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Os ricos também se casam!

por Jorge Soares, em 04.08.15

jorgemendesecristianoronaldo.jpg

 

Imagem de aqui

 

Está aberta a Silly Season (é assim que isto se escreve?) , estamos no verão, o futebol ainda não começou, São Bento está fechado e os políticos estão a banhos, imagino a dor de cabeça que isto deve ser para os chefes de redacção dos meios de comunicação... pelo menos para aqueles (poucos) que ainda não vivem das exclusivas do paparazzis.

 

A noticia do fim de semana foi o casamento do senhor "dono do futebol todo" (este não é banqueiro!), Jorge Mendes casou-se e como bom português que é, escolheu a sua terra para o fazer,  e como não presume de ser pobre, decidiu fazer a coisa mesmo em grande.

 

Dizem os senhores jornalistas que a boda terá saído pele módica quantia de 500 mil Euros, mais coisa menos coisa, Só para alugar Serralves terão sido 100 000 Euros.

 

Entretanto passei os dois últimos dias a ler criticas, há muita gente escandalizada porque em tempo de crise se gaste rios de dinheiro num casamento, e muita gente escandalizada porque Cristiano Ronaldo deu de presente ao homem que de forma tão brilhante tem gerido a sua carreira, uma ilha grega. Muita gente escandalizada porque se fechou Serralves, e muita gente escandalizada porque naquele dia não pode ir à missa... e muita gente escandalizada porque...  fartei-me de ler epítetos como: "saloio", "provinciano", "parolos" ...cá para mim há muita gente com inveja....

 

Eu gostava de perceber a mentalidade do povo português, o homem tem um enorme sucesso, é o melhor naquilo que faz e por isso ganha montes de dinheiro, queriam o quê? Que se escondesse para se casar?

 

A maior parte do povinho que não tem 1% do dinheiro que ele tem, quando se casa leva  pelo menos metade dos convidados que ele levou, há quem convide os primos até ao 5 grau mais o cão e o gato e leve mais que ele... quem é que é que é mesmo  parolo? Ele, ou quem gasta o que não tem só para mostrar?

 

Li algures que todo o dinheiro recebido em presentes pelo Jorge Mendes seria distribuído por instituições sociais do norte do país, a maioria dos noivos da classe média e pobre, passa a cerimónia a rezar por envelopes recheados para poder ir de lua de mel para o México ou a Republica Dominicana... e mesmo assim há quem fique a dever parte da viagem... e ele é que é saloio?

 

O homem tem milhões e gastou cem mil Euros em Serralves, há muito boa gente que deixa os pais empenhados para pagar a boda na quinta de moda... e ele é que é parolo?

 

O homem escolheu o seu país para se casar, contribuiu e de que forma para a economia nacional, deu uma enorme ajuda ao orçamento de Serralves e no fim é criticado? Mas o que é que o resto do mundo tem a ver com o que ele gasta ou não no casamento?

 

E já agora, não é por estarmos em crise que ele deve deixar de gastar, é ao contrário, este dinheiro todo que ele gastou é muito bom para a economia do Porto.. e ter dinheiro não é vergonha nenhuma, vergonha é não ter e fingir que se tem, que é o que acontece numa grande parte dos milhares de casamentos que se celebram todos os fins de semana por esse país fora.

 

Malta, quem trabalha e de forma honesta ganha dinheiro, não tem porque ter vergonha de se mostrar, isso é para quem tem problemas de consciência ou coisas a esconder e sabem uma coisa? Os ricos também se casam!

 

Jorge Soares

 

PS:Não, eu quando me casei não levei centenas de convidados, foi assim mais para as duas dezenas, e nem foi só porque a coisa saía cara , foi porque eu detesto mesmo festas de casamento, mas não invejo quem gosta... 

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publicado às 23:10

Um Papa que vive antes do seu tempo

por Jorge Soares, em 21.10.14

Vaticano sinodo do papa.JPG

 

Imagem de aqui

 

Terminou no Domingo passado no Vaticano o Sínodo dos bispos católicos onde o papa Francisco levou a discussão o conceito de família contemporânea, entre os temas mais polémicos em discussão estavam a comunhão dos divorciados e a homossexualidade.

 

O simples facto de estes temas terem sido levados a discussão já são um enorme avanço para uma igreja católica há muito encerrada em si própria e de costas para a forma como o conceito de família tem evoluído ao longo dos tempos e sobretudo a partir da segunda metade do século passado.

 

O papa tenta mostrar o caminho, há bem pouco tempo foi noticia a aceitar num casamento celebrado por si em Roma uma mãe solteira e na forma como tenta mudar a forma como a igreja olha para os homossexuais católicos.

