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cartaodocidadao.jpg

 

Imagem da TSF

 

O bloco de esquerda vai apresentar uma moção na assembleia da República para mudar o nome do Cartão do Cidadão para "Cartão da cidadania", dizem eles que cartão do Cidadão  não respeita a identidade de género de mais de metade da população portuguesa.

 

Na realidade o documento chama-se "Cartão de Cidadão" não "do cidadão". Fui ver ao dicionário, segundo o Priberam, cidadão é um substantivo masculino, o feminino é cidadã ou cidadoa,  

 

Reconheço o mérito ao Bloco de esquerda na luta contra a descriminação e pela igualdade e paridade de direitos, mas convenhamos que esta vez foram um bocadinho longe demais. Alegam que não há razão para a utilização de linguagem sexista num documento oficial, não poderia estar mais de acordo, só que a mim pessoalmente não me parece que dizer "Cartão de cidadão" ou "do cidadão" seja linguagem sexista, tal como não o é quando dizemos "Cartão de Eleitor" ou mesmo simplesmente eleitor.

 

Por outro lado, "cidadania" que é a palavra sugerida pelo bloco para substituir cidadão é, de novo segundo o Priberam, um substantivo feminino, ou seja, deixamos de discriminar uma metade da população para passar a discriminar a outra metade,,,, não me parece lá muito lógico.

 

Ia sugerir que voltassem a chamar "Bilhete de identidade"... mas lá está, identidade também é um substantivo feminino... e continuamos a discriminar... 

 

Pessoal do Bloco de Esquerda, estão a fazer um bom trabalho, sinto que o meu voto valeu mesmo a pena quando votei em vós... mas vamos lá concentrar-nos no que é mesmo importante, pode ser?

 

Jorge Soares

publicado às 22:12

Jesus é uma miragem

por Jorge Soares, em 28.02.16

af_cartaz_jesus_2_0.jpg

 

Imagem de Esquerda Net

 

Disclaimer, eu sou ateu, Deus não existe, ponto final (vão ler o post), dito isto, vamos ao que interessa.

 

Gosto muito mais do cartaz  do Outdoor do que deste, é de igualdade que se fala, a promulgação da lei que permite a adopção por casais do mesmo sexo é um marco, todos gostaríamos que fosse o fim da desigualdade e da discriminação, sabemos que é só mais um passo, um passo muito importante,  mas também  que falta muito por fazer.

 

É assim que entendo o cartaz com a imagem de Jesus Cristo: é uma pedrada no charco, uma forma de chamar a atenção.. e não há dúvida que o conseguiu, com esta imagem e todo a poeira e o barulho levantados, não há forma que o país passe ao lado do assunto.

 

Evidentemente há por aí muita gente que se sente ofendida, não percebo porquê, pensei que a indignação com os infiéis era coisa de muçulmanos radicais... vai-se a ver e há católicos radicais por cá... esperemos que não tenham armas debaixo das batinas.

 

A meio da tarde, num comentário do Facebook sobre a imagem li o seguinte:

 

"O mundo será um dia melhor quando a maioria das pessoas perceber que a ofensa é da responsabilidade de quem se sente ofendido. Se uma pessoa não se sentir ofendida, não existe ofensa... e qualquer pessoa se pode sentir ofendida com qualquer coisa, tenha ou não tenha havido intenção de a ofender! A dificuldade de aceitar críticas e a falta de sentido de humor é demasiadamente limitativa e uma coisa muito triste."

 

Para quem é crente, Cristo deveria representar a fé e a tolerância, não é nada de novo, mas hoje, uma  vez mais, ficou à vista que 2000 anos de religião católica conseguiram que esses princípios sejam letra morta, bastou uma imagem e uma frase para percebermos isso.

 

Ainda por cima é suposto ser verdade, para quem acredita, ele teve mesmo dois pais... e uma mãe ... virgem!

