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Se deus existisse era de certeza português

por Jorge Soares, em 22.01.13

 

 Fotogaleria do Expresso 

 

Eu não acredito em milagres, mas que do que se vê nas fotografias  tenham resultado só catorze feridos ligeiros é aquilo a que eu chamaria um milagre, é claro que também é a prova evidente de como os caminhos de ferro portugueses andam pela hora da amargura.

 

Num país em que os caminhos de ferro funcionassem a sério e em que os comboios andem com passageiros e não às moscas, de um acidente como o que aconteceu ontem em Coimbra resultariam dezenas de mortos... é claro que num país desses talvez estes acidentes não aconteçam

 

Jorge Soares

publicado às 21:24

Conto - Do céu

por Jorge Soares, em 01.12.12

Do céu

 

 

O moço era estranho.

 

Jogava futebol na divisão principal. Quando entrava em campo, fazia uns trejeitos com a mão direita sobre o peito. Ninguém se atrevia a perguntar-lhe se era tique ou comichão.

 

Às vezes, puxava um fio dourado, atado ao pescoço, donde pendia um T, e beijava-o. É certo que o nome dele é Teodoro, mas tanto narcisismo parecia um bocado bacoco.

 

Quando falhava um golo à boca da baliza, havia mais bizarria. Em vez de verificar as botas, olhava para o céu e levantava os braços. Após uma dessas vezes declarou que contava com uma graça que não surgiu. Aparentemente, era um auxílio que devia vir de cima. Ninguém entendeu que um jogador tão experiente esperasse que um golo que entrasse na baliza com ajuda externa pudesse ser validado pelo árbitro.

 

Era estranho.



Há quatro anos, foi vítima de uma daquelas coincidências em que alguns insistem em ver intencionalidade: quando levantou os olhos ao céu, em vez da graça esperada, veio uma garça. Foi atingido em cheio no olho direito por uma cagadela fétida e volumosa. A força do impacto e uma infeção posterior reduziram-lhe consideravelmente a visão.

 

Sem visão binocular, teve de abandonar o futebol e renunciar a qualquer outro desporto com bola. Agora dedica-se ao xadrez. Quem o quiser ver, vai encontrá-lo de cabeça baixa, atento ao tabuleiro, sem temer as armadilhas do acaso. No xadrez não há acasos, só a luta de duas mentes perante um jogo totalmente exposto. Nunca mais ninguém o viu a fazer trejeitos sobre o peito ou a levantar os olhos ao céu.

 

Joaquim Bispo

 

retirado de Samizdat

publicado às 12:18

Soror internet, expulsa do convento por ter facebook

 

Hoje a meio da tarde falava-se do Facebook, dizia alguém que tinha sido motivo para mais um divórcio... bem espremidas as coisas... o Facebook contribuiu para que o marido descobrisse que andava a ser trocado.. e postas as coisas à vista , seguiu-se o divórcio. As pessoas não se divorciam por causa do Facebook, divorciam-se porque estão fartas, ou porque descobrem que não era aquilo que queriam, o Facebook é só a desculpa.

 

Mas tudo isto fez-me recordar uma notícia do Público, a história de Soror Internet que segundo o jornal, foi expulsa do convento depois de 34 anos de clausura. Tudo porque para além de utilizar as tecnologías para colocar em ordem o arquivo do monastério, decidiu que esta era uma óptima forma de comunicar com o mundo... daí até ter uma página no Facebook, foi um instantinho.

 

Nunca percebi muito bem o que leva alguém a fazer os votos numa ordem de clausura, consigo entender o propósito de quem quer ser freira ou padre para através da igreja e da religião poder ser útil à sociedade. Consigo entender quem quer ser missionário e assim contactar e ajudar os mais desfavorecidos. Mas qual o propósito de se ir para um convento para depois se viver a vida toda enclausurado e em silêncio?, longe das pessoas, longe de tudo?

 

Também não entendo o que leva uma freira que vive em clausura a ter uma página no Facebook, talvez a solidão tenha sido forte demais e o apelo das tecnologias e do mundo mais forte que ela. O que definitivamente não entendo é porque é isto motivo para que alguém seja expulso de um convento.

