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Hepatite C, quanto custa uma vida?

por Jorge Soares, em 04.02.15

hepatiteC.jpg

 Imagem de aqui

 

Um destes dias alguém dizia numa reportagem da Antena 1, que com o novo tratamento para a Hepatite C se poderiam salvar perto de 3000 pessoas, será esse porventura o número de afectados com a doença em Portugal.

 

Maria Manuela Ferreira era uma dessas pessoas, morreu a semana passada vitima da doença, estava há muito na lista de espera para o tratamento que nunca chegou. O governo arrasta há meses e meses o braço de ferro com a empresa farmacêutica, as negociações arrastam-se, o medicamento não está disponível e os doentes vão morrendo.

 

Entretanto ficou-se a saber que a empresa disponibilizou gratuitamente 100 tratamentos, um desses tratamentos seria para Maria Manuela e essa indicação teria sido dada ao hospital, só que pelos vistos alguém se esqueceu de fazer as diligências necessárias e os medicamentos nunca saíram da empresa, agora Maria Manuela está morta, de quem é a responsabilidade?

 

O medicamento custa 42000 Euros por doente, mas ao contrário dos outros já existentes no mercado, tem a vantagem de que na grande maioria dos casos cura a doença.

 

É claro que 42000 euros é muito dinheiro, mas estamos a falar de vidas humanas, será que alguém já fez as contas sobre quanto custa por ano ao estado cada um destes doentes? Em lugar de estar a tratar doentes durante anos e anos com medicamentos que só aliviam os sintomas mas não curam a doença, não será mais económico pagar os 42000 Euros e devolver a saúde a um ser humano? Quanto custa uma vida?

 

Hoje o ministro da saúde Paulo Macedo foi confrontado no parlamento por um dos doentes que se queixa de que nem oferecendo-se para pagar metade do medicamento, obtém respostas nem dos médicos nem do próprio ministro a quem teria escrito uma carta.

 

"A mãe do David morreu, não me deixe morrer” foram as palavras de José Carlos Saldanha, doente com hepatite C há 18 anos e que aguarda há um ano pelo polémico medicamento.

 

Eu entendo que o estado tente negociar com a empresa farmacêutica para que esta desça o preço do medicamento, aliás, há mesmo uma iniciativa da união europeia para que as negociações se façam em conjunto por todos os estados e assim haver mais poder negocial, o que não entendo é que entretanto se deixem morrer pessoas, o estado pode negociar os preços do futuro, mas não pode de forma alguma negar o direito à vida a quem espera há anos por uma cura.

 

Quanto ao deputado do PSD Miguel Santos que acusou os doentes de estarem a montar um circo para chamar a atenção...bom, que na assembleia há um circo já todos sabíamos, agora ficamos a saber onde costumam estar os palhaços....

 

As afirmações de Miguel Santos são de uma enorme falta de respeito por quem tem todo o direito a expressar a sua indignação, parece que o senhor se esqueceu que foi eleito para defender os portugueses, não os ministros e os governos que deixam as pessoas morrer... .demita-se senhor deputado, está a mais na assembleia da república.

 

Vídeo com a reportagem da RTP  sobre a interpelação ao ministro por José Carlos Saldanha:

 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:26


28 comentários

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De Jorge Soares a 04.02.2015 às 23:29

Gostava de saber se ele continuaria a pensar da mesma forma se tivesse um familiar com a doença... será que ele sabe fazer contas ao que custa ao estado cada doente que não se cura?