 

Jorge Soares

publicado às 21:59

Podíamos ter um PCP mais engraçadinho?

por Jorge Soares, em 25.01.16

jerónimo.jpg

 

Imagem do Expresso

 

Jerónimo de Sousa é um politico da velha escola do Partido comunista, um homem sério  e ao mesmo tempo capaz de despertar a simpatia do povo. 

 

Ontem viu o Edgar Silva obter o pior resultado de um candidato comunista em todas as eleições presidenciais, isto apesar de todo o seu apoio e o da máquina do partido. Pior do que isso viu como Marisa Matias, a candidata do bloco de esquerda, ficava em terceiro lugar com quase o triplo dos votos de Edgar Silva.

 

Ante  a insistência dos jornalistas saiu-se com o seguinte discurso: "Podíamos arranjar uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista" ... "São opções e não quero critica-las" .... "Não somos capazes de mudar. Fazemos sempre a mesma opção por uma forma séria de fazer política"

 

Não tenho Jerónimo de Sousa como uma pessoa machista ou sexista, sei que é uma pessoa justa e ponderada, mas convenhamos que ontem as coisas correram mesmo mal, até no discurso. Mas numa coisa ele tem razão, o grande problema do Partido comunista e o que contribui em muito para estes resultados é a incapacidade de mudar.

 

O mundo mudou, o país mudou, os portugueses mudaram, só o partido comunista não muda, a distancia do PCP e dos seus dirigentes para o mundo real é cada vez maior, o discurso é cada vez mais ultrapassado e em consequência os resultados eleitorais são cada vez piores.

 

Podíamos ter um partido comunista moderno e mais engraçadinho? Podíamos, mas não será de certeza com Jerónimo de Sousa e/ou Edgar Silva. Não era má ideia olharem para o que se está a passar no bloco de esquerda, esquecerem os discursos bacocos e as ideias ultrapassadas, olharem para o mundo real  e não para o que se passou há décadas e de aí tirarem algumas conclusões.

 

Jorge Soares

 

publicado às 20:50

marcelorebelodesousa.jpg

 

Imagem de aqui

 

Por norma as eleições em Portugal tem sempre muitos vencedores, acho que esta vez não restam dúvidas,estas eleições só tiveram um vencedor, Marcelo teve mais de 50 % dos votos, todos os outros candidatos apostavam numa segunda volta em que a união da esquerda pudesse derrotar o candidato mediático e dos média, isso não aconteceu e portanto, não me parece que esta vez possam existir vitórias morais.

 

A maior derrotada foi sem dúvida nenhuma Maria de Belém Roseira, que pagou muito caro a forma e o momento em que lançou a sua candidatura, fez uma campanha pobre e vazia de conteúdo e não se conseguiu afastar do facto de ser um dos 30 deputados que pediu a fiscalização do tribunal constitucional da lei que exigia a prova de rendimentos para quem pretendia receber subvenções vitalícias.

 

Um resultado ao nível do Tino de Rens é um castigo pesado, mas também é a prova de que os nomes e o prestigio político já não são garantia de votos, o resultado obtido esteve ao nível do discurso e da campanha feita pela candidata.

 

Para mim, como para uma grande parte dos  portugueses,  Sampaio da Nóvoa era um perfeito desconhecido, fez uma campanha longa e afirmativa, apesar da falta de apoio do PS e mesmo contra alguns dos pesos pesados deste partido, conseguiu afirmar-se pelo discurso positivo, é verdade que não conseguiu chegar à segunda volta, mas também é verdade que contra um candidato que todo o mundo conhece e que teve os meios de comunicação ao seu serviço, conseguiu um resultado que poucos esperariam. Tem o enorme mérito de conseguir provar que é mesmo possível termos candidatos oriundos da sociedade civil com resultados...

