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Relvas e Passos Coelho

 

Imagem de aqui

 

Hoje ouvimos Passos Coelho dizer que vai pedir à procuradoria geral da República que investigue como foi a sua ligação à Tecnoforma, seria louvável não fosse o facto de a empresa ter desaparecido e até o contabilista já ter morrido.

 

Depois da trapalhada dos comunicados da assembleia da República em que ficamos a saber que o deputado Passos Coelho não tinha o regime de exclusividade mas afinal recebeu mais de 60 mil Euros por ter sido deputado em regime de exclusividade, não é de esperar muito mais desta investigação da PGR.

 

Com a empresa já falida, o desaparecimento de quem levava as suas contas, a falta de memória de Passos Coelho e a não obrigatoriedade de se guardarem os dados fiscais por mais de quatro anos, o que e onde irá a Procuradoria investigar?

 

Convenhamos que é difícil acreditar que Passos Coelho tenha trabalhado e dado a ganhar muito dinheiro a ganhar à empresa durante anos, à borla, (ver este link) , o primeiro ministro pode ser muito boa pessoa, mas há limites para  certas coisas que nos querem fazer crer.

 

Acredito que passados estes anos algumas coisas sejam difíceis de recordar, mas é difícil entender que, e dado que não restam dúvidas de que ele colaborou com a empresa, não se recorde se e quanto lhe pagavam, mais ainda quando em toda a vida se trabalhou para duas ou três empresas, como é o caso dele.

 

Entendo o suposto zelo de Passos Coelho e acho muito bem que estas coisas sejam investigadas por quem de direito, mas não percebo porque é que o primeiro Ministro não diz ao país preto no branco se foi ou não remunerado pelo seu trabalho para esta empresa e no caso de ter sido, porque recebeu os 60 mil Euros do parlamento.

 

No fim de tudo isto a imagem que passa para o país é que Passos Coelho chutou a bola para a frente e uma vez mais temos gato escondido com o rabo de fora ...  de novo se aplica a velha máxima da sabedoria popular, à mulher de César não lhe basta ser séria...

 

Jorge Soares

publicado às 22:41

E você, o que faria com 4800 Euros por Mês?

por Jorge Soares, em 16.09.14

Marinho Pinto

 

 

Imagem do Ionline

 

Esta semana ficamos a saber que se acabou idílio entre Marinho Pinto e o MPT (Movimento Partido da Terra), pelo que percebi, Marinho Pinto tentou tomar conta do partido arrumando quem já lá estava antes dele e a coisa deu em amuos e quebra do noivado.

 

Marinho pinto que há uns meses dizia ao país que o seu objectivo era ir para Bruxelas e fazer a diferença, rapidamente concluiu que a Europa é muito longe de Lisboa, do poder e dos holofotes das câmaras de televisão, pelo que já mudou de rumo. Pelos vistos o objectivo agora será candidatar-se a primeiro ministro e em caso de não conseguir ser eleito, pelo menos fazer-se eleger deputado. 

 

Para isto irá formar um novo partido pelo qual se irá apresentar como cabeça de lista nas próximas legislativas. 

 

Hoje ficamos a saber qual será uma das suas primeiras medidas se chegar a primeiro ministro, diz Marinho Pinto que 4800 Euros líquidos não dá para muito em  Lisboa, e que o salário de 3500 Euros brutos dos deputados não é digno. 

 

Por acaso até sou dos que concorda que os políticos portugueses não ganham muito, isto claro se não compararmos os 3500 Euros, aos que há que juntar as ajudas de custo e subsídios vários, com os menos de 500 Euros do salário mínimo nacional que ganham milhares de portugueses e com os menos de 800 Euros de salário médio nacional.

 

Não, os deputados não ganham muito, quem ganha muito pouco é o resto dos portugueses, mas eu entendo Marinho Pinto, ele é candidato aos 3500 Euros e já se está a ver a passar necessidades em Lisboa. Nada como começar a chorar desde já para ver se até lá a coisa melhora.... pena que quem o entrevistou não lhe tenha perguntado o que pensa ele do salário mínimo e o que pensa fazer a esse respeito quando for eleito pelo seu novo partido.

 

Sabem o que vos digo? Ele estava tão bem lá por Bruxelas onde ganha uns míseros 18 mil Euros por mês e onde não tínhamos que o aturar.

