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Assim não somos Porto, nem somos futebol!

por Jorge Soares, em 24.02.16

madureira.jpg

 

Imagem do Record

 

Fernando Madureira esteve esta segunda-feira com amigos na taberna do pai de Jorge Ferreira, juiz que apitou o jogo no Capital do Móvel entre o Paços de Ferreira e o Benfica. O líder dos Super Dragões surgiu no estabelecimento cerca das 21H30, já para lá da hora de fecho do mesmo e o progenitor de Jorge Ferreira negou-se a servir o grupo que terá questionado "onde está o gatuno?". As autoridades não tardaram em chegar ao local, de acordo com o "Jornal de Notícias".

 

Não vi o jogo do Benfica, não faço ideia se o árbitro errou muito ou pouco, não sei se era penalty ou não, sei sim que o que está a acontecer com o árbitro Jorge Ferreira não é digno do futebol. Sou e serei sempre adepto do Porto, já era antes de haver claques organizadas e espero continuar a ser depois de alguém as banir definitivamente do estádio do Dragão.

 

Como adepto  do Porto e do futebol não me posso rever em comportamentos deste tipo, tal como não me revejo nos comentários de hoje de Pinto da  Costa sobre tudo isto. Não me posso rever na cobertura que é dada às claques em comportamentos deste tipo, que tanto podem acontecer  com árbitros e com jogadores ou adeptos de equipas adversárias, como com adeptos, treinadores e jogadores da própria equipa.

 

Visto de fora o que parece é que se criou e alimentou um enorme monstro, monstro que é muitas vezes utilizado em prol dos supostos interesses do clube (?) e de  alguns. Mais tarde ou mais cedo o monstro vai-se virar contra os seus criadores, pode demorar mais ou menos tempo, mas chegará o dia em que por qualquer motivo as vitimas da intimidação serão os dirigentes da SAD ou do Clube.. talvez nessa altura quem de direito perceba que há muito  já se foi longe demais.

 

O futebol português já foi uma festa familiar em que os pais levavam os filhos ao futebol, hoje há jogos da  primeira liga em que os espectadores não chegam aos milhares, os estádios estão cada vez mais às moscas, há muitos jogos em que os únicos apoiantes das esquipas são mesmo as claques e muito pouca gente se atreve a levar os filhos ao futebol nos jogos em que possa haver alguma rivalidade.

 

É claro que tudo isto faz com que os clubes não tenham apoio nem receitas e na maior parte dos casos  vivam de esquemas e da falta de pagamento a atletas e fornecedores, o que converte a competição numa enorme mentira onde quem é honesto não consegue competir com quem vive de mentiras e ilusões.

 

Voltando ao inicio, não vi o jogo do Benfica nem nenhum dos lances de que é acusado o árbitro, mas vi o resumo do jogo do Porto e sinceramente tenho muitas dúvidas no penalty sobre o Maxi que iniciou a reviravolta do resultado...  A mim o que me parece é que o árbitro errou tal como terá errado o do Benfica, e como irão de certeza errar outros árbitros a favor e contra o Porto... O árbitro faz parte do jogo, é humano e portanto erra, tal como erram os avançados, os defesas e os guarda redes... E tal como erram os dirigentes, ou alguém tem dúvida que dar uma segunda época ao Lopetegui  foi um enorme erro?...

 

E será que não contratar um defesa central em Janeiro e ainda por cima mandar o Maicon para o Brasil, não foi outro  enorme erro que poderá custar muito caro? Quanto irão custar estes erros dos dirigentes ao Porto? Mas é claro que isso não interessa nada e se começar a interessar, arranja-se forma de usar a claque a desviar as atenções.

 

Assim não somos Porto, e sobretudo, assim não somos futebol,

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:19

David Luiz marcou o golo decisivo

 

 

 

A imagem do dia é sem dúvida o fantástico golo de David Luiz, um golo só ao alcance de quem trabalha muito, não desiste e mesmo em jogos desta importância, não tem medo de assumir o risco, desde aquela distância não há muita gente com valor suficiente para tentar o remate directo e muito menos com a capacidade de colocar a bola com o efeito, a velocidade e a direcção certa para que ela entre ali, no canto,  fora do alcance de qualquer guarda redes.

 

Hoje finalmente e ao contrário do que tínhamos visto nos jogos anteriores, tivemos um Brasil sem medo de pegar e assumir o jogo, um Brasil que chegou ao jogo com a lição muito bem estudada, pegou no jogo desde o primeiro minuto e com a agressividade suficiente como para impedir que a Colômbia dispusesse de espaço para chamar ao jogo a magia de James Rodrigues.

