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Custe o que custar... são quantas vidas?

por Jorge Soares, em 20.01.15

saúde.jpg

 

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"Vamos cumprir o programa custe o que custar .... não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas. Nós cumprimos aquele programa porque acreditamos que, no essencial,  o que ele prescreve é necessário fazer em Portugal para vencermos a crise em que estamos mergulhados"


Foi a 31 de Janeiro de 2012 que Passos Coelho proferiu a afirmação acima, referia-se ao programa que a troika delineou para Portugal, que foi assinado por PS, PSD e CDS e que no caso da saúde nos levou à situação que vivemos durante os últimos dias.

 

Desde o início do ano já são sete as mortes de pessoas que esperavam ser atendidas nas urgências. Há hospitais em que o tempo de espera chega a ser de quase 24 horas, as ambulâncias ficam retidas nos hospitais porque não há macas para deitar os doentes enquanto esperam e em quase todos os hospitais há doentes que passam dias em macas espalhadas pelos corredores das urgências porque não há camas suficientes para internamentos.... e ainda não chegamos ao pico da epidemia de gripe.

 

Há quem diga que já passamos o pior, que entramos em crescimento económico, não sei onde vão buscar os dados, mas para mim, pelo menos ao nível da saúde, nunca estivemos tão mal... e o orçamento de 2015 ainda reduziu mais os gastos do ministério da saúde...  o que é no mínimo assustador.

 

Não sei se Passos Coelho tinha a noção do alcance do que estava a dizer já lá vão três longos e penosos anos, mas gostava de lhe perguntar, o que lhe parece agora aquele custe o que custar.

 

Senhor Primeiro Ministro, senhor ministro da saúde, custe o que custar,  são quantas vidas?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:17

Relvas e Passos Coelho

 

Imagem de aqui

 

Hoje ouvimos Passos Coelho dizer que vai pedir à procuradoria geral da República que investigue como foi a sua ligação à Tecnoforma, seria louvável não fosse o facto de a empresa ter desaparecido e até o contabilista já ter morrido.

 

Depois da trapalhada dos comunicados da assembleia da República em que ficamos a saber que o deputado Passos Coelho não tinha o regime de exclusividade mas afinal recebeu mais de 60 mil Euros por ter sido deputado em regime de exclusividade, não é de esperar muito mais desta investigação da PGR.

 

Com a empresa já falida, o desaparecimento de quem levava as suas contas, a falta de memória de Passos Coelho e a não obrigatoriedade de se guardarem os dados fiscais por mais de quatro anos, o que e onde irá a Procuradoria investigar?

 

Convenhamos que é difícil acreditar que Passos Coelho tenha trabalhado e dado a ganhar muito dinheiro a ganhar à empresa durante anos, à borla, (ver este link) , o primeiro ministro pode ser muito boa pessoa, mas há limites para  certas coisas que nos querem fazer crer.

 

Acredito que passados estes anos algumas coisas sejam difíceis de recordar, mas é difícil entender que, e dado que não restam dúvidas de que ele colaborou com a empresa, não se recorde se e quanto lhe pagavam, mais ainda quando em toda a vida se trabalhou para duas ou três empresas, como é o caso dele.

 

Entendo o suposto zelo de Passos Coelho e acho muito bem que estas coisas sejam investigadas por quem de direito, mas não percebo porque é que o primeiro Ministro não diz ao país preto no branco se foi ou não remunerado pelo seu trabalho para esta empresa e no caso de ter sido, porque recebeu os 60 mil Euros do parlamento.

 

No fim de tudo isto a imagem que passa para o país é que Passos Coelho chutou a bola para a frente e uma vez mais temos gato escondido com o rabo de fora ...  de novo se aplica a velha máxima da sabedoria popular, à mulher de César não lhe basta ser séria...

 

Jorge Soares

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publicado às 22:41

Em busca da natalidade perdida

por Jorge Soares, em 15.07.14

Natalidade

 

 

Ontem ao fim do dia decidimos aproveitar o verão e dar um passeio aqui à volta,  passamos pelo jardim da Algodeia e reparei que havia três crianças a jogar à bola, reparei porque eram as 3 de etnia chinesa, mais à frente outras três mais pequenas brincavam no parque infantil, por perto estavam dois casais também eles chineses. Eram as únicas crianças no jardim apesar de haver bastante gente na esplanada ali ao lado.

