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Em Oeiras

Imagem do Público

 

Fui votar a meio da tarde, estava a começar a chover em Setúbal, não havia filas e no velho quadro de ardósia estava escrito que até às 15 horas haviam votado 35% dos eleitores inscritos na  mesa...   pouco, muito pouco.

 

Chamou-me a atenção a quantidade de pessoas que à porta da escola e mesmo na mesa de voto, andavam de papel na mão meio perdidas sobre o local onde votar... sendo que muitas estavam mesmo no local errado.

 

Parece que finalmente temos umas eleições em que há quem perca, acho que não restam dúvidas que o PSD perdeu estas eleições, uma derrota a sério que até chegou à Madeira.. apesar de que na RTP o Morais Sarmento se tem esforçado para disfarçar a coisa . 

 

Também não restam duvidas que há alguns vencedores, O PS, a CDU, António Costa, Rui Moreira e .... Rui Rio.... Haverá depois muitas pequenas vitórias e derrotas, e uma meia derrota, a do Bloco de Esquerda.

 

O Bloco não estaria à espera de ganhar autarquias, mas do que vi até agora, eu estava à espera de uma maior percentagem de votos e será uma derrota maior se em Lisboa o coordenador João Semedo não conseguir ser eleito vereador.

 

Do que vi até agora da noite eleitoral, não posso deixar de realçar o facto de termos visto como em Oeiras venceu Isaltino Morais, eu sei  que é um sinal da de democracia em que vivemos, e há até quem diga que o povo em democracia quando vota tem sempre razão... mas que numa noite eleitoral em lugar do nome de quem venceu, se grite o nome de alguém que está preso e que foi condenado .. é no mínimo bizarro.

 

Rezam as estatísticas que Oeiras é o concelho do país com maior literacia... ou seja, não será o populismo que leva as pessoas a votarem. É suposto que as pessoas tenham a educação suficiente para votarem em consciência e para saberem exactamente quem estão a eleger.

 

Não faço ideia quem escolheram os partidos para encabeçar as suas listas em Oeiras, mas custa-me entender que se vote numa lista que tem o nome de alguém que comprovadamente não é honesto e só não está preso há bastante mais tempo porque soube aproveitar todos os buracos da lei para ir deixando cair as acusações.

 

Para mim antes de mais os políticos devem ser sérios, não tenho nada contra o senhor que ganhou em Oeiras, mas é difícil esquecer que o vitoriado não foi ele.. foi Isaltino..resta saber quem irá governar Oeiras... e até que ponto é este o país real.

 

Uma palavra final para os 45% de abstenção, metade dos eleitores continuam a  deixar para outros a decisão de quem os irá governar, há quem ache que abster-se é uma forma de castigar quem está no poder... estão errados, abster-se é concordar com quem lá está, é não fazer nada para mudar a situação..e na realidade, só contam mesmo os votos colocados na urna.. só esses são contados... no limite podia ser só um, era esse que contava.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:49

A montanha pariu um Portas

por Jorge Soares, em 21.07.13

Presidente mantém governo

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E no fim, voltamos ao inicio, afinal andamos três semanas às voltinhas, com conversas da treta, negociações de chacha, para nada, o Senhor presidente na hora das decisões escolhe sempre o mal menor... esquecendo que há 10 dias tinha dito que este governo não tinha condições para levar o país a bom porto... esquece também que o mal menor não deixa de ser um mal.

 

Cavaco decidiu manter o governo em funções até ao fim da legislatura, resta saber qual governo, o de antes da renuncia de portas? Outro qualquer formado por PSD e CDS? O que Passos Coelho lhe apresentou com Portas a Vice ministro e que ele não aceitou?

 

Neste ultimo caso, Paulo Portas saiu como único vencedor de tudo isto, foi ele que causou a crise ao demitir-se irrevogavelmente, no fim será empossado como vice ministro, terá muito mais poderes e controlará a pasta da economia.

