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Seremos masoquistas ou mentirosos?

por Jorge Soares, em 23.09.15

sondagens.jpg

 

Imagem do Público

 

Passei os últimos 4 anos a ouvir as pessoas queixarem-se dos aumentos de impostos, da austeridade da TRoika com a bençao do governo, das mentiras do Passos Coelho, das incoerências do Portas, das trafulhices do Sócrates e da falta de oposição do PS.... quando tentava explicar que a culpa era de quem tinha votado neles, normalmente a resposta era: "Eu não fui"

 

Depois de tantas queixas e lamúrias o mínimo que estava à espera era que pelo menos não fossem votar nos mesmos... afinal das duas uma, ou somos um povo de masoquistas ou de mentirosos que tem medo de assumir a sua responsabilidade.

 

Pelos vistos os portugueses gostaram muito do que aconteceu no país nos últimos anos e querem mais.... este país tem os governantes que merece.... 

 

Jorge Soares

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publicado às 23:05

Impostos

 

Imagem de aqui

 

Há uns dias Passos Coelho ficou muito indignado porque Catarina Martins afirmou em pleno debate parlamentar que a palavra de Passos Coelho não vale nada, e apontou uma serie de exemplos de afirmações que depois se viriam a mostrar precisamente ao contrário... hoje foi-nos dado mais um argumento para partilharmos a opinião da Deputado do Bloco de esquerda. Ainda a semana passada Passos Coelho dizia que o caminho para a redução do défice seria pela redução da despesa e não pelo aumento da carga Fiscal. Quantas vezes ouvimos o primeiro ministro e os seus ministros repetir a ideia de que não haveria mais aumentos de impostos?

 

A ministra das finanças Maria Luís Albuquerque e o ministro O ministro do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, apresentaram ao país as medidas inscritas no  Documento de Estratégia Orçamental, entre outras coisas ficamos a saber que o Iva passa de 23 para 23,25 % e os descontos para a segurança social passam de 11 para 11,2 %. Sobre o não aumento de impostos, estamos conversados.

 

Outra das medidas apresentadas é a criação de uma "contribuição de sustentabilidade", que corta entre 2% e 3,5% nas pensões acima de 1000 euros. Isto não é mais que um novo nome e uma nova roupagem para a famosa taxa de solidariedade, medida temporária que agora passa a definitiva.... quantas vezes ouvimos os membros do governo dizer que as medidas de austeridade era temporárias e que não haveria medidas a passar a definitivas?

 

Há algo que me escapa no meio de tudo isto, segundo o PSD e o governo, a prioridade é o combate ao desemprego, ora, alguém me explica como é que se combate o desemprego sem incentivar o consumo? E como é que se incentiva o consumo se se continuam a aumentar os impostos?

 

É claro que a devolução de uma parte dos cortes aos funcionários públicos é bem vinda, mas depois de tantas trocas e baldrocas, eu já estou como Santo Tomé, ver para crer, é que de aqui até Janeiro ainda faltam muitos meses e ainda dá para mudar de opinião muitas vezes.

 

Há algo que me deixa ainda mais confuso, como é que no meio de tantas trapalhadas e de tanto diz e desdiz ainda há quase 30% de portugueses que dizem que vão votar no PSD.... há muita gente que gosta mesmo de ser enganada

 

Jorge Soares

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publicado às 22:54

Hospital

 

Imagem do Público

 

Há pouco na Antena 1, a  presidente da associação portuguesa de gestores hospitalares dizia que neste momento e em nome da lei dos compromissos tudo se atrasa. Para poupar nas despesas, atrasam-se ou reduzem-se os exames, atrasam-se as consultas, atrasam-se ou reduzem-se as cirurgias.

 

Isto tudo a propósito da doente do hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra)  que esteve um ano à espera de uma consulta e outro ano à espera de um exame, uma colonoscopia até finalmente lhe foi detectado um cancro, com todo este tempo de espera, o cancro evoluiu de tal forma que já não é tratável.

