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O artista que se chamava Prince

por Jorge Soares, em 21.04.16

prince-purple-rain-ws-710.jpg

 

Imagem de aqui

 

O artista que se chamava Prince...

 

 

 

As pessoas morrem, a sua arte perdura enquanto houver quem continua a desfrutar dela

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:53

O segredo do retrato de Mário Soares

por Jorge Soares, em 07.11.15

MS.jpg

 

O visitante comum que percorra a galeria de retratos do Museu da Presidência encontra o que espera: um enfileiramento de grandes retratos de figuras sisudas, solenes, um pouco ameaçadoras até, dos presidentes da República Portuguesa, durante o século XX. Essa é a formulação a que o visitante está habituado e a que a magnitude do cargo parece exigir.
 
Então, surge-lhe o retrato de Mário Soares, que rompe com a lógica hierática dos retratos e choca violentamente com as representações anteriores. O retratado mostra os dentes, sorri, tem um ar bem disposto e descontraído, parece contar uma anedota, falar para o observador.
 
Muitos visitantes e alguns críticos têm reprovado esta formulação do retrato de alguém que foi Chefe de Estado e, embora reconhecendo a bonomia do retratado, prefeririam um retrato mais austero. No fundo, um Chefe de Estado é mais do que si próprio, é a figura da Nação, e, se um anónimo se pode fazer retratar em pose informal, uma figura que tenha exercido aquela alta responsabilidade deve, a bem da dignidade dos símbolos da pátria — como o hino e a bandeira —, apresentar maior compostura.
 
Embora contrafeito, o visitante comum desculpará a irreverência, que atribuirá a ideias modernistas do retratado. Sobressairá uma imagem de homem portador de uma mentalidade arejada.
 
 
 
 
Joaquim Bispo
 
 
* * *
Imagem:
Júlio Pomar, Presidente Mário Soares, 1992.
Óleo sobre tela, 174 x 140 cm.
Lisboa, Museu da Presidência da República.

-

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:13

Forca de Portugal

 

Imagem do Público

 

"Jovem responde em tribunal por “ultrajar” a bandeira nacional em instalação artística

 

A peça que valeu a Élsio Menau uma média de 17 valores no final do curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve, pode levá-lo a ser condenado a prisão.

 

A peça, na qual a bandeira nacional surge “enforcada” numa estrutura de madeira, valeu ao autor 17 valores, no final do curso, mas custou-lhe a seguir um processo judicial. O trabalho esteve exposto num terreno particular em Faro, há cerca de um ano, mas ao fim de dois dias a GNR foi ao local e levou consigo a obra."

 

Há coisas para as que sobram as palavras, li ou ouvi algures que a GNR apareceu porque um cidadão fez queixa porque se sentiu desrespeitado com a bandeira colocada daquela forma, gostava de conhecer pessoalmente essa pessoa, saber se paga todos os seus impostos, se cumpre com todas as leis, e muito mais importante, se vai votar... gostava também de lhe perguntar se apresentou queixa contra Cavaco Silva no dia em que este em directo para todo o mundo hasteou a bandeira ao contrário na praça do município.... ou se só as obras de arte o incomodam...

 

Somos definitivamente um país de gente e princípios estranhos....e com tanta coisa que julgar, andam as autoridades e a  justiça deste país a perder tempo em coisas destas...

 

Vídeo da montagem da obra:

 

 

Jorge Soares

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publicado às 23:40

Se murio "Risitos de oro"

por Jorge Soares, em 11.02.14
Shirley Temple

 

Imagem da Internet

É curioso, não me consigo lembrar de um único filme em que aparecesse já adulta a actriz Shirley Temple, mas tenho gravado na memória o olhar vivo e risonho da "risitos de oro" que vemos ali na fotografia. Numa época em que a televisão era outra coisa completamente diferente, na Caracas da minha infância e adolescência, haviam 4 canais a preto e branco e as tardes dos dois mais comerciais eram feitas de matinés cinematográficas muitas vezes com recurso aos filmes antigos, entre esses nunca faltava mais um de Risitos de Oro.