 

Desde a sua chegada a Roma que Francisco não se cansa de ser uma autêntica pedrada no charco na forma diferente e mais terra a terra como tenta levar o seu papado. Um papa humilde, próximo dos fieis e consciente da realidade social que existe para além dos muros do Vaticano.

 

Mas está claro que Francisco é um homem que vive muito para além do seu tempo e do tempo dos que o rodeiam, visto desde fora a sensação que dá é que por muita vontade e ideias que ele possa ter, o conservadorismo instalado não está disposto a mudar assim tanto e tão rapidamente.

 

Prova disso é que após duas semanas de discussão os dois pontos mais polémicos, a comunhão dos divorciados e o casamento entre homossexuais, foram chumbado pela maioria dos bispos presentes e terão até ficado de fora dos 63 pontos a discutir no próximo sínodo que ocorrerá daqui a um ano.

 

Não sei se quando elegeram Francisco, um jesuíta latino-americano, os cardeais teriam ideia das suas ideias revolucionárias e se tendo esse conhecimento o teriam eleito na mesma, para o bem da igreja e até do futuro da cultura ocidental, ele dure o suficiente para ir avante com as suas ideias.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:24

Conto - Uma noiva para o João do Campo

por Jorge Soares, em 05.04.14

 



Era uma vez um rapaz que vivia sozinho no campo e raras vezes ia à cidade. Falava apenas com as cabras, os pássaros e as árvores, a não ser na festa dos rebanhos. Chegado à idade de casar, não conhecia ninguém que quisesse viver com ele, e pensava que todas as raparigas preferiam ficar na cidade, em vez de ir viver para o campo, onde, às vezes, faz muito calor e muito frio, e não há luz à noite. Então o João – assim se chamava o rapaz – foi falar com o rei, dizendo:

 

– Meu rei, já tenho vinte anos e ainda sou solteiro. Não sei de ninguém que queira casar comigo. Peço-te que me arranjes uma noiva para viver, dia e noite, lá no campo onde moro.

 

O rei ficou muito admirado por alguém do seu reino não ter com quem casar e disse:

 

– Daqui a três dias, volta aqui, mas traze a coisa mais bonita que o campo tem, como prenda para a tua noiva.

 

João assim fez. Daí a três dias, voltou ao palácio com um braçado de malmequeres. Ao lado do rei estavam três pretendentes, que ele tinha arranjado, entre as solteiras da cidade. Uma disse:

 

– Não gosto de malmequeres, que me fazem espirrar!

A segunda disse:

– Tenho muitos, lá em casa, mais bonitos que esses!

A terceira disse:

– Os malmequeres são as minhas flores preferidas. Caso contigo.

 

No dia seguinte, fez-se uma grande festa e casaram-se os noivos que, por fim, partiram para o campo. Durante uma semana, viveram os dois muito alegres. Corriam, rebolavam nos prados, jogavam às escondidas e riam-se a valer. Depois, o casal começou a ficar triste, porque esperava que o casamento fosse diferente. A rapariga dizia que o João não gostava dela, o que era um pouco verdade. Achava-a muito delicada, muito “menina da cidade”. Começou a desejar que a sua noiva fosse mais robusta e gostasse de jogar à bilharda, à pedrada, e a outros jogos de rapazes do campo. Resolveram pedir ao rei que os descasasse e lhes arranjasse outros noivos. Assim fizeram.

 

Contaram ao rei o que tinha acontecido e ele ficou muito pensativo. Disse ao João:

 

 – Volta daqui a três dias, mas traze a coisa mais saborosa que o campo tem, como presente para a tua noiva.

João assim fez. Daí a três dias voltou com uma saca de peras, muito cheirosas e suculentas. Ao pé do rei, estavam três pretendentes. A primeira disse:

– As frutas doces fazem-me engordar.

A segunda disse:

– Para comer peras, fico em minha casa!

A terceira disse:

– As peras são a minha fruta preferida. Caso contigo.

 

Assim se fez e, depois da festa, os noivos partiram para o campo. Durante uma semana correram, saltaram, riram e brincaram muito. Depois começaram a ficar tristes. A rapariga dizia que o João já não gostava dela, e era verdade. Achava-a demasiado suave e frágil. Parecia-lhe que havia de preferir uma que fosse mais vigorosa e gostasse de jogar às quedas e ao jogo do pau.

 

Contaram tudo ao rei, que os descasou e que, depois de pensar um bocado, disse ao João:

– Volta cá daqui a três dias, mas traze a coisa mais divertida que há no campo, como lembrança para a tua noiva.