 

Ou seja, no fim, os atrasos, ou a lei dos compromissos, ou a austeridade do estado, ou o ministério da saúde, ou o governo, ou a Troika e as medidas que impôs, ou todos juntos, condenaram a senhora à morte.

 

Agora foi aberto um inquérito, há quem tente dar explicações, e quem peça responsabilidades mas a verdade é que nada disto irá servir para que o tempo possa voltar para trás e nada disto irá servir de consolo a quem foi retirada a esperança de ter uma cura.

 

Ficou célebre aquela frase do Primeiro Ministro "Vamos cumprir as metas custe o que custar", este é só mais um exemplo do que senhor queria dizer. 

 

A realidade é que o custe o que custar custou a vida a quem teve que esperar pelos atrasos dos hospitais, quantas outras vidas estará a custar todos os dias?

 

Há pessoas que esperam 24 horas para serem atendidas nas urgências dos hospitais públicos, há outras que passam dias seguidos nos corredores dos hospitais à espera de uma cama onde serem internados, é este o estado da saúde em Portugal... é este o verdadeiro significado daquele  "custe o que custar"

 

Gostava de poder perguntar ao senhor ministro se ele é capaz de enfrentar esta doente e olhos nos olhos dizer a quem resta pouco tempo de vida que os sacrifícios valeram a pena.... valeram a pena para quê e para quem?

 

Para o estado parece que tudo pode esperar... senhor primeiro ministro, senhor ministro da saúde,  infelizmente a morte não espera.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:16

Receber o país de tanga e entregar nu

por Jorge Soares, em 03.12.13

Dívida Pública

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Há muito que O  BE e o PCP clamam que a solução para a crise passa por uma renegociação da dívida, a maioria no governo e o PS sempre se escusaram a aceitar sequer falar deste assunto, para este governo até agora só existia um caminho, a austeridade. 

 

Cortar nos salários, cortar nos direitos dos trabalhadores, cortar nas pensões, aumentar impostos, privatizar as empresas do estado, vender os serviços... era este o caminho seguido à risca e sem desvios. Até hoje, porque hoje ficamos a conhecer uma nova maneira, chutar o problema para a frente, de preferência para lá das eleições, quem vier a seguir que se amanhe.

 

Pela ministra dos sawps, ficamos a saber que o governo renegociou uma parte da dívida que o país tem que amortizar durante o ano que vem, qualquer coisa como 6000 milhões de Euros... Só que para mim renegociar uma dívida deveria significar arranjar um compromisso em que se facilite a vida a quem deve de modo a tornar mais fácil o seu pagamento. Para o governo, renegociar significa fazer um novo contrato em que se fica a dever o mesmo e se tem que pagar juros mais altos e durante mais tempo.

 

Não está escrito em lado nenhum, mas está à vista que a maioria destes créditos são dos bancos nacionais, Caixa Geral de depósitos incluída, que recebem o dinheiro do BCE a taxas irrisórias, muito abaixo de 1%, e agora (aceitaram?) renegociar com o estado com juros à volta dos 5% e evidentemente lucros milionários à custa dos nossos sacrifícios.

 

2014 e 2015 são anos de eleições, logo, não dá muito jeito aumentar ainda mais a austeridade, entendemos isso, mas era bom que alguém fosse pensando como é que em 2017 e 2018 se vai resolver mais este problema... quem vier a seguir que se amanhe.

 

Ou seja ,este governo é mesmo original, tal como todos os anteriores deita a culpa da situação do país para a herança recebida, mas se recebeu o país de tanga está-se mesmo a ver que o vai entregar nu.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:16

Margarida Rebelo Pinto

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Estava a fazer zapping quando me deparei com esta senhora a fazer comentário político, estava prestes a passar ao canal seguinte quando ela debitou a pérola que se pode ler na fotografia, foi a propósito dos protestos na assembleia da república contra a aprovação do orçamento de estado.

