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“Propomos que [a] todas as mulheres que abortem no Serviço Público de Saúde, por razões que não sejam de perigo imediato para a sua saúde, cujo bebé não apresente malformações ou tenham sido vítimas de violação, devem ser retirados os ovários, como forma de retirar ao Estado o dever de matar recorrentemente portugueses por nascer, que não têm quem os defenda no quadro actual.”  

É até difícil de comentar, é muito difícil de acreditar que em 2020, já na segunda década do século XXI, exista alguém que de forma séria(?) seja capaz de apresentar tal ideia para ser incluída no programa de um partido, mas aconteceu mesmo, em Portugal... em 2020. O autor do aborto de ideia existe mesmo e dá pelo nome de Rui Roque, ex-militante do Partido Nacional Renovador (2007-2014) e do Aliança (2019), actual militante do Chega, o partido de André Ventura.

Sim, é verdade que a moção foi rejeitada, mas acreditemos ou não, segundo o Observador, houve 38 militantes do tal partido que votaram a favor da ideia. É caso para dizer CHEGA!

Há muito quem acredite que nas próximas eleições o André Ventura e o partido(?) dele serão a terceira força política, a sério? Um partido que tem entre as suas fileiras pelo menos 38 pessoas que apoiam uma ideia destas pode mesmo a vir a ser importante em Portugal?  Vou emigrar para onde?

Vamos lá ver, se às mulheres que abortam vão-lhes retirar os ovários, aos palermas que vão pelo mundo fazendo filhos a torto e a direito vão cortar-lhes os tomates?  E aos que  apesar dos testes de ADN se negam a reconhecer os filhos e nunca pagam a pensão de alimentos deixando as mães a criar e educar as crianças  sozinhas vão cortar-lhe o coiso? E o que propõe fazer aos violadores?

Independentemente de a moção ter sido rejeitada ou não, convém percebermos que é deste tipo de pessoas que se faz um CHEGA, o populismo é isto.  Falar contra os ciganos, contra quem sobrevive com um RSI, com um subsidio de desemprego. O populismo é meter todas as pessoas no mesmo saco, porque os ciganos são todos iguais e nenhum gosta de trabalhar, porque as pessoas só recebem subsídios de desemprego porque não querem trabalhar e claro, as mulheres só abortam porque querem, não é por falta de educação sexual em casa, na escola, na sociedade, ou porque a miséria as obriga a dizer sim, mesmo quando querem dizer não.... porque as mulheres são todas iguais e cabem todas no mesmo saco, como os pobres, os refugiados, os emigrantes.

No outro dia algures a meio de uma caminhada alguém me disse que ia votar no Ventura só porque sim, só para chatear... bom, é nisto que essa pessoa vai votar, só para chatear.

Nestas alturas fico triste e deixo de acreditar no mundo.

Jorge Soares

publicado às 22:40


3 comentários

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De DyDa/Flordeliz a 23.09.2020 às 00:49

- Chegava, pois!
Que alguém falasse sério. Quisesse fazer algo alicerçado.
E que em lugar de atirar chalaças se preocupasse em trabalhar e mostrar obra.
Populismo é uma coisa chata.
Cola 5 minutos. Mas depois cai que nem fruta madura.

Não me apeteceu falar de ovários. Há doenças que cheguem para as mulheres ficarem sem eles mesmo contra a sua vontade. E os homens ficam sem salada, mesmo em tempo de tomates.
Haja paciência para nós e para o mundo.
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De Cristina a 23.09.2020 às 18:52

E sabes se já existe propostas para retirar o cérebro?! Acho que deve ser proposto em simultâneo para quem aprovasse
( PS o cérebro de cima naturalmente)
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De Anónimo a 25.09.2020 às 01:10

Ora bem!.... Caro Jorge desculpa-me, mas não encontrei palavras adequadas sem recorrer às minhas origens ribatejanas. Sei que as actividades tauromáticas não são, socialmente, aceites, mas sou ribatejano e aprendi a pegar touros pelos cornos. Como tal, é tempo de dizer chega a esta cambada de meninos da mamã, que nunca fizeram pêva, mas querem que ousamos as suas babuseiras (para-lamentares). É tempo de lhes cortar o pio, caso contrário alguém terá de lhes tirar a teta da política, onde mamam despodoradamente. Não sabem o que dizem, mas, não são loucos, sabem o que querem. Querem, como Bordalo Pinheiro caricatorou, viver da política, isto é, à nossa custa. De sernelha nunca os pegarei, porque cheiram mal e não quero sujar as mãos na bosta de que é feita a vida deles. Pego-os por aquilo que eles são, porque sou ribatejano.

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