 

Estive a ler a notícia nos jornais Espanhóis e em lado nenhum se fala do Facebook como motivo para a expulsão, mas se efectivamente for este o motivo, está à vista que a igreja perdeu mais uma excelente oportunidade de estar quieta. O Facebook, as redes sociais, fazem parte do mundo em que vivemos, podemos gostar ou não, ser mais ou menos adeptos, tirar mais ou menos partido, mas não há como fugir à realidade... são meios de comunicação que aproximam as pessoas e vão de certeza cada vez mais fazer parte da nossa vida... de tal forma que estou completamente convencido que se deus existisse teria a  sua página no Facebook... ele e o diabo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:11

Eu, deus, o papa, a igreja católica e o circo

por Jorge Soares, em 18.05.10

Considero-me uma pessoa de mente aberta e apesar do meu mau feitio, tolerante, tenho uma maneira muito minha de ver o mundo e sempre que possível, tento ver um pouco mais além.. sei que não sou dono da verdade e há muito que aprendi que qualquer palavra tem sempre pelo menos  três significados: o de quem a disse,  de quem ouviu e do dicionário.

 

Tenho este blog há 3 anos, já aqui se falou de tudo um pouco mas há temas recorrentes, a religião é um deles, é algo que faz parte do mundo em que vivemos e do nosso dia a dia. A maioria dos meus leitores já sabe que para mim Deus não existe, Ponto final!, mas também sabe que  sou uma pessoa que pelo menos no blog, tenho algum bom senso e que sobretudo, respeito as crenças dos outros.

 

Mas respeitar não é deixar de ter opinião e de a emitir. O post da passada segunda feira, o dos 75 milhões de Euros, pretendia ser uma crítica ao governo e à forma como em 3 ou 4 dias deitou fora 75 Milhões de Euros, e a como ao mesmo tempo que dava tolerâncias de ponto anunciava aumentos de impostos que nos vão penalizar a todos. No post classifiquei tudo o que rodeou esta visita como um circo... esqueci de pedir desculpa aos artistas de circo que são pessoas decentes, mas disse aquilo que entendia, porque na verdade, a mim tudo me pareceu um enorme circo.

 

Publiquei o post no Facebook e tive o seguinte comentário:

 

"Antes do mais é de muito mau gosto apelidar de "circo" algo que só porque senão acredita, se julga no pleno direito de abusar nos adjectivos, simplesmente para agredir a ideologia a que se refere.
Pena é que seja pelo simples facto de não acreditar em Deus que dá o nome de circo ao acontecimento da vinda do Papa a Portugal.
Achar que se pode simplesmente apelidar de circo a uma crença que é alicerçada num homem como o Papa, e que é seguida por milhões de pessoas em todo o mundo. è no mínimo o que eu chamo de abusar da liberdade de expressão.
Passando por cima dos sentimentos dos outros.
A nossa liberdade de expressão vai até ao ponto em que respeitamos a liberdade/opinião/crença dos outros.
Sem os ofenderem.
Nem vou comentar o facto de escamotear o trabalho feito pela Igreja em prol dos mais necessitados, com o trabalho feito pelas centenas de movimentos da própria Igreja.
Pois como é normal numa pessoa que faz uma "dedicatória" destas ao Papa e consequentemente á Igreja, não tem o mínimo conhecimento do que ele é.
È de muito mau gosto e muito má indole apelidar seja o que for de Circo, só porque se é adverso a algo...."

 

Reparem bem na parte que diz  "abusar da liberdade de expressão" .. é importante. É evidente que todos temos direito a ter opinião e a do senhor é de respeitar tal como a minha.. eu respondi ao comentário no Facebook, como respondo aos que me fazem nos blogs... e para mim era assunto encerrado.

 

A meio da tarde achei muito estranho que alguém que tem como fotografia no Facebook um pendão do papa me enviasse um pedido de amizade, achei tão estranho que ao contrario do que costumo fazer com quem não conheço, aceitei e fui ver.. e encontrei o seguinte:

 

Comentário no facebook

 

Lembram-se do detalhe da liberdade de expressão?.. pois, eu é que abuso da liberdade de expressão. Não sou pessoa de odiar, há pessoas e coisas de que não gosto, há coisas que detesto, há momentos que detestei viver.. mas odiar... definitivamente não.. A Igreja católica merece-me o mesmo respeito que outra qualquer, é verdade que sou crítico sobre as suas práticas e sobre as opiniões de quem a governa... mas ser crítico e expressar opinião não é odiar. Depois de ler isto cheguei a pensar se não teria alguma vez exagerado.. talvez, mas a verdade é que para além de este mesmo senhor, nunca ninguém mostrou tal desagrado sobre as minhas palavras e eu sei, porque olho para os logs, que os posts sobre deus tem muitas visitas.