Jorge Soares
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De augusto a 05.02.2015 às 11:20

Pois Jorge, quando se coloca a questão assim deixamos de ter razão, não é? Quer dizer ques estamos envolvidos e não conseguimos ter um pensamento lúcido, não é?
Abraço
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De Kok a 04.02.2015 às 23:29

Uma "palavra" para o deputado Miguel Santos: se não tem vergonha fale com o seu paizinho e questione porque não o educou ele melhor; se ele não souber então fale com os seus avós, ou bisavós ou... vá cavar batatas onde certamente haverá alguém que, ao mesmo tempo que lhe ensinará como cavar, lhe explicará o que é o respeito e o ser correcto para com um seu semelhante.
O ministro Macedo (que muitos apregouão ser o melhor dos ministros deste governo (daí que se possa ver o nível dos outros ministros), já deu "sinal" que a culpa é da ministra das finanças que não disponibiliza as verbas e tal, e tal, e tal...
Porque para ele o principal são os encargos; e tem razão, afinal o homem é um gestor.
Não tardará que volte à baila (lembram-se -ainda não há muitos anos- das declarações de, entre outros, Paulo Portas defendendo um serviço de saúde privado em vez de público?) quem venha defender que a solução está nos privados.
E ainda: há ainda menos tempo que o 1º ministro Coelho defendeu que as investigações científicas devem ser feitas pelas entidades privadas; hoje disse (+ ou -) isto: que os laboratórios não podem cobrar o que querem. Coerência de Coelho!
Jorge, desculpa o lençol deste comentário, mas há coisas que temos que dizer mesmo na "casa" que não é a nossa.
1 abraço pah!
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De Cris a 05.02.2015 às 08:59

Defendem um serviço privado, não é? Nesse caso que vão pedir impostos ao c******!!!!! Cambada de chulos!!!
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De Cris a 05.02.2015 às 09:05

Jorge, o mundo precisa de uma mudança de paradigma. O paradigma do deus dinheiro e do lucro a todo o custo está a destruir qualquer vestígio de humanismo, solidariedade, compaixão pelo próximo. Tu já fizeste a mesma pergunta (quanto custa a vida humana) num post anterior, sobre o cancro, lembras-te? E eu fiquei de boca aberta com alguns comentários. E para os senhores governantes, a vida tem menos valor do que um carro topo de gama ou uma viagem à Angola ou ainda um fatinho Armani...
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De nelson a 05.02.2015 às 09:51

Os maus da fita são as farmaceuticas.
O mesmo medicamento no Egipto custa 48 vezes menos do que em Portugal.
Portugal tem 100.000 doentes. Pagar o que é pedido representa metade do orçamento da saúde.
Os recursos que temos são limitados. Existem outros doentes graves em Portugal. Percebe-se o desespero de quem está doente com Hepatite e vê a cura tão perto. Mas parece-me que cabe ao MNE administrar a situação de forma a evitar abusos desproporcionais.
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De Catarina a 05.02.2015 às 10:49

Ai carambas, alguém com bom senso! Tem sido complicado por estes dias encontrar isso mesmo.
Cada vez mais nos deixamos levar por estas notícias que são dadas todos os dias, que não mais pretendem ser do que maliciosas e manipulativas de opiniao.
Para além dos dados certos que apresentou, é relevante, por exemplo destacar que esta senhora que agora faleceu recusou durante 6 anos o tratamento para a sua hepatite C (embora não sendo curativo, atrasa a evolução da doença). E estes dados até são apresentados pelo hospital em comunicado, mas estes já nao interessa a ninguém ouvir ou falar. E não , o tratamento dested doentes pelo método estabelecido em vigor, não custa nem de longe nem de perto o que nos pedem para pagar por este.
Para além disto, é importante referir que, este tratamento não é curativo da hepatite C, é curativo de uma patologia e complicação que advém da mesma, sendo que estes doentes vão precisar sempre de acompanhamento. Ora pensemos: temos uma paciente que durante 6 anos se recusou a seguir o tratamento implementado, que agora ficaria curada duma complicação da doença que tem, e depois? Iria a paciente cumprir com o que vem a seguir?
Sabiam que para seriar pessoas para transplantes um dos critérios é exatamente a análise dos hábitos de vida do paciente?
Há questões bem mais complexas do que nos parecem à partida, e o pensamento crítico fundamentado é essencial na análise das mesmas!
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De Niki a 05.02.2015 às 12:29

Exactamente trabalho em Oncologia e o que diz é correcto, doentes que dizem ah tenho colesterol e o médico até deu comprimidos para eu tomar mas eu esqueço.. é logo um alerta para o médico e enfermeiro estarem estremamente vigilantes para com esse doente, porque é provável que não tome a medicação correctamente. E o que mais acontece é doentes tomarem mal a medicação que é extremamente cara.

