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O que quer realmente o Paulo Morais?

por Jorge Soares, em 09.04.15

paulo morais.jpg

 

Imagem de aqui

 

O senhor da fotografia acima chama-se Paulo Morais, é do PSD e foi vereador na Câmara do Porto, a frase acima tornou-o conhecido e há muita gente que o tem como o paladino da luta anti-corrupção em Portugal.

 

Lembro-me de na altura em que ele proferiu aquela frase, ter escrito um post (este post) sobre o assunto em que basicamente dizia que se o senhor fosse sério não poderia ficar só por aquelas afirmações, estas  eram tão graves que só havia duas hipóteses: ou o senhor explicava melhor o que dizia e com nomes e apelidos fazia as correspondentes denuncias na Procuradoria, ou então, teriam que ser os deputados sérios a obrigar  o senhor a pedir desculpa.... isto foi em 2011 e passado este tempo todo, nem uma coisa nem outra... cada um que tire as suas conclusões.

 

Entretanto hoje ficamos a saber quais eram as verdadeiras intenções de Paulo Morais, o suposto paladino da luta (virtual, porque de real não vimos nada) contra a corrupção, parece que estava a preparar o terreno e a semear para agora em época de eleições presidenciais vir colher os frutos.

 

O engraçado é que a julgar por coisas que tenho lido e ouvido hoje, parece que a sementeira começa a dar resultados, pelos vistos há muita gente que acredita mesmo que o senhor é diferente e que aquelas palavras todas vão dar em alguma coisa.... gostava de perceber porque é que de 2011 até hoje não deram em nada.

 

As pessoas tem a memória curta, já ninguém se lembra do fenómeno Fernando Nobre, que jurava  a pés juntos que o seu único interesse  era ser presidente da república, que depois afinal podia ser candidato a deputado pelo PSD se o deixassem ser presidente da assembleia e que no fim concluiu que ser deputado não era tacho suficiente para ele, ajudar o país sim, mas só se o cargo for o suficientemente importante.

 

Não há nada pior para a democracia que senhores destes que usam a demagogia para chegar ao povo e através dela tentar chegar ao poder. 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:05

Alguém desligue esta liga

por Jorge Soares, em 10.06.14

Mário Figueiredo

 

No princípio eram oito. Vai daí, um juntou-se a outro e ficaram sete. De seguida, outro foi anexado por outro e ficaram 6. Entretanto, um reuniu com outro e ficaram felizes para sempre. E ficaram 5. Saudades de casa ditaram que outro se juntasse a outro e temos 4. Mais eis que outro, ainda uma vez mais, procurou abrigo junto de outro. E restaram 3. E, no dia e hora aprazados, apareceram, não 3, mas 4 candidaturas. Quatro?

 

Quatro? não, afinal segundo as últimas noticias, é só um, Mário Figueiredo. Aparentemente, após a avaliação das 4 candidaturas entregues para os três candidatos, estranhamente, ou talvez não, só uma passou pelo crivo da mesa da assembleia geral da Liga, a de Mário Figueiredo.

 

Ora, Mário Figueiredo é o actual presidente da liga, o mesmo que um monte de presidentes de clubes andam há meses a tentar tirar de lá para fora.... pelos vistos, ainda não é desta.

 

Imagino que haverá uma explicação lógica, e esperasse que clara e transparente, para o facto que as duas listas de Seabra e a de Rui Alves terem sido rejeitadas, mas não deixa de ser estranho e no mínimo suspeitoso, que após tudo o que ocorreu nos últimos meses, a mesma mesa da assembleia geral que insiste em não fazer a vontade a uma maioria de sócios, agora chumbe os concorrente e estenda a passadeira vermelha a quem se mostra tão agarrado ao poder.

 

Há muito que a liga de clubes tem vindo a ser esvaziada de poderes e funções, neste momento pouco mais resta que a cada vez menos interessante taça da Liga e a organização dos  jogos dos campeonatos profissionais, na realidade o presidente da Liga pouco ou nada decide, pelo que não deixa de ser estranho que tanta gente se digladie para a controlar.

