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E você, o que faria com 4800 Euros por Mês?

por Jorge Soares, em 16.09.14

Marinho Pinto

 

 

Imagem do Ionline

 

Esta semana ficamos a saber que se acabou idílio entre Marinho Pinto e o MPT (Movimento Partido da Terra), pelo que percebi, Marinho Pinto tentou tomar conta do partido arrumando quem já lá estava antes dele e a coisa deu em amuos e quebra do noivado.

 

Marinho pinto que há uns meses dizia ao país que o seu objectivo era ir para Bruxelas e fazer a diferença, rapidamente concluiu que a Europa é muito longe de Lisboa, do poder e dos holofotes das câmaras de televisão, pelo que já mudou de rumo. Pelos vistos o objectivo agora será candidatar-se a primeiro ministro e em caso de não conseguir ser eleito, pelo menos fazer-se eleger deputado. 

 

Para isto irá formar um novo partido pelo qual se irá apresentar como cabeça de lista nas próximas legislativas. 

 

Hoje ficamos a saber qual será uma das suas primeiras medidas se chegar a primeiro ministro, diz Marinho Pinto que 4800 Euros líquidos não dá para muito em  Lisboa, e que o salário de 3500 Euros brutos dos deputados não é digno. 

 

Por acaso até sou dos que concorda que os políticos portugueses não ganham muito, isto claro se não compararmos os 3500 Euros, aos que há que juntar as ajudas de custo e subsídios vários, com os menos de 500 Euros do salário mínimo nacional que ganham milhares de portugueses e com os menos de 800 Euros de salário médio nacional.

 

Não, os deputados não ganham muito, quem ganha muito pouco é o resto dos portugueses, mas eu entendo Marinho Pinto, ele é candidato aos 3500 Euros e já se está a ver a passar necessidades em Lisboa. Nada como começar a chorar desde já para ver se até lá a coisa melhora.... pena que quem o entrevistou não lhe tenha perguntado o que pensa ele do salário mínimo e o que pensa fazer a esse respeito quando for eleito pelo seu novo partido.

 

Sabem o que vos digo? Ele estava tão bem lá por Bruxelas onde ganha uns míseros 18 mil Euros por mês e onde não tínhamos que o aturar.

 

E você, o que faria com um salário de 4800 Euros liquidos por mês?

 

Jorge soares

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publicado às 22:09

Catarina Marcelino e o Facebook

 

 

Imagem algures do Facebook

 

Confesso, nunca tinha ouvido falar da senhora deputada Catarina Marcelino, apesar de que ela até foi eleita pelo distrito de Setúbal, são os defeitos do nosso sistema eleitoral.

 

A imagem acima andou o dia todo a rondar pelo Facebook, não dei grande importância, eu escrevo com erros no Facebook, escrevo muitas vezes com erros no mail e nos dias em que estou a despachar e o corrector do Sapo não anda nos seus dias, dou erros aqui no Blog... Ao fim do dia fiquei intrigado com o insistir da coisa e fui ver o porquê de tanto barulho.... fiquei esclarecido quando percebi que Catarina Marcelino é deputada, é do PS e é apoiante de António Costa.

 

São estes os perigos do Facebook, quando eu apesar dos avisos do browser escrevo um erro no Facebook, haverá uma ou duas pessoas que esboçam um sorriso, às vezes há uma ou outra alma caridosa que me avisa (muito obrigado) dos erros que escapam ao dicionário do SAPO, mas a coisa não passa a mais, eu não sou deputado nem figura pública e poucos se importam se depois de todos estes anos ainda meto palavras em castelhano pelo meio dos textos.

 

Quando se é figura pública e se escreve um texto como o que vemos acima, evidentemente a coisa não pode passar em claro e vai haver muita gente que se vai aproveitar da situação.

