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20 crianças entre os 27 mortos em tiroteio em escola primária nos EUA

Imagem do Público 

 

"Vinte e sete pessoas morreram num ataque armado de um homem de 24 anos a uma escola primária em Newtown, Connecticut, onde estavam crianças com idades entre os cinco e os dez anos. Entre os mortos encontram-se 20 crianças. A mãe do atacante é uma das professoras mortas. É o segundo ataque com armas de fogo mais mortífero de sempre nos EUA."

 

27 mortos, 20 crianças, a mãe, o pai, a namorada, o melhor amigo, Adam Lanza matou todos os que lhe apareceram pela frente... como é que algo assim pode acontecer?

 

As armas fazem parte da cultura americana, desde a guerra pela independência à guerra de secessão, passando pela conquista aos Índios, toda a história americana foi escrita a ferro e fogo. Se a tudo isto juntarmos uma industria cinematográfica em que a maioria dos heróis constrói as suas carreiras de arma na mão, temos um caldo de cultivo que só pode terminar em episódios como este.

 

Para nós que observamos tudo isto desde longe não deixa de ser evidente a forma como são tratadas de forma completamente diferente os atentados de cariz politico como o do 11 de Setembro que levaram a que os americanos olhassem para tudo o que vem de fora como uma ameaça evidente, e para os crimes cometidos por americanos, já sejam actos tresloucados como este ou os atentados de Oklahoma.

 

O pior de tudo isto é que nos Estados Unidos estas coisas repetem-se uma e outra vez, amanhã vamos ter o Obama, o governador do estado, meio mundo.... a lamentar-se e a enviar palavras de conforto às famílias, todo o mundo lamenta, mas na verdade ninguém faz nada para que isto não se repita.

 

Os Estados Unidos gastam biliões de dólares para evitar (ou provocar) guerras e mortes noutros lugares do mundo, mas fazem o quê para evitar que estas coisas aconteçam no seu quintal?

 

É verdade que as armas não matam ninguém, quem mata é quem prime o gatilho, mas será que se estas não estivessem sempre à mão este tipo de episódios aconteceria?

 

Se calhar não seria má ideia que alguém começasse a olhar para tudo isto de uma forma mais racional, o que mais será necessário para que alguém perceba que o que verdadeiramente está por trás de actos como este é a facilidade com que nos Estados Unidos se chega às armas? Quantas mais crianças e inocentes terão que morrer para que eles percebam que há algo errado em tudo isto?


Jorge Soares

publicado às 22:16

Guantanamo, quem é o heroi e quem é o vilão?

Imagem da internet

 

Tinha lido a noticia no Público, vai começar o julgamento do 11 de Setembro,  ontem estávamos a jantar e a ver o telejornal e o assunto apareceu, por entre imagens dos ataques com os aviões a embater nas torres, falaram do mentor de toda a operação,  da forma como estava preso em Guantanamo e de como foi interrogado e sujeito à tortura. 

 

Por momentos arrependi-me de estar a ver aquilo, um gráfico animado mostrava como o homem foi sujeito dezenas de vezes a uma tortura em que é colocado de cabeça para baixo e como esta é submergida num recipiente cheio de agua, ...dezenas de vezes.

 

Tinha lido sobre a polémica que o julgamento está a causar nos Estados Unidos, há quem queira que os culpados sejam julgados e condenados, há quem simplesmente pretenda que se esqueça todo o assunto, há familiares que clamam por vingança e outros que simplesmente querem seguir em frente. Imagino que haverá muita gente com medo que se comece a puxar o fio e se destape a panela dos horrores, não sei se haverá muita gente com vontade de ouvir o que realmente se passa em Guantanamo. Como se pode julgar alguém com base em testemunhos obtidos por meio de tortura?, como se pode querer justiça quando se tratam seres humanos, por muito culpados que sejam, daquela forma?

 

Voltando ao dia de ontem, os meus filhos estavam à mesa, fiquei admirado porque não sabiam do que se estava a falar, mesmo a imagem dos aviões a entrar pelas torres, tão familiar para nós, para eles era algo novo... é claro que é natural, eles tinham pouco mais de um ano quando aquilo aconteceu... já passaram 9 anos....e dizem que por cá a justiça é lenta.

 

Depois, como explicamos a uma criança de 10 anos que há um sitio onde se colocam as pessoas de cabeça para baixo com esta dentro de um balde de água? Naquela imagem quem são os maus e quem são os bons? Como explicamos que aquilo se passou no país onde supostamente se defende a democracia no mundo?, como explicar algo em que eu próprio me recuso a acreditar? 

 

Se eu já não consigo entender quem são os bons e quem são os maus, como posso explicar?

 

Jorge Soares

publicado às 22:14

E se o mundo mudar mesmo?

por Jorge Soares, em 04.11.08

Obama
 
Desde que me lembro que as minhas ideias tendem para a esquerda, passei a minha adolescência na América latina e tinha amigos Comunistas, alguns que tinham mesmo estado na então União Soviética. Sempre olhei para a América e a sua politica internacional de uma forma algo formatada, via os americanos como um povo algo estúpido e imperialista que tinha a mania das grandezas e que se metia onde não era chamado vezes demais.... convenhamos que se olharmos para a  administração Bush, não ando assim tão longe da realidade.
 
Há precisamente um ano, por motivos profissionais estive 3 semanas nos Estados Unidos, o que encontrei estava algo distante do que tinha imaginado, encontrei um país mais parecido com o que vemos nos filmes e series que aquilo que eu achava ser possível. E os americanos são um povo muito prático, seguem as regras como elas estão escritas, se não estiver escrito não existe e eles não inventam. E isto nota-se em tudo, desde a forma como trabalham até à forma como estão na vida. É claro que Nova York é um mundo à parte, mas também é muito parecida com aquilo que vemos nos filmes e séries.
 
Na altura o fenómeno Obama estava mesmo no início, a primeira vez que ouvi falar do homem estava em Princeton, num daqueles bares tipicamente americanos com o balcão no centro e mesas a toda a volta. Foi uma conversa entre portugueses, e era opinião geral que apesar da inteligência e capacidade politica, não havia hipótese de um negro chegar à casa branca e isso iria pesar e fazer a votação cair para o lado de Hillary Clinton.
 
Muita água correu desde então e está provado que aquele grupo de portugueses estava enganado. Acredito piamente que apesar da confusão que é o sistema eleitoral americano, Obama vai vencer, e que isso irá significar uma grande mudança na maneira como os Estados Unidos estão no mundo... acredito que as coisas irão mudar para melhor e que isso irá trazer uma nova dinâmica à economia mundial. Os Estados unidos vão mudar, e com eles o mundo irá mudar... para melhor.
 
Jorge

publicado às 22:12


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