 

Cavaco diz que é necessário que o governo aplique políticas de incentivo à economia e ao crescimento do emprego, que no fundo era o que dizia portas na sua carta de renuncia, mas não terá sido isso que pediu o PS e que levou ao fracasso das negociações?

 

Será que era mesmo preciso estarmos quase três semanas à nora para isto? Era mesmo necessário criar desconfiança nos mercados, fazer aumentar os juros e termos o país político parado durante três semanas? Quanto custou tudo isto ao país?

 

Três semanas, muita conversa, muita treta e no fim, a montanha pariu um Portas

 

Jorge Soares

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publicado às 21:07

Evidentemente, não há acordo!

por Jorge Soares, em 19.07.13

António José Seguro

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Evidentemente não há acordo, não me parece que seja novidade nenhuma, se nem Portas que suportou a maioria queria ficar associado a estas políticas, como é que alguém pode pretender que depois destes dois anos de oposição, depois de moções de censura ao governo e às suas políticas, alguém podia acreditar que o PS pudesse assinar qualquer acordo que implicasse manter as políticas de austeridade a que estamos sujeitos?

 

Acho que era mais que evidente para todo mundo, menos para uma pessoa, que tudo isto não passava de show off, de não ficar mal na fotografia, não havia a menor hipótese de alguma vez haver um acordo entre PSD e PS.

 

Resta saber o que irá agora fazer Cavaco Silva, como ele mesmo afirmou hoje, a nossa constituição não suporta governos de iniciativa presidencial, um governo nomeado pelo presidente nunca terá a aprovação da assembleia da república.

 

Não me atrevo sequer a vaticinar o que irá acontecer a seguir, o que deveria acontecer era a convocação de eleições, principalmente depois de o Presidente da República ter afirmado que este governo já não tinha condições de seguir à frente do país... mas não sei se Cavaco atirará a toalha assim tão facilmente, está visto que para ele os interesses do PSD estão sempre em primeiro lugar e não me parece que ele esteja disposto a deixar cair o seu partido.

 

Pedir ao PSD que forme outro governo é uma hipótese que lhe passará certamente pela cabeça, mas depois daquela carta de demissão irrevogável, não me parece que Paulo Portas vá apoiar uma nova maioria..e dadas as circunstâncias, não estou a ver a menor hipótese de que alguém aceite governar em minoria.

 

Certo certo é que andamos há semanas nisto, a empatar tempo e energias para nada, está visto que a única saída que faz sentido é a convocação de eleições e que seja o povo a eleger o seu futuro... não sei o que estamos à espera para avançar.

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:38

Um país entalado ...

por Jorge Soares, em 15.07.13

Os verdes vão apresentar uma moção de censura

Imagem do Público 

 

Estive três dias longe do mundo, longe do blog, da internet, da televisão, dos jornais, três dias de descanso na natureza. Voltei ontem ao fim do dia para perceber que nem fui para longe o suficiente nem foi o tempo suficiente. Voltei e tudo continua igual, continuamos a ser um país entalado, com partidos políticos entalados, um governo entalado e com o aspecto de o principal culpado, o Presidente da República, vir a ser o maior entalado, porque em lugar de resolver a crise, aumentou-a, entalando-nos a todos.

 

A maior novidade do dia é saber que um dos entalados não está nas reuniões para negociar, está lá para dialogar... isso explica que ao mesmo tempo que aceita o dialogo com PSD e CDS, o PS se apresse a esclarecer que vai votar a favor  na moção de censura ao governo a apresentar pelo partido ecologista Os Verdes. Na minha terra chama-se a isto ter um olho no burro e outro no cigano.. 

 

Acho que não é difícil entender a posição do PS, eles são contra a política do governo, apesar das promessas do primeiro dia, eles não conseguiram dizer que não a Cavaco e aceitaram entrar no diálogo, mas tal como a maioria do país, não acreditam muito na possibilidade de um acordo de salvação nacional, pelo que o melhor é jhogar pelo seguro.. não vá a ser que as eleições sejam mesmo em Setembro... 

