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A guerra voltou à Europa!

por Jorge Soares, em 20.02.14

Ucrania

 

Imagem do Público 

 

E de repente parece que voltamos 20 anos para trás quando o ódio, a violência e a morte varreram os Balcãs, a antiga Jugoslávia era uma herança da União Soviética, um país construído e mantido de forma artificial apesar das diferenças que existiam entre os habitantes de cada uma das regiões.

 

Na Ucrânia não há diferenças étnicas ou religiosas, por isso é mais difícil de entender o que nos entra todos os dias pela casa dentro, há dois dias eu dizia que o país estava à beira da Guerra Civil, neste momento o que se vive é uma guerra de facto, dos protestos violentos passou-se a uma guerra aberta com vitórias e derrotas e até com territórios conquistados e perdidos... e com dezenas de mortos.

 

Enquanto em Kiev dezenas de pessoas de um e de outro lado morrem vitimas da violência, cá fora as opiniões também se radicalizam, a União Europeia decreta sanções ao governo e a Rússia apelida de terroristas aos opositores... se calhar esta dicotomia de opiniões ao mais alto nível ajudem a explicar o que se está a passar, mas de certeza que não ajudam nada quem em Kiev dá a vida por aquilo que acha que é o melhor para o futuro do seu país.

 

No meio deste jogo de interesses o único certo é que quem sofre e quem morre é o povo.

 

Vejam o seguinte vídeo:

 

 

 

E de repente percebemos que a guerra voltou á Europa.

 

Já agora, isto é um blog, o meu blog e eu tenho opinião e não tenho nada que me mostrar ou que ser imparcial.

 

Jorge Soares

publicado às 21:36

A hipocrisia das armas químicas

por Jorge Soares, em 16.09.13

Ban Ki-moon mostra a primeira página do relatório que lhe foi entregue por Ake Sellstrom

Imagem do Público

 

Com base na investigação do incidente de Ghutta, a conclusão é que foram usadas armas químicas no conflito que está a decorrer na República Árabe da Síria… contra civis, incluindo crianças, numa escala relativamente grande.”


Foi assim que Ban Ki-moon e o mundo ficaram a saber que sim, que na Síria alguém utilizou Gás Sarin para matar umas centenas de pessoas, incluindo algumas crianças.


Não é que restassem algumas dúvidas a alguém, mas agora é oficial, na Síria foi cometido um crime de guerra.... Eu continuo sem perceber, porque é que matar pessoas com armas químicas é crime de guerra e matar pessoas, milhares de pessoas, com rockets, aviões bombardeiros, ou outro tipo de armas qualquer, não é crime de nada.


Acho que também não restam dúvidas a ninguém de quem as terá utilizado,  mesmo a Rússia, pelos vistos o último aliado de Assad, exige que o governo entregue o seu arsenal, aliás, foi feita uma conferência entre Russos e Americanos para decidir o que fazer com esse arsenal... Não ouvi ninguém preocupado com o arsenal de armas químicas dos rebeldes...se calhar é porque é difícil acreditar que eles as possam ter e manusear.

 

Pelos vistos o governo Sírio já concordou em entregar o seu arsenal químico, mas haverá alguma forma de garantir que serão mesmo todas entregues e destruídas? E se amanhã elas voltarem a aparecer?

 

No meio de tudo isto se calhar era importante que alguém perguntasse onde foi o governo Sírio buscar essas armas Químicas, quem lhas forneceu? Quando? Em que condições? Há assim tantos países e instituições no mundo com capacidade para produzir e guardar gás Sarin?


São questões importantes, porque de certeza que quem fez estas fez muitas mais e se calhar era importante saber a quem mais as terá vendido.

 

E já agora, utilizar armas químicas é um crime de guerra, e fabricar, guardar e comercializar as mesmas não é crime?