 

Sem espaço e sem que a bola chegasse ao número 10 da Colômbia em condições de que este conseguisse pensar e distribuir o jogo, hoje os cafeteros não conseguiram mostrar o excelente futebol com que tinham encantado o mundo nos jogos anteriores.

 

Até hoje não tínhamos visto um Brasil com capacidade de ser campeão mundial, há muita gente, brasileiros incluídos, que dizem que se o mundial não fosse no Brasil, a canarinha já teria sido eliminada, a jogar da forma determinada e dominadora em que o fizeram hoje, talvez tenham ganho uma nova vida para o que resta do mundial

 

Não gostei do árbitro do jogo, não que tenham havido erros evidentes, mas achei que o espanhol teve uma atitude muito prepotente na forma como se dirigiu aos jogadores, principalmente com os jogadores da Colômbia... vai de aí e o choradinho do Scolari já teve algum efeito.

 

No outro jogo do dia, cumpriram-se os prognósticos, a Alemanha não teve a vida facilitada mas com maior ou menor dificuldade desenvencilhou-se de uma França que quanto a mim só chegou até esta fase porque nunca enfrentou adversários de valia real

 

Segue-se um Brasil Alemanha, que assim de repente e dado o pouco que tem mostrado a Argentina, soa a final antecipada.

 

Jorge Soares

publicado às 23:18

Roben atira-se para a piscina e Proença apita penalti

 

 

Vinha ouvir o relato do Holanda-México da Rádio Mundial da Antena 1, para quem não sabe a rádio pública transmite via onda média e internet, todos os relatos dos jogos do mundial. Na altura foi unânime para todos os locutores e comentaristas da rádio, Roben atira-se para a piscina e Pedro Proença apita penalty. 

 

Era a terceira vez que Roben procurava o contacto dentro da área e se atirava para o chão, na primeira era penaltie, não foi uma mas duas faltas na mesma jogada,  Proença não viu, na segunda Roben atira-se para a piscina, Proença não se deixou enganar, à terceira foi de vez e o golo convertido já nos descontos por Huntellar,  mandou o México de volta a casa.

 

O México tinha começado melhor o jogo, foi superior à Holanda durante toda a primeira parte e no inicio da segunda marcou mesmo, com o golo em contra a Holanda tomou conta do jogo e o México, cedo demais, abdicou do meio campo, depois disso só deu Holanda, só na segunda parte foram 10 cantos a favor dos holandeses. Num desses cantos, já a menos de cinco minutos do fim do jogo,  a Holanda marcou, depois seguiu-se a queda de Roben na área e o golo Holandês.

 

Vi depois as imagens no noticiário da SIC, quem comentou o lance na televisão tentou ser simpático com Proença e deu como acertada a decisão do árbitro, quanto a mim não é penalti e não me estranharia nada que este tenha sido o último jogo de Pedro Proença neste mundial, não há dúvida que ele é um excelente árbitro mas é humano e portanto pode enganar-se.

 

Louve-se o querer Holandês, em quatro jogos eles começaram três a perder, nunca deixaram de acreditar, deram a volta ao resultado e já estão nos quartos de final.

 

No outro jogo dia joga-se ao mais improvável dos confrontos dos oitavos, consta que a Costa Rica tinha marcado os bilhetes de avião de regresso a casa para o dia a seguir ao terceiro jogo, a Grécia é uma selecção cheia de experiência e tem alguns jogadores de classe, mas durante a primeira fase mostrou muito pouco.

 

Talvez por isso o jogo tenha tido uma primeira parte chata e muito pobre a nível futebolístico, a Costa Rica marcou no inicio da segunda e depois, muito à imagem do que a Grécia fez no Euro 2004 wm que terminou campeã da Europa, limitou-se a defender. A Grécia que jogou uma boa parte do jogo contra 10, insistiu até ao fim e marcou o golo do empate já nos descontos.

 

O prolongamento não mudou o panorama, a Grécia atacou mais, a Costa Rica defendeu  o melhor que conseguiu mas sem deixar de tentar atacar. Mesmo no fim do prolongamento a Grécia podia ter marcado, Navas salvou a Costa Rica e o jogo foi a penalties.

 

Nos penalties, só à quinta alguém falhou e a Costa Rica classificou-se para os quartos de final onde irá enfrentar a Holanda. A Grécia de Fernando Santos, que terminou expulso, volta a casa.

 

Jorge Soares

 

publicado às 23:09


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