 

Quanto ao CDS, o senhor irrevogável  já cantava de galo, dizem as más linguas que até já andava à procura de um poiso condigno das suas novas funções, agora está entalado, se não houver acordo ele vai ficar com o estigma da culpa, se houver acordo, num suposto governo a três dificilmente será chefe de fila, e mais tarde ou mais cedo terá que pagar as favas mesmo dentro do seu partido.

 

Quanto ao PSD, eu continuo a achar que se Passos Coelho tivesse dignidade, no momento a seguir à declaração em que o presidente da República disse que este governo já não conseguia governar o país, tinha-se demitido. Não consigo entender como é que alguém que nem sequer consegue impor os seus ministros, ele foi três vezes a Belém apresentar soluções que nunca foram aceites, pode continuar como chefe (?) de um governo imposto por outras pessoas. 

 

Supostamente as negociações, ou o diálogo, ou lá o que é que se está a a passar entre PS,CDS e PSD, vai durar até sexta feira, será mais uma semana em que a Europa, o FMI, A Troika e os mercados estarão pasmados a olhar para o que por cá se passa. Entretanto os juros da nossa dívida vão aumentando tal como a desconfiança de que alguma vez nos consigamos governar... e tudo isto para quê? Para nada, porque no fim o diálogo dará nisso, em nada, resta saber é quando é que Cavaco aceitará isso e fará finalmente o que devia ter feito à muito, convocar eleições... 

 

Esperemos é que o povo esteja a atento e não goste de ser entalado.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:44

Quem quer salvar o País?

por Jorge Soares, em 10.07.13

Cavaco Silva falou ao País

Imagem do Público

 

O Presidente da República exigiu esta quarta-feira dos líderes políticos um "acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS” assente em “três pilares”, a saber, eleições antecipadas para Junho de 2014, apoio dos três ao governo que se mantiver em funções até lá e apoio dos mesmos ao Governo futuro.


Pronto dou o braço a torcer, afinal o homem ainda consegue surpreender, depois deste tempo todo, quando a maioria pedia eleições mas poucos duvidavam que CDS e PSD não fossem reconduzidos, eis que o presidente da república larga uma espécie de bomba, não a bomba atómica que todos queríamos, mas uma bomba mais pequenina.

 

Pedir nesta altura do campeonato que os actuais lideres do PSD do CDS e do PS se entendam, deve ser o equivalente a pedir um milagre... nós já sabíamos que Cavaco é crente, que acredita nos poderes da virgem e que até vai à missa, mas quer-me parecer que neste caso nem a virgem nos acode.

 

Diz o presidente que o povo saberá tirar ilações no caso de os três partido não se entenderem... eu por mim já tirei as primeiras ilações, alguém lavou as mãos e passou a responsabilidade a outros, não sei quanto tempo teremos de esperar até que se desista da tentativa de entendimento, mas acharia muito estranho que depois de tudo o que disseram nos últimos tempos, António José Seguro e o PS entrassem num governo que avalize a continuação das medidas de austeridade... Quase que poderia dizer o mesmo do (agora revogável) Paulo Portas... mas acho que nesse caso já nada me surpreenderia.

 

Resumindo, Cavaco voltou a lavar as mãos, não me parece que com os actuais lideres dos três partidos que assinaram o acordo com a Troika possa ser possivel salvar o que quer que seja... e tenho sérias dúvidas que se consigam eleger outros lideres em tempo útil de modo a termos um governo nos próximos meses.

 

Gostaria de saber o que pensam a Troika e os mercados de mais este imbróglio em que nos acabam de meter, será que há alguém por aí com a força de vontade e suficiente e com eles no sitio que queira entender-se com a direita e a esquerda e salvar o país?

 

Update: Ainda não sei quem quer salvar o país, mas já está claro quem não quer, o PS

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:23

Sindicato

Imagem de aqui

 

... a questão é quanto nos custaria a todos os trabalhadores se eles não existissem.