 

Na China com a política de filho único ainda em vigor, aqueles dois casais seriam certamente penalizados, por cá são uma bênção, aquelas seis crianças quase que duplicam a taxa de natalidade dos casais portugueses.

 

Curiosamente hoje a noticia do dia tem a ver com os supostos incentivos à natalidade que o governo pretende implementar algures no futuro. Tenho três filhos e sei o quanto custa criar, educar e alimentar uma criança, acolherei de bom grado qualquer coisa que ajude a diminuir a factura mensal, mas não será de certeza com um ou dois por cento no IRS que irei ver a minha vida aliviada e sinceramente acho que este não é o caminho.

 

Se o governo que realmente criar condições para que os portugueses tenham mais filhos terá que começar por apostar num sistema publico de cresches e educação pré-escolar. Lembro-me que quando a R. nasceu a única forma de arranjar uma vaga num infantário privado foi começando a pagar a mensalidade ainda ela estava na barriga da mãe. Ela nasceu em Outubro, começou a ir para o infantário em Fevereiro e nós já pagávamos, um balúrdio,  desde Setembro.

 

Como não tinhamos apoio familiar não havia mesmo alternativa, a hipótese das creches públicas nem se colocava, primeiro porque não havia vagas, segundo porque os horários eram pensados para quem estava em casa e podia ir levar e buscar a criança a meio do dia, não para quem trabalhava.

 

Este ano decidimos colocar a D. na escola pública, temos 4 escolas primárias a pouco mais de 500 metros de casa, até agora arranjaram vaga numa escola no fim do mundo e ninguém sabe quando ou como teremos uma resposta sobre vagas na escola à que pertence a nossa morada.... mas já percebemos que foi uma chatice (para eles) termos sido os primeiros a pedir a transferência... vá lá a gente perceber porquê.

 

Não sei como é nos outros sítios, mas em Setúbal nas escolas publicas às que não vai a policia todos os dias, só se arranja vaga com cunhas e esquemas, não sei para que inventam as regras da morada se depois o Liceu de Setúbal  está cheio de miúdos que moram em Azeitão e Palmela e não há vagas para crianças que moram na mesma rua da escola.

 

De apoio escolar para crianças com problemas nem falo, se a criança não é um modelo as escolas são rápidas a classifica-las como problemáticas, mas quem quer tentar resolver o problema o melhor é que se prepare para gastar mundos e fundos em apoio médico e escolar, porque nas escolas não há dinheiro, nem tempo, nem vontade para nada disso, e no fim quem pode só tem a alternativa de arranjar um colégio... infelizmente eu sei do que falo e também sei que não é com um ou dois por cento a menos no IRS que vou pagar a mensalidade.

 

Depois para a maior parte das escolas segurança é chamar a policia quando há problemas, não é arranjar formas de prevenir para não ter que lamentar.. e infelizmente os exemplos também abundam.

 

Dito isto, se os senhores do governo acham que é com trocos que vão incentivar a natalidade, está à vista que eles nunca tiveram que enfrentar o mundo real, além disso, só paga IRS quem tem emprego e salário... que são coisas que não  estão fáceis de encontrar... depois admiram-se que os jovens terminem todos por emigrar e ir incentivar a natalidade noutros países.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:16

O governo e o jogo do empata

por Jorge Soares, em 03.06.14

Passos Coelho empata medidas

 

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Já ouvi várias versões, Paulo Portas diz que é para "clarificação do pensamento" do tribunal, Passos Coelho diz que é para "tornar mais claros" os aspectos técnicos, entretanto no telejornal, alguém do governo dizia que era preciso questionar a partir de quando são válidas as anulações das medidas... durante o dia ouvia alguém do PSD acusar o tribunal de tomar decisões políticas em lugar de legais... e a ministra das finanças, como já é costume,  ameaça com mais impostos.

 

Não sei o que significa tudo isto, mas sei o que parece a quem desde o lado de fora espera com impaciência que seja reposta a legalidade e devolvido a quem trabalha o que lhe foi retirado contra a constituição:

 

Em primeiro lugar parece que com tudo isto o governo está a empatar, o pedido de esclarecimento tem como efeito imediato que as reposições decretadas pelo tribunal constitucional tenham efeito a partir do mês de Julho e não de Junho como seria lógico dado que a decisão é de 31 de Maio. Isto para já não falar que justo mesmo era que devolvessem tudo o que entretanto já foi descontado.

