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O 25 de Abril é nosso, não é dos políticos.

por Jorge Soares, em 10.04.14

25 de Abril

 

Imagem de aqui

 

 

"Eu gostava de dizer ao actual Presidente da República,

aqui representado hoje,

que este país não é seu,

nem do governo do seu partido"

 

Alexandra Lucas Coelho

 

 

Foi ontem que partilhei as palavras da Alexandra Lucas Coelho, num brilhante discurso em que a escritora colocou por palavras dela o que nos vai na alma a tantos e tantos portugueses.

 

Hoje foi noticia o diferendo entre os membros da associação 25 de Abril, a que pertencem os militares que fizeram  a revolução,  e a presidente da assembleia da república Assunção Esteves, a propósito da presença ou não desta associação nas comemorações do 25 de Abril. Quando se festejam os 40 anos da revolução, os militares sentem-se com direito a falar e pelos vistos quem agora mais goza dos privilégios que se conquistaram naquele dia, não acha que isso possa ser possível.

 

De que será que têm medo os deputados e os partidos? De uma nova revolução não será de certeza, é fácil perceber, a senhora presidente da assembleia da República e os deputados tem medo das palavras, não é difícil perceber por onde iria o discurso de quem fez a revolução e dia a dia vai vendo como cada vez estamos mais longe dos ideais de Abril.

 

Ante a perspectiva de um novo discurso como o da Alexandra Lucas Coelho é mais fácil cortar o mal pela raiz e manter tudo controlado com os mesmos discursos de sempre e as mesmas conversas da treta.

 

É fácil mandar a polícia evacuar as galerias cada vez que o povo protesta por mais uma decisão ou uma lei que o irá prejudicar, mas de certeza que não seria fácil mandar calar um capitão de Abril a meio de um discurso, os deputados terão pensado que para grandes males grandes remédios.

 

Senhores políticos o 25 de Abril não é vosso, o 25 de Abril é de quem o fez e é sobretudo do povo... 

 

Jorge Soares

publicado às 23:12

A (i) moralidade também cabe numa página A4?

por Jorge Soares, em 21.11.11

A imoralidade da reforma de 7000 Euros

Imagem do Público 

 

Diz Assunção Esteves ao Público que para construir uma nova Europa não seria necessária mais que uma folha A4, as palavras foram "É uma questão de acertar em cheio. Esta crise já nos obrigou a ver as evidências, agora falta só a coragem de as passar ao papel"

 

Senhora Presidente, que tal começarmos com uma frase lapidar?, Terminar com a imoralidade das reformas principescas.

 

Segundo o SOL, a senhora Presidente da Assembleia da República abdicou do direito ao salário de pouco mais de cinco mil Euros inerente ao seu cargo, para continuar a receber a reforma de 7255 Euros a que tem direito devido aos 10 anos em que foi juiza no Tribunal constitucional, do que não abdicou foi dos 2133 Euros mensais em ajudas de custo.

 

Desde há muito que eu acho que deveria haver um limite máximo para o valor das reformas, talvez o valor de cinco ou seis salários mínimos, que alguém receba uma reforma de 7255 Euros por mês após trabalhar 10 anos num cargo que ainda por cima é de nomeação por compadrio politico, parece-me, para além de um absurdo, uma enorme imoralidade. Há que recordar que uma enorme parte da nossa população passa a vida toda a trabalhar a troco de um salário mínimo e de reforma pouco mais recebe que uma miséria.

 

Portanto senhora presidente, se quer mesmo acertar em cheio, se quer mesmo criar uma nova Europa, uma Europa coerente e mais justa, escreva lá no topo da folha. "Terminar com a imoralidade no valor e no cálculo das reformas, trabalhar 10 anos para o estado não pode significar uma reforma principesca para o resto da vida."

 

É claro que a Presidente da assembleia da República é só um dos muitos exemplos, porque há muitos mais em quase todos os partidos politicos que passaram pela assembleia nos últimos 35 anos.

 

Jorge Soares

 

 

 

publicado às 21:26


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