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... o medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeriu o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas....

.... há neste mundo mais medo de coisas más que coisas más propriamente ditas ....

 

... para fabricar armas é necessário fabricar inimigos, para produzir inimigos é imperioso inventar fantasmas .... 

 

... porque razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são precisamente os que mais armas venderam a Kadafhi?

 

...  em pleno século XXI um de cada seis seres humanos passa fome, o custo para superar a fome mundial seria uma fracção muita pequena do que se gasta em armamento, a fome será sem dúvida a maior forma de insegurança do nosso tempo...

 

  ... há quem tenha medo que o medo acabe ...

 

Mia Couto
Um vídeo para ver até ao fim e para reflectir.

 

Jorge Soares

publicado às 21:23

Adopção por homossexuais

Imagem do Sol

 

A maioria das conversas sobre adopção por homossexuais e até por candidatos singulares, já seja em blogs, fóruns ou em grupos de amigos, terminam da mesma forma: " mas o que vão sentir as criancinhas ao terem dois pais ou duas mães?" ou então " O que vão sentir ao ser gozadas na escola?" E salvo em raras e notáveis excepções, é dificil convencer as pessoas que as crianças estarão sempre melhor numa família, seja esta "normal", homo ou monoparental, que encerradas em instituições onde crescem sem referências, sem carinho e numa enorme solidão.

 

É claro que ir perguntar às crianças está fora de questão, pelo menos para mim, bom, ao colocar em destaque o post da passada sexta feira, o pessoal do SAPO veio em minha ajuda. Entre os mais de 200 comentários, entre muita homofobia, muitos insultos a quem é diferente, muita imcompreensão, ignorância e discriminação, ficaram os 3 comentários que copio abaixo:

 

Rodrigo

 

Sou heterossexual com 30 anos e casado e tive 2 pais. Sim sou um caso, raro eu sei, de filho que num lar onde os pais são homossexuais.


Não sofri nem mais nem menos que muitos amigos meus cujos pais tiveram muitos problemas. Sempre senti que os meus pais (quer o biológico, quer o não biológico, se preferirem) me incutiram bons valores e tudo fizeram para que eu fosse feliz. 


Como já disse sou heterossexual e nunca senti uma pressão para ser homo. Isso é biológico. Ou se é ou não se é. Não se é homossexual apenas aos fins de semana. 


Sei que este comentário vai ser apoiado por alguns, desprezado e ridicularizado por outros, mas tudo na vida é assim. No entanto agora já conhecem um exemplo de alguém que foi adoptado por um casal de Homossexuais e "sobreviveu" à sua homossexualidade sendo hetero casado e feliz.

 

Vivi

 

Como órfã até aos 18 anos, vivi sempre em instituições da misericórdia, e devo dizer que a solidão que passei, só eu a senti, pois a mim tanto me fazia ter um pai, uma mãe , dois pais, duas mães, o que eu queria era alguém que tomasse conta de mim e me desse atenção e educação, não falem em nome das crianças órfãs que ficariam traumatizadas por pais homossexuais, traumatizados ficamos por não ter ninguém nas nossas vidas.

 

André

 

Eu, infelizmente, fui criado sem pai a minha vida inteira. O meu pai desertou e resolveu ir constituir família para outro lado. E isto? não e' uma aberração? Quantas crianças pelo mundo fora não tem pais e vivem em instituições ate aos 18 anos? sem família e pais que os amem? e' melhor ter dois pais independentemente de que sexo forem? ou e' melhor viver sem família para sempre?! 

 

 

Resta-me dizer que não conheço nenhuma das 3 pessoas que deixou os comentários e desde já agradeço aos 3 a forma como souberam colocar por palavras aquilo que eu tantas vezes tento explicar e não consigo... espero que as vossas palavras ajudem a que se faça luz em tanta gente que se acha dona da verdade e do conhecimento.  

 

E já agora, o meu agradecimento ao pessoal do SAPO por terem colocado o post em destaque.

 

Jorge Soares

publicado às 21:32

Dress Code, viva o bom senso

 

Todos os anos mais ou menos por esta altura a empresa em que trabalho é invadida por jovens adolescentes, finalizadas as aulas os filhos dos funcionários com mais de 16 anos convertem-se em estagiários, ganham uns cobres, fazem um monte de trabalhos chatos que a a malta vai acumulando durante o ano e vão aprendendo o que custa a vida.

 

Há uns dois ou três anos uma jovem morena alta e formosa, filha de uma das secretárias,  chamava a atenção pela sua beleza e sobretudo, pela (pouca) roupa que insistia em passear pela fábrica. Passados poucos dias foram distribuídos pólos da empresa por todos os jovens e de uma forma mais ou menos discreta, ficou claro que não podia haver mais tops justos, mini- saias ou calças no meio do rabo  a mostrar a roupa interior.

