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Corações frios

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Vamos começar pelo principio, quem foi São Valentim?  Valentim foi um bispo que viveu no terceiro século da era católica e que contrariou as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido os casamentos durante as guerras porque acreditava que os homens solteiros eram melhores guerreiros.

 

Além de continuar a celebrar casamentos, ele próprio se casou em segredo apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, os jovens enviavam-lhe flores e bilhetes onde diziam que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega de um dos guardas da prisão e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

 

Considerado mártir pela igreja, o dia da sua morte, 14 de Fevereiro do ano de 270, passou a ser festejado como o dia de São Valentim, com o tempo nos países de língua inglesa a data foi aproveitada para se festejar o dia do amor ou dos namorados.

 

Há outra tradição que diz que na idade média se considerava o dia 14 de Fevereiro como o primeiro dia em que após o inverno os pássaros acasalavam, ocasião que os namorados aproveitavam para deixar mensagens de amor  na porta da sua amada.

 

A versão moderna começou por ser festejada nos Estados Unidos, após o que se estendeu aos outros países de língua Inglesa e com o tempo ao mundo inteiro. 

 

Como já aqui disse muitas vezes, sou avesso aos dias, a este e a quase todos, acho que o amor, como as crianças, como as mulheres, como tudo, se deve festejar todos os dias...  o amor não tem dia nem momento, o amor, como a amizade, deve ser quando acontece, e desde aí deve ser um bocadinho todos os dias... carinho com data e hora marcada não é amor é castigo.

 

Passem bem e por favor, sejam felizes, todos os dias

 

Jorge Soares

publicado às 19:59

Que se festeja no dia de Portugal?

por Jorge Soares, em 10.06.11

O que se festeja no dia de Portugal?

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Todos sabemos que hoje é feriado em Portugal, mas será que sabemos qual a verdadeira origem deste dia?, Desde quando se festeja e o porquê de se ter escolhido o dia em que se presume morreu Camões para o festejar? Eu não fazia a menor ideia.

 

O dia de Portugal só passou a ser festejado após a implantação da República em 1910. Na altura e num tentativa de se criar um estado mais laico foram eliminados alguns dos feriados religiosos e decretados os seguintes dias feriados nacionais:

 

1º de Janeiro, que era o dia da Fraternidade Universal;

31 de Janeiro, que evocava a revolução – aliás, falhada - do Porto, e que portanto era consagrado aos mártires da República;

5 de Outubro, vocacionado para louvar os heróis da República;

1º de Dezembro, que era o Dia da Autonomia e o Dia da Bandeira;

25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar essa festa religiosa que era o Natal"

 

Para além destes dias, os municípios podiam escolher um dia do ano para evocar as suas festas tradicionais, os republicanos de Lisboa escolheram para feriado Municipal o dia 10 de Junho em que se festejava o dia de Camões.

 

Segundo Cecília Meireles "Camões representava justamente o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial". Era essencialmente este o significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, isto "apesar de ser um feriado exclusivamente municipal no tempo da República". Os republicanos de Lisboa tentaram também com este feriado retirar alguma importância aos festejos do Santo António, de novo numa tentativa de afastamento das festas religiosas.

 

Com o advento do estado novo o dia passou a ser feriado nacional e adquiriu um sentido nacionalista em que se exaltava o império e a sua importância.

 

Fonte JPN

 

Jorge Soares

publicado às 10:03

Requiem por uma máquina de escrever

por Jorge Soares, em 11.05.11

Requiem por uma máquina de escrever

 

Aposto que a maioria não se lembra quando foi a última vez que viu alguém a escrever à máquina, se calhar uma grande parte nem terá visto tal coisa. Eu lembro, há um ano atrás em Cabo Verde fui pagar uma conta da Meninos do Mundo a um despachante, após explicar ao que ia e ter entregue o dinheiro, o senhor pediu a um dos funcionários que me entregasse o recibo. Para meu espanto, este sentou-se em frente a uma máquina de escrever, colocou as folhas entre os rolos: original, papel químico preto e duplicados, acertou-as e após perguntar em nome de quem era... bateu o recibo à máquina.

 

Podem não acreditar, mas ouvir aquele som das teclas no papel foi como ouvir uma velha e conhecida melodia... e o meu espanto por aquilo que estava a presenciar passou para segundo plano quando a minha mente começou a viajar no tempo... anos, muitos anos para trás.

