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Racista

 

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Ninguém nasce racista, são os adultos que ensinam isso

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publicado às 22:50

Dress Code, viva o bom senso

 

Todos os anos mais ou menos por esta altura a empresa em que trabalho é invadida por jovens adolescentes, finalizadas as aulas os filhos dos funcionários com mais de 16 anos convertem-se em estagiários, ganham uns cobres, fazem um monte de trabalhos chatos que a a malta vai acumulando durante o ano e vão aprendendo o que custa a vida.

 

Há uns dois ou três anos uma jovem morena alta e formosa, filha de uma das secretárias,  chamava a atenção pela sua beleza e sobretudo, pela (pouca) roupa que insistia em passear pela fábrica. Passados poucos dias foram distribuídos pólos da empresa por todos os jovens e de uma forma mais ou menos discreta, ficou claro que não podia haver mais tops justos, mini- saias ou calças no meio do rabo  a mostrar a roupa interior.

 

Hoje, lembrei-me disto ao ver o reboliço que causou esta noticia do Público. Viver em sociedade implica a aceitação das regras da mesma, nem todos temos a mesma forma de olhar para a vida, cada um tem os seus gostos e a sua própria forma de entender e interpretar alguns conceitos.

 

É evidente que num mundo em que cada vez mais cada cabeça sua sentença, terá que existir um mínimo de bom senso para que cada um de nós possa viver dentro do seu espaço próprio e das suas ideias sem invadir o espaço do vizinho mais próximo e sobretudo, sem ferir susceptibilidades.

 

Quando o bom senso não é suficiente a sociedade tende a criar regras que sirvam de equilíbrio, foi isso que fez a empresa onde trabalho e penso que terá sido isso que tentou fazer a Universidade Católica.

 

O Dress Code é algo que existe na maioria das empresas e instituições. Bancos, seguradoras, consultoras, ministérios, .. instituem regras sobre a forma como se devem vestir os seus funcionários, são normas comuns e aceites por todos sem muitas reclamações... se calhar porque precisamos do salário no fim do mês. 

 

Se aceitamos que as empresas imponham regras de vestuário porque nos choca tanto que uma universidade o faça?, se adultos formados e responsáveis  precisam de regras que vão para além do bom senso, porque não as podem necessitar os jovens estudantes?

 

Ia falar da ministra da agricultura e das gravatas..mas fica para outro post que este já vai longo.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:27

As crianças e a televisão

por Jorge Soares, em 28.02.11

As crianças e a televisão

 

A notícia é do SOL  e fala de mais um daqueles estudos que agora abundam. A mim fez-me lembrar a conversa angustiada da mãe de um dos colegas dos meus filhos. Um dia deu por ela a sentir que o filho de 8 anos conseguia falar de sexo nuns termos e com um vocabulário técnico que até a ela a deixavam para além de muito corada, á nora. Um dos coleguinhas tinha televisão no quarto e os pais, assinantes  do cabo, tinham um daqueles pacotes que incluem os canais para adultos. Sem o menor controlo, ele passava as noites a "instruir-se" e durante o dia na escola "instruía" os colegas.

 

Durante muitos anos cá em casa só houve um televisor na sala, agora há dois, o segundo está na cozinha. Há uma norma que diz que só pode estar um ligado.. norma que no geral se cumpre... os conflitos resolvem-se com horários.. ou com o voto de qualidade dos adultos. Somos 5, e não me lembro da televisão ser um problema.  Faz-me confusão haver casas onde há mais televisores que habitantes.

 

Diz a notícia que mais de 50% das crianças consultadas já viram programas com bolinha vermelha ou com cenas de violência explícita, a mim não me estranha assim tanto,  a maioria das crianças que conheço têm televisão no quarto. Alguém me explica como é que se controla o que vê ou não uma criança que tem uma televisão só para si?...  sobretudo se a essa mesma hora o pai estiver a ver o futebol na sala e a mãe a telenovela na cozinha ou no quarto. É claro que não se controla nada, nem isso nem o que ele vê no DVD ou no computador que, evidentemente, também estão no quarto.

 

Cá em casa a guerra dos morangos com açúcar começou andavam eles na primeira classe, por decreto não viam, é claro que chegavam a casa e sabiam de cor tudo o que acontecia por lá.. todos os colegas viam e não falavam de outra coisa na escola.. isto com 6 anos. É claro que a guerra continua, mas é uma guerra perdida, chega-se a um ponto que é difícil explicar porquê não podem ver o que TODOS os colegas vêem, o decreto abrandou.. mas não se livram de me ouvir. 

 

Em si a notícia não traz nada de novo, a violência, os conteúdos para adultos e o restante lixo televisivo fazem parte da cultura em que vivemos, cabe aos pais saberem educar, gerir e controlar o que vêem ou não os seus filhos, pelos vistos a maioria não o faz da forma mais adequada, mas nem isso é nada de novo... mesmo assim mais grave da notícia está nos últimos parágrafo que dizem o seguinte:

 

"Inquiridas sobre a sua reacção quando são contrariadas pelos pais - em termos de não poder jogar em consolas ou no computador - as crianças responderam maioritariamente que tentavam convencê-los ou, numa proporção ligeiramente inferior, que se resignavam e não agiriam em relação a isso.

 

Ao analisar os resultados estratificados por sexo, verifica-se que na opção mais escolhida - «partes tudo lá em casa» - a quase totalidade das crianças que optaram por esta resposta são do sexo masculino."

 

Lá está, o estudo vale o que vale... mas não deixa de ser preocupante.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:45


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