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Os milagres da ciência

por Jorge Soares, em 09.06.16

bebe.jpg

 

 

Imagem do Expresso

 

Foi noticia por cá e até pelo resto do mundo, esta semana nasceu em Portugal um bebé filho de uma mulher que estava em morte cerebral há 17 semanas.

 

Ao contrário do que se pode ler na capa de pelo menos um jornal (?), não nasceu um bebé de uma mãe morta, nasceu de uma mãe viva que se encontrava em morte cerebral, não, não é a mesma coisa. É evidente que se a mãe estivesse morta não poderia haver desenvolvimento do feto, o cérebro estava em morte cerebral, o corpo estava evidentemente vivo, o que ,aliádo aos cuidados que lhe foram prestados,  permitiu o correcto desenvolvimento do feto até às 34 semanas, altura em que nasceu por cesariana..

 

O resto é o conhecimento e a qualidade de todos os profissionais de saúde que estiveram envolvidos e que permitiram o final feliz que todos conhecemos.

 

Vivemos numa época em que os avanços da ciência para além de nos permitirem viver cada vez mais tempo com uma razoável qualidade de vida,  fazem possível este tipo de "milagres".  O bebé chama-se Lourenço e nasceu saudável.

 

“Não foi um milagre, mas um avanço da ciência e da capacidade de multidisciplinaridade e eficácia de uma equipa. Não são só os médicos, mas os enfermeiros, os nutricionistas, os farmacêuticos e todos os profissionais que contribuíram para este êxito” 

Doutora Ana Campos ao Jornal Expresso

 

Jorge Soares

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publicado às 23:17


1 comentário

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De Anónimo a 10.06.2016 às 11:24

milagre nao, conhecimento e tecnica humana. progresso da ciencia, em portugal novidade? neste caso com este sucesso sim mas ja aconteceram mais casos sem sucesso o ultimo em 2009 com duraçao de poucas semanas, mas ja um caso passado ha muito na historia da humanidade noutras zonas do globo.

No entanto nao ha vida humana, esta so existe com a formaçao e vida do cerebro se morre acaba a vida , por isso os seres anencefalos nao podem viver, mas pode haver outra vida nao relacional nao pessoal, mas vegetal, e o caso, que se pode manter artificialmente mesmo sem haver vida humana na pessoa, esta esta morta mas para cumprir um objectivo mais ou menos longo, como colheita de orgaos ou um nascimento pode-se prolongar essa vida vegetal, acabando depois com ela. por isso a falacia e dizer que a mae estava viva biologicamente sim em vida vegetal, o corpo serviu de incubadora dependendo de maquinas e alimentaçao, mas humanamente morta, por isso havia uma equipa e ouvi alguem na televisao a dizer que afagavam a barriga do corpo e falavam para o bebe sentir o contacto com a mae, quando muito simulando esse contacto.

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