 

Já o disse aqui, mas vou repetir: Uma arma química é uma arma, mata como mata qualquer outra arma, os países ocidentais fabricam  todos os tipos de armas que vendem ao governo e aos rebeldes e que alimentam aquela guerra, mas pelos vistos só os mortos das armas químicas interessam. Para os Estados Unidos, para a França, para a Alemanha, para a União Europeia os sírios podem passar o resto da vida aos tiros e bombardeamentos, podem matar-se até ao último habitante do país .... ninguém quer saber... desde que não utilizem armas químicas é claro... quanta hipocrisia.


Jorge Soares

 

publicado às 22:04

O que tem de especial as armas químicas?

por Jorge Soares, em 26.08.13

Armas químicas na Síria

Imagem do Público

 

A guerra civil na Síria começou à quanto tempo? Dois anos? Mais? É uma guerra estranha que parece que não ata nem desata, vamos sabendo dela ao sabor das vitimas, de resto não é fácil ter uma imagem do que por lá se passa, sabemos que há o exército do governo que controla a capital e algumas cidades e há os rebeldes que controlam outras cidades, pelo meio há avanços e recuos e mortos, muitos mortos.

 

Por vezes passam-se semanas ou meses em que parece que não se passa nada, deixa de ser noticia, depois volta, com mais mortos. Esta semana voltou, com imagens chocantes de muitos mortos, adultos e crianças, supostamente vitimados por armas químicas.

 

Por algum motivo que me escapa, os mortos das armas químicas chocam o mundo muito mais que todos os outros, quantos mortos terá havido na Síria desde o inicio da guerra? Quantas crianças terão sido mortas nos bombardeamentos da aviação governamental? Quantas terão morrido nos ataques e contra ataques dos rebeldes? Quantas terão morrido nos ataques suicidas com bombas dos rebeldes?

 

É claro que saber da morte de algumas dezenas de pessoas vitimas de armas químicas me choca, mas não me choca mais que saber que há anos que morrem pessoas diariamente, muitas pessoas, naquela guerra!

 

O mundo mostra-se chocado porque morreram pessoas vitimas de armas químicas, os Estados Unidos e a Europa querem uma investigação e ameaçam com intervir no caso de se comprovar que elas foram utilizadas... mas não teria sido muito mais inteligente ter intervido antes e evitado que se chegasse a este ponto?

 

Uma arma química é uma arma, mata como mata qualquer outra arma, os países ocidentais fabricam e vendem todos os tipos de armas que vendem ao governo e aos rebeldes e que alimentam aquela guerra, mas pelos vistos só os mortos das armas químicas interessam. Para os Estados Unidos, para a França, para a Alemanha, para a União Europeia os sírios podem passar o resto da vida aos tiros e bombardeamentos, podem matar-se até ao último habitante do país .... ninguém quer saber... desde que não utilizem armas químicas é claro... quanta hipocrisia.

 

Jorge Soares

publicado às 22:08

Um não lugar chamado Palestina

por Jorge Soares, em 20.11.12

A palestina

 

Imagem de Pontos de Vista 

 

Segundo a Wikipédia a primeira referência escrita à Palestina é de Heródoto que em 450 antes de Cristo visita o lugar e a ela se refere como Síria Palaestina.

 

Desde então para cá, fez parte dos Impérios de Carlos Magno, Egípcio, Romano, Bizantino. Foi conquistada e libertada dezenas de vezes pelos mais variados povos, foi tomada pelos Cruzados católicos e reconquistada pelos Árabes,  pelos Turcos, pelos Otomanos e de novo pelos Turcos.

 

Durante a primeira guerra mundial os Turcos são de novo derrotados e o território é dividido entre a Grã Bretanha e a França.

 

Em 1946 o seu território, era maioritariamente ocupado pelos palestinos Árabes e Católicos, sendo que os judeus ocupavam uma pequena faixa junto ao mar. A partir de 1947 com o patrocínio da ONU e dos Estados Unidos e num processo que dura até hoje, os palestinos viram o seu território ir encurtando cada vez mais, até um ponto em que apenas restam umas pequenas faixas em que o povo é obrigado a sobreviver em campos de refugiados.

 

Repito, tudo isto foi feito com o patrocínio das nações Unidas e dos Estados unidos e com a cumplicidade de todo o resto do mundo.

