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Imagem de Precário Inflexíveis 

 

Ana Nicolau  será presente a julgamento no próximo dia 2 de Março, 3º aniversário da manifestação Que Se Lixe a Troika – O Povo é Quem Mais Ordena, por ter protestado nas galerias da Assembleia da República e por ter exigido a demissão de Passos Coelho.

 

Os Precários Inflexíveis exigiram, em Março de 2015, a demissão de Pedro Passos Coelho, durante várias semanas, quando foi tornado público que o então Primeiro Ministro não havia cumprido com o pagamento das suas contribuições à Segurança Social, enquanto trabalhador a recibos verdes durante 5 anos, tendo depois visto essa dívida ser ilegalmente reestruturada, parcialmente paga e posteriormente desculpada pelo então ministro Pedro Mota Soares.

 

Na altura foram vários os posts que escrevi sobre o assunto, de certeza que mais que uma vez terei dito que Passos Coelho se devia demitir. Para mim não é aceitável ter como primeiro ministro alguém que não cumpre com os seus deveres de cidadão, como é que alguém que não cumpre com os seus deveres legais pode exigir ao resto do país que o faça? Como é que o senhor pode ter estado à frente do governo que em toda a história da democracia mais exigiu dos portugueses se ele próprio contribuiu para o estado a que chegou o país ao não cumprir com as suas obrigações fiscais?

 

No dia 2 de Março será Ana Nicolau quem, estará no banco dos réus, mas podia ser qualquer um de nós, eu pessoalmente não conheço ninguém que na altura não achasse que toda aquela história era uma  vergonha para o governo e o país.

 

Mo dia 2 de Março quem está a julgamento não é a Ana Nicolau, somos todos os portugueses que temos opinião e a conseguimos expressar.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:53


72 comentários

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De Artur Reis a 20.02.2016 às 20:32

Caro Anónimo,

Na história da nossa democracia parlamentar já existiram governos com apoio parlamentar minoritário que governaram, já existiram partidos que se apresentaram a eleições sozinhos e que se coligaram após eleições para, em conjunto, terem maioria parlamentar que não obtiveram nas urnas e já existiram partidos que, tendo perdido as eleições, apresentaram moções de censura e votaram contra governos recém eleitos e os seus programas, embora isso não tenha tido consequências nesses momentos.

Quanto às legitimidades, parece-me que se um conjunto de partidos tem a maioria dos votos dos eleitores tem legitimidade política, expressa por numa maioria (e legitimidade) parlamentar mas é só uma opinião.

Quanto às ditaduras parlamentares e ao que refere, actualmente até temos o contrário, pequenos partidos e facções com influência directa na governação, não?

Fica a minha curiosidade se essa tem sido a sua postura e o seu discurso ao longo dos tempos, desde as maiorias parlamentares nos vários governos PSD e PS também ou se esta sua opinião é mais recente...

Quanto à estratégia do PS pós-eleitoral e ao que isso conduziu (devidamente e legalmente enquadrado), cá estaremos para ver e julgar em futuras eleições, apenas em termos de acção política, como é óbvio.

Mas, voltado ao tópico principal, com todo o respeito, parece-me que a sua justificação é um argumentário à Fátima Felgueiras...

Desde quando um "júri eleitoral" substitui a justiça ou iliba comportamentos ilícitos? E desde quando uma ilegalidade se resolve com um pagamento fora das normas?

É que, se assim for, então mude-se o sistema e as eleições passam também a servir para ilibar quem comete crimes. Ou que, por terem sido eleitos, têm legitimidade e salvo-conduto para cometer crimes. Assim, é tudo transparente e as claras.

Já estou a imaginar uma série de figurões a esfregar as mãos e a dizerem "Porreiro pá"

E, terminando a minha participação neste blog e artigo, fica o aviso para passar a ter cuidado, não vá alguém levá-lo a julgamento por dizer que o Costa é um primeiro-ministro ilegítimo e que se deve demitir por isso...

Cumprimentos
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De Anónimo a 20.02.2016 às 20:55

nao esta enganado, houve governos maioritarios, minoritarios sempre vencedores em eleiçoes, quanto a coligaçoes ou se apresentaram a eleiçoes assim ou depois caso do ps que venceu no tempo do mario soares e se coligou com o psd de mota pinto e fizeram o bloco central mesmo sabendo os eleitores em quem votavam ou votavam num partido que posteriormente pos eleiçoes se coligava para melhor aprovar as leis, mas atençao este partido que nao se apresentava a eleiçoes coligado e se coligava depois era o vencedor dessas eleiçoes mandatado pelo povo para governar nunca o partido derrotado e o programa desse partido derrotado conduzia tendo sido derrotado nas urnas a qualquer governo era sempre o partido que os votantes escolhiam, esta a legitimidade politica direta do eleitorado ao governo vem das urnas, costa tem legitimidade parlamentar devido ao derrube de um governo eleito sem maioria parlamentar, apresentando-se como uma soluçao parlamentar alternativa, quanto a mim nao foi escolhido em eleiçoes para p. m. mas sim o vencedor foi o passos. ninguem disse que e ilegitimo, disse que a legitimidade e parlamentar apos o derrube de um governo eleito pelo voto.
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De Anónimo a 20.02.2016 às 20:58

o "juri eleitoral" nao tem a ver com o que insinua, mas que apesar desse handicap que devia ser muito negativo e penalizar eleitoralmente, ainda ganha as eleiçoes.

quanto a justiça se nao funcionou e um problema da justiça
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De Manuel a 02.03.2016 às 10:47

Não vale a pena explicar o que são legislativas a crianças acabadas de terminar a universidade e que nem sabiam que votavam em deputados... sempre imaginaram que estamos numa ditadura onde o voto só serve para dizer quem ganha, ao estilo das presidenciais.
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De Anónimo a 03.03.2016 às 15:13

Oque nao vale a pena e tentar ensinar burros a distorcer resultados eleitorais
A minha ideia de direita e que os resultados eleitorais que dao legitimidade politica. Sao diferentes da legitimidade parlamentar. Nao distorcer a legitimidade eleitoral e politica.

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