 

Não faço ideia se a mensagem foi colocada em algum outro lugar do facebook ou fora dele, sei sim que o dono do sítio onde foi publicado o retirou ao fim do dia e que ninguém me veio pedir contas.... o que só atesta a minha insignificância e já agora, a dele.

 

É claro que tudo isto é de péssimo mau gosto,  se alguém tem algo a dizer-me, agradeço que o faça directamente e de preferência aqui no blog... eu até gosto de uma boa polémica... falar nas costas das pessoas é feio... e além disso a época da inquisição já lá vai... para sorte minha 

 

E claro, não retiro uma vírgula de tudo o que já aqui escrevi sobre deus, religiões e a igreja católica.

 

Jorge Soares

publicado às 22:10

Profissão: Pagador de promessas

por Jorge Soares, em 05.05.10

 

Cruz na cidade da Praia, Cabo Verde

 

Imagem Minha do Momentos e olhares

 

 

Promessa: s. f.

-Prometimento formal de dar, fazer ou dizer algo.

 

Sacrifício

-Oferta solene à divindade, em donativos ou vítimas.

-Abandono forçado ou voluntário daquilo que nos é precioso; renúncia.

 

Fonte: Diccionário Online Priberam

 

Vi o senhor no outro dia num programa de televisão, esta semana com todo o barulho à volta do papa e da sua ida a Fátima, lembrei-me dele. Não faço ideia se a profissão está inscrita na lista das profissões liberais ou não,  nem se o senhor paga impostos sobre o que recebe, mas o certo é que  ele até tem um site na internet onde promove os seus serviços, um site que se chama Pagador de Promessas.

 

Há muito que passei a achar a história do pagamento de promessas algo que não faz o mínimo sentido e do meu ponto de vista é até uma falta de respeito para deus. Se pensarmos que deus nos pode conceder graças ou desejos em troca de favores, então estamos a colocar a fé ao nivel das transacções comerciais, a achar que ante os olhos de deus quem consegue fazer sacrifícios tem mais direito que quem não consegue. Ora, somos ou não somos todos filhos de deus? Se somos e ainda por cima criados à sua imagem e semelhança, então  porque haveria ele de conceder favores a uns e a outros não? Ou para que quereria ele que os favores fossem pagos?

 

O facto de a igreja aceitar e até incentivar este tipo de coisas, terá a ver com o negocio em que se converteram os locais de peregrinação e tudo o que gira à volta deles, viesse Jesus de novo à terra e haveria muitos templos e muitos vendilhões por onde repetir a historia.

 

Mas voltando ao tema do Post, o facto de alguém fazer disto profissão não deixa de ser chocante, pagar promessas tem a ver com fazer sacrifícios, ora, se prometemos ir a pé e depois simplesmente pagamos a alguém para ir em nosso lugar.... não estamos a fazer batota? Será que vale o mesmo fazer o sacrifício que pagar a alguém para o fazer por nós? Poderão dizer que a pessoa está a fazer o sacrifício de abdicar do dinheiro... mas nesse caso, não seria muito mais inteligente prometer o dinheiro para uma obra de caridade? Ou para ajudar quem precisa? Porquê prometer algo que não se está a pensar cumprir?   Então e que tal prometermos fazer voluntariado num hospital? Ou serviço cívico nos bombeiros? Ou ajudar idosos à nossa volta? Ou.. há tantas coisas úteis que se podem prometer e que não envolvem alegres caminhadas em cómodas etapas.

 

Por outro lado, não será pecado fazer negócio com os sacrifícios e as promessas dos outros? Eu até acreditava que isto fosse algo nobre se alguém se dispusesse a fazer os sacrifícios em nome de quem não pode ou não consegue, mas em nome do negócio...e que até pode ser pago pela internet?... Mas uma coisa é certa, o homem tem olho para o negócio.... porque quem promete e não pensa cumprir, é o que há mais neste país.