 

Neste momento Israel prepara-se para invadir o que resta da faixa de Gaza, todos os dias morrem numa guerra não declarada dezenas de pessoas, das que 60 % são mulheres e crianças.

 

Daqui a uns anos, na fotografia acima haverá um novo mapa com uma faixa completamente branca e a Palestina será só uma pequena nota de rodapé na história reescrita do mundo... um não lugar.

 

Tal como aconteceu durante centenas de anos aconteceu com os judeus, os palestinos que restarem ao massacre andarão pelo mundo, um povo sem pátria, sem lugar....

 

É incrível como a história se repete e a humanidade não aprende nada com ela...

 

Jorge Soares

publicado às 22:00

As Torres gémeas no dia do atentado
Imagem do Público

 

Hoje a meio da tarde, deitado ao sol do Alentejo, dei por mim a pensar que já estive em Nova Iorque, em Londres e em Madrid, três cidades que foram vitimas de atentados da Alqaeda. 

 

Estive em Nova Iorque em 2007, era Dezembro, estava muito frio, não fui ao Ground Zero e não me lembro de ter pensado nos atentados. Em Madrid foi diferente, talvez porque fui com toda a família e cheguei de comboio à estação de Atocha, um dos locais onde explodiram as bombas. Não falamos do assunto, mas lembro-me de ter sentido um friozinho no estômago.. O mesmo friozinho que senti quando cheguei a Londres há uns dias e fui de metro do aeroporto para o Hotel e nos dias seguintes quando ia no metro e dava por mim a lembrar-me do assunto.

 

É verdade que não deixamos de viver, mas somos humanos e  o que aconteceu nestas três cidades não deixa de nos marcar.

 

O Onze de Setembro para além do enorme número de vidas que ceifou, foi para todos nós o acordar para um mundo diferente, desde o fim da guerra fria que se vivia uma calma aparente. Os atentados acordaram-nos para a realidade e para guerras e receios diferentes.

 

Entretanto muitas coisas mudaram, de repente todos passamos a ser presumíveis terroristas com tudo o que isso significa: andar de avião é um suplício, visitar monumentos, museos e até igrejas implica quase sempre ser sermos vistos, revistados e vasculhados. Gastaram-se biliões de dólares em segurança, invadiram-se países, mudaram-se governos e regimes. Morreram perto de 3000 pessoas no dia 11 de Setembro de 2001, entretanto nas guerras geradas por esse dia, só americanos já morreram mais de 7000 soldados.Será que tudo isto nos faz sentir mais seguros?

 

A verdade é que não, como dizia alguém numa das muitas reportagens que vi ou li, andar numa cidade e ver soldados ou policias armados até aos dentes não nos faz sentir mais seguros, só nos recorda que o perigo é latente e que as ameaças podem vir de qualquer lado.

 

Um mundo seguro é aquele em que não são necessários policias armados até aos dentes, nem scanners corporais nos aeroportos, nem revistas nas entradas dos museus. A existência de tudo isto 10 anos depois da queda das torres só significa que todas as guerras, que todos os mortos que ocorreram entretanto, serviram para muito pouco, estamos muito longe, talvez cada vez mais longe, de ganhar a guerra ao terrorismo e ao terror que este semeia em todos nós. 

 

Jorge Soares

publicado às 21:33

Porto campeão... num jogo ou numa guerra?

por Jorge Soares, em 03.04.11

Futebol Clube do Porto, Campeão 2010 - 2011

 

Pedras, insultos, guerra aberta, é assim que vai o futebol português, hoje o F.C. do Porto foi campeão nacional, dentro do campo sobre um tapete verde jogou-se futebol, bom futebol, à volta, antes do jogo travou-se uma guerra. Rezam as crónicas que a policia teve de intervir, em Lisboa choveram pedras que feriram pessoas e policias, foram disparadas balas de borracha e foram detidas pessoas.. tudo por causa de um jogo de futebol?

