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Os milagres da ciência

por Jorge Soares, em 09.06.16

bebe.jpg

 

 

Imagem do Expresso

 

Foi noticia por cá e até pelo resto do mundo, esta semana nasceu em Portugal um bebé filho de uma mulher que estava em morte cerebral há 17 semanas.

 

Ao contrário do que se pode ler na capa de pelo menos um jornal (?), não nasceu um bebé de uma mãe morta, nasceu de uma mãe viva que se encontrava em morte cerebral, não, não é a mesma coisa. É evidente que se a mãe estivesse morta não poderia haver desenvolvimento do feto, o cérebro estava em morte cerebral, o corpo estava evidentemente vivo, o que ,aliádo aos cuidados que lhe foram prestados,  permitiu o correcto desenvolvimento do feto até às 34 semanas, altura em que nasceu por cesariana..

 

O resto é o conhecimento e a qualidade de todos os profissionais de saúde que estiveram envolvidos e que permitiram o final feliz que todos conhecemos.

 

Vivemos numa época em que os avanços da ciência para além de nos permitirem viver cada vez mais tempo com uma razoável qualidade de vida,  fazem possível este tipo de "milagres".  O bebé chama-se Lourenço e nasceu saudável.

 

“Não foi um milagre, mas um avanço da ciência e da capacidade de multidisciplinaridade e eficácia de uma equipa. Não são só os médicos, mas os enfermeiros, os nutricionistas, os farmacêuticos e todos os profissionais que contribuíram para este êxito” 

Doutora Ana Campos ao Jornal Expresso

 

Jorge Soares

publicado às 23:17

Caros vizinhos ... (só neste país!)

por Jorge Soares, em 21.10.15

carosvizinhos.jpg

 

Imagem do Facebook de Catarina Figueiredo

 

"Caros vizinhos dedicamos este texto a quem se sentiu incomodado com o choro da nossa filha ao ponto de chamar a polícia ..."

 

É assim que começa o texto de Catarina Figueiredo dedicado aos seus vizinhos que após horas a ouvir o choro nocturno de uma criança de dois meses decidiram chamar a polícia, sim, é isso mesmo, alguém chamou a polícia porque  uma bebé de dois meses estava a chorar durante a noite. E sim, a policia bateu à  porta destes pais a meio da noite, imagino que terão ido ver a bebé para certificar que estava tudo bem e que esta chorava simplesmente porque é um bebé e é isso que os bebés fazem quando estão incomodados.

 

O Bernardo é o filho agora quase adulto da Anabela, uma das minhas colegas, era o que se pode chamar um bebé chorão, até ao ponto que o pai que era militar ansiava pelos fins de semana em que tinha que ficar de serviço para poder ficar a dormir no quartel. Lembro-me de a Anabela contar que em muitas noites os vizinhos gritavam-lhe:

 

-"Calem-me esse miúdo"

 

E eram muitas as madrugadas que ela ou o marido passavam às voltas de carro para ver se o Bernardo adormecia e pelo menos um deles e os vizinhos tinham descanso.... mas nunca ninguém chamou a polícia, porque por maior que seja o incomodo, qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que com um bebé a chorar há pouco que se possa fazer.

 

Tal como diz o Nuno Markl, "o que esperam pessoas que chamam a polícia numa situação destas? Que prendam o bebé? Os pais? Que disparem dardos tranquilizantes contra o garoto? Ou uma multa choruda numa de "toma que é para aprenderes a não procriar outra vez"?

 

É claro que há sempre a hipótese de terem chamado a polícia porque achavam que a criança estava a ser maltratada... 

 

E pensar que há tanta gente que escuta  e até presencia violência familiar e por aquilo de "entre marido e mulher..." nunca chama a polícia...

 

Jorge Soares

publicado às 22:00

Deitava o seu bebé numa caixa de papelão?

por Jorge Soares, em 08.01.14

Bebe a dormir numa caixa de papelão

 

Imagem da BBC 

 

É daquelas coisas que nos passam pelo Facebook que meio mundo partilha, que quase ninguém lê e de que ninguém duvida. Também é daquelas que a mim me deixa com a pulga atrás da orelha e que me levam a investigar... e parece que esta vez é mesmo a sério.

 

Diz aqui a BBC, um jornal que se presume sério,  que desde à mais de 75 anos a grande maioria dos bebés durante os primeiros meses de vida dormem numa caixa de papelão. Não, não é por falta de meios dos pais, é mesmo por tradição, ou por comodidade, ou por cultura, ou por bom senso....

 

A Finlândia é um dos países mais desenvolvidos do mundo, por lá desde há 75 anos todas as mulheres grávidas recebem um kit de maternidade do governo. O kit inclui uma caixa com roupas, lençóis e brinquedos, e a ideia é que a própria caixa seja usada como cama durante os primeiros meses de vida do bebé.

 

As mães podem escolher entre receber a caixa e o seu conteúdo ou uma ajuda financeira de 140 euros, 95% optam pela caixa já que os materiais que ela contém valem mais que esse valor.

 

A ideia é garantir a igualdade entre todas as crianças e que todas tem direito ás mesmas comodidades independentemente da classe social dos pais.

 

Será que por cá as mães seriam capaz de usar uma caixa de papelão como cama para os primeiros meses de vida dos seus filhos? Duvido muito, apesar da crise continuamos a ser um povo que vive mais das aparências que da realidade e do bom senso.

 

Do que  não há duvida é que este era um exemplo que bem podíamos copiar por cá, o do kit oferecido pelo governo e o da caixa, até porque tudo o que tem a ver com roupa, mobiliário e cuidados infantis, custa os dois olhos da cara.

 

Jorge Soares

publicado às 22:22


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