Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




touradartp.png

 

Imagem do Facebook 

 

Por acaso passou ao lado daqui do blog, mas não me passou ao lado a mim, há duas ou três semanas um vídeo em que em Mourão  em nome de uma qualquer tradição se podia ver como alguém tentava pegar fogo a um gato deixou as redes sociais em polvorosa, virou noticia nos meios de comunicação e levou inclusivamente a que a GNR tomasse conta do assunto.

 

A semana passada, via RTP 2, milhares de pessoas puderam ver em vivo, em directo e a cores, não um mas vários touros a serem perseguidos, picados com ferros e vitimas de outros maus tratos de uma crueldade evidente, curiosamente para além dos (poucos) mesmos de sempre, não vi mais ninguém escandalizado com tamanha crueldade com os pobres animais.

 

Há alguma diferença entre a crueldade com gatos e a crueldade com touros? A tradição de prender fogo a um gato é menos importante do que a tradição de espetar ferros e até matar os touros? (pelo menos em Barrancos mata-se o touro).

 

Porque é que a GNR toma conta da ocorrência e promete levar à justiça quem maltrata um gato e não faz o mesmo para com quem completamente identificado e via televisão, maltrata não um mas vários touros?

 

E por fim, onde andam os milhares que se indignaram, fizeram e/ou assinaram petições online e levantaram tanta poeira nas redes sociais com o que alguém fez ao pobre gato? Os touros não lhes merecem a mesma indignação? Ou tudo não passa de indignação e hipocrisia momentânea?

 

Jorge Soares

publicado às 23:11


3 comentários

Sem imagem de perfil

De Ana Maria a 09.07.2015 às 13:54

Olá Jorge, permita-me que lhe diga que em relação à luta pelos direitos dos animais, nomeadamente ás acções que têm sido realizadas contra as touradas, está pouco informado. Se seguir a página da associação animal ou procurar pelas várias associações que promovem estas acções encontrará muita coisa. As touradas são uma vergonha nacional, só servem para encher os bolsos de umas poucas famílias que sempre viveram á custa da exploração de animais que criam, cavalos, touros e vacas. Cada vez mais as praças e recintos estão vazios e nessas terras onde a cultura não chega, como Barrancos e algumas povoações Açoreanas , por exemplo, o povo, que nada mais conhece, serve-se da palavra tradição para reclamar o direito de torturar animais numa festa anual. A corrida a corda é o parente pobre da tourada da praça de touros, é um espectaculo deprimente em que uma multidão de bêbados corre à frente de um animal assustado, acuado e maltratado, com uma corda ao pescoço puxada por meia dúzia de outros bêbados. Tudo o que sirva para fazer sofrer um ser vivo está errado, é triste que quando a nova lei de protecção aos animais saiu finalmente tenha deixado de fora os que servem de entretenimento, ou seja, os animais de circo e os das touradas, assim como os que dão lucro, os da pecuária. Resumindo, quem faz a distinção entre os animais são uns senhores sentados na assembleia da republica, sustentados por nós todos. Visite http :/ arcodealmedina.blogs.sapo.pt / e http :/ animasentiens.com /
Sem imagem de perfil

De Anonimo a 09.07.2015 às 14:13

(assim como os que dão lucro, os da pecuária.)

suponho que nao se refere a matar para alimentar uma sociedade. m
Mas ja agora nos maus tratos esqueceu a caça . Uma tradiçao desde as sociedades primitivas e recoletoras.
Sem imagem de perfil

De Ana Maria a 09.07.2015 às 14:34

Sim, a caça também. É utópico querer que todos se convertam ao veganismo, mas com os recursos que temos não há justificação para a caça, menos ainda para a chamada caça desportiva. E o controlo das espécies é uma desculpa para justificar a matança. A caça não era uma tradição, era e ainda é para alguns povos uma necessidade. Nós temos os talhos e os supermercados (para quem quer carne, claro).

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Ó pra mim!

foto do autor


Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D