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Crianças da Casa Pia foram Cobaias em estudo

Imagem do Público 

 

 

Não vi a reportagem na RTP e infelizmente não está online, o que sei foi o que li no Público e no DN que é muito pouco, segundo o Publico, durante oito anos, 500 crianças da Casa Pia foram submetidas, sem saberem, a experiências que “nunca tinham sido feitas sequer em animais”. Experiências que visavam descobrir o efeito do mercúrio nos dentes.

 

Imagino que não seja novidade para ninguém que o Mercúrio é altamente tóxico e nocivo para a saúde de qualquer ser humano, muito mais para crianças entre os 8 e os dez anos, que são as que são referidas na reportagem.

 

Ainda segundo a notícia, tudo isto terá sido feito com conhecimento das autoridades... autoridades?, que autoridades?, quem na instituição ou no estado pode autorizar que se utilizem crianças institucionalizadas como cobaias? Convém saber quem e como se autoriza uma coisa destas... porque isto é inacreditável... completamente surreal.

 

Já aqui defendi, neste post, que no caso da pedofilia faltou apurar os responsáveis da instituição que permitiram que dezenas de crianças fossem usadas e abusadas dentro e fora da instituição durante anos, recuso-me a acreditar que ninguém dos responsáveis sequer ouviu falar do que se estava a passar. Agora ante mais este caso na mesma instituição, reafirmo, deverão ser encontrados os responsáveis, estas coisas não podem simplesmente ficar impunes... é de crianças que estamos a falar.

 

A sensação de que ficamos de tudo isto é que as crianças institucionalizadas, as crianças que estão ao cuidado do estado e de outras instituições em que este delega as suas responsabilidades, são os parentes pobres da nossa sociedade, já não basta o abandono a que foram votados pelas suas famílias para que o próprio estado as descure e até utilize desta forma.

 

Espero sinceramente que tudo isto não caia no esquecimento, espero que se apurem dentro e fora da instituição os responsáveis por mais este absurdo.

 

Update, podem ver aqui o vídeo da reportagem, colocado online pelos responsáveis do Aventar

 

Jorge Soares

publicado às 21:32

Foi a Sónia que através do Facebook me chamou a atenção para este vídeo, é uma reportagem da SIC sobre uma visita de crianças institucionalizadas a um quartel de Bombeiros na Guarda.


Para além de que uma vez mais a SIC se esqueceu que existe uma lei que protege as crianças institucionalizadas e que portanto não deveria nunca mostrar as crianças de forma a que estas fossem identificáveis, há uma parte em que a Jornalista nos conta como por puro acaso, se reencontraram irmãos que já não se viam há mais de um ano.


Ou seja, a mesma Segurança Social que é tão renitente em separar irmãos para adopção de modo a que estes não percam o contacto entre si, e há crianças que graças a esta renitência nunca são adoptadas, permite que irmãos que estão em instituições diferentes, se calhar a poucos quilómetros umas das outras, passem anos sem se verem...


Alguém me explica qual é a lógica disto?...Será que não havendo forma de colocar todas as crianças na mesma instituição, não haverá forma de garantir o contacto regular entre elas?


Como é possível que estas coisas aconteçam e que seja necessário um caso fortuito destes para que os irmãos se reencontrem após mais de um ano sem se verem?





Já agora, quem permitiu que as crianças fossem filmadas desta forma, será que os tribunais que as encaminharam para as instituições e que são os responsáveis legais foram consultados?


Jorge Soares

publicado às 23:01

Plano DOM suspenso

Imagem de aqui

 

Hoje à hora do almoço, ao ler o Jornal de notícias, deparei-me com duas notícias que aparentemente não têm nada a ver uma com a outra, mas que na realidade podem ter tudo a ver.

 

Na primeira falava-se de um jovem de 16 anos que foi encontrado morto numa instituição de acolhimento de Fafe, tinha sido sinalizado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Peniche e institucionalizado. A notícia, que não está online nem foi referida em mais nenhum meio de comunicação, não era clara sobre a forma como terá morrido o jovem, mas indica que terá ocorrido após ele ter tido conhecimento de um castigo que lhe iria ser aplicado na escola... que é na própria instituição.

 

A segunda notícia, fala sobre a suspensão por parte do governo do plano DOM nas instituições de acolhimento nacionais. O Plano DOM – Desafios, Oportunidades e Mudanças, tem como objectivo principal a implementação de medidas de qualificação da rede de Lares de Infância e Juventude, incentivadoras de uma melhoria contínua da promoção de direitos e protecção das crianças e jovens acolhidas, no sentido da sua educação para a cidadania e desinstitucionalização, em tempo útil.

 

Este plano foi iniciado em 2007 nas instituições que aceitaram aderir e tinha como objectivo dotar as instituições de pessoal qualificado e preparado para lidar com os jovens institucionalizados.

 

Segundo a notícia, a suspensão do plano fez com que a grande maioria das instituições ao não ter financiamento do estado para pagar os salários, optassem por não renovar os contratos com as pessoas contratadas ao abrigo do plano. Na prática o que isto significa é que tudo voltou às condições que existiam em 2007, sendo que no exemplo que davam no jornal, uma instituição para a que tinham sido contratados dois técnicos e várias auxiliares, ficou só com o pessoal que tinha antes do plano: 1 técnico e 3 auxiliares. Isto na prática significa que as crianças estão entregues a auxiliares que são em número insuficiente.

 

Não faço ideia se a instituição onde morreu o jovem é uma das que despediu os técnicos ou não, mas será que com o acompanhamento necessário e adequado o jovem teria morrido?

 

O Plano DOM foi um enorme salto em frente na institucionalização de crianças no nosso país, o último que tinha ouvido sobre o assunto é que todas as instituições seriam obrigadas a aderir ou teriam que encerrar, porque o que o plano implementava era considerado o mínimo exigível para o bem estar das crianças....a sua suspensão é um erro terrível que representa um enorme retrocesso na qualidade de vida das mais de 10000 crianças que estão institucionalizadas.

 

A crise e a Troika não podem justificar tudo, é da vida das crianças que estamos a falar

 

Jorge Soares

publicado às 22:59


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