 

A senhora deputada esclarece num post do seu Facebook, que diga-se de passagem também tem alguns erros, que sofre de dislexia... eu tenho um filho disléxico, entendo as dificuldades na escrita de Catarina Marcelino, o que já não entendo é que tendo ela consciência dessas dificuldades e sabendo que tudo o que publicar será analisado por quem não gosta dela, não tenha o cuidado de passar por um corrector ortográfico o que coloca na internet. A maioria dos browsers tem verificação automática e sublinha a vermelho os erros ortográficos, se não tem esta opção activa, sendo disléxica deveria ter.

 

Evidentemente a dislexia e as dificuldades em escrever correctamente não impedem ninguém de ser deputado e de fazer um bom trabalho na representação de quem a elegeu, mas neste caso a dislexia não explica tudo. A Catarina Marcelino foi neste caso vitima, para além da doença,  da sua falta de cuidado e dos perigos do Facebook.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:32

A propósito das eleições europeias

por Jorge Soares, em 20.03.14

Eleições Europeias

Imagem de aqui

 

A propósito doe discurso de Cavaco Silva de ontem, dos apelos à união e ao voto e da importância destas eleições para a Europa e o País vieram-me à memória algumas coisas.

 

As Europeias são as únicas eleições a que me lembro de ter faltado, aliás, não me lembro nem quando nem em quem votei a última vez que lá fui... 

 

Considero-me uma pessoa informada, mas para além do saudoso Miguel Portas , Ana Gomes e Rui Tavares, não me recordo de intervenções ou tomadas de posição de algum outro Eurodeputado português, e tenho uma enorme dificuldade em perceber qual o posicionamento político de cada um dos nossos partidos dentro da assembleia europeia.

 

Imagino que com a campanha eleitoral virão ideias, propostas e esclarecimentos, mas lá está, não me lembro de nas últimas eleições europeias ter ficado esclarecido... nem me lembro se fui votar ou não.

 

Outra coisa de que me lembrei foi de ter visto o seguinte vídeo sobre a forma como vivem os eurodeputados,  que é por demais esclarecedor:

 

Portanto senhores deputados, candidatos e partidos, se por acaso por aqui passarem e quiserem convencer este indeciso, esforcem-se mais, das últimas vezes as coisas não correram lá muito bem.
Jorge Soares

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publicado às 23:32

Co-adopção - Os deputados tem consciência?

por Jorge Soares, em 14.03.14

Co-adopção e a assembleia da república

 

Imagem do Público 

 

 

“Conformei-me com a orientação firme de voto, que interpretei como sendo, na verdade, uma obrigatoriedade. Conformei-me porque senti que não estava mandatada pelos que me elegeram para me abster que seria o meu sentido de voto”

 

Teresa Caeiro, deputada do CDS

 

O que se passou hoje na assembleia da República deixou-me a pensar, há vários posts aqui no blog em que me mostrei contra a diminuição do número dos deputados, pelos mais variados motivos... mas em dias como os de hoje pergunto-me, terei mesmo razão?, o desfecho teria sido diferente se em lugar de mais de duzentos tivéssemos 6 deputados, um por cada  partido?

 

Acho que não restam dúvidas a ninguém que esta é uma questão de consciência, e sabemos porque já ouve uma votação antes em que a maioria foi a favor da lei, que há muita gente com consciência e que pensa nos interesses das crianças e das famílias antes dos interesses eleitorais do partido, então, o que aconteceu hoje?

 

Tinha lido algures que dentro do PSD havia imensas pressões e discussões para que se colocassem os interesses eleitorais do partido antes das consciências,  pelos vistos a pressão funcionou... agora sabemos que dentro do PSD há quem coloque os interesses eleitorais antes da sua consciência... e já agora, antes do interesses das crianças e das famílias... questão; em que outras situações é que farão isso? será que os interesses do país estarão antes ou depois dos interesses do partido?... se calhar isto explica muitas coisas...

 

Quanto a  Teresa Caeiro, louvese-lhe a honestidade de reconhecer o que aconteceu, mas se continua a ter consciência, demita-se, está visto que os interesses do partido estão em primeiro lugar, e não me parece  que isso seja compatível com o mandato que o povo lhe deu com os seus votos.