 

Desde há décadas que o futebol em Portugal  é completamente controlado pelos três clubes grandes que se esforçam por manter a situação de modo a controlarem e a fazerem e desfazerem a seu bel prazer. Mário Figueiredo foi eleito contra a vontade destes clubes e com os votos dos pequenos clubes com a promessa de iria lutar por um futebol mais democrático e menos polarizado.

 

Gabe-se a vontade do senhor, mas está à vista que isso é areia a mais para a sua camioneta e após dois anos o que se vê é que aparentemente todos ralham e ninguém tem razão, os grandes são cada vez maiores e salvo esporádicas e cada vez mais raras excepções, os outros estão cada vez mais para trás.

 

Se pensarmos logicamente, dos muitos candidatos que mostraram intenções de se candidatarem, o único que realmente deveria merecer os votos dos pequenos clubes é mesmo Mário Figueiredo, é o único que continua a tentar lutar contra o quase monopólio das transmissões televisivas, para que exista uma distribuição equitativa do dinheiro e que mostra vontade de resolver os enormes problemas que afligem 99% dos clubes.... pena que não mostre a mínima capacidade de ser capaz de o fazer.

 

Está à vista que ainda não é desta que vai haver paz na liga Portuguesa de clubes... tudo isto cheira cada vez mais mal e se calhar, para bem do cada vez mais pobre futebol português, está na hora que alguém desligue esta liga.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:06

A propósito das eleições europeias

por Jorge Soares, em 20.03.14

Eleições Europeias

Imagem de aqui

 

A propósito doe discurso de Cavaco Silva de ontem, dos apelos à união e ao voto e da importância destas eleições para a Europa e o País vieram-me à memória algumas coisas.

 

As Europeias são as únicas eleições a que me lembro de ter faltado, aliás, não me lembro nem quando nem em quem votei a última vez que lá fui... 

 

Considero-me uma pessoa informada, mas para além do saudoso Miguel Portas , Ana Gomes e Rui Tavares, não me recordo de intervenções ou tomadas de posição de algum outro Eurodeputado português, e tenho uma enorme dificuldade em perceber qual o posicionamento político de cada um dos nossos partidos dentro da assembleia europeia.

 

Imagino que com a campanha eleitoral virão ideias, propostas e esclarecimentos, mas lá está, não me lembro de nas últimas eleições europeias ter ficado esclarecido... nem me lembro se fui votar ou não.

 

Outra coisa de que me lembrei foi de ter visto o seguinte vídeo sobre a forma como vivem os eurodeputados,  que é por demais esclarecedor:

 

Portanto senhores deputados, candidatos e partidos, se por acaso por aqui passarem e quiserem convencer este indeciso, esforcem-se mais, das últimas vezes as coisas não correram lá muito bem.
Jorge Soares

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publicado às 23:32

Adopção

 

É certo que quem espera sempre alcança, há coisas que demoram, mas como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Há muito que uma das principais reivindicações dos candidatos à adopção era que as famosas listas nacionais de candidatos e de crianças, passassem a ser utilizadas pela segurança social em lugar das listas distritais que criavam enormes assimetrias e permitiam por exemplo, que o tempo de espera em Lisboa seja de menos de dois anos e  em Oeiras de mais de 7.

 

Numa das formações a candidatos foi dito que havia ordens para que a partir de Janeiro estas listas sejam mesmo utilizadas... já não era sem tempo, principalmente porque a Idália Moniz há mais de 3 anos que jurava a pés juntos que elas eram utilizadas, chegando inclusivamente a chamar mentiroso a quem afirmava o contrário.

 

É claro que isto deixa algumas questões no ar, quem vai verificar e fiscalizar?, quem como eu ouvia as assistentes sociais falar dos seus candidatos e das suas crianças, sabe que haverá sempre resistência, haverá muita gente por aí a pensar: Estão a mexer no meu queijo. Hoje alguém me contava um desabafo de uma das assistentes sociais numa das acções de formações a candidatos:

 

"isto pode não ser o melhor para as crianças (alegando que aumenta o risco de não se encontrar o casal mais adequado em virtude da equipa dos candidatos e da criança não ser a mesma), mas foi decidido assim porque os adultos que são votantes assim o conseguiram."