 

Marisa Matias era a minha candidata, mais uma mulher do bloco com um discurso afirmativo, cheio de conteúdo e de sucesso. Os 10% de votos são sem dúvida um excelente resultado, mas não foram suficientes para impedir que Marcelo vencesse na primeira volta. Com este resultado o Bloco de Esquerda mantém a dinâmica de crescimento... e verá sem dúvida fortalecida a sua posição nas muitas e duras negociações com António Costa e o PS que irão acontecer nos próximos tempos.

 

Ao contrário do que costuma acontecer, hoje não vimos ambiente de vitória na sede do Partido Comunista português, apesar de todo o empenho colocado pela máquina partidária do partido, Edgar Silva  teve um resultado parecido ao do Tino de Rans. O partido comunista português é cada vez mais uma organização longe da realidade do mundo e isso notou-se no discurso e na  forma de encarar a campanha de Edgar Silva. No século XXI é preciso muito mais que falar de Abril e dos direitos dos trabalhadores para se conquistarem votos, não é que isso não seja importante, mas há muitas outras coisas que também são importantes e raramente se ouviu o que quer que fosse na campanha do Ex Padre madeirense.

 

Falta falar da grande surpresa destas eleições, Vitorino Silva, ou Tino De Rans, com uma campanha de um homem só, muitas vezes esquecido e até ostracizado pela comunicação social, consegui ter mais de 3% dos votos. Durante esta semana alguém dizia que Vitorino é o Marcelo Rebelo de Sousa dos pobres, alguém que conseguiu aproveitar ao máximo a sua notoriedade para se fazer ouvir. Ele queixou-se muitas vezes que não lhe era dado o mesmo tempo de antena que aos outros candidatos, a verdade é que ele soube aproveitar muito bem os poucos momentos que lhe deram e sobretudo o tempo que teve no último debate.

 

Dos outros candidatos não reza a história, Já aqui falei de Paulo Morais e da sua suposta "cruzada" contra a corrupção,achoque o resultado obtido está à altura da sua credibilidade, vão ler o post,não me vou repetir.

 

É sempre positivo termos muitos candidatos e muitas opções de escolha, mas convém que estes tenham alguma coisa para dizer a quem vai votar, nestas eleições a grande maioria tinha pouco para dizer, mas havia mesmo quem não tivesse mesmo nada e não se perceba muito bem para que se candidataram.

 

Marcelo tentou convencernos de que era um candidato independente e longe do seu partido e da sua origem política, todos sabemos que nem sempre o que ele diz é para se levar a sério e que muda de opinião com alguma facilidade, há quem diga que António Costa é o outro grande vencedor da noite... esperemos que sim, para bem do país e de todos os portugueses.

 

Jorge Soares

 

publicado às 23:32

Todas as revoluções precisam de uma flor

por Jorge Soares, em 22.01.16

marisa matias.jpg

 

Imagem de aqui

 

É  para mim a frase desta campanha eleitoral, foi dita por um popular algures a norte  à passagem de Marisa Matias.

 

- Todas as revoluções precisam de uma flor

 

A campanha eleitoral das últimas legislativas foi marcada por uma mulher, Catarina Martins, esta campanha para as presidenciais ficou marcada por outra mulher, também ela  do Bloco de Esquerda, Marisa Matias.

 

Salvo raras excepções, a politica portuguesa tem estado marcada pelo domínio masculino com o resultado que se tem visto, saúda-se a chegada de mulheres de garra como Catarina Martins, Marisa Matias, Mariana Mortágua e tantas outras que deixam no ar um perfume de mudança

 

Se todas as revoluções precisam de uma flor, da esquerda portuguesa surgem muitas flores... ainda bem.

 

Jorge Soares

publicado às 21:37

Mas de que sacristia bafienta saiu este cromo?

por Jorge Soares, em 12.11.15

pedroarroja.jpg

 

Imagem do Expresso

 

“as esganiçadas” do BE: “Não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada!”

