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OPTIMUS DISCOS 2013 (Henrique Amaro)
disco gravado por Artur David no Lisboa Estúdio
idealizado tocado e filmado por Pedro Puppe 
(participações de Giles Teixeira - violoncelo e João Gil - teclas).

publicado às 21:59

Um Corpo Estranho

 

Corpo estranho é qualquer substância que venha, acidental ou intencionalmente, a penetrar e permanecer no interior de um organismo, provocando reações diversas.

 

Neste contexto surge Um Corpo Estranho como uma "substância imaterial, metamorfose de uma melancolia anunciada como um shot tequilliano de luxúria contra uma sede insaciável de amor puro".

 

Pedro Franco e João Mota, naturais de Setúbal,  surgem neste conteúdo como contadores de anti-estórias. São eles as duas metades deste agente sonoro que, em pleno processo simbiótico, se propõe alojar nos nossos ouvidos com a intenção assumida de nos legar alguns fantasmas que acreditam ser comuns a todos.

 

O EP  “Um Corpo Estranho” está disponível para audição e download gratuíto na página bandcamp da banda, aqui

 

Vídeo de Amor em Contramão:

 

Letra

 

Amor em contramão 
(Letra e Música: João Mota e Pedro Franco) 

Dizes que a vida te foge, que tens medo 
Que um dia de arrependas de voltar atrás. 
Eu finjo dar importância ao teu lamento 
E uso falsos argumentos p’ra que não te vás. 

Toda a gente te avisou de que eu não presto, 
Que me viram por aí com outras mulheres, 
Que eu tenho má bebida, que não sou honesto, 
Mas quanto mais eu saio da linha mais tu me queres. 

Andamos já há tanto tempo em contramão, 
No engano de contrariar a solidão, 
Mas ninguém pode ser feliz, como se diz, numa prisão. 

Ambos entrámos neste jogo p’ra perder, 
Nunca existiram trunfos nem batota. 
Mas não viemos dar à praia p’ra morrer 
E quem sempre correu por gosto não se esgota. 

E se um dia todas as portas se fecharem, 
Havemos de encontrar uma janela, 
P’ra nos rirmos do mundo através dela.

Mais sobre eles no  A música portuguesa

publicado às 22:18

Descobrindo a nova música Portuguesa - Candeio

por Jorge Soares, em 15.03.13

Candeio

 

Estes são os Candeio, não há muita informação disponível sobre eles , mas fica um dos seus singles, Vento de Alba, ouçam

 

 

Letra

 

Longos são os teus caminhos
fundo vai o teu olhar
vento de alba entre em nós
acelera o respirar

 

Já não vou voltar atrás
atrás vou do chamamento
vento de alba entra em nós
incendeia-nos por dentro

 

Golpe de asa,volto a casa
acelera o respirar
porta aberta que me chama
já não controlo o andar

 

tanto o amaldiçoámos
tanta pedra lhe atirámos
ainda assim sobreviveu
mais forte que tu e eu

publicado às 22:18

João Tamura

 


O João Tamura enviou-me um mail para o endereço do Musica Portuguesa com uma humildade enorme a pedir-me para ouvir e publicar uma das suas músicas, esta, eu ouvi e depois ouvi outras e fiquei encantado, e pedi ao João que me enviasse um pequeno texto de apresentação para fazer um post sobre ele e a sua música e ele enviou o seguinte:

 

"sou joão tamura desde o ano de 1993. aos 14 anos, no bairro dos Olivais Sul, em Lisboa, experimentei pela primeira vez a música. desde então, escrevo e canto pedaços de mim. pedaços dos mundos por onde viajo e fotografo. pedaços algo íntimos do que sou."

 

Pronto, a sua música fala por ele, aqui com Catarina Sampaio em doces nadas:

 

 

Letra
falar sobre amor 
ou ter-te em mim 
amor é igual, para ti. 

somos só nós 
e o que raio somos nós? 
pedaços de pó, em mim. 

durmo para não existir 
amor, isto é foder ou é amar ou é sentir? 
a saudade é o teu perfume, e nós rasgamo-nos pelo ciúme 
estranha forma só de amar sem conhecer o que raio nos une 
é morrer numa alvorada 
o teu corpo é do silêncio e tu estás tão cheia de nadas 
hoje... um coração de um leão de barro 
rasgamos esta carne mais um bocado... 
e eu decidi ser escritor ou falador sobre o amor 
porque eu sei bem a saudade e amor eu sei que eu sou tão pouco 
mentimo-nos de dia. dançamo-nos só à noite 
o que raio sem mim és tu? e não há espaço em mim para a morte 
e são os segredos da cidade onde tu passeias 
e tu escondes todo o silêncio atrás de lingerie vermelha 
e são as almas desses homens que os teus olhos comem 
e tu és onde os meus sonhos morrem... 

saudades do mar 
e o mundo é dos dois. 
ou foi. 

e somos o quê? 
pedaços de ti? 
o que foi de mim, morreu. 

sangue que eu não sei 
a noite és tu 
Vais com o vento, assim. 

agir sem saber 
crescer sem agir 
quando eu fui de ti, morri. 

escrevo para existir 
e depois há a saudade e o não saber viver sem ti 
um coração a corda e eu carrego em mim a noite 
quando morre, acorda. os meus pais foram os lobos 
comemos esta cidade. a vida é o que foi 
morremos com a idade e amor até que existas dói-me 
pões-te bela para esse mundo e o teu corpo cheira a segredos 
e tu sabes tanto a silêncio... é o medo.

 

publicado às 22:14


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