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Papamóbile

 

Imagem do P3 

 

Fui dos que expressei desconfiança sobre se este papa representaria uma verdadeira mudança para a igreja católica, hoje dou o braço a torcer. Depois de ficar conhecido como o papa que gosta de andar de autocarro e que dá cabo dos nervos dos homens da segurança, a apresentação do novo Papamobile movido a pedais convenceu-me, este é mesmo um papa diferente.

 

Resta saber como irão escolher o padre ciclista que terá a honra de conduzir o papa pelo meio da multidão... e servir de escudo humano em caso de atentado.. e já agora, por 204 mil Euros, bem que podiam ter colocado um teto para o ciclista.

 

Jorge Soares

publicado às 21:53

Armstrong deu uma entrevista de duas horas e meia a Oprah Winfrey

Imagem do Público

 

A propósito da entrevista em que Lance Armstrong aparentemente resolveu confessar-se a Oprah Winfrey, vou copiar aqui o que escrevi há uns tempos atrás sobre Armstrong e o ciclismo. Hoje há quem queira inclusivamente colocar em causa este desporto como modalidade olimpica.. onde andava toda esta gente até agora? Quantos outros ciclistas já foram apanhados ou confessaram que se doparam durante parte ou toda a sua carreira? Andavam todos a olhar para onde?

 

Até hoje Lance Armstrong era para mim o maior ciclista de todos os tempos, porque para além de ganhar mais tours de França que qualquer outro ciclista, essas vitórias foram numa época em que o profissionalismo tomou conta do ciclismo. Há muitas mais equipas, muitos mais atletas e sobretudo, porque ao contrário dos grandes nomes de outros tempos, ele ganhou as provas numa época em que os ciclistas passam por centenas de controlos antidopagem.. o que supunha eu, tornava este desporto muito mais limpo.

 

Desde sempre existiu uma áurea de suspeição à sua volta, desde a sua primeira vitória no Tour que à boca pequena ou grande, havia muita gente a dizer que aquela força toda que o levava a subir montanhas a uma velocidade que para alguns seria dificil na descida, tinha por trás muitos segredos e muita ciência.

 

Sou um seguidor do ciclismo, em particular das grandes voltas, sempre achei que não era possível que alguém conseguisse passar controlos antidopagens diários, controlos feitos pelos mais modernos e prestigiosos laboratórios desportivos do mundo, sem estar limpo. Não, não era possível, todo aquele barulho de fundo eram desculpas de quem queria e não conseguia ter pernas e força para o acompanhar e/ou vencer.

 

Hoje percebi que afinal  Lance Armstrong, o homem que venceu o cancro e sete tours, não passa de um mentiroso, um enorme ídolo com pés de barro.

 

Com essa percepção e depois de saber que as mais de mil páginas sobre ele e as equipas em que correu, se baseiam sobretudo nos testemunhos de pelo menos 11 dos seus colegas, todos primeiras figuras do ciclismo mundial,  que admitiram não só que ele se dopava, como que eles também o faziam, não só vi como se desmoronava um dos maiores ídolos com pés de barro de toda a história do desporto, como fiquei com a imagem de que o ciclismo, pelo menos o ciclismo de alto nível, é uma enorme mentira.

 

Um desporto em que são mais importantes os médicos e os químicos que os atletas, só pode ser uma enorme mentira e aquela frase tantas vezes repetida: "Ninguém sobe montanhas só a comer bifes e vegetais", afinal é mesmo verdade

 

Talvez volte a passar tardes inteiras colado ao televisor a ver as etapas das grandes voltas, mas nunca deixarei de pensar: será que aquilo é um atleta ou o resultado da pesquisa de um qualquer laboratório farmacêutico?

 

Jorge Soares

publicado às 08:30

Lance Armstrong, um ídolo com pés de barro

Imagem do Público

 

Até hoje Lance Armstrong era para mim o maior ciclista de todos os tempos, porque para além de ganhar mais tours de França que qualquer outro ciclista, essas vitórias foram numa época em que o profissionalismo tomou conta do ciclismo. Há muitas mais equipas, muitos mais atletas e sobretudo, porque ao contrário dos grandes nomes de outros tempos, ele ganhou as provas numa época em que os ciclistas passam por centenas de controlos anti-doping.. o que supunha eu, tornava este desporto muito mais limpo.

 

Desde sempre existiu uma áurea de suspeição à sua volta, desde a sua primeira vitória no Tour que à boca pequena ou grande, havia muita gente a dizer que aquela força toda que o levava a subir montanhas a uma velocidade que para alguns seria dificil na descida, tinha por trás muitos segredos e muita ciência.

 

Sou um seguidor do ciclismo, em particular das grandes voltas, sempre achei que não era possível que alguém conseguisse passar controlos antidopagens diários, controlos feitos pelos mais modernos e prestigiosos laboratórios desportivos do mundo, sem estar limpo. Não, não era possível, todo aquele barulho de fundo eram desculpas de quem queria e não conseguia ter pernas e força para o acompanhar e/ou vencer.

 

Hoje percebi que afinal  Lance Armstrong, o homem que venceu o cancro e sete tours, não passa de um mentiroso, um enorme ídolo com pés de barro.

 

Com essa percepção e depois de saber que as mais de mil páginas sobre ele e as equipas em que correu, se baseiam sobretudo nos testemunhos de pelo menos 11 dos seus colegas, todos primeiras figuras do ciclismo mundial,  que admitiram não só que ele se dopava, como que eles também o faziam, não só vi como se desmoronava um dos maiores ídolos com pés de barro de toda a história do desporto, como fiquei com a imagem de que o ciclismo, pelo menos o ciclismo de alto nível, é uma enorme mentira.

 

Um desporto em que são mais importantes os médicos e os químicos que os atletas, só pode ser uma enorme mentira e aquela frase tantas vezes repetida: "Ninguém sobe montanhas só a comer bifes e vegetais", afinal é mesmo verdade

 

Talvez volte a passar tardes inteiras colado ao televisor a ver as etapas das grandes voltas, mas nunca deixarei de pensar: será que aquilo é um atleta ou o resultado da pesquisa de um qualquer laboratório farmacêutico?

 

 

Jorge Soares

publicado às 22:06


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