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Pedro Arroja e a fábrica de pénis

por Jorge Soares, em 27.11.15

 

 - As mulheres não sabem fazer pénis, e muito menos os homens. Estes são desajeitados! Obviamente que haverá uma espécie de fábrica que os fará e essa fábrica é ... Deus.

 

- Se existisse uma sociedade só de homens esta acabava em violência e em seitas. Numa sociedade só de mulheres não aconteceria nada, porque elas não fazem nada e passam o tempo a falar.

 

- É o homem que indica o caminho às mulheres. Em geral uma mulher não define caminho nenhum. Não consegue. Quanto muito organiza o homem e acalma-o!!

 

Está à  vista que no caso dele o controlo de qualidade da fábrica de deus falhou, esqueceram-se de uma parte importante do cérebro e depois deu nisto.... De certeza que a mãe do senhor, mesmo tendo nascido noutra época, teria um enorme orgulho num filho que vem para a televisão dizer que as mulheres só conseguem  ser alguém se forem guiadas por um homem...

 

O mais estranho é que toda esta conversa sem sentido nenhum era para  introduzir o tema da adopção por casais homossexuais.

 

Segundo o senhor há muitos casais heterossexuais dispostos a adoptar e por isso nada disto era necessário, alguém devia explicar a Pedro Arroja que também há perto de 500 crianças que estão há anos para ser adoptadas e se calhar porque há muita gente que pensa como ele, não há quem as adopte.

 

Definitivamente este senhor vive noutra era, alguém lhe devia  explicar que vivemos no século XXI, há muito que as mulheres votam, vão à universidade, conduzem, vivem as suas vidas por elas e conseguem traçar os seus caminhos e os seus destinos sem precisar de iluminados como ele, aliás, em alguns casos como o dele, só o conseguem fazer se não se cruzarem com eles, porque são definitivamente um atraso de vida.

 

Não sei como se chama  a senhora conduz o programa no Porto Canal, mas há duas coisas que me admiram imenso: Primeiro, como é que com aquele pensamento da era das cavernas ele aceita ser questionado por uma mulher. Segundo, como é que ela consegue ouvir aquilo tudo sem desatar às gargalhadas e sem o por no devido lugar?

 

Vejam o vídeo, são 9 minutos de humor... ou será de terror?

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:05

família.jpeg

 

A orientação sexual não pode ser critério para a exclusão e para vedar direitos.

Não existe nenhuma razão válida que justifique que os casais

do mesmo sexo continuem a ser proibidos de adotar.

Deputada Sandra Cunha

 

Foram precisas 5 votações e esperar que existisse uma maioria de esquerda no parlamento, para tornar legal algo que desde 1975 está escrito na constituição, "Todos os cidadãos tem a mesma dignidade social e são iguais perante a  lei", como diz a Sandra e muito bem, ninguém pode ser excluído ou discriminado devido à sua orientação ou gostos sexuais.

 

As leis hoje aprovadas não só são da mais elementar justiça, como tornam legal algo que todos sabemos que há anos é um facto, há em Portugal muitos casais homossexuais com filhos adoptados. Até agora tinham que o fazer de forma individual, muitas vezes escondendo a sua condição de homossexuais e em condições  em que não eram garantidos aos pais e às crianças todos os direitos garantidos ao resto dos casais e crianças portuguesas.

 

A partir de agora, não só não tem que esconder a sua condição de casal para poderem adoptar, como com a aprovação da lei da co-adopção, ambos os membros do casal poderão ter os mesmos direitos sobre os seus filhos.

 

Quase tão importante como as várias propostas que foram hoje aprovadas na assembleia da república é o facto de hoje ter ficado claro o que significa a existência de uma maioria de esquerda, na sua grande maioria as propostas agora aprovadas tinham sido chumbadas pela antiga maioria, ou no caso da lei do aborto, aprovadas em contra dos direitos dos portugueses. Hoje essas estas propostas foram aprovadas porque há no parlamento, pelo menos por uma maioria dos deputados, uma real vontade de fazer diferente do que tinha sido feito na última legislatura.

 

Havia muita gente com esperança de que alguns deputados do PS fossem contra a disciplina de voto do partido, parece-me que ficou claro que isso não vai acontecer, senhores do PSD e  CDS, querem mesmo formar um governo contra este parlamento?