 

E você, o que faria com um salário de 4800 Euros liquidos por mês?

 

Jorge soares

publicado às 22:09

Maria de Lurdes Rodrigues e a mulher de César

por Jorge Soares, em 15.09.14

Maria de Lurdes Rodrigues

 

Imagem de aqui

 

Todo o mundo é inocente até que se prove o contrário, hoje Maria de Lurdes Rodrigues, na sua qualidade de política foi condenada a 3 anos e  meio de prisão por prevaricação. O delito terá sido cometido enquanto era ministra da educação.

 

A senhora foi condenada "no caso da contratação, por ajuste directo, do irmão do dirigente do PS Paulo Pedroso para que este fizesse uma compilação da legislação portuguesa sobre o ensino".

 

A senhora, que evidentemente tem direito ao recurso e vai certamente fazer uso desse direito, alega que não cometeu nenhum crime e que está a ser julgada num processo politico.

 

A verdade é que ela até pode ser muito séria, mas é difícil de acreditar que seja coincidência que o estudo em questão tenha sido adjudicado a um irmão de um dirigente do PS,  partido que estava na altura no governo,  que por acaso nem era especialista no assunto. Que depois o estudo tenha sido entregue com atraso já me parece mais normal, afinal neste país raramente alguma coisa acontece dentro dos prazos contratados e planeados, tudo se atrasa, se arrasta e temos sorte se ficar dentro do orçamento.

 

Já quanto a João Pedroso, foi considerado culpado de receber dezenas de milhares de euros pelo estudo, que fez ao mesmo tempo que tinha  uma consultoria legal para outro ministério e um contrato de dedicaçãoo exclusiva para dar aulas na universidade de Coimbra, o que em teoria o deveria impedir sequer de se candidatar a trabalhos deste tipo. Evidentemente também irá recorrer.

 

Todo o mundo tem direito à legitima defesa e a ser considerado inocente até prova em contrário e acredito que a senhora tudo fará para mostrar a sua inocência, mas o que apetece dizer é que à mulher de César não lhe basta ser séria, tem que o parecer.... 

 

Jorge Soares

PS: nos comentários ao post anterior fui "acusado" de se comunista, socialista, racista, entre outras coisas, espero que esta vez não me acusem de ser do CDS ou do PSD, digo desde já que não sou.

publicado às 21:49

Gil Martins

Imagem do Público

 

Era de certeza disto que falavam alguns políticos quando diziam que havia portugueses a viver acima das suas possibilidades e por isso o país está como está.

 

"Juízes confrontam Gil Martins com facturas de restaurantes de centenas de euros, várias delas datadas do mesmo dia mas passadas em localidades diferentes."

 

A resposta ás questões dos juízes foi a seguinte:

 

“O meu tecto de despesa eram 80 milhões de euros. Com um estalar de dedos, sem ter de justificar nada a ninguém”.

 

E pelos vistos o senhor gastou uma boa parte desses milhões todos em telemóveis, computadores, televisores, refeições em restaurantes de luxo, tudo isto para ele, para a família e amigos. Só com a família e amigos é que se consegue  ter seis refeições no mesmo dia à custa do erário público, em locais tão distintos como Coimbra, Espinho, Aveiro e Cadaval.

 

Curiosamente o que vemos todos os anos é que os incêndios alastram por falta de meios e morrem bombeiros porque combatem incêndios  com equipamentos que quase equivalem a ir para o fogo despidos.

 

Gil Martins  é acusado de ter desviado cerca de 118 mil euros dos fundos do dispositivo de combate a incêndios para pagar despesas suas, de familiares e de amigos, 70 mil dos quais gastos em refeições, muitas delas em restaurantes de luxo.  

 

Quando nos perguntamos porque está o país na situação em que está basta olhar para casos como este para se perceber, havia e há de certeza muita gente a governar o país como se algures existisse um poço sem fundos onde ir buscar mais dinheiro para se malgastar,  no fim o resultado é o que temos.

 

Resta saber o que sairá deste julgamento e se o país será de alguma forma ressarcido pela má gestão e pelo desbaratamento do dinheiro que deveria servir para que os bombeiros tivessem meios adequados para  trabalhar.