 

A minha era verde azeitona como aquela, mas muito mais pequena e portátil, completamente manual, escrevia muito bem, acompanhou-me durante os anos do liceu e  eu adorava escrever.  Por norma os meus trabalhos escritos eram sempre volumosos, lembro-me de um trabalho de história contemporânea sobre os partidos políticos com mais de 20 páginas.... alguém faz ideia o que era escrever 20 páginas à máquina? É claro que não dava uma décima parte dos erros que dou agora, e a escrita tinha que ser pensada, nas máquinas não há como voltar atrás, só há voltar a escrever desde o início da página.

 

Teria eu 16 ou 17 anos e escrevi uns artigos para uma revista, eram sobre a presença de Portugal nos mundiais de Futebol, no fim da segunda página descobri que tinha saltado um nome a meio... toca a escrever de novo, ia tão embalado que voltei a fazer o mesmo... e recomecei, e voltei a fazer o mesmo... aí decidi que já estava bom, dei a volta ao texto e fiz o senhor aparecer no fim da página. Num computador não tinha demorado mais de 5 segundos a corrigir o erro, ali levei de certeza mais de uma hora.

 

As máquinas de escrever tiveram a sua época, os computadores mudaram o mundo de muitas formas, uma delas foi na forma de escrever, mas não deixa de ser com alguma nostalgia que hoje li no El Mundo que fechou a última fábrica de máquinas de escrever que ainda existia. É difícil entender como mais de 20 anos depois da massificação do computador, dos processadores de texto e das impressoras, ainda existia esta fábrica na Índia, chamava-se Godrej & Boyce... Assim de repente, senti que perdi uma velha amiga, cúmplice de tantas coisas e de tantas ideias.... sabem uma coisa?, estou a ficar velho.

 

Já agora, se puderem leiam este conto : A Máquina, é fantástico.

 

Jorge Soares

publicado às 22:25

A minha fé é melhor que a tua ... ou não!

por Jorge Soares, em 06.03.11

A fé é um lugar estranho

 

Imagem de aqui

 

Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, especialmente quando considerada como a criação de um agentesobrenatural,[1] ou a relação dos seres humanos ao que eles consideram como santo, sagrado, espiritual ou divino.[2] Muitas religiões têm narrativas,símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida. Elas tendem a derivar em moralidade, ética, leis religiosas ou em umestilo de vida preferido de suas idéias sobre o cosmos e a natureza humana.

 

 (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia[1] ) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.

 

Definições da wikipédia

 

Jorge Soares

publicado às 21:05

Fatias de cá: Viriato no Castelo de Almourol

por Jorge Soares, em 13.09.10

Viriato

 

Ontem o dia estava quente, quando chegámos a Vila Nova da Barquinha por volta das 16 horas, estavam 36 graus, muito calor, deu para apreciar o belíssimo parque ribeirinho junto ao Tejo... mas só à distância,  sentados à sombra dos enormes plátanos e com um gelado na mão. Ficou a promessa de lá voltarmos noutra altura... menos quente.

A peça só está em cena uma vez por ano, no máximo um ou dois fins de semana de Setembro, este ano foi só uma função.. e foi ontem. O palco não pode ser mais monumental, com o castelo de Almourol e o rio Tejo como pano de fundo,  é baseada num dos meus livros preferidos, A voz dos deuses e fala da nossa história e das nossas origens como povo.

 

Viriato no Castelo de Almourol, Fatias de cá

Se o cenário é grandioso, a representação não lhe fica atrás, são dezenas de actores e figurantes e inclui até a entrada em cena de grupos de cavaleiros a galope.

 

Como todas as obras deste grupo, inclui a participação do público, que é convidado de honra no banquete do casamento do Viriato. Um banquete à imagem dos da época dos romanos, com carne assada no pão, vinho de razoável qualidade e fruta da época, tudo servido pelos mesmos actores e participantes que momentos antes víamos no centro da acção.

 

Dizia alguém que esta será a obra mais grandiosa e mais bem conseguida do grupo, pela historia em si e pela grandiosidade de todo o ambiente que a rodeia, talvez seja, ainda que eu ache que não fica atrás de  O Nome da Rosa de que já falei neste post

 

Ontem e apesar do calor, estava um ambiente fantástico, o facto de a representação ser ao fim do dia dá uma luz mágica à primeira parte, a segunda parte ocorre já noite dentro o que nos permite ver o castelo iluminado por fogos e tochas, algo verdadeiramente inesquecível.