 

No fim dos anos 70, princípios do 80, já a senhora que nasceu em 1928, passava dos 50 anos de idade, mas a sua áurea de pequeno prodígio da actuação ainda permanecia viva e continuava a encantar pequenos e graúdos.

 

Com a chegada das cores e dos novos canais a televisão foi mudando e com essa mudança muitas coisas foram sendo esquecidas, duvido que a maioria dos leitores deste blog tenha sequer ouvido falar do nome Shirley Temple e tenho a certeza que os meus filhos nunca ouvirão.

 

Shirley Temple, Risitos de Oro, morreu hoje aos 85 anos, os seus filmes marcaram uma época no cinema americano. Trabalhou com John Ford, John Wayne, Henry Fonda, Cary Grant e Ginger Rogers, entre outros, o seu sucesso em Hollywood extravasou o grande ecrã, com a sua imagem a ser reproduzida em dezenas de produtos comerciais, como acessórios, canecas e bonecas.

 

Com apenas sete anos a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas atribuiu-lhe um Óscar em reconhecimento pelo contributo para o mundo do entretenimento. 

 

Depois cresceu e terá deixado o cinema e o espectáculo, mas os seus filmes são eternos e durante décadas contribuíram para a alegria de muitos. Morreu hoje aos 85 anos de idade.... há muito que quem conheceu o seu sorriso e a alegria que mostrava nos seus filmes tem saudades.

Jorge Soares

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publicado às 21:49

Quem quer calar o Tintin e o Tom Sawyer?

por Jorge Soares, em 18.04.11

Quem quer censurar o Tintin?

 

É uma deficiência enorme da minha personalidade eu sei, devo ser das poucas pessoas da minha geração que passou ao lado do TinTin e do Asterix, eu gosto da Mafalda, serve?  Hergé morreu em 1983, a sua obra perdurará por muito tempo, sobreviveu a muitas gerações e espera-se que sobreviva a algumas mais ... ou não.

 

Hoje uma notícia do Público chamou a minha atenção:  "Tribunal de Bruxelas começa a julgar “Tintin no Congo” por racismo" A minha primeira ideia foi: Estes Belgas são muito à frente, vão levar um boneco de banda desenhada a tribunal... por cá nem os criminosos a sério conseguem condenar.  É claro que não é isso, alguém se sentiu ofendido com a forma mais ou menos racista em que são apresentados os nativos do Congo no livro impresso por primeira vez em 1931 e decidiu apresentar queixa, não contra o Hergé que a esta altura não se consegue levantar para ir falar com o juiz, e sim contra a editora para que o livro seja retirado de circulação.

 

Não é nada de novo, algures li que nos Estados Unidos vão mudar as falas do Tom Sawyer no clásico  Huckleberry Finn do Mark Twain, segundo os americanos a palavra Niger é muito forte e deverá ser substituída por slave. São os mesmos americanos que há uns anos substituíram as armas nas mãos dos polícias que perseguem o ET por telemóveis.. que quando o filme foi realizado ainda nem existiam. 

 

É claro que entramos no mundo do politicamente correcto, a televisão americana passa em horário nobre filmes e séries em que o crime é uma presença nua e crua, mas eles ficam indignados porque o Tom Sawyer chamava negro aos seus amigos... e alguém me explica em que é que negro é menos ofensivo para a dignidade das pessoas que escravo?

 

Não há nada pior para a humanidade que tentarmos mudar a história, só conseguimos lutar contra aquilo que conhecemos, se decidirmos ignorar que o racismo, o esclavagismo e muitos outros ismos existiram, o mais certo é que quando eles voltem a aflorar não os consigamos enfrentar. Há coisas que fazem parte do nosso passado como sociedade, elas aconteceram e devemos ter noção disso. Se vamos começar a cortar nos clássicos que até há pouco tempo víamos como inocentes, o que vai restar da arte e literatura depois de passarem pelo crivo desta censura disfarçada de bons costumes?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:05


Ó pra mim!

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