 

No Estádio da Luz antes do jogo não houve fairplay e no fim do jogo houve falta dele, foi ligado o sistema de rega e foram apagadas as luzes do estádio quando os jogadores do Porto ainda festejavam a vitória no jogo e no campeonato, isto é que é ter mau perder.

 

Todas estas coisas se repetem uma e outra vez sem que ninguém tente colocar água na fervura, bem pelo contrário, os clubes portugueses são geridos por pessoas que mais que pensar no clube pensam na sua autopromoção. Os protagonistas deveriam ser os jogadores e a bola a rolar dentro do campo, mas não, o protagonismo joga-se cada vez mais nos gabinetes, nos muitos programas de opinião e sobretudo, joga-se todos os dias nos títulos dos jornais desportivos.

 

Há em Portugal 3 jornais desportivos diários, jornais que na maior parte do tempo mais que dar, fazem as noticias e quantas vezes fazem e alimentam as guerras de bastidores.... afinal, tudo isto significa papel vendido e dinheiro em caixa para muita gente.

 

Hoje no Estádio da Luz venceu a que foi, neste jogo e no campeonato, a melhor equipa, um vencedor justo.. mas vão-se contar pelos dedos de uma mão os adeptos de outras equipas que o admitam.... é triste... muito triste. O Futebol é um espectáculo de muitos milhões, mas é também cada vez mais um espectáculo que  se afasta das pessoas, no estado em que as coisas estão quem são os país que se atrevem a levar os seus filhos a um jogo de futebol? Quem se arrisca a ser insultado e agredido pelos membros das claques?, quem se arrisca a ser apedrejado na ida ou na vinda pondo em risco a sua vida?  Não tarda muito para que sejam 11 jogadores de cada lado, um árbitro, uma bola e duas claques de energumenos, é isto que queremos para o futebol?

 

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:43

Quo Vadis Libia?

por Jorge Soares, em 20.03.11

Para onde vais Líbia?

Imagem do Público

 

Há pouco via as noticias na RTP e não pude deixar de pensar no significado da expressão "exclusão aérea". Quando se fala em definir uma zona de exclusão aérea eu imagino aqueles aviões americanos que andam no ar a vigiar os céus, no caso de algum avião militar Líbio se atrever a levantar voo eles dão por ela de imediato e avisam os caças que se encarregam de colocar os líbios em sentido... isto era o que eu imaginava.

 

Na realidade zona de exclusão aérea significa um ataque em massa com mísseis Tomawhok que de forma cirúrgica destroem uma série de alvos por toda a Líbia, incluindo a casa de Khadafi em Trípoli, seguidos de raides aéreos que tentam destruir o que ficou de pé.

 

Não faço ideia se a zona de exclusão aérea inclui todo o país ou só a zona controlada pelos rebeldes, mas se o objectivo é proteger os civis dos ataques do regime líbio, para quê atacar Trípoli? para quê atacar a casa de Khadafi?

 

Olho para tudo isto e não resisto a fazer comparações, no Iraque começou-se uma guerra que não vai ter fim tão cedo porque supostamente haveria armas de destruição maciça, no Afeganistão há uma guerra que não terá fim e onde ainda é difícil saber quem são os inimigos, porque antes eram os amigos e amanhã quem sabe o que serão?

 

Na Líbia cria-se uma zona de exclusão aérea que é conseguida a tiro de canhão e deitando abaixo uma boa parte do país... e eu pergunto?, como vai terminar tudo isto?, numa nova guerra sem fim?

 

Kadafhi governa há 40 anos, era aceite por todos, ele e o seu petróleo, de um momento para o outro tornou-se o mau da fita e pelos vistos um alvo a abater. É claro que entre as nações árabes nada disto pode ser bem aceite... se até a mim me custa aceitar que seja assim que se cria uma zona de exclusão aérea.

 

Sabemos que o Petróleo é um bem muito cobiçado, principalmente pelos senhores da Europa, mas valerá mesmo a pena colocar mais umas achas para a a fogueira que alimenta o ódio de árabes por ocidentais?

 

Para onde vais Libía?