 

O que se passou hoje na assembleia da república é uma vergonha, os deputados e nós que os elegemos deveriamos todos ter vergonha por vivermos numa democracia que se rege pelos interesses em lugar de pelas nossas consciências.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:36

Co-adopção

Imagem do Pontos de Vista

 

 

Na próxima Sexta-Feira a lei da co-adopção volta ao parlamento, sim, a mesma lei que já foi votada e aprovada e que foi travada pelos jotinhas do PSD, vai de novo a votos.  

 

Hoje no Público um artigo da jornalista Ana Cristina Pereira ajuda a desmistificar sobre um estudo de dois cientistas  da Universidade do Porto, tenta desmistificar e trazer luz à muita gente que teima em viver noutras épocas e com outros usos e costumes...

 

"As crianças precisam de uma mãe e de um pai? Após extensa revisão de estudos científicos, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine, da Universidade do Porto, atestam que, “apesar do preconceito e da discriminação”, as crianças educadas com dois pais ou duas mães desenvolvem-se tão bem como as outras.

 

A adopção singular está prevista em Portugal – a orientação sexual do adoptante não conta. A adopção por casais homossexuais não passou no Parlamento, apesar das várias tentativas. O diploma esta sexta-feira em debate concerne à co-adopção — prevê a possibilidade de um dos membros do casal adoptar o filho, biológico ou adoptado, da pessoa com quem vive em união de facto ou com quem se casou.

 

Em debate está o superior interesse da criança, um conceito indeterminado que se define ao analisar cada caso concreto. Os proponentes enfatizam a desprotecção jurídica em que fica a criança no caso de morte do pai ou da mãe reconhecidos como tal. Indicam também obstáculos no quotidiano, como a representação legal no acesso à saúde ou à educação.

 

Na base do discurso de que as crianças precisam de um pai e de uma mãe está a ideia de que “a maternidade e a paternidade implicam capacidades mutuamente exclusivas e estereotipadas em termos de género e que estas devem ser transmitidas à geração seguinte”, escrevem, num artigo publicado na revista ex aequo, em 2011, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine. Estaria, “de um lado, uma mãe ao serviço da criança, prestadora de cuidados e guardiã de todos os afectos e, de outro, um pai, razoavelmente distanciado e introdutor da Lei social”. Ora, os papéis já não são tão rígidos, embora as mulheres ainda invistam mais na família.

 

No entender destes investigadores, “considerar a família heterossexual, com uma divisão tradicional de papéis, como o modelo desejável de parentalidade corresponde mais a um projecto ideológico do que a um facto cientificamente provado”. Passada a pente fino as “investigações que comparam homo e heteroparentalidade”, concluíram que não há grande diferença.

 

Duas mulheres até exercem a parentalidade “de uma forma mais satisfatória, em algumas dimensões, do que um homem e uma mulher ou, pelo menos, do que um homem e uma mulher com uma divisão tradicional do trabalho familiar”. As crianças crescem como as outras, só que “parecem desenvolver um reportório menos estereotipado de papéis masculino e feminino”.

 

O tema é polémico. A Ordem dos Advogados, por exemplo, deu ao Parlamento um parecer a recusar a parentalidade homossexual. A propósito do projecto do BE sobre adopção, deu o Conselho Superior do Ministério Público parecer oposto: “Vale para a orientação sexual o mesmo argumento que valeria, por exemplo, se se considerasse, à partida, que determinadas situações genéricas, por exemplo a situação de desempregado, de deficiência ou de pertença a um grupo social, fossem impeditivas de adoptar.”"