Em 4 anos de trabalho só me deparei com um caso de um familiar que veio devolver a medicação pois o doente tinha falecido e disse "eu sei que são caros, assim pode ser que sirva para mais alguém"....
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De Alexandre Santos a 05.02.2015 às 12:40

Em resposta a Catarina e também como comentário assunto, digo-lhe cara Catarina que talvez com um caso idêntico na sua pessoa ou nos seus mais próximos e não necessáriamente hepatite C a sua visão mudaria de forma radical.
Fala assim porque julga-se imune a qualquer problema de saúde mas lembre-se que só o é até ao dia em que por infortúnio ( Deus queira que não ) lhe acontecer ser portadora duma doença crónica.

Comentando o assunto em si espanta-me que a merda do primeiro ministro e ministra das finanças que temos não tenham a capacidade de ver o que se passa aqui ao lado em Espanha que usa um genérico com resultados iguais e por um preço irrisório comparado com o da americana Gilead.
Afinal esta cambada de merdosos que nos governa servem para quê ?
E os dinheiro dados aos bancos para salvar a pele de meia dúzia de escrápulas que se dizem governantes como o PR que vive da política desde sempre.
E o dinheiro para salvar o amigo do pai disto tudo ( Mário Soares ) o dono disto tudo ( Ricardo Salgado) , sim como é, para tudo isto há dinheiro e para comprar medicamentos para tratar doentes não há.

Quem puser em causa isso ou deve reflectir bem a sua opinião ou então é igual a esses merdosos, até ao dia em que experencie uma doença crónica.
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De Catarina a 05.02.2015 às 12:55

Eu peço imensa desculpa Alexandre Santos, mas não sabe de todo do que fala! Não há genérico nenhum deste novo fármaco inovador, daí ele ser inovador! Se houvesse, a farmacêutica não praticaria os preços que pratica, pois teria concorrência, o que não é o caso!
Aliás, os nossos vizinhos espanhois estão na mesma luta que nós pela baixa do preço do medicamento, assim como outros países da União Europeia! O fármaco ainda não faz parte de nenhum Sistema de Saúde Europeu por TODOS andarem a negociar o preço (podendo embora alguns pacientes já estar a receber o mesmo tratamento por excepção.)
Eu experencio doenças crónicas todos os dias. Lido com elas pois trabalho como profissional de saúde. Para além de pessoas na minha família que as têm também. Ninguém disse que é fácil. Muito pelo contrário! Disse sim que estas situações são bem mais complexas do que parecem à primeira vista!
E prefiro não debater mais o assunto, porque insultos não são de todo a minha forma de estar na vida.
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De Jorge Soares a 05.02.2015 às 13:17

Catarina

É verdade que não há genéricos para este medicamento, até porque ele é recente e ainda está no período coberto pela patente, e é verdade que na Espanha também se discute o assunto como cá, mas há uma diferença, por aquilo que tenho lido e ouvido nos meios de comunicação espanhóis, há comunidades autónomas onde apesar da negociação em curso, o governo autónomo está a comprar o medicamento e a tratar os doentes.

Eu concordo consigo na generalidade, mas não deixo de pensar que para os casos em que o medicamento pode curar a doença, a médio e longo prazo fica mais barato ao estado pagar um valor alto por este medicamento que estar anos a tratar um doente com doenças crónica e complicações.

Jorge Soares
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De Catarina a 05.02.2015 às 14:02

Caro Jorge Soares, obrigada pelo comentário!

Vou-lhe só dizer uma coisa que fica aqui entre nós... Em Portugal o medicamento também foi dado a cerca de 100 pacientes no ano passado. Casos graves, pagos pelos contribuintes, pelo SNS.
Mas isto já não interessa ser falado nos telejornais. Imagine a abertura de um qualquer jornal com "Mulher que não cumpre tratamento para Hepatite C há 6 anos morre no hospital". Acha que havia andiência para tais notícias? Que se vendiam jornais?

