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"Polícias unidos jamais serão vencidos"

por Jorge Soares, em 21.11.13

Polícias à porta do parlamento

 

Imagem do Facebook 

 

A frase foi repetida muitas vezes durante toda a manifestação que hoje juntou perto de 10000 elementos das forças de segurança em frente ao parlamento.

 

Os últimos orçamentos de estado tem reduzido em muito os orçamentos de todas as forças de segurança, hoje a meio da tarde na Antena 1 alguém dizia que o orçamento para combustíveis na Polícia judiciária será reduzido em 70% com o novo orçamento de estado, e já há quem calcule que a partir de Abril os carros fiquem parados.


Todos estes cortes tem significado uma enorme deterioração das condições de trabalho das polícias e começam a pôr em causa a segurança e o bem estar de polícias e restante população do país.

 

Os polícias também são cidadãos, também tem famílias, para alimentar e como a grande maioria do resto da população, também tem salários baixos e sobretudo, péssimas condições de trabalho... e tem é claro, tanto direito à indignação como qualquer outra pessoa. A manifestação de hoje foi um aviso ao governo, um enorme cartão amarelo, era bom que a mensagem passasse

 

A manifestação terminou de uma forma completamente inédita, pela primeira vez o corpo de intervenção foi ultrapassado e os polícias manifestantes terminaram a gritar consignas no cimo da escadaria... se calhar muita gente esperava mais, mas até aí foi dada uma lição, cumprido o objectivo, a manifestação terminou, sem excessos, sem violência, sem bastonadas, sem arremesso de pedras.... era bom que fosse sempre assim.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:45

Victor Gaspar

Imagem do Público

 

Há pouco no telejornal, alguém explicava que de acordo com as contas já apuradas, dificilmente o défice público chegará aos aos 5%, isto porque como era mais que evidente para todos menos para o governo, a contracção económica que resulta da austeridade faz com que a receita fiscal esteja muito abaixo das piores previsões.

 

Mesmo com esta realidade, ou talvez porque alguém  ande a pintar um cenário cor de rosa quando todos sabemos que ele é negro cerrado, desde a Europa vão-nos dizendo que não senhor, como nós somos bem comportados e fazemos tudo o que nos mandam, o prémio é  continuarmos a pagar os mesmos juros exorbitantes e dentro dos prazos acordados. 

 

E Claro, o senhor primeiro ministro e o senhor Ministro Gaspar concordam... para que havíamos nós de pagar menos juros e ter mais tempo?, afinal basta com aumentarmos mais uns impostos, tirarmos mais uns subsídios e as contas devem dar... e se não derem, inventam-se mais umas medidas de austeridade, afinal, de certeza que ainda há por aí quem esteja a viver acima das suas possibilidades.

 

Acho tudo isto ridículo, hoje Portugal colocou obrigações e teve que pagar juros acima de 7%, está mais que claro que mesmo com todo o sofrimento  a que nos estão a obrigar, estes senhores não conseguem arranjar maneira de acertar com os números, o que conseguiram até agora foi à custa dos nossos salários e direitos. 

 

O ano que vem será de certeza pior que este, alguém acredita que daqui a um ano Portugal poderá voltar ao mercado com juros e condições comportáveis por uma economia que estará de rastos?

 

Parece que ninguém aprendeu nada com o que se está a passar na Grécia, não seria muito mais inteligente aliviar a carga desde já, descer os juros para níveis decentes e que se consigam suportar, estender os prazos de pagamento e  com o dinheiro liberto por essa via aliviar um pouco a pressão e disponibilizar dinheiro para a economia?

 

O BCE empresta dinheiro aos bancos com os juros mais baixos de sempre, 0.5% e ao mesmo tempo obriga os países em crise a pagar acima de 5%, que sentido faz isto?

 

Eles acham que daqui a um ano haverá condições para que Portugal volte ao mercado, não percebo como, daqui a um ano estaremos muito mais próximos da Grécia do que estamos agora... e nessa altura de certeza que teremos que renegociar juros e prazos, entretanto perdeu-se mais um ano... para quê? 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:51

Telma Monteiro

Imagem do JN 

 

- Então a Telma Monteiro já foi eliminada?

- Já, perdeu logo no primeiro combate.. e o Pina também.