 

De novo vou utilizar as palavras da Sandra aqui:

 

"Sinceramente, não querendo parecer muito 'vaidosa' acho que as nossas criticas e denúncias (do grupo e das várias associações de que fazemos parte), na Assembleia da República, nos diversos Congressos e Conferências sobre adopção nos últimos 2/3 anos, nos meios de comunicação social, os workshops que fomos realizando no âmbito da Missão criança,....tiveram pelo menos uma pontinha de peso e influência nestas novas 'directivas' para actuação relativamente à Base de dados Nacional.

Não sei até que ponto, as coisas não continuariam na mesma, se não tivéssemos em tantas, tantas ocasiões (e muitas, publicamente) denunciado, reclamado e criticado tanto como fizemos.."

 

Deu-se um pequeno passo no sentido da igualdade de condições a nível nacional, esperemos que seja um passo real e que não existam mais pessoas a terem que mudar de casa de um distrito para outro para perseguir o seu sonho de ser pais..e esperemos que depois deste, muitos mais se sigam, e que sejam passos de gigante para que não existam mais crianças a viverem toda a sua infância e juventude em centros de acolhimento.

 

Eu por minha parte prometo que continuarei a minha luta, já seja aqui no blog, já seja com a minha participação activa nas associações Meninos do Mundo e Missão Criança

 

Jorge Soares

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publicado às 22:08

Neste país é complicado ser votante!

por Jorge Soares, em 07.01.11

Cavaco Não, vote noutro qualquer

 

É por demais evidente que eu não gosto do Cavaco, não é de agora, acho que por trás de toda aquela arrogância e aqueles ares de superioridade moral, há um politico medíocre, um governante trapalhão e depois de toda esta trapalhada das acções compradas a preço da uva mijona e vendidas a preço de ouro, nem a suposta seriedade escapa. A forma como ele decide que está acima de todos nós e por isso não tem que dar cavaco a ninguém sobre as suas acções não é de alguém sério, é sim a fuga para a frente.... E acho incrível como apesar de tudo isto, da trapalhada das escutas a Belém, das explicações idiotas sobre a lei do casamento homossexual e de tudo o resto, as pessoas continuam a olhar para ele como se de uma vaca sagrada se tratasse.

 

O Fernando Nobre é um pára-quedista que acha que para se ser governante basta ter-se um passado de bom samaritano, se dúvidas havia sobre a sua capacidade politica e a sua suposta diferença, basta ver o que aconteceu comigo e com a minha fotografia, para se perceber que de diferente nada, pura arrogância, para a politica fazem falta pessoas com bagagem politica, pára-quedistas já basta os que vieram do futebol.

 

Sobre Francisco Lopes não tenho muito a dizer, não o conhecia e para ser sincero, o que se viu até agora foi muito pouco, de Defensor Moura, idem idem, aspas aspas.

 

Depois há aquele senhor da Madeira e uns quantos mais de que pouco se houve falar... e há Manuel Alegre, um homem de esquerda, um homem com um passado politico, mas será um homem de estado? Com todo o respeito pelo senhor e pelo seu passado de luta contra a ditadura, eu não acho, e também não gostei lá muito de como se desenvencilhou da história da publicidade do BPP. Para ser sincero, eu acredito que ele tenha sido enganado por quem lhe pediu o texto, mas a forma como primeiro disse que devolveu o cheque, que depois afinal foi recebido e depositado e devolvido com outro que não se sabe bem se foi levantado ou não... foi mau, muito mau.  Talvez de todos seja o menos mau... mas que raio de país é este em que para eleger um Presidente da República temos que votar no menos mau?

 

Faltam 15 dias para as eleições, até agora de campanha politica zero, só ataques e contra-ataques, de ideias para o país, de formas de tornar o país mais governável, de formas de ajudar o governo a sair desta crise, zero. Esperemos que até ao dia 23 as coisas melhorem porque como estão as coisas, votar no menos mau ou só para que como diz a imagem, votar para que vá para lá outro qualquer... é mau, muito mau.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:23

Adopção: Candidatos rejeitados, o que fazer?

por Jorge Soares, em 19.09.10

Adopção, candidatos rejeitados

 

O tema "Candidatos rejeitados" foi falado muitas vezes nas conversas sobre adopção, de entre o meu grupo de conhecidos, mesmo entre os mais de 200 inscritos no grupo Nós adoptamos, nunca se ouviu falar de candidatos à adopção rejeitados no processo de avaliação. A sensação com que ficávamos é que todo o mundo é aprovado, é claro que depois há aqueles candidatos que esperam anos e anos e nunca acontece nada, basta que nunca seja entregue uma criança para que a rejeição que não o foi no papel o seja de facto.