 

ANA CRISTINA PEREIRA no Público

 

 

Faz todo o sentido não é, no fundo todos sabemos que é assim, a capacidade de amar e educar não tem nada a ver com preferências sexuais, para amar só basta ter vontade, espírito aberto e coração, infelizmente há muito boa gente por aí que parece que não tem nada disto, mas acham-se muito normais e superior aos outros só porque vão pela vida como carneirinhos no rebanho.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:34

Salgueiro Maia

Já deixei aqui a minha opinião sobre o facto de Amália estar no panteão nacional e sobre a forma rápida e até atabalhoada se decidiu que Eusébio para lá irá. 

 

Salgueiro Maia foi um dos exemplos que utilizei na resposta a alguns dos comentários do post sobre o Eusébio, como sendo uma das personalidades que eu entendia que juntamente com Saramago ou Fernando Pessoa, teriam lá lugar antes de jogadores de futebol ou cantantes de fado. Ontem quando ouvi Manuel Alegre sugerir que este fosse para lá trasladado fiquei curioso sobre qual seria a reacção do mesmo parlamento que há tão pouco tempo decidiu de forma consensual a entrada de Eusébio.

 

Por muito importantes que fado e futebol tenham sido para o país e para os sonhos e ilusões de muita gente, acho que a democracia é de certeza muito mais importante e quem sabe como a ela teríamos chegado sem a acção forte e decidida de Salgueiro Maia no dia 25 de Abril de 1974.

 

Para mim o consenso gerado no parlamento à volta de Eusébio tem mais a ver com o Benfica e com oportunismo político que com o verdadeiro sentimento dos deputados ou mesmo do país.

 

Curiosamente os mesmos senhores deputados que tão rapidamente decidiram há uns dias, agora já tem dúvidas e até acham que não se pode banalizar a coisa, segundo o líder parlamentário do PSD deve ser criado "um procedimento que não faça desenvolver no país uma tentação de poder agora a cada semana ou a cada mês haver uma proposta para uma trasladação para o panteão nacionall".

 

Será que os senhores deputados não percebem que foram eles que abriram a porta da banalização do Panteão nacional ao aceitarem a entrada de Amália e Eusébio?

 

Para muita gente Amália e Eusébio são símbolos imortais do país, pelos vistos Salgueiro Maia é só mais um português banal. O que podemos pensar de um país que eleva à tribuna de heróis a jogadores de futebol e fadistas, mas deixa morrer no esquecimento a quem se dispôs a dar a vida pela democracia e a liberdade de todos.

 

Concordo plenamente que o Panteão não pode ser um passeio da fama, mas para mim isso aplica-se a Eusébio e Amália, nunca a Salgueiro Maia.

 

Sempre achei que o país foi de uma enorme ingratidão com um homem que teve um papel fulcral no 25 de Abril, ingratidão que começou em vida e que pelos vistos se mantém após a sua morte.

 

De resto faz-me uma enorme confusão que Eusébio gere consenso entre os partidos e Salgueiro Maia não, há de certeza algo de errado na forma como lidamos com a nossa história contemporânea.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:31

O que é a co-adopção?

por Jorge Soares, em 19.01.14

Co-adopção

 

Imagino que a estas alturas já devem estar todos mais ou menos fartos do assunto, desde sexta-feira que pouco se tem falado de outras coisas, o que não deve estar muito longe do que seria o objectivo dos responsáveis de toda esta palhaçada. Curiosamente li muitas coisas, muitas opiniões de quem é contra o referendo, muita gente que diz que vai votar SIM, mas muito pouco de quem é contra a adopção e a co-adopção. 

 

De tudo o que li há algo que me chamou a  atenção, a grande maioria das pessoas não faz ideia do que significa o termo co-adopção e não faz distinção entre adopção e co-adopção. 

 

Acho que era bom que as pessoas percebessem que adopção por casais do mesmo sexo e co-adopção são duas coisas distintas, a co-adopção é um acto jurídico em que alguém adopta o filho do seu conjugue. Ou seja, quando no âmbito dos casais do mesmo sexo falamos de co-adopção, estamos a falar de crianças que já vivem com dois pais ou duas mães e em que o único que vai mudar é que o laço afectivo que já existe passa a estar escrito num papel e a criança passa legalmente a ser filho do cônjuge da sua mãe ou do seu pai.

