De Cris a 08.01.2015 às 12:13
O senhor está a legitimar os actos dos terroristas e depois vêm falar em amor e ainda mete dinheiro à mistura? Onde está a coerência do seu discurso? Eu não considero acreditar em deus uma burrice, considero, sim, uma burrice, impôr deus ou a ideia de deus que cada um tem aos outros.
De Marquês Barão a 08.01.2015 às 12:24
Impor Deus ou negar o direito de quem acredita, é tanto uma coisa como outra uma rotunda burrice. Cá por mim não o afirmo nem o nego, até porque nunca o vi nem falei com ele. Mas não é por essa razão que deixo de ter o meu ainda que em dimensão não religiosa, mas isso sou eu.
De Rui Martins a 08.01.2015 às 15:15
Ó Homem...se calhar sou eu que escrevo mal, ou não soube me expressar por palavras escritas.
Onde é que Leu que eu Legitimo actos terroristas.
Apenas disse que os Jornalistas fizeram cama para se deitar, nada mais que isso.
Aqui não tiro nem pelo provocador ( Jornalistas), nem pelos Provocados.
Quanto ao resto...deixe estar, vejo que e muito para a sua cabeça.
Bom 2015
De Cris a 08.01.2015 às 15:40
Primeiro: deste lado não é homem, é mulher. Segundo: Não se trata de escrever mal, mas não saber aquilo que escreve, ou seja, não sabe interpretar o que escreve. Quando diz que os jornalistas fizeram a cama para se deitar, está a legitimar o acto terrorista sim. Eu bem digo que há pessoas que sofrem de iliteracia!!!!
De Rui Martins a 08.01.2015 às 16:16
Exactamente Srª ou Srº Cris. É que dá para os dois Cristiano/Cristiana ou Cristina.
Ainda não tenho capacidades adivinhatórias.
E nem vou perder mais tempo consigo.
Existem mulheres e Homens ( para que não me acuse também de MACHISMO) frustrada(o)s e frustrantes, que, ou por terem baixa auto-estima, ou seja lá o que fór, têm que ter sempre razão. Pois dou-lha, fique com ela e guarde-a a sete chaves.
Há com cada uma...felizmente que tudo se renova.
Cumprimentos Senhora Dona Cris,
De Cris a 08.01.2015 às 18:02
Exactamente por não ter capacidades adivinhatórias é que deveria ter feito a abordagem de forma neutra. Não que isso me afecte grandemente. Não tenho pretensão de tudo saber, ao contrário do que diz, mas contra factos não há argumentos. Eu nunca perco tempo quando tento esclarecer as pessoas... O senhor é que perde ao não tentar esclarecer-se.
É tudo se renova. Da Cris, passa a mim, a madrinha civil (para que não haja dúvidas como as que ocorreram em cima, quem escreve aqui é uma mulher).
Não o quero ofender com estes exemplos, mas tocá-lo: tem certamente mulheres próximas de si, mulher, filhas, mãe. Ora, imagine que uma delas foi de calções para a rua. Nesse dia, foi violada. Nos anos 80, houve um juiz que entendeu que mulheres de calções davam azo a ser violadas. Ou seja, que estavam a pedi-las.
Vejamos. No Irão uma mulher não pode andar de calções, sob pena de ser presa. Mas na Europa há outra forma de estar. Podemos andar de calções e falar com liberdade, sem prejuízo dos direitos ao bom nome e reputação, entre outros, consagrados na lei. Essa é a maravilha do mundo ocidental. Aqui vivemos. Por isto lutamos. Pelo direito de fazermos uns desenhos desbocados, com ou sem graça.
Adoro viver com liberdade! E não aceito restringi-la, senão de acordo com o consignado em lei. Ou acha que o próximo passo será que as mulheres na Europa não poderão usar calções sob pena de ofender radicais islâmicos ou de outra religião? O Sr. gosta de cerveja, ou outra bebida alcoólica? Ponha-se a pau! Ouvi dizer que os radicais podem ficar ofendidos se o virem a beber na rua - podem matá-lo. Depois não diga que não avisei, vai colher o que planta... Eles (radicais) também acham de mau gosto e que ofende a sua religião beber...