 

Vídeo do discurso da Deputada do Bloco de esquerda Sandra Cunha em defesa de quem adopta e das crianças institucionalizadas.

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:41

Co-adopção

Imagem do Pontos de Vista

 

 

Na próxima Sexta-Feira a lei da co-adopção volta ao parlamento, sim, a mesma lei que já foi votada e aprovada e que foi travada pelos jotinhas do PSD, vai de novo a votos.  

 

Hoje no Público um artigo da jornalista Ana Cristina Pereira ajuda a desmistificar sobre um estudo de dois cientistas  da Universidade do Porto, tenta desmistificar e trazer luz à muita gente que teima em viver noutras épocas e com outros usos e costumes...

 

"As crianças precisam de uma mãe e de um pai? Após extensa revisão de estudos científicos, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine, da Universidade do Porto, atestam que, “apesar do preconceito e da discriminação”, as crianças educadas com dois pais ou duas mães desenvolvem-se tão bem como as outras.

 

A adopção singular está prevista em Portugal – a orientação sexual do adoptante não conta. A adopção por casais homossexuais não passou no Parlamento, apesar das várias tentativas. O diploma esta sexta-feira em debate concerne à co-adopção — prevê a possibilidade de um dos membros do casal adoptar o filho, biológico ou adoptado, da pessoa com quem vive em união de facto ou com quem se casou.

 

Em debate está o superior interesse da criança, um conceito indeterminado que se define ao analisar cada caso concreto. Os proponentes enfatizam a desprotecção jurídica em que fica a criança no caso de morte do pai ou da mãe reconhecidos como tal. Indicam também obstáculos no quotidiano, como a representação legal no acesso à saúde ou à educação.

 

Na base do discurso de que as crianças precisam de um pai e de uma mãe está a ideia de que “a maternidade e a paternidade implicam capacidades mutuamente exclusivas e estereotipadas em termos de género e que estas devem ser transmitidas à geração seguinte”, escrevem, num artigo publicado na revista ex aequo, em 2011, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine. Estaria, “de um lado, uma mãe ao serviço da criança, prestadora de cuidados e guardiã de todos os afectos e, de outro, um pai, razoavelmente distanciado e introdutor da Lei social”. Ora, os papéis já não são tão rígidos, embora as mulheres ainda invistam mais na família.

 

No entender destes investigadores, “considerar a família heterossexual, com uma divisão tradicional de papéis, como o modelo desejável de parentalidade corresponde mais a um projecto ideológico do que a um facto cientificamente provado”. Passada a pente fino as “investigações que comparam homo e heteroparentalidade”, concluíram que não há grande diferença.

 

Duas mulheres até exercem a parentalidade “de uma forma mais satisfatória, em algumas dimensões, do que um homem e uma mulher ou, pelo menos, do que um homem e uma mulher com uma divisão tradicional do trabalho familiar”. As crianças crescem como as outras, só que “parecem desenvolver um reportório menos estereotipado de papéis masculino e feminino”.

 

O tema é polémico. A Ordem dos Advogados, por exemplo, deu ao Parlamento um parecer a recusar a parentalidade homossexual. A propósito do projecto do BE sobre adopção, deu o Conselho Superior do Ministério Público parecer oposto: “Vale para a orientação sexual o mesmo argumento que valeria, por exemplo, se se considerasse, à partida, que determinadas situações genéricas, por exemplo a situação de desempregado, de deficiência ou de pertença a um grupo social, fossem impeditivas de adoptar.”"

 

ANA CRISTINA PEREIRA no Público

 

 

Faz todo o sentido não é, no fundo todos sabemos que é assim, a capacidade de amar e educar não tem nada a ver com preferências sexuais, para amar só basta ter vontade, espírito aberto e coração, infelizmente há muito boa gente por aí que parece que não tem nada disto, mas acham-se muito normais e superior aos outros só porque vão pela vida como carneirinhos no rebanho.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:34

O que é a co-adopção?

por Jorge Soares, em 19.01.14

Co-adopção

 

Imagino que a estas alturas já devem estar todos mais ou menos fartos do assunto, desde sexta-feira que pouco se tem falado de outras coisas, o que não deve estar muito longe do que seria o objectivo dos responsáveis de toda esta palhaçada. Curiosamente li muitas coisas, muitas opiniões de quem é contra o referendo, muita gente que diz que vai votar SIM, mas muito pouco de quem é contra a adopção e a co-adopção. 

