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Um ano depois do 15 de Março, a rua já não é nossa?

Imagem do Público 

 

Há um ano, a 12 de Março de 2011 era assim como na fotografia, " a rua era nossa", a rua, a indignação, o direito a protestar, por um dia neste país de brandos costumes e poucas vontades, tudo parecia possível...

 

Hoje, passado um ano desde a maior manifestação desde 1975, vários PEC e uma Troika depois, mudou o governo, mudou o partido do governo, o desemprego aumentou, a precariedade aumentou, o desanimo aumenta todos os dias, só a esperança por um futuro melhor diminui cada dia que passa.... onde anda a indignação?

 

Há fenómenos que são difíceis de entender e explicar, visto a esta distância parece que afinal toda aquela indignação tinha um único alvo,  José Sócrates, a sua saída de cena terá acalmado as hostes. Com o novo governo não deixou de haver nenhum dos motivos pelos quais naquele dia "a rua era nossa", bem pelo contrário, as politicas ditadas pela Troika aumentaram a precariedade, o desemprego, a pobreza... Todos os dias há mais gente com motivos para sair á rua, para reclamar, para se indignar,... onde andam?

 

De resto, não é assim tão estranho, numa altura em que o país enfrenta uma das maiores crises económicas da sua história, as eleições tiveram um dos maiores niveis de abstenção de sempre... e por incrível que pareça, os partidos que nos levaram a esta situação, tiveram mais de 80% dos votos expressos... se as pessoas nem no segredo das urnas conseguem mostrar-se indignados, como esperamos que o consigam fazer em público?

 

O 12 de Março de 2011 foi um dia muito bonito, cheio de gente, de música e de palavras bonitas, mas no dia 13 já tudo tinha passado e com a saída de Cena do Sócrates, passamos de indignados a resignados .... isto apesar de em lugar de uma geração, agora termos um país à rasca.

 

Jorge Soares

publicado às 21:56

Manifestação Geração à Rasca

 

Foi em Outubro que  num post em que falava da Geração Rasca, entre outras coisas escrevi o seguinte:

 

Não quero cair no mesmo erro que caiu quem a nós nos chamou geração Rasca, mas olhando para esta geração, a dos telemóveis, dos milhares de SMS trocados, a geração que nunca chumba, não porque saiba mas por decreto, a geração das calças caídas, a mesma que é contra o acordo ortográfico mas que não é capaz de escrever duas frases sem meter K's e abreviações,  eu pergunto-me.. que geração é esta?

 

Na altura foi a Stilleto que nos comentários deixou a frase Geração à Rasca, deveriam pagar-lhe direitos de autor, ela baptizou este movimento que nasceu de uma música dos Deolinda,  muito antes do seu início.

 

Tenho lido muitas coisas sobre tudo isto, antes de mais um esclarecimento, para o dia 12 em Lisboa, Porto e outras 8 cidades, estão convocadas não uma mas duas manifestações, uma é a do Geração à Rasca, um movimento espontâneo sem ligações politicas e que segundo palavras deles ... não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

 

A outra foi convocada por um grupo de idiotas que diz querer varrer toda a classe politica e que para além de outras coisas, fez circular um email com uma série de pontos que se não sei se são para chorar ou para rir. Varremos toda a classe politica e depois fazemos o quê? contratamos o Kadhaffi que parece que vai para o Desemprego?, ou pedimos ao Berlusconi que faça uma perninha?

 

A crise é uma realidade que nos afecta a todos de uma forma ou outra,  o desejo de manifestar o desagrado é legitimo.. a coisa está preta para eles, para nós e para todas as gerações.

 

Há muita gente que desconfia de tudo isto porque partiu do Facebook, eu não vejo nada de mal nisso, o Facebook é, tal com o são os blogs,  uma forma de comunicação dos tempos que vivemos e é uma forma tão válida como outra qualquer de convocar uma manifestação... e de certeza muito mais inteligente que ter as paredes pintadas como tínhamos antes.

 

Tenho sérias dúvidas que a manifestação vá ser um sucesso, não porque venha do Facebook mas sim porque não vejo nesta geração consciência politica ou cívica para isso.. aliás, como vimos nos últimos actos eleitorais em que eles simplesmente abdicaram de reclamar onde faz mais sentido, nas urnas..... muito sinceramente espero estar enganado e que a manifestação tenha muito mais que os vinte ou trinta mil que carregaram no Gosto.

 

Jorge Soares

publicado às 21:56


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