 

Jorge Soares

publicado às 21:35

Hoje li algures uma frase lapidar:

 

"Dificilmente alguém não se lembrará onde estava no dia 11 de Setembro  de 2001"

 

É verdade, eu lembro-me perfeitamente, estava a trabalhar e longe da televisão, fomos seguindo tudo pela internet, mas consigo recordar a maior parte do dia.  Entretanto passaram 9 anos, e de uma certa forma o mundo mudou... é muito dificil perceber se foi  para melhor ou para pior.

 

Esta semana deu para perceber que foi um dia que deixou marcas principalmente na sociedade americana, uma sociedade feita de muitas culturas, um autêntico arco iris humano onde de certeza é possível encontrar comunidades de imigrantes de absolutamente todos os países do mundo.

 

Primeiro foram as noticias sobre o rechaço à construção de uma mesquita em Nova York a poucas centenas de metros do Ground Zero, o lugar onde se deu o atentado,  depois foi o aparecimento num lugar perdido do enorme mapa americano de um fanático que pretendia converter este dia no dia da queima do corão.

 

Não sei quantas mesquitas haverá em Nova Iorque, mas de certeza que serão muitas e haverá de certeza muitos milhares de fieis para elas. Toda esta polémica à volta do lugar de construção da nova Mesquita, tal como a louca ideia de queimar os livros do Corão,  mostra que a sociedade americana ainda não curou as suas feridas e mostra sobretudo que não percebeu algo essencial, os atentados não são obra de uma religião, não são obra de um povo, são obra de um grupo de loucos fanáticos que se juntaram numa organização, a Al qaeda.

 

De resto a queima de símbolos não é nada original, quantas vezes já vimos serem queimadas bandeiras americanas, ou de Israel, há bem pouco tempo e após o aparecimento de cartoons que retratavam alá, a queima de bandeiras da Dinamarca. É evidente que esta ideia de queimar o Corão é resultado do fanatismo cego de alguém que procurava os seus 5 minutos de fama, é sem dúvida um acto idiota e que não fosse a aldeia global em que vivemos, não teria direito nem a um pé de página nas noticias do dia.  Para mim foi estranho ver toda a repercussão que pode ter o acto de um louco. Manifestações de protesto em vários países que chegaram a causar mortos e a intervenção directa do próprio presidente americano Barack Obama. Curiosamente, não me lembro de manifestações nem preocupações  do mesmo tipo quando são queimados ou destruídos símbolos ocidentais.

 

O 11 de Setembro deixou marcas evidentes, principalmente nos Estados Unidos, acredito que daqui a duas ou 3 gerações não será mais que uma data no calendário, tal como hoje é a data em que ocorreu Pearl Harbor ou a data do lançamento da primeira bomba atómica em Hiroshima no Japão. Entretanto, a sociedade Americana lambe as feridas que parece que tardam em cicatrizar, mas há algo que ninguém pode esquecer, os muçulmanos são parte dessa sociedade, uma parte enorme e importante, já era assim antes de 2001 e será-o cada vez mais.... e se há algo que esta sociedade sabe fazer, é aprender a viver com a sua história.

 

 

 

Imagens do Sapo Fotos de PCIS2010

 

 

Jorge Soares

publicado às 22:04

Guerra e Paz em Gaza

 

Na segunda feira Israel atacou em águas internacionais uma frota de barcos turcos que pretendiam fazer chegar à faixa de Gaza a ajuda que não pode chegar por terra devido ao bloqueio imposto por este país desde há mais de um ano. No ataque, que repito, foi em águas internacionais morreram 9 pessoas e muitas mais ficaram feridas.

 

Na segunda feira os telejornais dos 4 canais abriram com a noticia do Mourinho a ser apresentado como treinador do Real Madrid, na RTP foram mais de 10 minutos de Mourinho, nem sei se falaram dos barcos e do assalto de Israel, entretanto tinha mudado de canal. Ontem foi dia de jogo da selecção nacional, falou-se de futebol e do fecho das escolas com menos de 21 alunos... e da crise.... dos barcos, de Gaza, dos palestinianos, de todo um povo que sofre, pouco se falou.