Eu não quero de todo parecer insensivel! Num mundo perfeito, onde todos fossemos ricos ou o estado nos fornecesse tudo o que precisavamos e tinhamos direito (coisa que não existe em nenhum país do mundo), todo teríamos acesso a tudo, cumprissemos ou não o que está estipulado. Infelizmente assim não é, e o bom senso impõe regras de atribuição destes fármacos.
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De Niki a 06.02.2015 às 08:28

Se tivesse visto ontem o jornal da noite da RTP 1, convém ir mudando para não ver só os sensacionalistas, teria descoberto que dos 1300 casos de hepatite C, 600 precisam deste novo tratamento, e estão inscritos numa lista (tal e igual quando precisamos de um transplante) e por ordem de prioridade esta a ser dado o tratamento... o senhor que se manisfestou na assembeleia da república é um dos próximos da lista a receber o tal famoso medicamento... O estado está a tentar salvar os doentes, mas com peso e medida... E esta a avançar nas negociações porque ontem a farmaceutica já tinha baixado o valor do medicamento e feito uma proposta de custear metade do tratamento... ou seja baixou 50% o valor do medicamento... Falta apenas terminarem as negociações... Tanto alarmismo para que? Se os doentes que morreram de Hepatite C desde que o medicamento saiu para o mercado, nem sequer estavam na lista (sim caso não saiba o medicamento não se adequa a todos os casos, existem n fatores que faz com que estes não sejam candidatos a tratamento com o novo farmaco)
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De The Bee a 05.02.2015 às 10:07

Sinceramente, considero que isso é toda uma salgalhada que começa com as farmacêuticas. Eu acho as farmacêuticas pequenos vírus nefastos na nossa sociedade. Gastam-se milhões de milhões de euros em todo o mundo num negócio que traz tantas maleitas (os efeitos secundários deviam ser considerados crimes) e que no entanto ninguém vive sem ele.
Da minha parte, passo longe de medicamentos, só mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo (milhões de vezes mesmo) tiver que ser. Mas a verdade é que muita gente tem uma coisa simples como uma gripe, que deve ser curada com repouso e sopinha quente, vai para a farmácia encher-se de medicamentos que só lhe estragam o fígado e os rins (na melhor das hipóteses). Anos mais tarde têm problemas graves e mais medicação e outra medicação para suportar a medicação... sei lá!
É tudo um negócio... Os animais neste mundo (seres humanos incluídos) são tratados como valores monetários e não valores de carácter.
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De Francisca a 05.02.2015 às 12:28

Ainda bem que não precisa de usar medicamentos. Mas não se esqueça que há pessoas em que uma simples gripe pode matar e o medicamento é realmente necessário. E neste caso não é a sopa nem repouso que curam. e eu sei do que falo..
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De Niki a 05.02.2015 às 12:37

O autor do comentário não se esta a referir a este medicamento em si, mas sim ao abuso de medicação e propaganda farmaceutica na televisão... Se pensar e ler bem o que é um C-gripe ou Griponal é pura e simplesmente Benuron (ibrufreno) com uma dose rídicula de mais qualquer coisa que não cura a gripe, só nos tira o desconforto das dores e da febre...
E sim tem de se pesar a toma desses medicamentos pois tudo o que é em excesso envena o organismo, o fígado é que elimina os farmacos ficando muitas vezes lesionado.
Tenho uma filha de 15 meses e teve uma bronquiolite de longa duração, por mau acompanhamento médico que não lhe deram logo cinesiterapia... andou a antibiotico duas semanas e muitos e muitos ventilans e benurons ela tomou para baixar a febre... agora esta com os valores do fígado alterados, estamos em tempo de espera (3 meses) para ver se baixam, se baixarem significa que a medicação excessiva causou problemas a ela... se não baixarem pode ter algo crónico.
Mas quem me receitou isto foram os médicos que são envenenados pelos delegaod de informação médica e protocolos hospitalares de só considerarem uma bronquiolite com 6 repetições caso de investigação e terapeutica respiratória... médicos da urgência hospitalar... tive de recorrer ao privado para me curarem a minha filha... tudo o que precisou foi um dia de terapeutica respiratória onde eliminou a porcaria e 1 semana a fazer broncodilatadores... a um mês e meio que nem uma constipação tem... e teve 2 meses doente... com 7 idas as urgências...
Esta a entender a ideia... e depois hoje em dia todos vem trabalhar com gripe infectando tudo e todos, porque, porque o comprimido alivia e siga a ganhar o dinheiro.. quando na realidade a gripe devia dar direito a uma semana em casa de cama e repouso... mas a brocracia que é pedir uma baixa neste país, enfim...
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De Francisca a 05.02.2015 às 13:03