João voltou no dia combinado, com um par de cajados. A primeira das novas pretendentes disse:

– Que jogo tão rústico! Eu só gosto de jogos de tabuleiro.

A segunda disse:

– Que bruto; ainda alguém se magoa!

A terceira disse:

– O jogo do pau é o meu favorito. Caso contigo.

O rei, então, disse:

– Ide para o campo e voltai só daqui a um mês. Se então me disserdes que continuais a querer casar-vos, assim farei, mas só se gostardes de viver um com o outro.

 

Os noivos assim fizeram. Durante a primeira semana, não fizeram outra coisa senão jogar ao jogo do pau. Depois jogaram à pedrada, ao braço-de-ferro e ao salto a pés juntos, zonzos de alegria. João estava feliz. Finalmente encontrara alguém com os mesmos gostos. E também gostava do seu corpo, que era musculado e rijo, à maneira do campo. Passaram a dar muitos beijinhos e decidiram dizer ao rei que, agora sim, estavam bem um para o outro e queriam casar.

 

Mas, antes, a noiva confessou:

– João, eu, na verdade, não sou uma rapariga; sou o filho do rei. O meu pai, avisado por um mágico, fez que eu sempre me tenha vestido de princesa e ninguém no reino sabe que eu sou, na verdade, um príncipe. Quando te vi, gostei do teu ar campestre, e quando soube das tuas dificuldades com as outras raparigas, percebi que talvez fosse eu a pessoa que te pudesse contentar. E realizar-me contigo. Eu próprio, também me queria casar. Então, pedi ao meu pai para me deixar vir para o campo contigo.

 

João, apesar de surpreendido, aceitou e beijou apaixonadamente o amor da sua vida. Estavam ambos felizes e isso era o que na verdade interessava.

 

Quando se completou um mês, voltaram ao palácio e contaram ao rei que estavam decididos a casar. Houve uma grande festa e o rei, em pessoa, casou a princesa com o João, perante todo o povo. Todos se divertiram e um dos mais animados era o rei, que, finalmente, via o seu filho feliz.

 

 

 

–––––––   –––––––   –––––––

 

A perceção tradicional sobre a homossexualidade considerava que esta orientação se devia a erros de educação e outras influências do meio e que, portanto, evitando esses erros e essas influências se obtinham indivíduos heterossexuais, ou que, reeducando os já afetados, seria possível a “cura”. A reflexão sobre esta problemática, no entanto, tem vindo, aos poucos, a considerar que a tendência para se ter atração sexual por pessoas do mesmo sexo tem origem genética, sobretudo. Estudos neste sentido vão sendo divulgados e o crescimento desta conceção na mentalidade geral da sociedade vai fazendo compreender o sofrimento de quem nasce homossexual e se vê discriminado em muitos dos direitos de cidadão comum. Algumas sociedades levam a tentativa de melhorar este estado de coisas às leis.

 

Há quatro anos, o parlamento português instituiu o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A lei foi aprovada na especialidade no dia 11 de fevereiro de 2010 e entrou em vigor a 5 de Junho. Deste modo, Portugal passou a ser o oitavo país do mundo a realizar, em todo o território nacional, casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, juntando-se aos Países Baixos (2001), Bélgica (2003), Espanha (2005), Canadá (2005), África do Sul (2006), Noruega (2009) e Suécia (2009). Posteriormente também Islândia (2010), Argentina (2010), Uruguai (2013), França (2013), Nova Zelândia (2013) e Brasil (2013) optaram por semelhante consagração legislativa.

Joaquim Bispo

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:54

O que significa Racismo?

por Jorge Soares, em 30.07.12

Racismo

racismo 

s. m.
Sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre os outros, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria (racismo anti-semita dos nazis). 

 

Foi nos Estados Unidos, algures num restaurante em Princeton, que ouvi por primeira vez falar de Obama, um americano negro que a um ano das eleições se começava a perfilar como candidato a substituir Bush. Achei a coisa tão inverosímil que nem me dei ao trabalho de pensar muito no assunto. Não, não tinha passado assim tanto tempo nem tinam acontecido assim tantas coisas como para que isso fosse possível.

 

Curiosamente um ano depois aconteceu mesmo, um negro chegou à presidência americana, um homem cheio de grandes ideias e de boa vontade. Passaram quase 5 anos, é verdade que o mundo mudou, mas ao contrário de todas as expectativas que eu e meio mundo depositávamos num homem diferente, a verdade é que muito pouco dessas mudanças se devem a Obama ou ao seu governo... e coisas como Guantânamo ou sistema de saúde e de politicas sociais, principais bandeiras da campanha de Obama e de quem o apoiava, pouco ou nada mudaram.

