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Livro - A Alma do Mundo de Susanna Tamaro

por Jorge Soares, em 03.06.13

A alma do Mundo

 

Não me lembro de ter lido antes algum livro de Susanna Tamaro, este estava no monte dos lidos pela R.,  um monte que não para de crescer, com coisas dos mais variados estilos e para todos os gostos. Peguei nele só porque era o que estava por cima.

 

Se tivesse que descrever o tema eu diria que, este é um livro que fala de solidão, é a história de alguém que nasce, cresce, se torna homem e vive na mais absoluta solidão, não porque viva só, mas porque apesar de viver e interagir com muitas pessoas ao longo da sua vida, não consegue deixar mais que uma ténue marca no mundo que o rodeia.

 

Walter é filho único e mantém uma relação distante com o seu pai, um homem marcado pela segunda guerra mundial. Um dia com 16 anos após mais uma discussão decide partir e correr mundo, termina viciado em álcool e internado numa clínica de reabilitação. Ali conhece Andrea, a única pessoa em toda a sua vida com quem consegue ter algum tipo de ligação.

 

Todo o resto do livro não é mais que uma enorme colecção de metáforas e analogias sobre o percurso dos seres humanos. Walter passa por diversos estados de espírito mas por mais que tente não consegue sair do buraco escuro onde a sua solidão teima em o encerrar. Tudo se lhe escapa entre as mãos: o sucesso como escritor, os empregos, o amor, as amizades, a família... e à sua volta só cresce o silêncio e a solidão.

 

No fim, quando pensamos que finalmente encontrou um objectivo e um caminho, resulta que este só o leva ao encontro de mais vazio e mais solidão.

 

Em resumo, é um bom livro, bem escrito, mas não deixa de ser um livro triste e até deprimente... mas esta é só a minha opinião, leiam a sinopse...

 

Sinopse:

 

Alma do mundo é um best-seller nos Estados Unidos e em todos os países da Europa em que foi lançado. Susanna Tamaro é fenómeno de vendas sem nenhuma fórmula de sucesso. O título já diz tudo: Anima Mundi, na filosofia de Platão, significa a divindade que unifica o que é diferente e o que é similar para criar a alma do mundo. É um livro sobre compaixão, erros, amor e amizade, partilhado entre dois jovens em busca, por trilhas diferentes, de seus caminhos, seus ideais.


Susanna Tamaro utiliza os elementos – Fogo, Terra e Vento – que coincidem com três períodos distintos na vida de seu protagonista, Walter. É através dele, a voz da consciência, que é narrado o tortuoso caminho de sua estrada e também a não menos penosa de seu amigo Andrea.


O romance é dividido em três partes. Na primeira, Fogo, a autora mostra a relação passional (e celibata) entre os dois jovens. Andrea, um rapaz experiente e de personalidade agressiva, contrasta com Walter, figura doce e sensível. Juntos eles escapam do hospital psiquiátrico em que se conheceram. Na fuga, planejam seu futuro. Andrea quer ser um justiceiro e Walter quer ter uma vida comum, casar e ter filhos. Andrea demove-o dessa idéia e o convence a ser um artista, um poeta e que esse é o seu destino.


Na segunda parte, Terra, Andrea desaparece do cotidiano de Walter, mas é sempre citado em suas lembranças como ponto de referência de seus actos. Walter vai para Roma, vira escritor, conhece o sexo, o amor, mas é infeliz. Percebe que as metas traçadas por Andrea estão muito difíceis de ser alcançadas.


Um dia ele recebe uma carta de Andrea, pedindo ao amigo que vá ao seu encontro. Aí começa a terceira parte do livro – Vento. Walter não vai de imediato. Ele não se sente preparado para revelar que falhou como um grande artista. Então, volta para casa. Lá encontra uma outra carta de Andrea, que nunca havia chegado às suas mãos. Walter sai em busca de Andrea, mas encontra uma freira. Neste encontro acontece a grande reviravolta do livro.


Jorge Soares

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publicado às 21:45

RDP, serviço público ou a voz do dono?

por Jorge Soares, em 24.01.12

RDP termina programa A voz do Tempo

 

Imagem do Público 

 

Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião "Este Tempo", da Antena 1. 

 

Um destes dias alguém colocou no Facebook um vídeo que começava com uma imagem de Pedro Passos Coelho, se não me engano em fundo iam-se escutando frases deste sobre a situação do país e as medidas de austeridade, à medida que se ouviam as frases a imagem ia-se transfigurando até que no fim já se tinha convertido numa fotografia do Salazar. Na altura achei aquilo ridículo, não me parece que exista alguma hipótese de o tempo andar assim tão para trás.... mas ao ler notícias como esta começam a surgir algumas dúvidas sobre onde nos levará o caminho que a politica e este governo nos fazem seguir.

 

Como ouvinte da Antena 1 sinto-me triste e  preocupado, é preocupante sentir que a censura se vai instalando e as vozes criticas vão desaparecendo, gostava sinceramente de saber de onde veio a ordem de acabar com o programa, terá sido do ministério de Miguel Relvas ou da embaixada de Angola?... em qualquer dos casos é preocupante.

 

“para que serve uma rádio pública e um serviço público?” ... “Para dar voz às pessoas ou para ser a voz do dono?”.»

 

Raquel Freire na sua última crónica do programa Este tempo da RDP

 

Ouvir a crónica de Pedro Rosa Mendes 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:00


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