 

Mas de que sacristia bafienta saiu este cromo? Os últimos dias tem sido férteis de parte a parte em opiniões mais ou menos disparatadas, mas este senhor bateu todos os recordes do disparate.

 

Pelos vistos se por ele fosse todas as mulheres portuguesas continuariam em casa a cuidar dos filhos, onde é que já se viu mulheres no parlamento? E ainda por cima mulheres inteligentes, com ideias, opiniões e que se sabem expressar?, Onde é que isso já se viu?

 

Todo o discurso deste senhor é um autêntico disparate de uma ponta à outra, mais que opinião política parece comédia, como é que alguém convida um cromo destes para dar opinião na televisão?

 

Alguém diga ao Pedro Arroja que estamos no século XXI, ao contrário do que ele acha, felizmente temos em Portugal, em todos os partidos, mulheres cultas, inteligente e com opinião, é evidente que ele com a sua forma de pensar só pode fugir delas... evidentemente nunca estaria à altura de nenhuma delas.

 

Pena que no Porto Canal ou em outro canal qualquer, se dê  voz a um discurso destes, misógino, machista e desrespeitoso.

 

Para quem ainda não viu, deixo o vídeo:

 

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:41

Pais 1 - Cavaco 1 ... e o jogo continua!

por Jorge Soares, em 10.11.15

assinatura.jpg

 

Imagem do Facebook 

 

Alguém dizia ao fim da tarde na Antena 1 que Cavaco Silva é o grande derrotado de tudo isto, chega ao fim do seu mandato não só sem que se tenha alcançado o acordo alargado (ao PS, CDS e PSD) a que ele tanto tinha apelado, como lhe vai chegar às mãos um acordo de esquerda e assinado por  partidos que para ele não fazem parte do sistema... vai ser um sapo difícil de engolir... 

 

Não li o acordo, não faço ideia se é um acordo para um orçamento de um governo PS ou para uma legislatura, mas tal como dizia António Costa, este é um acordo assinado por pessoas sérias que representam partidos sérios e acredito sinceramente que todos  querem o melhor para o país e para todos nós.

 

Esperemos que o presidente da república seja também o suficientemente sério para perceber que os votos dos deputados no parlamento representam a vontade dos portugueses que os elegeram e não se ponha a inventar jogadas que  tentem deixar Portas e Passos Coelho num governo de gestão.

 

Hoje continuamos a ouvir falar em falta de ética e em golpes de estado, parece que para os senhores da direita é difícil entender que  a constituição e as regras democráticas não se aplicam só quando é a seu favor... na realidade isso nem é de estranhar, afinal não foi em  vão que o último governo bateu todos os recordes de chumbos do tribunal constitucional...

 

Curiosamente e ao contrário de todos os profetas da desgraça que por ai andam, apesar do debate e do chumbo do governo psd/cds  mais do que  previsto, a bolsa de Lisboa fechou em alta e os juros da dívida em baixa... vá lá a gente perceber esta gente dos mercados....

 

Jorge Soares

publicado às 22:12

Alguém ganhou nestas eleições?

por Jorge Soares, em 04.10.15

Catarina Martins

 

Por norma as eleições em Portugal tem sempre muitos vencedores, para além de quem tem mais votos há sempre quem de uma forma ou outra consegue olhar para os seus (muitos ou poucos votos) de forma a ver o copo meio cheio... porque de uma ou outra forma ganhou algo... nesse sentido somos um país sui generis.

 

Olhando para o resultado destas eleições em que a maioria dos portugueses que foi votar escolheu manter no poder os mesmos e as mesmas políticas contra as que tanto ouvimos falar, não sei se haverá muita gente com razões para sorrir e festejar.