 

Em suma, como todas as peças deste grupo, é algo que vale realmente a pena, porque nos dá a conhecer uma parte importante da nossa história, porque acontece num lugar verdadeiramente mágico e porque a representação é grandiosa.. a não perder.

 

A História do grupo de teatro Fatias de cá retirada do site:

 

O Fatias de Cá (criado em Tomar em 1979) tem 6 centros de produção teatral (Tomar, Barquinha, Chamusca, Constância, Coimbra e Lisboa) enquadrados pelo Fatias de Cá - Mãe. Enquanto Companhia de Teatro, desenvolve projectos de âmbito profissional e amador para o que conta com mais de 100 membros (entre permanentes, regulares e pontuais).

A designação "Fatias de Cá" inspira-se no nome de um doce conventual (Fatias de Tomar) cuja receita pode ser considerada uma metáfora do acto teatral: batem-se as gemas de ovos demoradamente até obterem um aspecto cremoso e uniforme e vão a cozer em banho-maria numa panela especial até ficarem com a consistência do pão que se fatia e frita-se em calda de açúcar.

A opção estética do Fatias de Cá assume três vertentes:

- o património, quer o construído quer o paisagístico, é entendido como um espaço teatral privilegiado tendo em conta o cenário natural que comporta;
- a partilha com o público de um momento de refeição é assumido como uma forma de sociabilização e de concentração no espaço-tempo convocado pelo espectáculo;
- o acto teatral é entendido como um momento que emocione e divirta.

O Fatias de Cá usa como lema uma frase atribuída a Galileu: não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho

 

 

Outras obras do mesmo grupo e de que já aqui falei:

 

O Anel Quebrado na Quinta da Regaleira

 

O Nome da Rosa no convento de Cristo

 

 

Jorge Soares

publicado às 22:12

Ainda o dia internacional da mulher

por Jorge Soares, em 09.03.10

 

A fazer pela vida

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

 

Ontem e a propósito do dia da mulher, a conversa no messenger com uma amiga da blogosfera, foi mais ou menos assim:

 

Jorge says:

há mesmo quem festeje não é?

Amiga says:

 aqui os restaurantes estão à pinha

Jorge says:

 não consigo perceber

Amiga says:

 nem eu..grrrrrrr

 acho uma palhaçada

Jorge says:

 é mesmo

 porque amanhã volta tudo ao normal

 e ninguém mais se lembra

Amiga says:

 é um dia em que as mulheres aproveitam para se soltarem

 aquelas que vivem presas

 e quando mete sTripers masculinos,,,ui ui

Jorge says:

 lol

 mas isso não há o tempo todo?

Amiga says:

 mas hoje para aquelas que raramente saiem é uma maravilha

 em situações normais nunca iriam

Jorge says:

 estranho este mundo, em que as pessoas precisam de ter dias para se soltarem

 hummm..belo tem para um post

 

Já disse aqui que sou contra os dias, contra este e contra a maioria, porque na maioria dos casos as pessoas além de que não fazem ideia do que está na sua origem, terminam por desvirtuar o seu significado e estes convertem-se em mais um dia de incentivo ao consumo.

 

O dia da mulher foi instituído porque durante muito tempo o papel da mulher na sociedade era menosprezado pelo homem, durante séculos a mulher estava condenada a ter um papel secundário que a remetia para a cozinha e os fundos da casa. Durante a revolução industrial a mulher foi incorporada na mão de obra activa nas grandes fábricas, mas quase sempre em condições insalubres com jornadas de trabalho intermináveis e salários de miséria.

 

Estas condições levaram a que no inicio do século XX nos Estados Unidos surgisse um movimento de protesto que levou a que o primeiro dia da Mulher fosse festejado a 28 de Fevereiro de 1908. Em 1910 celebrou-se a primeira conferência internacional da mulher e foi determinada a existência do dia internacional da mulher. Mas é só em 1975 que o dia é oficializado pela ONU e passa  a ser festejado a 8 de Março.

 

Eu entendo que as  mulheres queiram ter o seu dia, sou totalmente contra qualquer tipo de discriminação e tenho consciência de que ainda há muito por fazer até que seja atingida uma verdadeira  igualdade. Agora pergunto, durante o dia de ontem aconteceu alguma iniciativa que contribua para a diminuição destas desigualdades? O dia contribuiu em algo para melhorar as mentalidades?, Alguém fez algo para lutar contra um dos piores flagelos da nossa sociedade actual que tira a vida a dezenas de mulheres todos os anos, a violência doméstica? Alguém pensou sequer no assunto? 