 

Na verdade os Estados Unidos mudaram muito menos que aquilo que podemos pensar, hoje foi notícia no Público que em pleno século XXI ainda há quem teime em viver como se vivia na década de sessenta do século passado, na época de Marther Luter King e do seu "I Have  Dream".

 

Sabemos que é preciso muito mais que um presidente negro quando lemos que em  Crystal Springs, uma cidade do Mississípi negros foram impedidos de casar em igreja frequentada por brancos.

 

Andrea e Charles eram frequentadores daquela igreja no Mississipi e, quando decidiram casar religiosamente, escolheram-na. O pastor, Stan Weatherford, marcou a cerimónia mas a comunidade baptista, composta por brancos, não gostou. O templo existe desde 1883 e nunca ali houvera um casamento de pessoas negras; queriam que assim continuasse. 


Não sei o que me choca mais, se perceber que isto continua a acontecer ou se depois de isto acontecer, não só não acontece nada, como não há ninguém que simplesmente diga a estes senhores que isto não pode acontecer e eles se preparem para o continuarem a fazer.

 

Depois disto ficamos a perceber como é tão pequeno o poder do homem mais poderoso do mundo, que apesar de conseguir decidir o que vai acontecer em lugares tão distantes como o Iraque e o Afeganistão, não consegue fazer com que não exista descriminação e racismo contra pessoas como ele numa pequena cidade que fica no seu quintal.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:27

Terminou o casamento mais longo da história

por Jorge Soares, em 15.06.12

Terminou o casamento mais longo da história

Imagem do  Austrian Times 

 

Descansem, não é da Luciana e do Djaló que eu vou falar, até pode parecer dada a quantidade de vezes que ouvimos falar deles, mas não, o deles não é o casamento mais longo da história. Eu vou falar do verdadeiro casamento mais longo da história, que terminou ao fim de mais de 100 anos de vida em conjunto.

 

Ela chama-se Bibi e ele Poldi, tem ambos 115 anos, vivem na Áustria na mesma casa há 36 anos , antes tinham vivido em Basileia na Suíça, conheceram-se quando eram jovens e viveram como casal por mais de 100 anos.

 

Um destes dias, sem que nada o fizesse prever e sem que ninguém consiga explicar o motivo, Bibi fartou-se e literalmente, mordeu o seu parceiro e não voltou a consentir a sua presença por perto.

 

Apesar de todos os esforços, do recurso a comida saudável  e afrodisíaca e até da terapia de casal, parece que Bibi quer a casa só para ela e ninguém a  convence de a partilhar de novo com Poldi....

 

Para quem ainda não percebeu, estamos a falar de um casal de tartarugas que vive num jardim zoológico austríaco, pelos vistos e ao contrário do que muita gente afirma, nem entre os  animais o amor é para sempre, por muito que este tenha durado mais de 100 anos.

 

Gostava de perceber o que é que os senhores do zoo querem dizer com "terapia de casal" e quem terá sido o terapeuta que tentou ouvir estas tartarugas e entender os seus problemas.....

 

Parece que os tratadores ainda não desistiram, devem ser solteiros,  e acham que eles se vão reconciliar, mas convenhamos que aturar alguém por mais de 100 anos e ainda por cima num espaço confinado, é obra,... gabo  a paciência dos bichinhos.

 

Jorge Soares

 

 

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publicado às 21:48

Para o coração não há prescrição... haverá direito ao perdão?

 

Imagem minha do Momentos e Olhares 

 

A noticia é do Público, que se baseou num jornal inglês, que se terá baseado num italiano...  antes as histórias passavam de boca em boca, agora passam de página online em página online... e ainda bem, porque o que se perde em objectividade ganha-se em conhecimento... mas vamos ao que interessa.

 

Ele chama-se António e tem 99 anos, ela chama-se Rosa e tem 96, estão juntos desde 1934, qualquer coisa como 77 anos, uma longa vida inteira de alegrias e tristezas da que resultaram cinco filhos, doze netos e até um bisneto. Por estes dias António decidiu dar uma olhadela numas coisas antigas que encontrou num velho móvel lá de casa e descobriu que Rosa guardava cartas de amor que datam dos anos 40 do século passado... cartas que não eram dele e sim de outro homem, cartas que mostravam que algures, há 60 anos atrás, Rosa o teria traído.

 

Apesar da confissão e do arrependimento de Rosa, António não perdoa e o casal está em processo de divórcio.