 

Hoje, lembrei-me disto ao ver o reboliço que causou esta noticia do Público. Viver em sociedade implica a aceitação das regras da mesma, nem todos temos a mesma forma de olhar para a vida, cada um tem os seus gostos e a sua própria forma de entender e interpretar alguns conceitos.

 

É evidente que num mundo em que cada vez mais cada cabeça sua sentença, terá que existir um mínimo de bom senso para que cada um de nós possa viver dentro do seu espaço próprio e das suas ideias sem invadir o espaço do vizinho mais próximo e sobretudo, sem ferir susceptibilidades.

 

Quando o bom senso não é suficiente a sociedade tende a criar regras que sirvam de equilíbrio, foi isso que fez a empresa onde trabalho e penso que terá sido isso que tentou fazer a Universidade Católica.

 

O Dress Code é algo que existe na maioria das empresas e instituições. Bancos, seguradoras, consultoras, ministérios, .. instituem regras sobre a forma como se devem vestir os seus funcionários, são normas comuns e aceites por todos sem muitas reclamações... se calhar porque precisamos do salário no fim do mês. 

 

Se aceitamos que as empresas imponham regras de vestuário porque nos choca tanto que uma universidade o faça?, se adultos formados e responsáveis  precisam de regras que vão para além do bom senso, porque não as podem necessitar os jovens estudantes?

 

Ia falar da ministra da agricultura e das gravatas..mas fica para outro post que este já vai longo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:27

Vendedores de castanhas em Roma

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Uma das coisas que mais me surpreendeu em Roma foi o facto de ser uma cidade com uma diversidade de pessoas  que não tinha encontrado em nenhum outro lugar, do que tinha visitado até agora talvez só tenha paralelo em Nova Iorque.

 

Na recepção do hotel no primeiro dia estava um Chinês, falava um Inglês perfeito, no dia a seguir estava um latino, falamos com ele em espanhol, pelo sotaque pareceu-me Colombiano. No primeiro sitio onde fomos tomar café, um lugar que à primeira vista não se diferenciava de qualquer outro café da cidade, eram chineses. Para almoçar escolhemos um dos milhares de lugares onde vendiam fatias de pizza... não percebi bem de onde eram, mas pareceram-me Hindus ou Paquistaneses.

 

Pelas ruas os vendedores de Castanhas tinham ar de ter vindo de algures a Oriente, nos mercados e feiras de rua era possível ver todo um arco iris cultural, negros Africanos, latinos da América do Sul e Central, chineses, Árabes do Norte de África, alguns argentinos, um sem fim de cores e culturas.

 

Mas não é algo que se veja só nas lojas e comércio, ao andar pela cidade ou nos transportes públicos encontramos muitíssimos jovens com ar oriental, com o aspecto mais italiano possível e muitas vezes em grupos com outros jovens, num sinal de integração na sociedade que me fez lembrar os meus tempos de juventude em Caracas.

 

O nosso mundo está cada vez mais pequeno, todo este fluxo de emigrantes e a sua rápida integração nos países de acolhimentos farão com que num futuro que não estará assim tão distante, a humanidade integre uma sociedade homogénea  e indiferenciada...  terá de certeza muitos menos conflitos e discriminações e muito mais possibilidades de ser feliz.

 

Jorge Soares

publicado às 22:01

Nissan leaf é carro do Ano

 

Acabo de ler no DN que o Nissan Leaf, o primeiro totalmente eléctrico à venda em Portugal, foi eleito carro do ano 2011, normalmente os artigos sobre carros terminam com o preço, eu vou começar por aí, o carro vai custar em Portugal 35000 Euros, sendo que os primeiros 5000 tem um desconto de 5000 Euros, especial graça do governo para incentivar a venda dos carros eléctricos.

 

Eu faço 110 Kms por dia, seria um candidato lógico a ter um carro eléctrico, mas com uma autonomia de 150 Kms, este teria sempre que ser um segundo carro, e convenhamos que dar 35000 Euros por um segundo carro não está definitivamente dentro das minhas possibilidades, nem o primeiro custou isso, eu diria que não estará dentro das possibilidade da maioria das famílias.

 

Acredito que o futuro do automóvel  será eléctrico, mas a evolução tecnológica actual não permite o fabrico de carros com autonomias superiores a 150 Kms, mesmo assim baterias e motores são muito caros o que faz com que os preços dos carros sejam altos demais, se a isso acrescentarmos a nossa fiscalidade, temos um carro eléctrico que ou muito me engano, ou demorará bastante tempo até atingir vendas significativas no nosso mercado.