 

Para mim há uma vencedora clara, Catarina Martins, o Bloco de Esquerda teve o melhor resultado de sempre em eleições legislativas, cresceu em votos e em deputados, evidentemente um partido são muitas pessoas e há no bloco muita gente com imenso valor, mas não há duvidas que durante a campanha eleitoral ela teve um papel decisivo. Fez uma campanha em crescendo com uma enorme garra, uma mulher de armas e uma líder enorme.

 

Evidentemente o PS foi o grande derrotado, apesar da crise, da Troika e da austeridade, António Costa não se mostrou à altura e não conseguiu convencer os portugueses que seria capaz de fazer mais e melhor pelo país, uma derrota em toda a linha

 

Há outro derrotado claro, o PCP, ao contrário do que é habitual não havia grande ambiente de festa na sede do partido comunista, foram claramente ultrapassados pelo bloco de esquerda e não conseguiram capitalizar os votos dos descontentes.

 

Quem teve mais votos foi a Coligação PSD/CDS, e quem tem mais votos costuma vencer, só que quanto a mim foi uma vitória insuficiente, já ouvimos Catarina Martins e Jerónimo de Sousa dizer que não irão viabilizar qualquer governo com o PSD/CDS, e António Costa já mandou  o recado "A coligação tem de perceber que há um novo quadro e que não pode continuar a governar como se nada tivesse acontecido".

 

Não vai ser fácil formar o próximo governo em Portugal e não seria nada estranho que as próximas legislativas fossem lá para meados do ano que vem.

 

Quanto ao resto dos partidos, eu pessoalmente tinha algumas expectativas em quanto a um resultado positivo do LIVRE, as primeira projecções da RTP davam a hipótese da eleição de um deputado, mesmo que se cumpram essas previsões, não deixa de ser um resultado curto para um movimento que conseguiu juntar tantos nomes de peso, sobretudo porque ficaram muito atrás, em número de votos, de partidos como o PAN, o PDR de Marinho Pinto e até do PCTP/MRPP.

 

Ia dizer que quem perdeu de certeza fomos todos nós, mas tendo em conta que 40% votou em seguir com a austeridade, o desemprego e as politicas da Troika..... se calhar sou eu que não percebo nada disto.

 

Update: O PAN conseguiu eleger um deputado por Lisboa e assim se converteu no quinto sétimo partido com assento na assembleia, quinto grupo parlamentar.

 

Jorge Soares

publicado às 22:43

Ana Drago

 

Imagem do Público 

 

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda chumbou este domingo, por dez votos, uma proposta de Ana Drago para o início de diálogos com o movimento 3D, o Livre e o PAN no sentido de uma convergência à esquerda.

 

Não me lembro quando comecei a votar Bloco de esquerda, mas acho que foi quando ainda andava na universidade e ainda se chamava PSR, nunca me senti parte da esquerda caviar, mas sempre me senti identificado com a forma como eram apresentadas as ideias e pela forma como trabalhavam os deputados do partido na assembleia da república.

 

Para mim o ponto de viragem foi quando se negaram a ir falar com a Troika, disse-o na altura e repito-o agora, o Bloco tinha ideias diferentes das que eram apresentadas pela troika e pelos outros partidos, devia lá ter ido e expor essas ideias, os senhores ouviam e faziam com elas o que entendessem.

 

Desde então muitas coisas mudaram no partido, Louçã deixou o Parlamento e a liderança, optou-se por uma liderança bicéfala que pretende ser inovadora mas que na realidade não é carne nem peixe. Ana Drago, uma das deputadas mais carismáticas do partido, deixou o parlamento e é evidente o seu cada vez maior afastamento da liderança... 

 

Entretanto  numa altura em que cada vez mais o país parece estar farto das políticas dos partidos do arco do poder, em lugar de estar a mostrar-se como uma alternativa e a aglutinar os votos de quem à esquerda está farto de PS e PSD, vai perdendo votos em cada eleição e vê como à sua volta vão surgindo partidos como o PAN ou o LIVRE, que crescem à custa do que já foram os seus eleitores.