 

Como bem diz a minha amiga,  este dia está convertido em mais um dia para o consumo...e é pena, porque há tanto por fazer... mesmo.

 

Jorge Soares

publicado às 21:37

A Origem do Carnaval

por Jorge Soares, em 14.02.10

Carnaval Português, Cabeçudos

 

Hoje é o dia dos namorados e é Domingo de Carnaval... por uma vez as datas fazem sentido . Fiquei na dúvida se havia de falar da tradição comercial americana, ou do nosso "ninguém leva a mal"..., ganhou o Carnaval.

 

Ao contrario do que muita gente possa pensar, o Carnaval não é uma festa inventada pelas mulatas esculturais no Brasil, também não é uma tradição católica e não tem nada a ver com a Quaresma e o jejum, que são invenções bem mais recentes.

 

A origem da tradição do Carnaval remonta à Grécia antiga, por volta de 600 antes de Cristo com o aparecimento da agricultura, os antigos gregos festejavam mais ou menos nesta altura a fertilidade e produtividade dos solos. Desde o século VII antes de Cristo, quando se festejava o culto a Dionísio e até ao ano 590 d. c., festejava-se o Carnaval pagão.

 

O festejo com folias e máscaras tem origem no antigo Egipto, onde os foliões se juntavam à volta da fogueira. Do Egipto a tradição espalha-se pela Grécia e  Roma antigas e é nesta altura em que o sexo e as bebidas se incluem na tradição. A festa funcionava como uma válvula de escape para a intensa luta entre classes sociais.

 

No Ano 590 depois de Cristo, a igreja católica decide incorporar a festa como um evento religioso numa tentativa de a controlar, já que era considerada um evento libertino e pecaminoso.  Em 1545, o Concilio de Trento reconhece o Carnaval como um evento de rua e popular e define a data em que se deve festejar. Isto para evitar que coincida com a Páscoa.

 

O Carnaval ocorre sempre 40 dias antes do Domingo de Ramos, que se festeja na semana anterior à Pascoa. A Pascoa católica por sua vez, ocorre sempre no primeiro fim de semana a seguir à primeira lua nova da Primavera.

 

O Carnaval foi levado para o Brasil pelos Portugueses, ainda que quem der uma olhadela pela maioria dos Carnavais que por cá se festejam, fique com a certeza que foi ao contrário... e este ano com o frio que está, causa arrepios só de olhar.

 

Jorge Soares

publicado às 21:50

Padre maroto!

Imagem da internet

 

A noticia já tem uns dias, eu só a descobri hoje no Ionline:

 

"A população de Celorico de Basto está dividida depois de o padre Rui, ordenado em Julho do ano passado, ter fugido com Fátima no dia em que a rapariga fez 18 anos"

 

Nos últimos tempos tem sido tema de discussão o sim ou não ao casamento entre homossexuais,  sendo que como já é seu hábito, a igreja toma posição, usando o púlpito, a comunicação social e os seus fieis,  como armas de uma luta que (espero eu) estará à partida perdida, o projecto de lei vai passar com os votos da esquerda.

 

A igreja é uma instituição secular que vive ligada a dogmas e tradições há muito ultrapassadas e do meu ponto de vista ganharia muito mais se em vez de vir para a praça publica discutir temas com os que não tem nada a ver, ninguém quer instituir o casamento religioso, decidisse olhar para o seu interior e ver porque é que estas coisas acontecem

 

Coisas como o celibato dos padres,  a ordenação de mulheres para exercerem o sacerdócio, ou forma como a igreja se relaciona com a sociedade, são temas que há muito deveriam ter sido discutidos. 

 

Este padre teve o cuidado de pedir autorização à família para casar com a pessoa que amava, teve o cuidado de renunciar aos votos sacerdotais, mas quantos há por aí que simplesmente se limitam a viver na hipocrisia e na mentira?

 

Quando será que a igreja decide olhar para estes casos e retirar as devidas conclusões?