 

De há uns tempos para cá, começamos a ouvir falar de uma nova variante, os casos em que simplesmente as candidaturas não são aceites, pessoas com doenças crónicas, pessoas que vivem em união de facto há mais de 4 anos mas que decidiram casar-se entretanto, etc. Esta última situação  levou a que fosse entregue uma petição na assembleia da república pela Associação Meninos do Mundo para a revisão da lei.. petição que o PS chumbou.

 

Esta semana recebi o seguinte comentário no blog Nos adoptamos:

 

"Sempre sonhei ser mãe. Depois de longos e penosos tratamentos para o conseguir pela via biológica, pensamos em adoptar. Depois de termos sido sujeitos a testes psicotécnicos e a uma visita domiciliária em que a assistente social nos revelou que reuníamos todas as condições sociais e económicas para ter filhos fomos a uma entrevista em que a psicóloga os disse que o nosso pedido havia sido indeferido, porque a adopção surgia nas nossas vidas pela impossibilidade de ter filhos pela via biológica. Ficamos estupefactos. Haviamos sido rejeitados. Não desejámos mais do que uma criança com 4, 5, 6 anos e proporcionar-lhe um projecto de vida. Estamos numa encruzilhada. quem recorrer??? Ajudem-nos por favor."

 

A segurança social não deixa de me surpreender, já tinha ouvido muitas coisas, mas isto é de bradar aos céus. Desde logo, eu diria que pelo menos 90% das pessoas que eu conheço e que já adoptaram ou que querem adoptar, fazem-no porque não consegue ter filhos biológicos, ora, se tivessem sido avaliados por estas senhoras,... tinham sido todos rejeitados... A verdade é que se este critério fosse utilizado por todas as equipas de adopção do país, haveria um décimo das adopções e não havia listas de espera em lado nenhum.. é claro que haveria muito mais crianças institucionalizadas e se calhar eu em lugar de 3, teria só um filho.

 

O que se pode fazer neste caso? em primeiro lugar, há que exigir que tudo isto seja colocado por escrito, tanto a aceitação como a rejeição dos candidatos só é válida após ter sido comunicada por escrito. O que eu faria no imediato, logo após a entrevista com a psicóloga, seria pedir uma reunião com o responsável distrital pelas equipas de adopção  e aparecia com um advogado. A presença de alguém que conhece as leis costuma fazer milagres nestes casos.

 

Se após esta reunião e a intervenção do advogado a decisão se mantiver, ela é passível  de recurso, recurso que é discutido em tribunal, duvido muito que dada a realidade da adopção em Portugal, algum tribunal pudesse dar razão a uma coisa destas.

 

A segurança Social joga muitas vezes com o sofrimento das pessoas, candidatos que já passaram por um penoso e muitas vezes longo percurso nos tratamentos para a infertilidade, e que são sujeitos a decisões destas, terminam por desistir, o ser humano tem um limite para o sofrimento. Mas é muito importante que estas coisas sejam tornadas públicas e denunciadas, os funcionários da segurança social não são deuses, não podem brincar assim com as vidas das pessoas.. sim, porque só podem estar a brincar, como é que a impossibilidade de ter filhos biológicos pode ser motivo para rejeitar uma candidatura?.. não pode!

 

Jorge Soares

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publicado às 21:31

Crianças

 

Há uns 2 ou 3 meses, a propósito de uma noticia que falava da existência de mais de 500 crianças no nosso país que ninguém quer adoptar, tive uma longa conversa com uma jornalista sobre os verdadeiros motivos que levam a que estas crianças fiquem encalhadas no sistema. Não vão voltar à família, o facto de ter sido decretado um projecto de vida que passa pela adopção normalmente significa que foram esgotadas todas as hipóteses de recuperação familiar. Por outro lado, não são adoptadas porque apesar dos milhares de candidatos que esperam um filho, não há quem consiga fazer o matching  com o candidato que as tire de um aparente limbo em que vivem.