- Que vergonha, para isso mais valía terem ficado em casa, vão para lá fazer figuras tristes para quê?

 

A conversa não era comigo e confesso que tive que morder a lingua e contar até dez para não me meter, mas fiquei triste, não pelo resultado dos atletas, mas sim pela memória curta e até ignorância que tantas vezes nos levam a fazer avaliações e a tecer comentários deste tipo sobre quem melhor ou pior mostra valor para representar o país seja no desporto ou noutra coisa qualquer.

 

A Telma Monteiro é bicampeã Europeia e vice campeão mundial, é uma atleta que sempre que representa o país o faz com uma enorme dignidade,  que sabe que ganhar e perder fazem parte do desporto e mesmo quando nos jogos olímpicos, tal como esta vez, as coisas não lhe correm bem, mostra uma enorme atitude não se desculpando nas condições, nos árbitros ou no que quer que seja.

 

Somos um país pequeno em que o desporto não é nem nunca foi uma das prioridades, os nossos atletas treinam e muitas vezes competem em condições que estão a anos luz do que seria digno e desejável e , ao contrário do que acontece pelo mundo fora onde os grandes atletas vivem da e para a competição, por cá quem se dedica ao desporto tem muitas vezes que escolher entre competir ou arranjar uma forma de garantir dia a dia e o futuro.

 

Para além de não termos população suficiente, basta pensar que por exemplos no Judo há muitos países que tem mais cintos negros e mestres do que nós temos em Portugal atletas a competir, não temos infra-estruturas nem forma de dar aos nossos jovens condições para se tornarem atletas de verdadeiro sucesso na alta competição.

 

Dito isto, tirando aqueles casos em que aparece alguém com uma capacidade natural acima da média, o normal não será termos muitos campeões e medalhas em jogos Olímpicos, campeonatos Europeus ou Mundiais, o normal será mesmo termos cada vez menos, porque a verdade é que cada vez se investe menos... e é bom que interiorizemos isto e mostremos um pouco de respeito a quem mesmo apesar de tudo isto se esforça e trabalha árduamente para conseguir classificar-se e representar o país o melhor possivel.

 

E com isto este blog entra em modo de férias, desejo umas boas férias a quem está ou vai estar de férias e um bom trabalho a quem estará a trabalhar.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:27

O grafitti nas escolas

 

A reportagem é interessante e está muito bem conseguida, fala de uma iniciativa que é de louvar e que sem dúvida deveria ser repetida em muitas outras escolas, mas a mim uma das coisas que me chamou realmente a atenção foram as condições em que está aquela escola e que são visíveis nas diversas partes que foram gravadas no recinto.

 

O que podemos ver são paredes e portas completamente cobertas de grafitti e num estado miserável, e confesso, a mim faz-me imensa confusão.

 

Dos meus tempos de Liceu, Liceo Carlos Soublette em Caracas, lembro-me de mais de uma vez andar a pintar paredes com alguns dos meus colegas, na entrada havia uma parede enorme com um mapa do país com cada um dos estados pintados da sua cor e uma frase de Simon Bolivar ao lado. Esse mural era mantido impecável e repintado todos os anos... por nós.

 

Naquela altura ainda era o tempo das vacas gordas na Venezuela e não faltava dinheiro para a educação, acho que nos faziam pintar algumas das paredes para nos dar consciência que a escola era de todos e que portanto a tínhamos que cuidar... e nós cuidávamos... e não havia um grafitti ou uma frase numa parede em toda a escola. Porque para além de mais, nós respeitávamos o recinto da escola. Depois de ver a reportagem fui dar uma volta pelo google... encontrei algumas fotografias actuais do meu liceu... as paredes continuam limpas... e até há uma fotografia de alunos a pintar.

 

Ver as paredes daquela escola de Lisboa fez-me pensarem  que tipo de respeito tem os alunos actuais pelo recinto escolar, como é que se deixa chegar as instalações de uma escola até aquele estado?

 

Queremos tanto ser um país desenvolvido, um país da linha da frente... como? se as nossas escolas tem aspecto de zonas de guerra?...de uma guerra perdida!

 

O Programa é o 30 minutos e foi na RTP 1 no dia 15 de Janeiro, podem ver aqui

 

Jorge Soares

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publicado às 21:31


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