 

Em segundo lugar, o que é cada vez mais evidente é que para os senhores governantes, e para os partidos que os apoiam, o que dava mesmo jeito era poderem fazer e desfazer sem essa chatice de haver uma constituição para respeitar... se calhar alguém lhes devia explicar que queiram eles ou não, ainda somos uma democracia e que apesar dos seus desejos, esta não foi suspensa como uma vez sonhou Manuela Ferreira Leite.

 

Mal ou bem, é esta a constituição que temos e foi sobre ela que os senhores juraram governar, o tribunal constitucional existe como garante do respeito dessa constituição, não é uma força política nem uma sucursal dos partidos que faz uns jeitos quando é necessário, os juízes estão lá para garantir a lei e esta evidentemente não pode variai ao sabor dos interesses do governo de turno.

 

Talvez Paulo Portas, Passos Coelho e os restantes governantes deviam pensar seriamente se querem ou são capazes de governar com estas leis, se acham que não querem ou não são capazes, o que devem fazer não é tentar arranjar esquemas e pressões para a contornar, é simplesmente meterem o rabinho entre as pernas e a viola no saco e irem chatear para outras bandas. O país precisa de pessoas sérias e competentes, não de quem tente governar no jogo do empata.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:18

Impostos

 

Imagem de aqui

 

Há uns dias Passos Coelho ficou muito indignado porque Catarina Martins afirmou em pleno debate parlamentar que a palavra de Passos Coelho não vale nada, e apontou uma serie de exemplos de afirmações que depois se viriam a mostrar precisamente ao contrário... hoje foi-nos dado mais um argumento para partilharmos a opinião da Deputado do Bloco de esquerda. Ainda a semana passada Passos Coelho dizia que o caminho para a redução do défice seria pela redução da despesa e não pelo aumento da carga Fiscal. Quantas vezes ouvimos o primeiro ministro e os seus ministros repetir a ideia de que não haveria mais aumentos de impostos?

 

A ministra das finanças Maria Luís Albuquerque e o ministro O ministro do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, apresentaram ao país as medidas inscritas no  Documento de Estratégia Orçamental, entre outras coisas ficamos a saber que o Iva passa de 23 para 23,25 % e os descontos para a segurança social passam de 11 para 11,2 %. Sobre o não aumento de impostos, estamos conversados.

 

Outra das medidas apresentadas é a criação de uma "contribuição de sustentabilidade", que corta entre 2% e 3,5% nas pensões acima de 1000 euros. Isto não é mais que um novo nome e uma nova roupagem para a famosa taxa de solidariedade, medida temporária que agora passa a definitiva.... quantas vezes ouvimos os membros do governo dizer que as medidas de austeridade era temporárias e que não haveria medidas a passar a definitivas?

 

Há algo que me escapa no meio de tudo isto, segundo o PSD e o governo, a prioridade é o combate ao desemprego, ora, alguém me explica como é que se combate o desemprego sem incentivar o consumo? E como é que se incentiva o consumo se se continuam a aumentar os impostos?

 

É claro que a devolução de uma parte dos cortes aos funcionários públicos é bem vinda, mas depois de tantas trocas e baldrocas, eu já estou como Santo Tomé, ver para crer, é que de aqui até Janeiro ainda faltam muitos meses e ainda dá para mudar de opinião muitas vezes.

 

Há algo que me deixa ainda mais confuso, como é que no meio de tantas trapalhadas e de tanto diz e desdiz ainda há quase 30% de portugueses que dizem que vão votar no PSD.... há muita gente que gosta mesmo de ser enganada

 

Jorge Soares

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publicado às 22:54

Manifestação de polícias na assembleia da República

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Há coisas que simplesmente me transcendem, há pouco ouvia no telejornal o Primeiro ministro a dizer "O que se passou ontem não é um bom indicador da própria autoridade das forças de segurança" aparentemente o primeiro ministro e o governo preferiam que tudo tivesse terminado numa batalha campal.