Niki eu percebo é quando falo em gripe é um exemplo. Eu tenho uma doença crónica e os medicamentos tornaram-se os meus 'melhores amigos'. Fazem muito mal, mas ajudam-me a ter uma vida mais normal.
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De The Bee a 05.02.2015 às 16:36

Francisca, lamento a sua condição. Eu não sou médica nem enfermeira nem trabalho em nada que esteja ligado ao sistema de saúde. Mas... já pensou em alternativas?
Infelizmente o sistema de saúde ocidental está preparado para a "cura" dos sinais e sintomas. Nada contra, em alguns casos é importante que assim seja, mas esquece-se do outro lado, a causa. Ao identificar a causa, é possível melhorar ao eliminá-la.
P.e. Um dos grandes males da sociedade é o grande consumo de açúcar. Não se fazem campanhas de consciencialização como se faz com o tabaco (sim, o açúcar é viciante) nem se ensina na escola como comer. Resultado: conheço, infelizmente, pessoas com cancro que não são seguidas por nutricionistas por não serem aconselhadas a fazê-lo e que podem "comer de tudo"... ME-DO... não podem e não devem...
Quando percebemos o que nos faz mal, devemos evitar. Muitas doenças crónicas, não têm cura, nem no ocidente nem no oriente, mas é possível ter melhor qualidade de vida, recorrendo pouco a fármacos.
Conheço casos de pessoas com fibriomialgia que ao descobrirem os benefícios de uma simples massagem de relaxamento, reduziram significativamente o uso dos comprimidos.
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De Cris a 05.02.2015 às 17:57

Tem toda a razão, o açucar é uma autêntica droga! E uma alimentação equilibrada faz a diferença em muitas doenças... estou a lembrar-me da epilepsia, por exemplo. Há casos em que a mudança da dieta alimentar diminui substancialmente os ataques epiléticos.
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De The Bee a 05.02.2015 às 16:50

Francisca, a gripe é um vírus, sofre mutações constantes, não há medicação para curar gripe.
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De Niki a 05.02.2015 às 12:22

A questão por outro lado é se deve lucrar com a doença dos outros. E a luta que a união Europeia tem contra esta farmacêutica esta a passar-se um pouco com tudo o que é medicamentos para o cancro, de ano para ano o custo da saúde aumenta. E muitos dos medicamentos não curam as vidas, apenas atenuam sintomas e as companhias farmacêuticas pedem absurdos aos países que os pretendem adquirir. Chegando se a falar em uma descriminação social porque os países com menor poder de compra como o nosso, a Grécia e muitos mais... não tem capacidade financeira para os gastos dos doentes de hepatite C, Sida e Cancro... não ao ritmo de "novos" medicamentos e preços abusivos.
As companhias farmacêuticas andam a fazer rios de dinheiro com a desgraça dos outros. Mas expliquem-me se conseguirem como é que Portugal ou a União Europeia consegue vencer a luta se aceitar "comprar os medicamentos" a todos os casos.

