destes senhores que agora votou a favor de se continuar a malgastar os dinheiros públicos, a pedir aos portugueses para pouparem.... afinal, parece que vale tudo

 

Jorge Soares

publicado às 23:05


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