 

Hoje foi notícia que a mesa nacional do partido rejeitou, uma vez mais, uma proposta de Ana Drago para o início de diálogos de convergência com movimentos e partidos à esquerda.

 

Não sei se os lideres do Bloco retiram alguma lição do que tem acontecido nas últimas eleições, mas de certeza que não é encerrando-se em si mesmo e com a repetição dos mesmos erros que vão conseguir voltar a ganhar a confiança dos eleitores.

 

O país precisa de uma alternativa, precisa de pessoas que tenham ideias e que se mostrem capaz de ser uma verdadeira alternativa a quem nos tem governado, o Bloco de esquerda já se mostrou capaz de ser essa alternativa, mas neste momento o que parece é que cada vez mais se encerra em si mesmo, que nem dentro do partido existe consenso e que dificilmente voltará a ser essa alternativa d que precisamos.

 

 

Jorge Soares

publicado às 23:33

Em Oeiras

Imagem do Público

 

Fui votar a meio da tarde, estava a começar a chover em Setúbal, não havia filas e no velho quadro de ardósia estava escrito que até às 15 horas haviam votado 35% dos eleitores inscritos na  mesa...   pouco, muito pouco.

 

Chamou-me a atenção a quantidade de pessoas que à porta da escola e mesmo na mesa de voto, andavam de papel na mão meio perdidas sobre o local onde votar... sendo que muitas estavam mesmo no local errado.

 

Parece que finalmente temos umas eleições em que há quem perca, acho que não restam dúvidas que o PSD perdeu estas eleições, uma derrota a sério que até chegou à Madeira.. apesar de que na RTP o Morais Sarmento se tem esforçado para disfarçar a coisa . 

 

Também não restam duvidas que há alguns vencedores, O PS, a CDU, António Costa, Rui Moreira e .... Rui Rio.... Haverá depois muitas pequenas vitórias e derrotas, e uma meia derrota, a do Bloco de Esquerda.

 

O Bloco não estaria à espera de ganhar autarquias, mas do que vi até agora, eu estava à espera de uma maior percentagem de votos e será uma derrota maior se em Lisboa o coordenador João Semedo não conseguir ser eleito vereador.

 

Do que vi até agora da noite eleitoral, não posso deixar de realçar o facto de termos visto como em Oeiras venceu Isaltino Morais, eu sei  que é um sinal da de democracia em que vivemos, e há até quem diga que o povo em democracia quando vota tem sempre razão... mas que numa noite eleitoral em lugar do nome de quem venceu, se grite o nome de alguém que está preso e que foi condenado .. é no mínimo bizarro.

 

Rezam as estatísticas que Oeiras é o concelho do país com maior literacia... ou seja, não será o populismo que leva as pessoas a votarem. É suposto que as pessoas tenham a educação suficiente para votarem em consciência e para saberem exactamente quem estão a eleger.

 

Não faço ideia quem escolheram os partidos para encabeçar as suas listas em Oeiras, mas custa-me entender que se vote numa lista que tem o nome de alguém que comprovadamente não é honesto e só não está preso há bastante mais tempo porque soube aproveitar todos os buracos da lei para ir deixando cair as acusações.

 

Para mim antes de mais os políticos devem ser sérios, não tenho nada contra o senhor que ganhou em Oeiras, mas é difícil esquecer que o vitoriado não foi ele.. foi Isaltino..resta saber quem irá governar Oeiras... e até que ponto é este o país real.

 

Uma palavra final para os 45% de abstenção, metade dos eleitores continuam a  deixar para outros a decisão de quem os irá governar, há quem ache que abster-se é uma forma de castigar quem está no poder... estão errados, abster-se é concordar com quem lá está, é não fazer nada para mudar a situação..e na realidade, só contam mesmo os votos colocados na urna.. só esses são contados... no limite podia ser só um, era esse que contava.

 

Jorge Soares

publicado às 22:49


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