 

Jorge Soares

publicado às 21:59

Livro:Caim, José Saramago ..... e o Haiti

por Jorge Soares, em 24.01.10

Caim, José Saramago

 

A Distancia não permitia a Caim perceber a violência do furacão soprado pela boca do senhor nem o estrondo dos muros desabando uns após outros, os pilares, as arcadas, as abóbadas, os contrafortes, por isso a torre parecia desmoronar-se em silêncio, como um castelo de cartas, até que tudo acabou numa enorme nuvem de poeira que subia para o céu e não deixava ver o sol. Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A História dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

 

José Saramago em Caim.

 

À falta de melhor, hoje na RTP as noticias sobre o Haiti durante longos minutos versaram o religioso, primeiro a missa ao lado do que resta da catedral, depois a visita a um sacerdote Vudú, uma festa evangélica com muita gente e de novo as pessoas na Catedral...  O José Rodrigues dos Santos ficou de certeza com tema para mais um ou dois dos seus livros.

 

Estava a ouvir as pessoas e não pude deixar de dar por mim a pensar em Saramago e no Caim que estou a ler, e não pude deixar de me lembrar de algumas passagens que já li. Quando escrevi o primeiro post sobre a tragédia que assolou este país que há muito tinha sido esquecido pelo mundo, houve uma frase que decidi retirar mesmo antes de carregar em Publicar, a frase dizia:

 

-Se duvidas houvesse, está visto que deus não existe!

 

Retirei a frase porque na verdade a mim não me restam dúvidas e era de ajuda que queria falar naquele dia.

 

A verdade é que se juntarmos a tragédia às palavras sobre deus que ouvi hoje na reportagem, tudo isto podia ser mais um capitulo do livro de Saramago, com José Rodrigues dos Santos no papel de Caim. Porque o livro é assim, um conjunto de reportagens  sobre os principais capítulos da bíblia, sobre deus, o homem e a relação entre ambos, uma relação feita de provas, desafios, prémios e castigos....   nada que não tivéssemos visto todos na bíblia,  mas raramente com olhos de ver.

 

Este é um livro bem escrito, eu não sou grande fã da escrita do Saramago, mas reconheço que este é um excelente livro.

 

Quanto à  história, ou às várias historias, a mim que sou ateu não me dizem muito, há muito que olho para a bíblia como um enorme guião para filmes de Hollywood, para quem acredita, talvez deveria ser um livro a ler com alguma atenção, há sempre outras formas de interpretar o livro que para muitos é sagrado.... esta é tão ou mais válida que outra qualquer.

 

Em suma, um bom livro, que a mim por vezes me fez sorrir pela clareza das conclusões, um livro que polémicas à parte, vale cada cêntimo que pagamos por ele.

 

 Jorge Soares

publicado às 20:45

 

Saramago e a biblia, não havia necessidade

Imagem do Público

 

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.

 

José Saramago

 

Não sou grande fã do Saramago, curiosamente ou não, o único livro dele que me encheu as medidas foi o "O evangelho segundo Jesus Cristo", desde então li mais dois e não apreciei especialmente. 

 

Hoje foi lançado o seu novo livro Caim  e desde já está garantida a polémica, o escritor aproveitou a apresentação do livro para proferir uma serie de expressões que no minimo se podem considerar polémicas.

 

Quem me lê sabe que sou ateu, Deus não existe, ponto final! é o segundo post mais comentado aqui no blog, mas o facto de ser ateu, não me faz olhar para o lado e ver que mal ou bem, toda a nossa cultura e educação é baseada na moral cristã que em ultimo termo está baseada nos ensinamentos da Bíblia.

 

Dizer que "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”  é levar longe demais a vontade de promover o livro, um escritor que já ganhou um prémio nóbel de certeza que  não precisa deste tipo de coisas para vender livros.

 

Vou de certeza ler este livro, por aí, ele conseguiu os seus intentos, mas quantas pessoas o deixarão de ler depois de lerem estas palavras? Para quê comprar uma guerra com a igreja e até com as outras religiões?

 

Não havia necessidade.

 

Jorge Soares

publicado às 21:40

Deus

por Jorge Soares, em 15.08.09

 Deus, Outão

 Fotografia Minha de Momentos e olhares

 

Deus

 

Às vezes sou o Deus que trago em mim

E então eu sou o Deus e o crente e a prece

E a imagem de marfim

Em que esse deus se esquece.

 

Às vezes não sou mais do que um ateu

Desse deus meu que eu sou quando me exalto.

Olho em mim todo um céu

E é um mero oco céu alto.

