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Casamento

 

Para mim o facto de viver em sociedade significa que os meus direitos terminam exactamente onde começam os das pessoas que me rodeiam e evidentemente  espero que o resto do mundo se comporte assim quando olha para mim. Dito isto, a mim faz-me alguma confusão que a discussão da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo levante tanta poeira. Do meu ponto de vista, a pessoa com quem nos queremos casar é algo do foro pessoal, quando eu me casei com a P. só lhe perguntei a ela se  queria casar comigo, porque só  ela e a mim nos interessava o assunto, não me passou pela cabeça perguntar a mais ninguém e muito menos que haveria uma lei que permitiria ou não o casamento.

 

A orientação sexual das pessoas é algo pessoal, algo que só diz respeito a ela e aos seus parceiros, até porque quando falamos de sexo é muito difícil falar do que é ou não normal, basta uma simples pesquisa no google para encontrarmos muitos exemplos de orientações sexuais que incluem pessoas de sexos diferentes e que para a maioria  são completas aberrações. A igreja católica acha que não é normal a utilização dos principais métodos anticonceptivos... então e se um destes dias se lembrarem de impedir o casamento de quem os utiliza?

 

Cada um deveria poder casar com quem bem entender, independentemente de sexo, raça ou religião, desde que ambos estejam de acordo e o façam de livre vontade, o que é que temos a ver com isso? O que estamos a discutir não é o casamento, é a discriminação, o facto de discriminarmos ou não alguém pelo simples facto de ter gostos diferentes dos nossos.

 

Somos um país com uma mentalidade mesquinha, um país de virtudes publicas vícios privados e sabem que mais, há muita gente por aí que deveria ter vergonha.

 

Como dizia o post de ontem... Nada tienen de especial....

 

Jorge

Imagem retirada da internet

publicado às 20:53

Adopção:Direito a ser pais

por Jorge Soares, em 01.07.08

 

A propósito deste post da Sónia no seu blog  Os livros que ninguém quis dar a a ler de que sou habitual leitor, e dos posteriores comentários ao mesmo, recordei uma parte do debate no ultimo encontro sobre adopção.

 

Nesse encontro, e ante uma questão que coloquei sobre adopção singular, rapidamente a discussão passou de adopção singular para adopção por homossexuais, porque algumas das  pessoas que estavam na mesa claramente identificavam os adoptantes singulares com a homossexualidade, uma associação completamente injusta e disparatada, e que pelos vistos é muito habitual entre as assistentes sociais.

 

No debate participavam entre outros, O Dr. Eduardo Sá, claramente a favor, o Dr. Luís Vilas Boas e a Drª Helena Simões, ambos completamente contra. A esta distância é difícil recordar os argumentos utilizados - de para a parte, mas recordo que no fim, e tal como nos comentários ao post da Sónia, a discussão terminou com a eterna questão, será melhor para as crianças estarem num centro de acolhimento a crescer sem o carinho e amor, ou no seio de uma família, seja ela de que tipo for.

 

Eu sou pai adoptivo e biológico e do meu ponto de vista, qualquer criança estará sempre melhor no seio de uma família que num centro de acolhimento, onde é mais um e vive na eterna esperança, já seja de ser adoptado, ou de voltar para a sua família biológica. Quanto a isso não há duvidas, e acho que não haverá duvidas para ninguém.

 

O problema deverá ser colocado então ao nível do que é considerada a uma família. Desde o ponto de vista católico o conceito de família está muito claro, pai, mãe e filhos, e quem se divorcia deixa de ter direito até à comunhão. Felizmente vamos vivendo numa sociedade em que essa imagem está cada vez mais ultrapassada, o numero de pais solteiros ou divorciados aumenta dia a dia e cada vez mais deixam de ser olhados de lado.

 

Seremos uma sociedade em que duas pessoas do mesmo sexo podem constituir uma família?, para mim sim, infelizmente para a grande maioria das pessoas, a resposta é não. Duas pessoas do mesmo sexo podem até viver juntas e ter os mesmos direitos que qualquer união de facto, mas em Portugal não podem casar e muito menos adoptar.

 

Confesso que não consigo perceber a lógica por trás desta prática, se um homossexual não pode adoptar, quer dizer que segundo a segurança social, não está apto para ter filhos, nesse caso, estará apto a ter filhos biológicos?

 

A homossexualidade é algo que existe, algo real e de certeza que existem em Portugal milhares e milhares de pais com orientações sexuais desse tipo, será que todos os seus filhos irão ser crianças traumatizadas e com as mesmas orientações sexuais dos seus pais? É claro que não, até porque como dizia a Sónia, todos esses homossexuais nasceram de casais heterossexuais e isso não fez deles heterossexuais.

 

Do meu ponto de vista, a orientação sexual de alguém não deveria em caso nenhum ser tida em conta para o que quer que fosse, até porque como definimos uma orientação sexual normal?  O que é ser normal?

 

Já agora, o problema da adopção em Portugal, e da longa espera pela que temos que passar todos os candidatos, não está tanto na morosidade do processo, mas sim no facto de que ao contrario da ideia comum, não existem em Portugal muitas crianças à espera de ser adoptadas, na realidade existem muito poucas, existe sim é muitas crianças entregues ao estado e para as quais esse mesmo estado não se encarrega de criar projectos de vida que passem pela adopção.

 

Jorge Soares

PS:imagem retirada do Blog da Sónia

 

 

publicado às 21:54


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