 

Oito deputados da JSD apresentaram uma moção para saber quanto custaram ao estado os sindicatos em 2013 e quanto custarão em 1014. Não é difícil perceber qual o objectivo da pergunta, os senhores deputados querem fazer passar a ideia de que os sindicatos custam muito dinheiro ao país.

 

Um Sindicato é uma associação de classe, constituída por assalariados da mesma profissão, da mesma indústria, que executam trabalhos similares ou correlacionados. O seu objectivo é tornar-se uma força que consiga criar para os seus associados condições capazes de resistir às ambições patronais no plano individual e profissional.

 

A grande maioria dos direitos adquiridos por todos os trabalhadores portugueses deve-se à existência dos sindicatos, foram sendo conquistados ao longo de décadas já seja com greves e paralisações, já seja nas negociações anuais dos acordos sociais. Acho que com excepção dos membros da JSD, não restam dúvidas a ninguém da importância da da existência das associações de trabalhadores.

 

Podemos imaginar como seria uma sociedade em que os trabalhadores não tenham quem os defenda e represente, imagino que seria algo parecido com o Bangladesch de hoje em dia ou com a Coreia do Norte, pelos vistos é isto que pretendem os senhores deputados da JSD, mas é compreensível, na sua condição de políticos eles tem tachos assegurados de por vida, nunca vão precisar de quem os represente ou defenda os seus direitos.

 

Não faço ideia de quanto custam os sindicatos, mas aposto que é bastante menos do que custam os políticos, os partidos e as juventudes partidárias, e desses custos só ouvimos falar quando os deputados votam por unanimidade o seu aumento.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:47

Um homem sem paísImagem retirada de Charquinho

 

Ouvi a noticia hoje de manhã na antena 1 PSD quer dar nacionalidade portuguesa a netos de emigrantes, segundo o PSD, há no Brasil milhares de pessoas que por terem pelo menos um dos avós portugueses, poderão com a aprovação da sua proposta passar a ser portugueses.

 

Na mesma noticia podia-se também ouvir o seguinte:

 

Para além desta proposta, os deputados vão discutir os projectos do PCP e do Bloco de Esquerda, que defendem que se deve dar a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes que nascem em Portugal. A maioria vai chumbar estes planos da Esquerda.


Não tenho nada contra a atribuição da nacionalidade portuguesa a quem o solicitar e cumpra os requisitos necessários, mas alguém me explica qual é a lógica de se apresentar uma proposta de lei que atribui a nacionalidade a milhares de pessoas a quem o país não lhes diz nada e recusar a nacionalidade a pessoas que na maior parte dos casos nasceram em Portugal e não conhecem outro país além deste?

 

Como queremos construir um país se começamos por excluir uma boa parte das pessoas que nascem nele?

 


Em todo o mundo estrangeira!

Toda a vida peregrina!

Vede se há mais triste sina:

Ser rica, e não ter um lar!

Sempre a lenda do Ashevero!

Sempre o decreto divino!

Sempre a expulsar-me o destino ....

 

(Do poema A judía de Tomás Ribeiro)

 

Jorge Soares

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publicado às 22:00

Democracy not Found


Imagem do Pontos de Vista

 

Foi hoje apresentada pela bancada do partido os Verdes uma proposta para que a constituição nacional passe a ser matéria de estudo para os alunos entre o 7 e o 12 ano, como já vem sendo habitual esta proposta foi rejeitada pela maioria PSD-CDS.

 

A mim também não me parece que os alunos devam sair do 12 ano a saber a constituição de cor e salteado, isso deve ser deixado para quem vai estudar leis, mas entendo que no mínimo se deve sair da escolaridade obrigatória com uma ideia geral do que é a constituição, para que serve e quais os seus princípios. O que a julgar pela reportagem que vi hoje no telejornal (Ver aqui) actualmente não acontece, há alunos do 12 ano que nem sequer sabem o que é a constituição.