É por isso que eu agora, mais que nunca, apoio os desenhos, a que não acho grande piada. Começam por nos meter medo com os desenhos e nós calamo-nos, para não atrair a sua ira. A seguir não querem que usemos calções. E quando dermos por ela, andamos enfaixados, o sr. Rui com turbante, eu com burka. E nenhum de nós dois poderá falar nada mais que os ofenda.
E isso nós não queremos, pois não sr. Rui. Acredito, com estima e consideração, que o sr. concordará com pelo menos algumas coisas do que digo. Aliás, acredito que a maioria dos portugueses gosta de viver em liberdade e não pode compactuar com quem quer causar medo! O que vem a seguir aos desenhos????? No que é que a seguir não os podemos ofender, para não sermos logo acusados de ser os próprios causadores da nossa desgraça????
Minha Senhora,
Depois de ler a sua intervenção tive vontade de aplaudir de pé.
Ainda bem que estamos na Europa e que Senhoras como você são livres de enriquecer a nossa sociedade com as suas opiniões e todo o valor acrescentado que nos favorece a todos.
Um grande bem-haja.
De Rui Martins a 09.01.2015 às 10:38
Srº Padrinhos Civis.
Não me vou repetir, porque já vi que as minhas palavras foram mal acolhidas. Não precisava de escrever um texto tão longo, nem dar tantos exemplos.
As consequências desta "Liberdade de Expressão" viram com o tempo. E de certo o tempo dar-me-á razão.
Pois não vejo as coisas de forma tão simplista.
Continuo a dizer que a atitude do Jornal foi inresponsável, e o futuro como lhe disse dar-me-á razão. Este foi o gatilho, a extrema-direita Europeia já tem uma justificação para agir, e garanto-lhe isto não ficará por aqui. E todos nós iremos de uma forma ou de outra ser afectados.
Volto a repetir, não defendo nem o acto do Provocador, nem do Provocado.
Do provocador, porque pisou um risco, mesmo sabendo dos perigos. Do provocado, porque MATOU.
Foi por uma sequência de palavras e acções, que se deram a 1ª e 2ª Guerras Mundiais, mas a Sociedade tem memória curta.
Compreendo o seu ponto de vista. De facto, as nossas ações têm consequências e devemos pesá-las. Todas as guerras foram originadas por sequências de ações, como por exemplo as que refere. Eu não as desejo. Contudo, não sendo pacifista (e respeitando quem o é), remeto-me ao direito de me defender, legitimamente. E se atacarem a essência do modo de vida em Portugal, estarei pronta para a defender por força das armas, se necessário for, com sacrifício da própria vida.
Veja bem, julgo perceber o que me está a dizer: entende a ação dos caricaturistas como uma provocação gratuita, que não mede consequências, sendo que essas consequências se refletirão em todos nós.
Não acho a sua opinião despropositada. Penso até que a sua posição é mais sensata que a minha. Ainda assim, para mim, refrearmo-nos de agir nos moldes que a nossa sociedade permite, para não provocar a ira de radicais, será ceder; e eu, não sendo pacifista, prefiro conformar-me com as consequências dos meus atos, ao invés de me restringir.
Os sérvios que mataram Francisco Fernando foram a gota de água para a Grande Guerra. Tem razão. Eles assassinaram em prol das suas convicções. Estes caricaturistas desenharam em prol das suas convicções. Desenhar não é, certamente, o mesmo que assassinar. Mesmo assim, percebo a sua comparação: poderão eles ter contribuído para uma futura guerra. É possível, que o sr. Rui tenha razão, sim senhor. Às vezes as guerras são inevitáveis. Para quem acredita, desde Abel e Caim que assim é... Somos seres humanos e infelizmente, nem sempre discordamos só pela força das palavras. Ou dos desenhos...
Cá estaremos os dois, eu e o sr. Rui para assistir a este escalar de violência. E, no meu caso pelo menos (e até acredito que no seu), para defender o nosso modo de vida, incluindo a liberdade de expressão. Não aceito perdê-lo em prol de medo.
O mal que me façam, não justifica o mal que eu faça a outros.
Já li que alguns pedofilos justificam-se alegando que as vítimas eram precoces e conscientes da sexualidade e os provocavam...
O argumento de: fiz algo errado, mas fui provocado, para mim não dá, desculpe.
Talvez eu seja limitado... Moralmente limitado...
Mas há limites que fazem falta, não acha?