Não conheço em particular essa oferta de medicamentos por parte da farmacêutica, mas conhecendo esse mundo porque já lá fui delegada de informação médica... eles avançam essas notícias para os locais errados (sabendo eles muito bem como fazer chegar os medicamentos ao doente)... Os delegados de informação médica podem ceder embalagens a médicos para distribuírem aos seus doentes de forma cativar doentes e médicos.
A minha GO deu-me 3 caixas de pílula e dizia lá na etiqueta que não era permitida a venda ao público que era "amostras" dadas pela companhia..... Por isso não tirando a culpa ao governo, também não podemos "acreditar" em tudo o que as farmacêuticas nos vendem.
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De The Bee a 05.02.2015 às 16:44

NIki, acredito que não tenhamos possibilidade de comprar medicamentos a esses preços... certo, então porque não investimos na prevenção?!

Porque não ensinamos às crianças (e a muitos pais) a comer? Porque não ensinamos as crianças a andar a pé, a ir ao parque, a correr, a andar de bicicleta...? Estamos cercados de crianças que vão ter uma esperança média de vida enorme mas sem condições.

Nesse aspecto, a culpa não é das farmacêuticas. É mesmo de todos nós que nos tornamos pouco exigentes com certos aspetos das nossas vidas.
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De Niki a 06.02.2015 às 08:15

Mas eu concordo nesse aspecto, nunca concordei que a saúde em Portugal fosse perfeita, longe disso.... aprendeu-se a remediar sempre com medicamentos e cirurgias em vez de prevenir... como é que uma família que ganha por exemplo o ordenado minímo pode pagar 25 euros por pessoa por aulas de natação? Falo na natação por ser um desporto completo e dos recomendados a todos, tanto a novos como a velhos.... já a corrida ou jogging tem muito impacto nas articulações e quem tem lesões ou problemas nos ossos não pode fazer este tipo de desporto gratuito...
Parques são cada vez menos e muitos tem de se deslocar de carro ou pagar transportes para ir para um... somos cada vez mais sedentários, obrigam nos cada vez a trabalhar mais horas....ou trabalhas num local com pica ponto ou se trabalhas por exemplo num escritório privado trabalhas sempre mais horas do que as permitidas... senão o fazes outro faz por ti... pais saem de casa as 7 da manhã e entram em casa com os filhos as 7 da noite, onde fica o tempo e energia para cozinhar ou exercitar?!
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De energia-a-mais a 05.02.2015 às 12:51

Há uma coisa que se chama bom senso...parece-me que as pessoas padecem cada vez mais da falta dele. É uma verdadeira epidemia que afeta todos e que se nota particularmente na cambada de energúmenos que nos governa. E já agora recordo como o brasil resolveu esse problema http://www.ufrgs.br/antropi/lib/exe/fetch.php?media=dh.pdf, chama-se quebrar a patente em nome dos direitos humanos. Qualquer coisa como não pagar às farmaceuticas o que elas se lembram de pedir por medicamentos que podem salvar vidas.

Teresa
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De s o s a 06.02.2015 às 01:06

bom, sendo que o post é equilibrado, humano, mas faz uma pergunta a que nao responde. quanto custa a vida humana ? como tambem nao tenho nem pouco mais ou menos os 42 mil, claro que estou do lado dos que reclamam o direito á saude. Alguém, eu prosseguindo, podia contrariar-me, de que se desvie dinheiro da tropa ou de outra inutilidade. Isto se eu afirmasse que assistir esses doentes, PARA ALEM DO MAIS, do melindre, iria resultar em menor assistencia para m ilhares de pessoas com doenças baratas. Nao se sabe se nasceu primeiro o povo se o politico, mas o povo prefere meter a cabeça na areia, nesta como noutras m aterias de melindre, e o politico, que precisa do povo assim mesmo, também nao destoa, nao se atreve. A vida humana nao tem um valor ilimitado, muito pelo contrario. Vale a pena pensar nisto
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De Maria João a 06.02.2015 às 09:57