 

Dito isto, alguém me explica porque é que há políticos e pessoas neste país que são contra algo que faz todo o sentido e  que na prática não vai mudar em nada a situação social e familiar nem da criança nem do adoptante?

 

Há uns dias, quando publiquei a carta de Fabíola Cardoso (vão ler aqui) aos deputados,  achei que ante um caso como aquele ninguém teria dúvidas sobre a verdadeira necessidade e o objectivo da lei que permita a co-adopção e disse inclusivamente que seria necessário usar palas para não entender um testemunho como aquele, bom, pelos vistos no PSD ou há muita gente que não sabe ler, ou  usa palas!... ou então, tal como diz o cartoon, vivem na época e no século errados... triste é que queiram levar o país com eles e para a época deles....

 

Jorge Soares

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publicado às 22:24

Eusébio no Panteão nacional?

por Jorge Soares, em 10.01.14

Eusébio no panteão nacional

 

Imagem de aqui

 

Não sei se será a altura certa para falar disto, está tudo muito fresco, mas quando ouvimos deputados a dizer que o assunto será debatido o mais rapidamente possível, percebemos que se calhar a altura certa é mesmo agora.

 

Mal Eusébio morreu começamos a ouvir falar de que deveria ser sepultado no panteão nacional, talvez porque durante muitos anos para mim o Panteão nacional era o sitio onde estão os heróis da pátria, é assim na Venezuela e na maioria dos países, a mim fez-me muita confusão que por exemplo Amália Rodrigues lá esteja. A senhora é uma figura incontornável do Fado e da música portuguesa, mas dificilmente entraria na galeria dos heróis nacionais.

 

Aceito que a minha visão do assunto não seja correcta e muito menos consensual, mas gostava que alguém me explicasse porque é que lá está Amália e não estão Fernando Pessoa e José Saramago? Se é pela relevância para a cultura e a difusão do nome de Portugal, haverá figura mais relevante para a nossa cultura durante o século XX que Fernando Pessoa e os seus heterónimos? E será que um Prémio Nobel da literatura não levou tão longe o nome de Portugal como Amália?

 

Concordo que Eusébio foi um nome incontornável no futebol do século XX, teve a sua época,  teve um enorme contributo para as conquistas do Benfica e para a extraordinária presença da selecção nacional no mundial de 66, mas será que Figo fez menos que ele? Afinal com Figo Portugal foi segundo num Europeu, foi terceiro noutro e também foi terceiro num mundial.

 

Então e Rosa Mota? E Carlos Lopes? Os seus feitos não levaram o nome de Portugal tão longe como Eusébio? Ganhar medalhas de ouro nos jogos olímpicos vale menos que ganhar jogos de futebol?

 

Tenho o maior respeito por Eusébio e pelos seus feitos, admiro a sua simplicidade e humildade, não digo que ele não mereça estar no Panteão, mas  como ele há  outros portugueses no desporto e em outras áreas da cultura e do país que pelos mesmos critérios também merecem e se usarmos estes critérios é melhor começarmos a abrir espaço no Panteão, se formos justos com todos os que tem a relevância e a importância para o país que tiveram Eusébio e Amália, vai ser preciso muito espaço.

 

Se calhar não era má ideia deixar passar um tempo, talvez um ou dois anos e voltarmos a este assunto com mais calma e ponderação, menos a quente.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:31

Celeste Correia

Imagem de Aqui

Ouvido na Antena 1:

 

"A socialista Celeste Correia já fez contas, se deixar de receber a subvenção vitalícia na totalidade, depois de ter estado no Parlamento durante 16 anos, vai ficar com o equivalente ao salário mínimo nacional (smn). Celeste Correia, deputada de 1995 a 2011, fez as contas à jornalista Maria Flor Pedroso da Antena1"



Há sempre outras formas de olhar para tudo, depois de ouvir a senhora a queixar-se eu fiquei com algumas dúvidas, a saber:

 

Os deputados recebem um ordenado como todos os restantes funcionários públicos, não  fazem os descontos obrigatórios para a segurança social ou para a caixa de previdência?