 

                    Fernando Pessoa

 

Fotografia na entrada do Hospital do Outão

Setúbal, Novembro de 2008

 

publicado às 16:32

O papa e a sua cruzada ridícula

por Jorge Soares, em 18.03.09

A cruz da vergonha

 

 

De vez em quando dou por mim a olhar para os logs do Blog e já não é a primeira vez que alguém cá chega depois de colocar no google a frase:

 

"Porque deus não faz milagres em África?"

 

As pessoas vão parar ao meu post que diz: deus não existe ponto final e não resistem a entrar.

 

Não deixa de ser uma pergunta interessante. Está claro que deus há muito que não vai a África, um continente onde uma série de flagelos continuam vivos e bem activos, parece que as sete pragas partiram do Egipto e se espalharam por todo o continente até hoje. Em África, quando não se morre numa qualquer guerra civil, morre-se de fome, ou de sede, ou de cólera, ou de malária, ou ao tentar fugir a todas estas pragas,morre-se afogado quando o barco em que se tenta fugir naufraga no mar. Uma das últimas grandes pragas que se instalou em África foi a Sida, países como o Congo, os Camarões ou Moçambique ,tem perto de 25% da sua população infectada pelo vírus.

 

Eu sou daqueles que não vejo na igreja nada de positivo, é uma instituição retrógrada que vive aferrada a dogmas e ao passado, não evolui e não quer evoluir. Esta semana o pretenso representante de deus na terra, o chefe da igreja católica, foi de visita a África.... de pessoas com a sua responsabilidade, à falta de mais, esperamos pelo menos o bom senso.. mas não, na igreja católica não há bom senso..e pelos vistos também não há inteligência nenhuma. Dizer que a distribuição de preservativos não melhora a situação só a piora, é muito grave...  é fechar os olhos à realidade, fingir que ela não existe... é criminoso.

 

 Por muito que eu tente não consigo perceber o sentido da afirmação do senhor, alguém me explica?

 

Jorge

 

PS:Imagem retirada de Arrastão

publicado às 21:46

Para que serve um deus?

por Jorge Soares, em 14.12.08

Solidão

 

Quando escrevi o post de sexta feira, não tentava convencer ninguém, estava só a responder, de forma um pouco provocatória é verdade, à minha amiga Linda, algo do estilo: já que tenho a fama, agora fico com o proveito. É evidente que sei que o tema é polémico, e que teria sempre comentários,... mas confesso que não estava à espera de mais de 30 comentários.

 

Sei que não sou dono da verdade, tenho a humildade suficiente para saber que cada dia aprendo algo novo, e já não seria a primeira vez que uma verdade absoluta, vista desde outro ponto de vista, deixa de ser absoluta e até de ser verdade.

 

Li com atenção todos os comentários, e para ser sincero, não li nada que me faça pensar que estou errado, continuo a achar que as pessoas precisam de deus porque realmente falhamos como seres humanos. Mas toda esta troca de palavras e ideias, deixou-me a pensar, tirando o comentário da Rosa sobre o que lhe aconteceu, e do que falarei outro dia noutro post, a conclusão que consigo tirar é que as pessoas precisam da existência de algo. Há quem lhe chame deus, há quem lhe chame simplesmente algo, há quem lhe chame uma força. Parece que as pessoas sentem que algo não bate certo se isso não existir. E desculpem lá, mas depois disto tudo, estou ainda mais convencido que agora chamamos deus à nossa solidão.

 

Diz o Antonio que isto é resultado de as pessoas terem sido educadas na religião, até certo ponto estou e acordo com ele. A educação no seio da religião criou laços que as pessoas não desfazem, já porque não conseguem, ou porque tem medo que isso algures, antes ou depois da morte, tenha consequências. No entanto, confesso que me faz alguma confusão que isso seja assim, faz-me confusão que pessoas adultas, cultas, educadas e inteligentes, precisem de algo que as acompanhe na vida, principalmente, porque por mais que penso, não consigo perceber, para que serve esse algo.... a não ser para nos aferrarmos quando achamos que já não vamos dar a volta.

 

O Antonio, no sitio dele, aqui, lançou o desafio, "O que faz deus?", pergunta ele, estive lá há bocado, e até agora ninguém respondeu, deixo aqui a mesma pergunta feita de forma um pouco diferente:

 

Para que serve um deus?

 

Quanto a mim, deus não existe, ponto final!

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

publicado às 21:39


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