 

Não demorou muito a que rolaram cabeças, hoje de manhã Paulo Valente Gomes, até agora director da PSP, apresentou (?) a sua demissão que evidentemente foi aceite pelo ministro da tutela. 

 

Independentemente de tudo aquilo ter sido concertado ou não, e eu não acho que tenha sido, não podemos esquecer que ontem havia polícias dos dois lados da barricada, e quem estava de serviço não podia deixar de pensar que os problemas pelos que se estava a gritar do outro lado afectam todos os policias e se calhar, se não estivessem ali, eles estariam lá a gritar as mesmas consignas e a empurrar as vedações... como se pode a exigir a alguém que está nesta posição que reprima os seus próprios colegas que até defendem os seus direitos?

 

Sou dos que criticam a forma como terminam a maioria das manifestações em frente ao parlamento, nunca percebi porque é que há gente que após o fim das manifestações  insiste em insultar os polícias, atirar pedras, forçar o confronto... Ontem não ouvimos esses insultos, ninguém atirou pedras e apesar da emoção que os jornalistas tentavam dar ao directo, ninguém viu confrontos, bem pelo contrário, vimos uma das mais pacificas manifestações dos últimos tempos, era mesmo necessário forçar a violência?

 

O que todos pudemos ver em directo é que a violência não interessava nem aos manifestantes nem a quem dirigia os polícias de serviço,  a quem interessava? Ao governo? À Troika? a alguém deveria interessar, caso contrário hoje não teríamos todo este circo montado.

 

Jorge Soares

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publicado às 20:49

Pedro Passos Coelho

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Hoje tivemos um Passos Coelho igual a si próprio... igual, igual não, há uma evidente melhoria da utilização das palavras, imagino que seja das idas ao parlamento e da participação nos debates com os deputados da oposição... o homem já está tão mestre na fuga às questões e no utilizar as palavras para falar muito e dizer pouco, como qualquer outro político e já não mete os pés pelas mãos tantas vezes.

 

Dos comentários que fui lendo no Facebook, parece que há muita gente desiludida com o formato do programa, com as perguntas colocadas pelas pessoas, com a falta de debate, com a forma como se deixa o entrevistado fugir às questões ou dizer o que lhe apetece sem contraditório e sem confrontação.

 

Eu não tinha grandes expectativas sobre o que ia resultar dali, o programa tem tempo limitado, cada pessoa tem os seus problemas e as suas expectativas, cada um de nós teria outras questões para colocar, mas só cabem ali 20 pessoas.

 

Acho que as pessoas foram bem escolhidas e as perguntas foram abrangentes, foram tratados praticamente todos os problemas que fazem a actualidade e até alguns que até fazem sentido mas que andam um pouco esquecidos.. como a acessibilidade ao interior do país, leia-se Túnel do Marão, e a agricultura.

 

Mas este não era um programa de debate, era um programa de perguntas e respostas sem direito a contraditório, e de um programa de este tipo não se pode esperar muito mais que aquilo que saiu.

 

De resto não saiu dali nenhuma novidade, mesmo no caso do ministro Morais Sarmento, ele foi coerente consigo mesmo, minimizando o que de mau se está a passar.

 

Passos Coelho limitou-se a repetir o que vem dizendo desde que formou governo, continua a mostrar uma enorme convicção de que o caminho que está a seguir é o correcto e que não há alternativas.

 

Quanto ao programa, não sei como funciona noutros paises, mas nestes moldes não sei se faz muito sentido ou se pode trazer alguma coisa de novo.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:48

Para que serve a constituição?

por Jorge Soares, em 01.09.13

Constituição

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Este post era para ter como titulo, "Pedro e o lobo", na sexta-feira após mais um chumbo do Tribunal constitucional (TC) o primeiro ministro veio a público ameaçar com o fantasma de um novo resgate. Hoje, depois de ter ouvido as declarações do senhor na Universidade de Verão do PSD, fiquei a pensar com os meus botões, afinal, para que serve a constituição?

 

Se temos um primeiro ministro e um governo que acham que as normas constitucionais devem ser interpretadas ao sabor da maré e principalmente da forma em que der mais jeito ao governo de turno, para que se dão os países ao trabalho de elaborar uma constituição?