 

De tudo o que li há algo que me chamou a  atenção, a grande maioria das pessoas não faz ideia do que significa o termo co-adopção e não faz distinção entre adopção e co-adopção. 

 

Acho que era bom que as pessoas percebessem que adopção por casais do mesmo sexo e co-adopção são duas coisas distintas, a co-adopção é um acto jurídico em que alguém adopta o filho do seu conjugue. Ou seja, quando no âmbito dos casais do mesmo sexo falamos de co-adopção, estamos a falar de crianças que já vivem com dois pais ou duas mães e em que o único que vai mudar é que o laço afectivo que já existe passa a estar escrito num papel e a criança passa legalmente a ser filho do cônjuge da sua mãe ou do seu pai.

 

Dito isto, alguém me explica porque é que há políticos e pessoas neste país que são contra algo que faz todo o sentido e  que na prática não vai mudar em nada a situação social e familiar nem da criança nem do adoptante?

 

Há uns dias, quando publiquei a carta de Fabíola Cardoso (vão ler aqui) aos deputados,  achei que ante um caso como aquele ninguém teria dúvidas sobre a verdadeira necessidade e o objectivo da lei que permita a co-adopção e disse inclusivamente que seria necessário usar palas para não entender um testemunho como aquele, bom, pelos vistos no PSD ou há muita gente que não sabe ler, ou  usa palas!... ou então, tal como diz o cartoon, vivem na época e no século errados... triste é que queiram levar o país com eles e para a época deles....

 

Jorge Soares

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publicado às 22:24

Co-adopção

 

Hoje discutiu-se na assembleia da República uma aberração da democracia, uma lei que foi discutida, votada e aprovada, foi posta em causa porque a JSD decidiu que a lei era muito à frente para eles e portanto acham os jotinhas laranjas que ela deve ser referendada. Curiosamente a lei tinha sido aprovada com votos a favor de deputados do próprio PSD, ainda há quem vote em consciência, votos que esta vez terão que ser em sentido contrário, porque o partido impôs disciplina de voto, como se isto fosse um problema político e não da consciência de cada um.

 

Em primeiro lugar a mim faz-me confusão como é que num país que tem uma constituição que diz expressamente que ninguém pode ser discriminado com base na raça, em credos, religiões, etc, tenha que existir uma lei para permitir ou não a adopção, afinal somos ou não todos iguais perante a lei?

 

Em segundo lugar, todo o mundo esquece que nesta lei estamos a falar de crianças que na prática já vivem com dois pais ou duas mães, são crianças que já estão inseridas naquelas famílias e que a única coisa que muda é que a relação passa a estar escrita, de resto não muda nada.

 

Mas mesmo que estivéssemos a falar de adopção normal, a questão aqui não tem a ver com adopção nem com a existência ou não de crianças para adoptar, tem a ver com direitos e com sermos todos seres humanos e cidadãos deste país. Se todos temos direito a votar, se todos pagamos os mesmos impostos, se somos iguais para tudo o resto, porque havemos de ser diferentes para a adopção?

Depois irrita-me profundamente quando alguém fala de família tradicional, o que é uma família tradicional? Aquilo que todo o mundo chama casal convencional não passa de uma questão cultural, se formos por aí então para além dos casais do mesmo sexo temos que proibir também a adopção por pessoas singulares ... e já agora retirar os filhos aos pais e mães solteiras ... e a todos os homossexuais, se não são bons pais de crianças adoptadas porque hão de ser de filhos biológicos?

A realidade é que tudo isto não passa de discriminação, dizer que alguém não pode adoptar porque tem gostos sexuais diferentes é a mesma coisa que dizer que não pode adoptar porque usa o cabelo comprido, ou roupas fora de moda, ou por ser do benfica. 

As pessoas devem ser avaliadas pela sua capacidade de amar e de educar, não pelos seus gostos, tudo isto é uma estupidez e não deveria ser precisa lei nenhuma para que alguém pudesse adoptar, porque como cidadãos, desde que cumpramos todos os requisitos, todos deveríamos ter esse direito.