 

Para além de escrever literatura de cordel, eu li o Sei lá e outro dos livros da senhora e desculpem lá mas aquilo é literatura de cordel, não sei o que fará a senhora para viver, mas de certeza que não está sujeita à austeridade e aos cortes a que estamos todos sujeitos, só isso explica que possa falar assim.

 

Em democracia todos temos o direito à indignação, e quem não se sente não é filho de boa gente, a verdade é que com a aprovação deste orçamento de estado todos ficamos mais pobres, este é o terceiro orçamento de estado em que se aumentam impostos e se corta no salário de quem trabalha, se isto não é motivo suficiente para se protestar, o que será?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:48

Os masoquistas manifestam-se hoje

por Jorge Soares, em 21.10.13

Obrigado Troika

 

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A necessidade de “agradecer a ajuda” dos credores internacionais motiva uma acção de um grupo de cidadãos auto-intitulados “Obrigado, Troika”.


Sabemos que há gostos para tudo... mas "Obrigado Troika?"... isso é mesmo masoquismo puro e duro.


Eu até entendo que existam pessoas para quem o que estamos a passar faça sentido, há sempre quem acredita em tudo o que ouve vê e lê, mas uma manifestação a agradecer a austeridade?  Não havia necessidade.


Jorge Soares


Update: Hoje não é primeiro de Abril, mas podia ser, porque caímos todos.... é bom saber que estamos mal, mas não tanto como para que exista um movimento chamado "Obrigado Troika", tudo não passou de uma forma de o "Que se lixe a Troika" chamar a atenção

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publicado às 13:25

Pensões vitalicias

Imagem de aqui

 

O governo prepara-se para cortar 15 % do valor das pensões vitalícias aos ex e actuais políticos, num universo de perto de 9 milhões de Euros, isto representará uma poupança de algo mais que um milhão de Euros, uma pequena gota de água nos cortes de mais de 4000 milhões que este governo se comprometeu a fazer.

 

Aplauda-se a vontade de finalmente fazer chegar as medidas de austeridade á classe política, mas tendo em conta que na maior parte dos casos os ex-políticos acumulam as chorudas reformas com cargos no governo, nos partidos ou em empresas privadas onde por norma recebem salários milionários, não seria muito mais justo e proveitoso acabar de vez com estas reformas?

 

É verdade que os 9 milhões que se poupariam continuariam a ser uma pequena gota de água, seria sem duvida um belo exemplo sobre a vontade real do governo e dos políticos em fazer sacrifícios como os faz o resto do país... e se calhar até dava para cortar um pouco menos nos salários da função pública e nas pensões... digo eu!

 

Jorge Soares

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publicado às 22:30

O que é uma pensão de sobrevivência?

por Jorge Soares, em 06.10.13

Pensão de sobrevivência

 

Imagem do Público 

 

Há uns dias Paulo Portas garantia que o governo tinha deixado cair a TSU dos reformados, esta era uma das medidas mais polémicas incluídas nas negociações com a Troika para futuros pacotes de austeridade e uma das pedras no sapato na relação entre Portas e Passos Coelho.

 

Contra todas as expectativas hoje a noticia é que o governo prepara um corte nas pensões de sobrevivência, isto parece uma enorme contradição com o que foi anunciado por Paulo Portas, será?

 

O que é uma pensão de Sobrevivência? Segundo o site da segurança Social, é: Prestação em dinheiro, atribuída mensalmente, que se destina a compensar os familiares do beneficiário da perda de rendimentos de trabalho resultante da morte deste.


Não confundir com a pensão social, que é a pensão mínima atribuída a quem não está abrangido por qualquer um dos regimes de protecção social.

 

Para uma grande parte dos pensionistas, esta corresponde a uma segunda reforma que acumula com a sua própria pensão. Este acumular é independente do valor recebido, é válido para quem recebe pensões sociais ou para quem recebe pensões de luxo.