 

No limite este senhor devia ser acusado de homicídio pelas morte de cada um dos bombeiros dos últimos anos, quem sabe quantas vidas teriam sido salvas se esses 80 milhões de euros tivessem sido gastos em formação adequada e em material de protecção.

 

Jorge Soares

publicado às 21:17

O País da Alexandra é o nosso país!

por Jorge Soares, em 09.04.14

Alexandra Lucas Coelho

 Imagem do Público

 

"Eu gostava de dizer ao actual Presidente da República, aqui representado hoje, que este país não é seu, nem do governo do seu partido. É do arquitecto Álvaro Siza, do cientista Sobrinho Simões, do ensaísta Eugénio Lisboa, de todas as vozes que me foram chegando, ao longo destes anos no Brasil, dando conta do pesadelo que o governo de Portugal se tornou: Siza dizendo que há a sensação de viver de novo em ditadura, Sobrinho Simões dizendo que este governo rebentou com tudo o que fora construído na investigação, Eugénio Lisboa, aos 82 anos, falando da “total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página”.

 

Este país é dos bolseiros da FCT que viram tudo interrompido; dos milhões de desempregados ou trabalhadores precários; dos novos emigrantes que vi chegarem ao Brasil, a mais bem formada geração de sempre, para darem tudo a outro país; dos muitos leitores que me foram escrevendo nestes três anos e meio de Brasil a perguntar que conselhos podia eu dar ao filho, à filha, ao amigo, que pensavam emigrar.

 

Eu estava no Brasil, para onde ninguém me tinha mandado, quando um membro do seu governo disse aquela coisa escandalosa, pois que os professores emigrassem. Ir para o mundo por nossa vontade é tão essencial como não ir para o mundo porque não temos alternativa.

 

Este país é de todos esses, os que partem porque querem, os que partem porque aqui se sentem a morrer, e levam um país melhor com eles, forte, bonito, inventivo. Conheci-os, estão lá no Rio de Janeiro, a fazerem mais pela imagem de Portugal, mais pela relação Portugal-Brasil, do que qualquer discurso oco dos políticos que neste momento nos governam. Contra o cliché do português, o português do inho e do ito, o Portugal do apoucamento. Estão lá, revirando a história do avesso, contra todo o mal que ela deixou, desde a colonização, da escravatura.

 

Este país é do Changuito, que em 2008 fundou uma livraria de poesia em Lisboa, e depois a levou para o Rio de Janeiro sem qualquer ajuda pública, e acartou 7000 livros, uma tonelada, para um 11º andar, que era o que dava para pagar de aluguer, e depois os acartou de volta para casa, por tudo ter ficado demasiado caro. Este país é dele, que nunca se sentaria na mesma sala que o actual presidente da República.

 

E é de quem faz arte apesar do mercado, de quem luta para que haja cinema, de quem não cruzou os braços quando o governo no poder estava a acabar com o cinema em Portugal. Eu ouvi realizadores e produtores portugueses numa conferência de imprensa no Festival do Rio de Janeiro contarem aos jornalistas presentes como 2012 ia ser o ano sem cinema em Portugal. Eu fui vendo, à distância, autores, escritores, artistas sem dinheiro para pagarem dividas à segurança social, luz, água, renda de casa. E tanta gente esquecida. E ainda assim, de cada vez que eu chegava, Lisboa parecia-me pujante, as pessoas juntavam-se, inventavam, aos altos e baixos.

 

Não devo nada ao governo português no poder. Mas devo muito aos poetas, aos agricultores, ao Rui Horta que levou o mundo para Montemor-o-Novo, à Bárbara Bulhosa que fez a editora em que todos nós, seus autores, queremos estar, em cumplicidade e entrega, num mercado cada vez mais hostil, com margens canibais.

 

Os actuais governantes podem achar que o trabalho deles não é ouvir isto, mas o trabalho deles não é outro se não ouvir isto. Foi para ouvir isto, o que as pessoas têm a dizer, que foram eleitos, embora não por mim. Cargo público não é prémio, é compromisso.

 

Portugal talvez não viva 100 anos, talvez o planeta não viva 100 anos, tudo corre para acabar, sabemos, Mas enquanto isso estamos vivos, não somos sobreviventes."