Quanto à questão da escola e da maldade das crianças, é evidente que as crianças são más, mas também o são com quem é gordo, com quem usa óculos, com quem tira boas notas, mas isso não impede os gordos ou quem usa óculos de ir à escola.

Além disso, é tudo uma questão de educação, se educarmos as crianças para a diferença elas saberão aceitar a diferença, se as educarmos para a homofobia, elas serão homófobas.

Eu adoptei duas crianças negras, que tem pais brancos e uma irmã loira, é claro que na escola há quem se meta com eles por isso, eu devia fazer o quê? Devolvê-los porque são gozados na escola? Ou só deveria ter aceite crianças brancas para que não fossem gozadas por serem adoptadas?

Eu confio na minha capacidade de os educar na diferença e de ser capaz de os ajudar a conviver com essa diferença, porque é os homossexuais tem que ser diferentes de mim?

 

Deixo o convite para que todos leiam o post Ao cuidado de quem é contra a Co-adoção - Um desabafo, um lamento e um pedido

 

Update : Os jotinhas sairam-se com a sua

 

Jorge Soares

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publicado às 22:25

Co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo

Imagem do Dezanove


Não, não vi o prós e contras de ontem, desde aquela vez em que por lá se discutiram os prós e prós dos direitos de quem contra as leis e os tribunais tinha escondida a Esmeralda, deixei de ver tal programa. Também não preciso, tenho estado atento aos blogs e às discussões que por aí vão, e sinceramente quanto mais leio mais me admiro com a ignorância e o preconceito das pessoas.


Em primeiro lugar a mim faz-me confusão como é que num país que tem uma constituição que diz expressamente que ninguém pode ser discriminado com base na raça, em credos, religiões, etc, tenha que existir uma lei para permitir ou não a adopção, afinal somos ou não todos iguais perante a lei?


Em segundo lugar, todo o mundo esquece que nesta lei estamos a falar de crianças que na prática já vivem com dois pais ou duas mães, são crianças que já estão inseridas naquelas famílias e que a única coisa que muda é que a relação passa a estar escrita, de resto não muda nada.


Mas mesmo que estivéssemos a falar de adopção normal, a questão aqui não tem a ver com adopção nem com a existência ou não de crianças para adoptar, tem a ver com direitos e com sermos todos seres humanos e cidadãos deste país. Se todos temos direito a votar, se todos pagamos os mesmos impostos, se somos iguais para tudo o resto, porque havemos de ser diferentes para a adopção?

Depois irrita-me profundamente quando alguém fala de família tradicional, o que é uma família tradicional? Aquilo que todo o mundo chama casal convencional não passa de uma questão cultural, se formos por aí então para além dos casais do mesmo sexo temos que proibir também a adopção por pessoas singulares ... e já agora retirar os filhos aos pais e mães solteiras ... e a todos os homossexuais, se não são bons pais de crianças adoptadas porque hão de ser de filhos biológicos?

A realidade é que tudo isto não passa de discriminação, dizer que alguém não pode adoptar porque tem gostos sexuais diferentes é a mesma coisa que dizer que não pode adoptar porque usa o cabelo comprido, ou roupas fora de moda, ou por ser do benfica. 

As pessoas devem ser avaliadas pela sua capacidade de amar e de educar, não pelos seus gostos, tudo isto é uma estupidez e não deveria ser precisa lei nenhuma para que alguém pudesse adoptar, porque como cidadãos, desde que cumpramos todos os requisitos, todos deveríamos ter esse direito.

Quanto à questão da escola e da maldade das crianças, é evidente que as crianças são más, mas também o são com quem é gordo, com quem usa óculos, com quem tira boas notas, mas isso não impede os gordos ou quem usa óculos de ir à escola.

Além disso, é tudo uma questão de educação, se educarmos as crianças para a diferença elas saberão aceitar a diferença, se as educarmos para a homofobia, elas serão homófobas.

Eu adoptei duas crianças negras, que tem pais brancos e uma irmã loira, é claro que na escola há quem se meta com eles por isso, eu devia fazer o quê? Devolvê-los porque são gozados na escola? Ou só deveria ter aceite crianças brancas para que não fossem gozadas por serem adoptadas?

Eu confio na minha capacidade de os educar na diferença e de ser capaz de os ajudar a conviver com essa diferença, porque é os homossexuais tem que ser diferentes de mim?


Jorge Soares

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publicado às 22:05


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