 

Segundo o que ouvi no Telejornal, e que não vi referido nas noticias que li nos jornais, a ideia do governo é fazer um corte naqueles casos em que pessoas com pensões altas acumulam estas com a pensão de sobrevivência.

 

Sempre achei um absurdo que existam pessoas a receber pensões de mais de 4 ou 5 mil euros, que estas pessoas acumulem a estes valores 60 ou 70% da reforma do conjugue falecido, reforma que muitas vezes também era milionária, quando há milhares e milhares de pensionistas que recebem pensões de miséria, parece-me algo que não faz sentido nenhum.

 

Dito isto, apesar do barulho que está muita gente a fazer, se realmente o corte não é às cegas e se se aplica só aos casos de valores elevados, esta vez eu estou de acordo com o governo.

 

A pensão de sobrevivência faz sentido nos casos em que a morte de um dos conjugues deixa o outro na penúria, não deve servir para acumular fortuna.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:14

Passos Coelho encontrou os culpados da crise

por Jorge Soares, em 23.07.13

Passos Coelho descobriu a pólvora

Imagem retirada do Facebook

 

Pera aí... mas o problema não era termos vivido acima das nossas necessidades e termos gasto mais do que aquilo que podíamos? Quem diz que o português não aprende com os erros.

 

Parece que Passos Coelho descobriu a pólvora, estamos a gastar menos do que era suposto, será que alguém lhe explica que isso se deve à diminuição do poder de compra causado pelos sucessivos aumentos de impostos,  diminuição dos salários na função pública e o enorme desemprego causado pelas medidas que ele tomou nos últimos dois anos?

 

E será que depois de ter descoberto a pólvora, o homem vai fazer alguma coisa para inverter a situação? Talvez diminuir os impostos? Aumentar os salários? Incentivar o investimento? Uma que outra medida de combate ao desemprego?

 

Agora a sério, este gajo existe?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:04

Maria Luís Albuquerque

 

Imagem do Público

 

Escrevi há bocadinho no post em que falava da saída de Gaspar, que esperava que o sucessor fosse alguém menos teimoso e mais terra a terra, alguém que saiba olhar para a situação do país e tirar conclusões sobre o melhor caminho a seguir.


Bom, posso tirar o cavalinho da chuva, Maria Luís Albuquerque para além de ser a garantia da continuidade das políticas de Gaspar e de Passos Coelho é neste momento uma alguém que está no centro do furação. Achávamos nós que a saída de Gaspar tinha a ver com o escândalo das Swaps, ora, que melhor prova do contrário do que eleger para sua sucessora uma das pessoas que desencadeou todo o problema?


A até agora secretária de estado, para além de ter sido quem assinou vários dos contrratos Swap da Refer, era neste momento o centro de uma tempestade política devido ao facto de ter afirmado no parlamento que este governo não tinha sido informado pelo anterior da exitência destes contratos, segundo ela, que recorde-se foi quem assinou alguns deles, este governo não sabia de nada... 

 

Pelos vistos a Maria Luís administradora da Refer, não contou à Maria Luís Secretária de estado o que andou a fazer no passado, infelizmente para ela e para o governo, os ministros da pasta, o do anterior governo e o que acaba de bater coma  porta, já vieram esclarecer que sim, que tinham falado do assunto e que portanto o governo tinha conhecimento desde o inicio, porquê é que demoraram dois anos a perceber que era um problema, será algo que algum dia alguém nos há-de explicar.. ou não.

 

O certo é que a senhora é a nova ministra, com esta nomeação Passos Coelho para além de escolher alguém da sua inteira confiança, quis mostrar ao país e mesmo ao CDS, que queria Braga de Macedo no lugar, que quem manda é ele e que as políticas de austeridade são para continuar, ou seja, Vitor Gaspar saiu mas na realidade, mudam as moscas...

 

Jorge Soares

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publicado às 18:20


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