 

Alexandra Lucas Coelho

 

Discurso proferido na entrega do prémio APE pelo romance E a Noite Roda

publicado às 21:15

Vila Real

 

Imagem do Público

 

É em Vila Real, mas podia ser em muitas outras cidades, no distrito de Aveiro por exemplo há freguesias inteiras em que não há saneamento e água é só a dos poços e furos.

 

No centro da cidade, a cem metros da câmara municipal  e para maior ironia, mesmo por cima dos tubos que levam o saneamento da cidade para a Etar, que fica mesmo ali ao lado, chama-se Rua do Jazigo e em muita coisas continua a viver como vivia em meados do século XX, quando uma boa parte do país não conhecia o que era a iluminação pública ou o saneamento... já não é a época do "água vai", mas se fosse tenho muitas dúvidas que os responsáveis olhassem para eles de outra forma.

 

Quando vejo noticias destas fico sempre a pensar em como em muitíssimos casos não soubemos aproveitar a época das vacas gordas em que parecia que o dinheiro dava para tudo.

 

Nas traseiras da casa dos meus pais em Oliveira de Azeméis está previsto passar a continuação da A32, a famosa e vazia terceira auto-estrada para Lisboa, as outras duas passam uns dez kms para Oeste. Cada Km desta auto-estrada faraónica completamente inútil e desnecessária, custou muitos Milhões de Euros.

 

Curiosamente a aldeia não tem nem água canalizada nem saneamento básico, sendo que a maioria das casas tem fossas rotas mesmo ao lado dos poços e furos de que se abastecem. Há pessoas que continuam a abastecer-se nas fontes, era interessante que alguém analisasse a água que delas brota... ou a dos furos e poços que abastece todas as casas.

 

Não, não estamos a falar de uma aldeia do interior nem de um concelho rural, estamos a falar do distrito de Aveiro e de um concelho industrial. Da varanda da casa dos meus pais vê-se o mar. E não, o problema não é só nesta aldeia, há muitas outras na mesma situação no distrito e pelo país fora.

 

Voltando a Vila Real é interessante ler coisas como esta:

 

“O presidente disse-nos na cara que não fazia nada porque somos poucos e que ao fazê-lo iria dar azo a outras pessoas virem para cá viver.”

 

ou isto sobre os estados dos muros nas traseiras das casas:

 

“Já veio cá o engenheiro da EMAR (Água e Resíduos de Vila Real), o engenheiro da Protecção Civil, já vieram cá todos. Iam lá ver e diziam que eram muitos encargos”

 

Se calhar estão á espera que o muro caia mesmo, mate todas as pessoas que lá vivem e assim resolva o problema.

 

O maior problema deste país é mesmo a mentalidade dos políticos e responsáveis, que em muitos casos parece que saíram mesmo de outros tempos, quando o que interessava era o poder, não as pessoas....

 

Jorge Soares

publicado às 21:24

Pensões vitalicias

Imagem de aqui

 

O governo prepara-se para cortar 15 % do valor das pensões vitalícias aos ex e actuais políticos, num universo de perto de 9 milhões de Euros, isto representará uma poupança de algo mais que um milhão de Euros, uma pequena gota de água nos cortes de mais de 4000 milhões que este governo se comprometeu a fazer.

 

Aplauda-se a vontade de finalmente fazer chegar as medidas de austeridade á classe política, mas tendo em conta que na maior parte dos casos os ex-políticos acumulam as chorudas reformas com cargos no governo, nos partidos ou em empresas privadas onde por norma recebem salários milionários, não seria muito mais justo e proveitoso acabar de vez com estas reformas?

 

É verdade que os 9 milhões que se poupariam continuariam a ser uma pequena gota de água, seria sem duvida um belo exemplo sobre a vontade real do governo e dos políticos em fazer sacrifícios como os faz o resto do país... e se calhar até dava para cortar um pouco menos nos salários da função pública e nas pensões... digo eu!

 

Jorge Soares

publicado às 22:30

É um político português com certeza

por Jorge Soares, em 19.09.13

Limitação de mandatos

 

Imagem de aqui

 

Não vou discutir sobre se a lei de limitação de mandatos faz ou não sentido, há meses que andamos a falar do assunto e imagino que já todos devem ter a sua opinião sobre a mesma, sobre o seu espírito e sobre a forma como ela é interpretada ao sabor dos interesses de cada um.

