Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



alcool.jpg

 

Imagem de aqui

 

De entre as muitas coisas que já fiz na vida está o ter sido empregado de bar e discoteca já lá vão uns anos, e se há coisa que não me esqueço é da quantidade de miúdos e miúdas que tive que arrastar para o ar livre porque já não se aguentavam em pé devido ao consumo ecessivo de bebidas alcoólicas.

 

Sempre me fez confusão como é que havia tanta gente que mal tinha entrado na adolescência e que bebia como gente grande, desde cerveja até absinto, valia tudo e muitos bebiam mesmo até cair para o lado... literalmente.

 

Nunca percebi como é que há dois anos o governo cedeu aos lóbis da cerveja e do vinho e fez  uma lei que não fazia sentido nenhum. Alguém percebe a diferença de ser ir cambaleando pela rua porque se bebeu meia dúzia de shots ou uns litros de cerveja? Há alguma diferença entre estar embriagado porque se abusou no vinho ou noutra bebida qualquer? E as consequências para os hábitos de longo prazo não são as mesmas?

 

Quero pensar que alguém no governo olhou para o mundo e percebeu que aquela lei tinha ficado curta. E agora, em ano de eleições, resolveu emendar a mão, o álcool é todo igual e se consumido sem moderação, tanto faz mal o que está na cerveja como o que está em qualquer outra bebida branca ou de uma cor qualquer.

 

É claro que nada disto serve para nada se como aconteceu até agora, não existir vontade de fazer cumprir a lei, nenhuma lei serve para absolutamente nada se não existir fiscalização e se não  forem aplicadas as medidas nela previstas para quem não a cumprir. 

 

O alcoolismo é um problema real que afecta muitos portugueses, entre os jovens com menos de 15 anos somos o 11 país do mundo com maior consumo, a lei por si só não irá resolver o problema que é real e grave, a longo prazo o consumo excessivo leva ao risco de desenvolver dependência ou doenças como cirrose e cancro do fígado.

 

Para além desta lei e da vontade de a fazer cumprir, é necessário que se aposte na educação e no esclarecimento.

 

Jorge Soares 

publicado às 22:16

Mas o álcool não é todo igual e nocivo?

por Jorge Soares, em 21.02.13

Cerveja

Imagem do Público

 

Somos definitivamente um país singular, o governo acaba de promulgar a nova lei do álcool, uma lei que há muito era esperada principalmente devido ao enorme aumento do consumo por parte de jovens e adolescentes. Havia a perspectiva de que tal como acontece em muitos outros países, a idade mínima para se poder comprar bebidas alcoólicas passasse para os 18 anos, o próprio governo tinha feito esse anuncio.

 

Com a promulgação da lei ficamos a perceber que afinal fica mais ou menos tudo na mesma, por algum motivo que não será difícil de perceber, para o nosso governo existe álcool de primeira e álcool de segunda, ou se preferirem álcool bom e álcool mau.

 

A idade legal para se consumir o  bom mantém-se como até agora nos 16 anos, se estivermos a falar do mau, então passa para os 18 anos... mas afinal o álcool não é todo igual?

 

O álcool será, o que parece que não é igual é a força que os diferentes lobbies tem, pelos vistos os da cerveja e do vinho tem muito mais força que os das restantes bebidas. Já lá vai o tempo em que beber um copo de vinho dava de comer a um milhão de portugueses, mas pelos vistos há hábitos e ideias que não se podem perder.

 

Alguém percebe a diferença de ser ir cambaleando pela rua porque se bebeu meia dúzia de shots ou uns litros de cerveja? Há alguma diferença entre estar embriagado porque se abusou no vinho ou noutra bebida qualquer? E as consequências para os hábitos de longo prazo não são as mesmas?

 

Se alguém tinha esperança de deixar de ver os jovens a sair das escolas e a entrarem nos cafés a pedirem cerveja, ou a passearem pelas ruas de garrafa na mão, desengane-se, pelos vistos para o nosso governo são muito mais importantes as industrias cervejeiras e do vinho que a saúde pública, é muito mais importante a economia que a prevenção da saúde pública.

 

Também é verdade que nada disto serve para nada se tal como até agora não se investir na fiscalização e na penalização de quem não cumpre... mas quanto a isso já sabemos o que a casa gasta.

 

Jorge Soares

publicado às 21:07


Ó pra mim!

foto do autor


Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D