 

Gaza é uma porção de terreno de 45 Kms de comprimento por 10 kms de largura onde desde há 4 gerações vivem 1,4 milhões de Palestinianos, pessoas que foram expulsas das suas terras e casas e confinadas em campos de refugiados. Em Gaza não há espaço para mais nada que para as pessoas, não há vida, não há empregos, não há economia, não há nada, só há miséria humana e raiva.... muita raiva.

 

Há mais de um  ano e a propósito do ultimo ataque israelita em que morreram mais de 700 pessoas, escrevi o seguinte neste post:

 

Israel sabe que a mudança de presidente nos estados Unidos vai trazer ventos de mudança, a diplomacia Israelita sabe que mais tarde ou mais cedo, Obama vai trazer ventos de mudança que vão fazer abanar muitos equilíbrios precários. Vai daí, e enquanto é tempo, decidiu aproveitar todas as provocações para fazer uma limpeza do terreno antes que seja tarde.

 

O principal suporte do estado de Israel tem sido os Estados Unidos, só com a protecção do gigante Americano tem sido possível ignorar as dezenas de resoluções da ONU, só com a protecção dos Estados Unidos, Israel pode ignorar a censura do mundo durante tantos anos...e com Obama, mais tarde ou mais cedo, essa protecção vai acabar.

 

Está visto que eu, e já agora o mundo, esperávamos mais de Obama, para as pessoas da Palestina não mudou nada, Israel continua a fazer o que quer e lhe interessa, hoje as nações unidas condenaram o ataque aos barcos.... imagino que em Israel se devem rir do assunto, assim como desde sempre se riram de todas as resoluções e condenações das nações unidas e do mundo

 

O bloqueio israelita aos territórios da Palestina dura há mais de um ano, segundo noticia do Público, Israel nega-se a levantar o bloqueio, parece que o mundo, todos nós, decidimos olhar para o lado, até quando?

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:27

Gaza:para onde foi a paz?

por Jorge Soares, em 08.01.09

Paz morta

 

Em Portugal falamos de crise, de perspectivas de desemprego, de avaliação de professores, coisas importantes porque é do nosso bem estar que se fala, da educação dos nossos filhos. Mas desde há 13 dias que o mundo tem o olhar noutro sitio, em Gaza.

 

Hoje no noticiário os números eram assustadores, em 13 dias morreram pelo menos 700 palestinianos, uma grande parte civis inocentes, e 11 judeus, 4 dos quais mortos por erro por fogo amigo. Se isto fosse futebol Israel estava a golear 700 a 11... infelizmente não é de futebol que falamos, é de vidas humanas. Pelos números podemos inferir a desproporção das forças que se enfrentam.

 

Gaza é uma porção de terreno de 45 Kms de comprimento por 10 kms de largura onde desde há 4 gerações vivem 1,4 milhões de Palestinianos, pessoas que foram expulsas das suas terras e casas e confinadas em campos de refugiados. Em Gaza não há espaço para mais nada que para as pessoas, não há vida, não há empregos, não há economia, não há nada, só há miséria humana e raiva.... muita raiva.

 

Israel sabe que a mudança de presidente nos estados Unidos vai trazer ventos de mudança, a diplomacia Israelita sabe que mais tarde ou mais cedo, Obama vai trazer ventos de mudança que vão fazer abanar muitos equilíbrios precários. Vai de aí, e enquanto é tempo, decidiu aproveitar todas as provocações para fazer uma limpeza do terreno antes que seja tarde.

 

O principal suporte do estado de Israel tem sido os Estados Unidos, só com a protecção do gigante Americano tem sido possível ignorar as dezenas de resoluções da ONU, só com a protecção dos Estados Unidos, Israel pode ignorar a censura do mundo durante tantos anos...e com Obama, mais tarde ou mais cedo, essa protecção vai acabar.

 

700 mortos em 11 dias..... aconselho a todos que vejam o seguinte vídeo.

 

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

publicado às 21:54


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