 

Para que havemos de estar a investir tempo e dinheiro com um tribunal constitucional, se depois queremos fazer e desfazer sem ter que dar cavaco a ninguém?

 

Alguém deveria recordar ao senhor Primeiro Ministro que a constituição é nada mais e nada menos que a lei fundamental que serve para regular os direitos e deveres dos cidadãos e de quem os governa. Ela existe não por capricho de uns poucos, mas sim como garante de uma serie de direitos, liberdades e deveres.

 

Ao contrario do que o governo parece entender ou desejar, não são os juízes que tem que interpretar as leis ao sabor do momento, é o governo que deve elaborar as leis de acordo com o que está escrito na constituição.

 

Está mais que visto que este governo tem uma enorme tendência para esquecer que a constituição existe e insiste em promulgar leis que não estão de acordo com o que lá vem escrito.

 

Se o governo acha que a constituição não serve para os seus propósitos só tem duas possíveis saídas: Ou consegue os votos necessários para a alterar e depois promulgar as leis de acordo com ela, ou  reconhece que é incapaz de governar de acordo com as normas existentes, mete a viola no saco e deixa que outros mais capazes o façam.

 

Não pode é estar constantemente a legislar em contra da lei e depois deitar a culpa aos juízes e muito menos tentar chantagear o país com o lobo do novo resgate... não vá a ser que este Pedro termine como o outro da fábula.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:11

Um governo com rabo de palha

por Jorge Soares, em 24.07.13

Omissão de ligação ao BPN na biografia de Rui Machete

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Primeiro foi Miguel Relvas com a sua licenciatura para inglês ver, depois foi Franquelim Alves, depois foram os secretários de estado remodelados à pressa pelas suas ligações aos swaps, depois foi a agora Ministra das finanças que para além de ter assinado contratos swaps, insistiu, e ainda insiste, em dizer no parlamento que este governo não sabia desses contratos obrigando que até Vítor Gaspar viesse a público admitir que sim, que o dossier lhe tinha sido passado.


Não contente com tudo isto, o primeiro ministro elegeu para Ministro dos Negócios estrangeiros alguém que esteve ligado aos escândalos do BPN e do BPP. É bom recordar que o caso BPN custou ao pais até agora quase 7 mil milhões de Euros, quase 10% do resgate financeiro da Troika, e são estes senhores que vão para o poder.  Das duas uma, ou Passos Coelho anda distraído, ou há muitos rabos de palha na nossa política.. e pelos vistos eles tem queda pelo poder.

 

Já agora, se a suas passagens pelo BPN e BPP foram assim tão pacificas como eles pretendem fazer crer, porque é que insistem em as retirar das biografias oficiais?

 

Ainda no fim de semana passada alguém em comentava escandalizado como era possível que na RTP dessem voz a Sócrates depois de tudo o que aconteceu, alguém que evidentemente se nega a sequer ouvir o que ele tem para dizer. Agora pergunto eu, como é que tanta gente com rabos de palha consegue chegar ao governo? Como é que pessoas que se demitem do mesmo governo de forma irrevogável,conseguem ser nomeados vice ministros e ver o seu poder aumentado? E como é que as mesmas pessoas que tanto criticaram o governo anterior aceitam tudo isto de forma tão pacifica?

 

Por este andar um destes dias temos Dias Loureiro no governo.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:13

Passos Coelho encontrou os culpados da crise

por Jorge Soares, em 23.07.13

Passos Coelho descobriu a pólvora

Imagem retirada do Facebook

 

Pera aí... mas o problema não era termos vivido acima das nossas necessidades e termos gasto mais do que aquilo que podíamos? Quem diz que o português não aprende com os erros.

 

Parece que Passos Coelho descobriu a pólvora, estamos a gastar menos do que era suposto, será que alguém lhe explica que isso se deve à diminuição do poder de compra causado pelos sucessivos aumentos de impostos,  diminuição dos salários na função pública e o enorme desemprego causado pelas medidas que ele tomou nos últimos dois anos?

 

E será que depois de ter descoberto a pólvora, o homem vai fazer alguma coisa para inverter a situação? Talvez diminuir os impostos? Aumentar os salários? Incentivar o investimento? Uma que outra medida de combate ao desemprego?

 

Agora a sério, este gajo existe?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:04


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