 

Também acho que mesmo para aqueles que agora se beneficiaram das suas falhas, não restam dúvidas que esta é uma lei que nasceu torta e parece que infelizmente não há vontade de a endireitar. Terá sido uma falha do legislador, um erro de quem a transcreveu, uma forma de deixar pontas soltas, o certo é que a cada dia que passa se descobre que há mais uma forma de lhe dar a volta...

 

É claro que desenrascados como somos, há sempre alguém que se aproveita de uma forma ou outra de qualquer buraquinho para se  tentar perpetuar no poder... mesmo que se esteja a falar de uma junta de freguesia... um lugar que mais que outra coisa qualquer, costuma dar muito trabalho e pouco proveito.

 

Hoje foi noticia que em Sátão, distrito de Viseu, na Freguesia de Ferreira de Aves, o actual presidente da junta decidiu que como ele não se pode candidatar, candidata-se a sua mulher. Ele é o número dois da lista, no caso da senhora ganhar as eleições, demite-se de imediato, passando o poder para ele.

 

A senhora é candidata pelo PSD e segundo o telejornal da RTP, nem sequer aparece em nenhum dos cartazes, quem aparece é ele.

 

Isto é o chico-espertismo elevado ao seu mais alto nível, e custa-me a entender que o PSD, afinal o partido que neste momento está a governar o país, aceite estratagemas como este para se perpetuar no poder... mesmo que seja numa pequena aldeia perdida no interior do país... É que de uma forma ou outra, o que transparece de tudo isto é uma enorme falta de seriedade.

 

Resta saber se este será caso único ou se há mais chicos espertos destes e se os partidos pelos que estão a concorrer às eleições dão cobertura a tais aldrabices.

 

Jorge Soares

publicado às 21:34

No tempo do Salazar também não havia greves

por Jorge Soares, em 20.06.13

No tempo do Salazar também não havia greves

Imagem do Pontos de Vista

 

Jardim propõe proibir greves na saúde, justiça, forças armadas e transportes

 

Para o presidente do Governo Regional da Madeira “é insustentável o direito à greve”. ... Já agora se calhar também dava jeito ter uns senhores com um lápis azul de modo a impedir que os jornalistas divulgassem as noticias sobre o buraco que não para de aumentar nas contas da madeira, ou sobre as visitas da policia judiciaria à sede do governo regional..... não?


Depois do que tenho lido e ouvido sobre a greve dos professores aos exames, sobre os sindicatos e sindicalistas, já nada me estranha. Se calhar convinha que João Jardim e muita gente neste país se detivesse a olhar com alguma atenção ao que se passa na Turquia e no Brasil, é que a alternativa à greve é um bocadinho pior... digo eu.

 

Jorge Soares

publicado às 21:46

Francisco Loução

 

Imagem do Público 

 

"Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exactamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".


A primeira imagem que tenho de Francisco Louçã tem a ver com um cartaz que dizia qualquer coisa como "mais vale um deputado barulhento que muitos calados" Uma frase que deu o mote ao que seria desde aquele momento e até hoje a forma de estar dele e do bloco de esquerda no parlamento.

 

Não ouvi nem li as declarações em que explica a sua saída neste momento, não faço ideia de o que o terá levado a tomar esta decisão numa altura em que se discute na assembleia da República o mais pesado e penalizador orçamento de estado da história da democracia. Uma altura em que fazem falta no parlamento todas as vozes.

 

Para mim que desde há muito me identifico com as ideias e políticas do Bloco de esquerda esta saída de Louçã neste momento é uma enorme surpresa e até desilusão, imagino que ele terá as suas razões e que se calhar até faz parte das estratégias do Bloco de forma a garantir o futuro, mas não deixa de ser estranho que o coordenador e principal voz do partido deixe o parlamento numa altura destas.

 

Não concordo, tal como não concordei quando o Bloco se recusou a ir falar com a Troika antes da assinatura do memorando, mas eu nem sequer sou militante do partido, sou simplesmente um simpatizante, resta-me portanto respeitar e agradecer a Francisco Louçã a forma e a dignidade como durante todos estes anos exerceu os cargos para os que foi eleito

 

Até na forma como saiu, sem se agarrar ao poder e á situação, ele é o exemplo de que afinal os políticos não são todos iguais, há quem escolha a política para se servir do país e quem a escolha para o servir.

 

Jorge Soares

publicado às 23:07


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