 

Eu tenho uma máxima, só sabemos como vamos reagir ante qualquer situação da vida quando passamos por ela, a vida já me ensinou muitas coisas e nem sempre me deixou bem na fotografia. Visto desde aqui, sem saber muito mais que o que li nas poucas linhas da notícia do público, custa-me a crer que 77 anos de vida em conjunto não possam pesar mais que algo que aconteceu há 60 anos.... se aturar alguém durante mais de 70 anos não nos fazem merecedores do céu e do perdão por algo que aconteceu há  tanto tempo, o que poderá fazer?

 

Não deixa de ser engraçado ler os comentários à notícia e a alguns posts da blogosfera, há quem fale da honra vingada, há quem ache que o facto de a senhora guardar as cartas durante tanto tempo é sinal de que continuava a amar o outro, há quem ache uma parvoíce e que não merece que duas pessoas terminem a vida em solidão, há quem jura que perdoaria e quem garanta a  pés juntos que não... e claro, nunca falta alguém que ache que o senhor não tinha nada que andar a bisbilhotar os papeis antigos... então e o direito à privacidade da senhora?... 

 

Está visto que para os crimes do coração não há prescrição... haverá direito ao perdão? vocês acham que perdoavam?

 

Jorge Soares

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publicado às 20:44

Casamento Homossexual, a reacção das crianças

por Jorge Soares, em 15.12.11


Reacção de uma criança ao encontrar pela primeira vez um casal gay e tentar entender essa relação. Reparem bem na reacção dele e na conclusão que ele retira da situação.

É curioso como uma criança consegue simplificar e desmitificar algo que a tantos adultos lhes faz confusão.

 

Jorge Soares

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publicado às 13:11

Girls not brides, as meninas não são noivas

Imagem de Girls not Brides

 

O casamento infantil rouba a infância a 10 milhões de raparigas todos os anos. Baseado nas tradições, o casamento infantil nega a milhões de meninas o seus direito à saúde, educação e segurança.

 

Neste vídeo uma série de personalidades tentam chamar a nossa atenção para uma prática terrível que baseada em supostas tradições ancestrais rouba a vida a milhões de crianças todos os anos. No vídeo, personalidades como Graça Machel, Desmond Tutu ou  Mary Robinson, tentam chamar a atenção para este problema que todos os dias rouba a inocência a muitas crianças. O Objectivo é pedir ao mundo para que se faça um esforço para que se possa terminar com esta prática numa geração... mostrar ao mundo que as tradições não são leis.

 

As crianças não são noivas, as tradições também se mudam, fim ao casamento infantil.

 

 

Jorge Soares

PS: Obrigado pela partilha Dulce

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publicado às 21:26

O padre manda, não tem cuecas .... não casa!

por Jorge Soares, em 29.07.11

Noiva sem calcinha não casa mesmo, manda o padre

 

Imaginem a cena: A igreja está cheia com os mais de 200 convidados, o noivo impaciente e nervoso espera ansioso junto ao altar pela chegada da noiva.

 

Esta chega, talvez um pouco atrasada e  de branco imaculado como mandam as regras, radiante no seu vestido cruza toda a igreja até se posicionar ao lado do noivo preparada para a cerimónia..

 

Em lugar de dar inicio ao casamento, o padre escandalizado com a quantidade de pele à mostra nas costas da jovem nubente, manda esta para a sacristia onde alguém  verificará o que há por baixo do vestido.

 

Passado um pouco, o padre horrorizado com a falta de vergonha da jovem, informa o noivo, as famílias e restantes convidados, que não há casamento porque a noiva não vestiu roupa interior... e para além disso.... está completamente depilada.

 

É difícil de acreditar, mas segundo esta noticia do Expresso, aconteceu mesmo... foi no Brasil, o padre dá pelo nome de Jonas Mourinho e tem 68 anos.

 

Ainda segundo a mesma noticia, "Depois deste episódio, o padre Jonas deixou dois avisos afixados na apostila do curso de noivas: "noiva sem calcinha é Satanás na cabecinha" e "vagina careca é o diabo na boneca"."

 

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Dá para acreditar?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:40

A melhor fotografia do casamento real

 

 

Vocês desculpem lá a minha ignorância, mas alguém me quer explicar qual a importância dos noivos e a sua influência no mundo para que este casamento tenha  tido a cobertura a nivel mundial que teve? Como é que nesta fase da vida ainda há tanta gente que acredita em histórias de principes e princesas? Com tantas coisas importantes e reais que há no mundo... poupem-me!

 

A imagem veio do Facebook... e é no minimo.. estranha

 

Jorge Soares

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publicado às 21:09


Ó pra mim!

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