 

A unir a isto, há muito trabalho por fazer, eu vivo num prédio novo e tenho garagem, mesmo assim teria que fazer adaptações para poder carregar o carro durante a noite. O parque de estacionamento da empresa onde trabalho não tem tomadas eléctricas, muito menos as pedidas para carregar um carro. Há muitíssima gente que não tem garagem, cujos carros ficam sempre na rua e não me lembro de ter passado alguma vez por um lugar onde se poderiam deixar os carros a carregar... em modo normal o carro demora 8 horas a carregar.

 

Tendo em conta tudo isto, na minha opinião, carros eléctricos sim, dadas as condições actuais do país e da tecnologia, por 35000 Euros não e convinha que o governo fizesse um esforço maior para que a sociedade se preparasse para a revolução que, espera-se, ai vem.

 

Jorge Soares

publicado às 22:02


Bruna, a professora de Mirandela na Playboy

 

 

Hoje foi o dia dos professores, a meio da tarde o tema do facebook era a anedota da vaca... uma anedota parva, é verdade, tão parva que me levou a ir procurar o livro, porque tenho a certeza que haverá por lá algumas mais parvas e mais ofensivas de que ninguém se queixou, ainda não o encontrei... mas já lá iremos.

 

Ao fim do dia, este post da Suspeita chamou-me a atenção para esta noticia:

 

Posar para a Playboy pode ser motivo de despedimento. Que o diga a professora Bruna, de Mirandela, que vê agora a sua carreira ameaçada depois de ter ocupado oito páginas da edição de Maio da revista portuguesa numa sessão ousada com outra mulher.

 

Por acaso a noticia passou no telejornal, vê-se logo que já não há papa, e aproveitei para falar do assunto com a R., que com a sapiência dos seus 10 anos, não viu mal nenhum no assunto... "ela não prejudicou ninguém com isso, logo, qual é o problema?" .... agora vou ser pai babado... gosto da minha filha!

 

A Bruna é professora de actividades extracurriculares.. bom era, porque segundo a vereadora Maria Gentil na reportagem da RTP, ".. um dos critérios será o da boa conduta".... desculpe?

 

Onde é que está a má conduta da professora?, Ela foi despida para a escola?, despiu-se para os alunos?... teve alguma atitude menos própria durante as aulas?... não sabemos, mas imaginamos que não, caso contrário e com tanto zelo por parte da autarquia já teria sido despedida antes.

 

Alguém me explique o que de mal veio a mundo, ou aos alunos da Bruna, pelo facto de ela se ter despido para a playboy!!!, qual é o problema?, as criancinhas compram e lêem a playboy?... pelos visto em Mirandela sim.. vêem e digitalizam as imagens, e passam-nas para os telemóveis.. e até tiram fotocópias da revista... fantástico. Tudo isto será culpa de quem? Da professora? Será dos pais que não controlam? Alguém me explica porque é que os alunos menores de idade tem acesso a uma revista para maiores de idade?

 

Não será este mais um capítulo da eterna telenovela, os pais não são capazes de controlar os filhos e acham que deve ser o mundo a controlar-se?.. Ou será só mais um caso de falsos moralismos?

 

E não foi em Mirandela que o Leandro se atirou ao rio..  e a escola não sabe de nada?... desta vez foram rápidos a saber!

 

Eu e as minhas perguntas parvas.

 

 

 

 

Jorge Soares

PS:Fotografia retirada do Ionline

publicado às 21:21

Momentos meus

 

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade!

 

Ainda me falta pelo menos mais um post sobre a audição na assembleia da República, muito mais haveria a dizer, até porque o tema da adopção e da protecção das crianças institucionalizadas nunca termina.... mas também não vos quero fartar, vamos lá mudar um bocadinho de assunto.

 

Entretanto e mais a nível pessoal tenho recebido alguns comentários, a maioria das pessoas acha-me uma pessoa valente, consigo ir à assembleia da república e dizer o que penso, e não contente com isso digo o que penso aqui no blog e chamo aos bois pelos nomes... salvo seja, que os bois não tem culpa nenhuma. 

 

Vou aqui confessar uma coisa, até aos 20, 21 anos eu era uma pessoa extremamente tímida, falar em publico era um verdadeiro terror, a forma como cresci, a relação com o meu pai, a vida, fizeram de mim um adolescente sem a mínima confiança e amor próprio, como a maioria dos tímidos tinha imensa imaginação, era capaz de pensar numa situação mil vezes, mas na hora da verdade....