 

A senhora era professora, imagino que como deputada teria um salário superior ao das suas colegas professoras, se fazia os descontos correspondentes, deveria neste momento ter uma reforma superior e não inferior como diz na reportagem... a menos que como deputada estivesse isenta dos descontos.

 

A segunda questão é mais complicada:

 

Se não existissem as reformas vitalícias, agora já não existem, ela não se teria candidatado ao parlamento? 

 

Gostava que alguém me esclarecesse a primeira questão, é que eu tinha entendido que os descontos são obrigatórios sem excepção, a ser assim, como se explicam as contas que a senhora faz na reportagem?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:11

Maria Lúis Albuquerque

 

Imagem do Público 

 

Estive à procura e não encontrei o autor da frase do título do Post, mas aplica-se perfeitamente à telenovela dos Swaps e da agora ministra das finanças Maria Luís Albuquerque.

 

Há pouco enquanto preparava o jantar estive a ouvir uma parte da audição da senhora na comissão de inquérito aos contratos de swap, eu não sei o que pensarão os deputados, mas eu fiquei esclarecido. Por mais provas que apareçam, por mais ministros, ex ministros, ex secretários de estado, acho que pode até vir deus testemunhar, a senhora terá sempre uma explicação para a forma como foram entendidas as suas palavras . Todo e qualquer facto novo que apareça terá uma explicação e no fim tudo se irá resumir a ".... a mim ninguém me contou, se me contaram foi por outras palavras e noutra altura qualquer, além disso não me vieram contar, fui eu que fui perguntar..."

 

De resto, para que serve tudo isto? Para que serve esta comissão de inquérito? Para que servem todas as comissões de inquérito do parlamento?.

 

Acho que já todos percebemos que os Swaps existiram, que se calhar até eram uma boa ideia na altura mas que depois em muitos casos a coisa correu mal, que até há swaps bons, os que a senhora fez na REFER e swaps maus, os que os socialistas e os ex secretários de estado demitidos há uns tempos, fizeram.

 

Todos também sabemos que devido às circunstâncias este tipo de contratos vai custar muito dinheiro às empresas, sabemos também que este governo já se encarregou de resolver o assunto, os contratos foram cancelados... os bons e os maus.

 

A mim falta-me saber duas coisas:

 

1 - Sabemos que a 29 de Junho de 2011 Maria Luís Albuquerque recebeu um mail onde era explicada a situação, terá nesse dia tomado conhecimento do assunto, sabendo ela o que são contratos sawps, imagino que se ela os assinou na REFER sabia dos riscos, como é que se demorou dois anos até se tomar consciência de que havia um problema muito sério? Será que este governo estava à espera que a situação mudasse e os contratos maus se voltassem a tornar bons?

 

2 - Ouvi a ministra dizer hoje de novo que os contratos não tem influência no défice e na dívida pública, como é que isso é possível? E sendo assim, como é que são tão maus para o país?

 

Ouvi um deputado do PSD, não sei o nome do senhor,  satisfeitissimo com as declarações da ministra, ele está plenamente esclarecido. Lá está, não importa qual é a verdade, as pessoas vêem o que querem ver.

 

Quanto a mim, que concordo com Rui Rio,  a verdade é algo mais que um simples jogo de palavras, todos ouvimos a ministra dizer que este governo não tinha sido informado da existência destes contratos, acho que já não restam dúvidas a ninguém que não só o governo foi informado como o foi por mais que uma via... se isso não é mentir.... 

 

Jorge Soares

 

PS: Hoje Ana Drago abandonou o parlamento, não conheço a pessoa que a irá substituir que sem duvida terá o seu valor, mas independentemente disso, o parlamento ficou mais pobre porque perdeu umas das suas vozes mais assertivas.

 

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publicado às 22:29


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