 

Noticia da RTP

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:09

Livro:Xamã, Noah Gordon

por Jorge Soares, em 22.11.09

Xamã, Noah Gordon

 

As minhas idas semanais ao Hospital do Outão na sequência da retirada dos parafusos do meu tornozelo, se por um lado não tem servido de muito para que o raio do tornozelo se termine de curar, por outro lado, tem servido para colocar as leituras em dia, e nada melhor para ler num hospital que livros que falam de médicos e de medicina.

 

Robert J. Cole é um médico escocês que é descendente directo de uma linhagem de médicos que se iniciou na idade media, motivos políticos levam a quem o jovem médico se veja de um momento para o outro numa longa viagem até à América do inicio do século XVIII. Depois de tomar contacto com o mundo infame em que vivem os emigrantes Europeus no jovem país, o Dr. Cole decide levar os seus conhecimentos às novas fronteiras que estavam a ser desbravadas.

 

Este livro conta a historia do Dr. Cole e da sua família na América da conquista, a forma como se implantou a civilização numa América virgem e selvagem, a forma como as terras foram sendo conquistadas aos nativos, é também tratada a guerra civil, os seus motivos e a forma como por vezes membros da mesma família se tornam em inimigos.

 

Robert Jefferson Cole é o filho mais novo do Dr. Cole, depois de uma doença e ainda criança Robert fica surdo, no livro é retratada a forma como a família enfrenta a surdez da criança e a luta pela vida que o jovem trava até conseguir ser um brilhante estudante de medicina e um ainda mais brilhante médico. Pelo caminho ele está ao cuidado de uma mulher nativa americana, uma Xamã de uma das tribos que habita as pradarias onde o Dr. Cole se instala, que se encarrega de transmitir ao Jovem Cole alguns conhecimentos ancestrais que em mais de uma ocasião lhe vão salvar a vida.

 

Este é o segundo livro de uma trilogia de este autor, em que o Primeiro foi O Físico, e o Terceiro é um livro que estou a ler e que na edição que eu tenho se chama Opções mas que aparentemente mudou o nome para as escolhas da Dr.. Cole.

 

Éste é sem duvida um excelente romance histórico que trás até nós páginas da história americana narradas de uma forma sublime.

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:06

Livro:O Físico - Noah Gordon.

por Jorge Soares, em 07.10.09

 

Antes de mais, para quem ainda não viu, criei um novo blog, o Clube de Leitura, a  ideia é ir colocando lá todos os posts que já escrevi sobre os livros que vou lendo. Mas um clube de uma só pessoa não é um clube, sei que há na blogosfera muita gente que gosta de ler, e muita gente que gosta de escrever sobre o que vai lendo. Deixo aqui o meu convite a todos a que participem no blog, já seja com novos posts ou com posts que já escreveram nos seus blogs. 

 

Deixem um comentário aqui, ou lá no Club, vamos partilhar conhecimento, vamos partilhar livros.

 

O Físico, Noah Gordon

Encontrei este autor por acaso, um dia de chuvas de verão no norte de Espanha, numa visita a um centro comercial, o nome e a capa de um livro chamaram a minha atenção, desde então já li uns 5 ou 6. Todos são romances históricos que tratam da vida dos Judeus, da história da medicina, ou de ambas. Todos são livros fantásticos que nos prendem a atenção do principio ao fim.

 

Este O Físico faz parte de uma trilogia que nos fala da história da Medicina, os outros são O Xamã e Opções, livros que nos falam da dinastia Cole, desde a idade média na Inglaterra até à medicina moderna e os seus dilemas na moderna cultura americana.

 

Rob J cole é uma criança que em pouco tempo se vê sozinho no mundo depois da morte da mãe, do pai e da separação dos seus irmãos. Num golpe de sorte é acolhido como aprendiz por um barbeiro  curandeiro que ao mesmo tempo que o leva por toda a Inglaterra medieval, o vai iniciando nas artes da cura. Rapidamente Rob descobre que tem um dom e que se quer realmente curar as pessoas, deverá aprender muito mais. Este desejo leva-o até ao oriente onde na altura estavam os grandes mestres da medicina. Sempre protegido pela sorte que abençoa os audazes, Rob consegue tornar-se no melhor dos alunos.

 

Pelo meio vamos tendo uma visão da vida na idade média na Europa e na Ásia, a religião, os conflitos, a guerra e o amor.

 

Tinha lido o livro há uns 7 ou 8 anos e foi com um enorme prazer que o reencontrei.. um livro que mais que ler, devorei.

 

Jorge Soares

publicado às 22:17


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