 

Não sei muito bem quando mudaram as coisas, algures quando estava na universidade dei por mim a acreditar nas minhas capacidades e a tentar enfrentar a vida olhos nos olhos.... nunca se deixa de ser tímido, mas chega uma altura na vida em que valores mais altos se levantam...e que valores podem ser mais alto que a felicidade e o bem estar das crianças?

 

Hoje havia uma  noticia no Publico que começava assim:

 

"Pobres, desmobilizados, mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses?"

 

É mais um daqueles artigos que fala de estudos sociais, conclui-se que cada vez nos preocupamos mais com as necessidades imediatas, o emprego, os baixos salários, mas fala também da nossa incapacidade de nos organizarmos e de lutarmos por melhorar  as coisas.

 

É verdade, nós somos assim, todos temos opinião, todos sabemos e gostamos de falar, principalmente entre amigos, mas na hora da verdade, na hora de reclamar pelos nossos direitos, na altura de dizer na hora certa e no sitio certo aquilo que deve ser dito.... ficamos calados que nem cordeirinhos....  de onde o estudo conclui o seguinte:

 

"..... que traduzem a incapacidade de criar o sentimento de pertença a uma comunidade de cidadãos colectivamente responsáveis"

 

Ou seja, Pobres, conformados, calados, desmobilizados...... Acho  que as conclusões do estudo esqueceram o mais importante...

 

Lixados... com F grande

 

Mas a culpa é nossa..... eu cresci, mudei..será que o resto do país o pode fazer?

 

Jorge

PS:Imagem minha, retirada do momentos e olhares

publicado às 22:04

Somos uma sociedade voyeur

por Jorge Soares, em 24.03.09

Crianças e computadoresHoje dei por mim a pensar na velocidade a que as coisas mudam na nossa civilização. Ontem ao fim do dia cheguei a casa e encontrei a R. com o seu novo Magalhães que finalmente chegou. Ela chegou a casa, tirou o bichinho da caixa, ligou-o à corrente, escolheu o Linux, seguiu as instruções e instalou...tudo. Quando cheguei já estava nos finalmente e o que me perguntou foi como punha a internet a funcionar..... ela não conseguiu porque o dono das passwords para o wireless, sou eu.

 

A R. tem 10 anos.... há 30 anos atrás quando eu tinha 10 anos, a minha maior diversão era andar descalço pelos campos, ir aos ninhos na Primavera e tomar banho nos tanques e presas de rega no verão, a televisão abria às 18:30 e uns minutos antes lá estava eu a olhar para a mira técnica à espera dosMira técnica RTP desenhos animados.... o computador era uma coisa que havia no Espaço 1999, ciência ficção... Hoje a minha filha com 10 anos domina completamente a tecnologia e utiliza-a em seu proveito.

 

O Acesso rápido e barato à informação deveria tornar-nos uma sociedade culta e informada.... deveria, porque eu acho que na realidade nos tornou numa sociedade voyeur, e podemos ter a noção disso aqui na blogosfera, quem tem blogs no SAPO rapidamente descobre que utilizar a tag Sexo é garantia de duplicar ou triplicar as visitas diárias, o tema sexo continua a ser um tabu e está visto que somos atraídos pelo fruto proibido, mas há pior.

 

Há umas semanas atrás escrevi um post sobre a Jade Goody,  A História da vida real ..até à morte, o certo é que na semana seguinte a média de visitantes aqui no sitio passou dos habituais 300 para mais de 600 por dia.... e onde ia parar toda essa gente?... ao post que falava da senhora.  Convenhamos que é um bocado triste, a senhora morreu no inicio desta semana e o que vou dizer até vai parecer mal...mas é a verdade. A Jade Goody foi uma pobre coitada que teve a sorte de ser escolhida num casting para o Big Brother, que mais não é que um dos exemplos do pior que se faz na televisão de hoje... mas vejam lá, bastou a senhora ficar doente, para se tornar no objecto de interesse até ao ponto de destronar a

Jade Goody

 adopção, as receitas, deus e os poemas do Fernando Pessoa, como a mais procurada aqui no blog.

 

O que nos vale é que daqui a uns dias, ninguém se vai lembrar da senhora, o blog vai voltar ao seu nível normal de visitas e Fernado Pessoa, a adopção e as receitas, vão continuar por aqui. Somos ou não somos uma sociedade voyeur?

 

Jorge

PS:A Netcabo resolveu pregar mais uma partida, estou sem internet, sem televisão e sem telefone,... vai ser complicado visitar e comentar blogs... sorry amigos, até arranjar um novo fornecedor dos serviços, isto vai andar mais lento.

publicado às 21:38


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