Pronto, agora a culpa é das farmacêuticas e dos medicamentos.. O estado deve milhões ás farmacêuticas. Se falarem com qualquer director financeiro de qualquer um dos centros hospitalares saberão que se os hospitais ainda estão abertos e atendem pessoas é porque as farmacêuticas, grandes e pequenas, aguardam pacientemente que as suas dividas, de fornecimentos ganhos através de concursos públicos, sejam pagas.
O que se passa é que este governo tem prioridades e a saúde não é uma delas. Nunca se viu casos tão graves como se tem visto ultimamente, nas urgências, nas esperas para consultas de especialidade e em cirurgias. Não há material nos hospitais, falta tudo, desde um simples analgésico até ligaduras de gesso, que diremos dos medicamentos mais caros. Muitos medicamentos oncológicos e para o HIV são entregues contra consumo, porque é a única maneira de as farmacêuticas saberem que aquela factura não vai aguardar 6 anos para ser paga. Sim, há empresas com divida desde 2008, 2009, 2010, hospitais do continente e das ilhas. Prioridade do governo: desacreditar/acabar com o SNS. Os doentes HIV positivos e os oncológicos também têm passado por situações difíceis, e se estiveram atentos ao longo destes anos muitas histórias foram divulgadas na comunicação social, de doentes que interromperam tratamentos por as farmácias dos hospitais terem faltas, inclusivamente doentes com hepatite C a fazerem tratamento com Interferon. Acho delicioso virem agora falar da vida da senhora que faleceu: Alguém imagina como são os tratamentos, os efeitos secundários, o ter que trabalhar e dar assistência aos que são próximos? Parecem os abutres das revistas e jornais sensacionalistas. Como é bom falar dos outros sem nos tocar a nós. Mas isto é típico dos portugueses, vamos lá votar nesta cambada outra vez que eles até fazem o melhor que podem. Mentira, só fazem merda. Temos um PR cínico e tendencioso, um PM com o pior que o Salazar tinha, falso, mentiroso e cobarde. Uma MF fria e aldrabona, sem querer ofender o animal, uma cabra, e um MS que é um gestor, que só quer apresentar resultados e também é mentiroso porque disse que foram dadas verbas para aumento de capital e pagar divida antiga aos hospitais: as verbas estão em contas que só podem ser movimentadas com autorização da Tutela e ACSS e desde Dezembro que lá estão enquanto a divida cresce, as empresas desesperam e os hospitais têm cada vez menos meios. E entretanto vão morrendo pessoas, porque estes são os casos visíveis do momento mas todos os dias os médicos fazem escolhas para canalizarem os recursos que têm e esses casos não são divulgados. Taxa de mortalidade do mês de Dezembro e Janeiro: verifiquem e façam comparações com os últimos anos e vejam a linha do gráfico a crescer desde que estes senhores tomaram posse.
Resumindo: esta é a pior altura para se ficar desempregado ou com uma doença grave. E já agora, aos que recorrem ás terapias alternativas: são optimas, mas curem lá um cancro ou um HIV com elas. É que depois de terem a doença não há alternativa aos químicos das farmacêuticas que vos valem, as alternativas são apenas complementos.
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De cheia a 06.02.2015 às 20:15

Comissão Parlamentar de Saúde
Um silêncio de morte
Interrompido por um grito d e quem perdeu a mãe
Por gritos de quem está no corredor da morte
Porque não há medicamentos para lhes mudar a sorte.
Os senhores deputados não podem ser incomodados
Os doentes têm de estar calados
Os deputados não podem ser perturbados
Os doentes podem morrer sem ser tratados
Os deputados não podem ser questionados
O ministro não pode ser ameaçado
O doente tem de estar acamado
O ministro comprou o medicamento reclamado
O doente continua prostrado
Quem é que acredita no Estado?
Quem é que não está indignado?
O dinheiro foi o pecado
O governo é que o não quer, na saúde, esbanjado
Nas mordomias e nos popós é que o tem empregado
O Povo nunca esteve tão mal representado
O governo está gripado, e o País adoentado.


José Silva Costa

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