 

Por norma o instituto da segurança social atira a culpa para os candidatos que só querem bebés, os candidatos que não querem bebés, eu por exemplo, atiram a culpa para a segurança social que só se preocupa com os seus candidatos e as suas crianças, sem se preocupar com o que acontece no distrito ao lado.

 

Uma das perguntas que me fez a jornalista foi, como é que isto funciona nos outros países? Na altura não lhe soube responder.. mas fiquei a pensar no assunto. Hoje alguém enviou por email este artigo da Isabel Stilwell no Destak onde podemos ler o seguinte:

 

"....é por isso que a Heart Gallery é uma ideia tão genial. A organização que se dá por este nome e defende que todas as crianças têm direito a uma família, percebeu a força de um bom retrato e conseguiu que 150 dos melhores fotógrafos norte-americanos aderissem à sua proposta: fotografar as crianças e os adolescentes que vivem em instituições ou em famílias de acolhimento, para um portfólio de crianças que precisam de pais a sério, e que pode ser visualizado em www.heartgalleryofamerica.org (vá também a www.time.com/time/photoessays/heartgallery/)"

 

Não é a primeira vez que ouço falar de algo assim, na Inglaterra há a semana da adopção, uma semana em que se chama a atenção para as crianças que estão para adoptar, fazem-se artigos nos meios de comunicação , reportagens na televisão em que se mostram as crianças, visitas aos centros de acolhimento, etc.

 

Como a maioria das pessoas que conheço, de inicio eu fiquei chocado, um filho não é algo que se escolha por catálogo ou porque se vê na televisão, mas a verdade é que está provado que durante essa semana muitas destas crianças são mesmo adoptadas porque alguém as viu e se apaixonou pelo seu sorriso. É uma forma de chamar a atenção para a adopção e de dar uma hipótese de vida a crianças que dificilmente as teriam de outra forma.

 

Como diz a Isabel Stilwell no artigo, é muito diferente ouvir falar de números, de que ainda por cima duvidamos, a ver rostos, crianças reais que existem mesmo. As experiências inglesa e americana mostram que as taxas de adopção aumentam significativamente e que são projectos de sucesso.

 

É claro que sei que Portugal não é os Estados Unidos, para o bem e para o mal estamos muito longe da mentalidade e das leis americanas, mas a verdade é que no nosso pais  o numero de crianças esquecidas aumenta todos os anos, e algo tem que ser feito. Por muito que a comunicação social repita até à exaustão que os candidatos só querem bebés, todos nós sabemos que isso não é verdade, há muitos candidatos que aceitam crianças mais velhas, que aceitam irmãos, que aceitam crianças com problemas de saúde... o que falta é a forma de juntar quem espera, a forma de juntar corações.

 

Passei algum tempo a olhar para as fotografias de sites como este: https://www.utdcfsadopt.org/heart_gallery.shtml, é verdade que quem vê caras não vê corações, é verdade que podemos pensar que escolher um filho por ali pode ser chocante.. mas se essa for a única forma de que estas crianças possam ter uma família, se for a forma de fazer com que a espera de tantas famílias seja menor .... será que não vale a pena? Será que é preferível que estas crianças  fiquem esquecidas para sempre nas instituições?

 

É claro que em Portugal não precisamos de ser tão radicais, não vamos colocar as fotografias das crianças na internet, mas que tal elaborarmos uma lista das crianças existentes, mesmo que sem fotografia, só com as suas características, que seja apresentada aos candidatos de modo a que estes possam pensar no assunto?

 

Todos ouvimos falar das 500 crianças... mas quando perguntamos, ninguém sabe como são, onde estão.. e elas continuam lá.. está na altura de fazermos algo para mudar isto... está mesmo.

 

Jorge Soares

 

PS:Este post saiu um bocadinho para o comprido... desculpem lá.

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publicado às 21:56


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