 

Para Eloisa Apolónia, "A consciência dos direitos torna as pessoas mais reivindicativas desses direitos" , que será talvez o que esta maioria tenta evitar ao rejeitar propostas como esta.


Já Fernando Negrão, deputado do PSD, veio defender que “os alunos não devem ter nenhum contacto com esta Constituição” e que, por isso, o projecto de resolução deverá ser rejeitado.


Está à vista que há deputados que teimam em esquecer o que é a democracia.


Jorge Soares

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publicado às 22:53

Namoro forçado nunca deu em casamento feliz

por Jorge Soares, em 17.04.13

Passos Coelho namora obrigado

Imagem do Público

 

Como era mais que evidente da conversa entre Passos Coelho e Seguro não saiu nada de novo, há muito que se sabe que nem Passos Coelho está disposto a ceder no que quer que seja para sair das linhas da Troika, nem seguro tem a menor ideia do que quer para o país, como é que desta conversa podia sair o que quer que fosse?

 

Conversa que aliás só aconteceu por imposição da Troika, que quer forçar a assinatura de Seguro e do PS no que quer que seja que o Ministro das finanças da Troika, Vitor Gaspar, esteja a cozinhar para cobrir a inconstitucionalidade do orçamento. Ora, quando é que um namoro forçado deu em casamento feliz?

 

Entretanto, enquanto estes dois brincam aos namoros de conveniência (só faltou mesmo o cavaco ali no meio a fazer de pau de cabeleira), o país vai-se afundando e nós vamos ficando mais pobres.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:44

Passos Coelho

 

Imagem do Público 

 

 

Quantas vezes já ouvimos Passos Coelho dizer que não vai aumentar os impostos, ou que nunca iria reduzir os salários, ou retirar os subsídios? hoje voltou a faze-lo e acho que depois disto quase que damos por garantido que vem aí mais um aumento de impostos.

 

Para o primeiro ministro o tribunal constitucional veio complicar as coisas, o senhor esquece que não foi o tribunal que fez o orçamento, nem este ano nem o do ano passado, foi ele e o seu governo que em anos consecutivos criaram orçamentos de estado que não eram constitucionais.

 

Para o primeiro ministro parece que os juízes, alguns dos quais foram indicados pelo seu partido, são o novo inimigo, ele deveria olhar mais para o seu umbigo e pensar que a culpa de tudo isto é dele e dos seus ministros, quem é que no seu são juízo volta a apresentar um orçamento com medidas que já tinham sido chumbadas no orçamento anterior?

 

Evidentemente o tribunal constitucional também tem culpa, se no ano passado tivessem obrigado o governo a devolver o dinheiro retirado de forma ilegal aos portugueses, talvez este ano não estivéssemos de novo a passar por isto.

 

A forma como o primeiro ministro, o governo e o PSD reagiram à declaração de inconstitucionalidade mostra como anda tanta gente distraída e de cabeça perdida, a constituição existe para defender o povo dos seus governantes e é suposto que quem faz as leis e os orçamentos se baseiem nela para governar, o que estes senhores tentam fazer passar para a opinião pública é que o tribunal é um empecilho e que dada a situação do país deveria olhar para o lado em quanto eles tentam roubar um pouco mais dos rendimentos dos portugueses.

 

Há uns tempos alguém dizia que bom mesmo era suspender a democracia por um período de seis meses, parece que os herdeiros dessa pessoa já chegaram ao poder.. fosse por eles e suspendia-se a constituição enquanto eles fazem e desfazem a seu bel prazer... felizmente ainda resta quem tenha pudor e impeça que esta gente leve a sua avante.

 

Quanto ao futuro, depois destas declarações de Passos Coelho, vejo-o cada vez mais negro... de uma forma ou outra estes senhores vão insistir na sua política de austeridade custe o que custar. Mais cortes na educação, na saúde e na segurança social são só outra forma de aumentar os impostos... mas vão ver que não tarda muito os impostos aumentam mesmo ....

 

Jorge Soares

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publicado às 21:12


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