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Francisco Loução

 

Imagem do Público 

 

"Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exactamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".


A primeira imagem que tenho de Francisco Louçã tem a ver com um cartaz que dizia qualquer coisa como "mais vale um deputado barulhento que muitos calados" Uma frase que deu o mote ao que seria desde aquele momento e até hoje a forma de estar dele e do bloco de esquerda no parlamento.

 

Não ouvi nem li as declarações em que explica a sua saída neste momento, não faço ideia de o que o terá levado a tomar esta decisão numa altura em que se discute na assembleia da República o mais pesado e penalizador orçamento de estado da história da democracia. Uma altura em que fazem falta no parlamento todas as vozes.

 

Para mim que desde há muito me identifico com as ideias e políticas do Bloco de esquerda esta saída de Louçã neste momento é uma enorme surpresa e até desilusão, imagino que ele terá as suas razões e que se calhar até faz parte das estratégias do Bloco de forma a garantir o futuro, mas não deixa de ser estranho que o coordenador e principal voz do partido deixe o parlamento numa altura destas.

 

Não concordo, tal como não concordei quando o Bloco se recusou a ir falar com a Troika antes da assinatura do memorando, mas eu nem sequer sou militante do partido, sou simplesmente um simpatizante, resta-me portanto respeitar e agradecer a Francisco Louçã a forma e a dignidade como durante todos estes anos exerceu os cargos para os que foi eleito

 

Até na forma como saiu, sem se agarrar ao poder e á situação, ele é o exemplo de que afinal os políticos não são todos iguais, há quem escolha a política para se servir do país e quem a escolha para o servir.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:07

Fernando Nobre renumciou ao cargo de deputado

Imagem do Público

 

"Quanto ao Sr Fernando Nobre, é cedo para a campanha eleitoral..e se como presidente da Ami ainda não conseguiu colocar-se em perspectiva sobre a realidade do mundo em que vivemos, o melhor é que se continue a dedicar à Medicina e deixe a politica de lado."

 

A frase é minha e foi escrita neste mesmo blog no dia 17 de Fevereiro de 2010, o post tinha como título Tudo na vida é uma questão de perspectiva, tinha voltado de Cabo Verde há uns dias com mais uma filha e uma perspectiva do mundo muito diferente. Entretanto entre o episódio da utilização da fotografia nos cartazes de campanha e as reviravoltas do senhor, escrevi mais sete posts sobre ele... podem ver os títulos aqui.

 

Muita gente olhou para Nobre e viu como uma alternativa aos políticos, um exemplo de cidadania, alguém que poderia fazer a diferença, bom, nem tudo se perdeu, em ano e meio ele conseguiu mostrar que as alternativas que nascem da cidadania são uma utopia. A capacidade politica, a liderança, a capacidade diplomática, não são algo que nasça espontaneamente. Os partidos políticos, todos os partidos políticos, são para além de mais escolas de liderança, com tudo o que de bom e de mau isso quer dizer. Não é líder quem quer, é líder quem tem a capacidade de o ser e se prepara para isso.

 

Foi a 17 de Fevereiro de 2010 que Nobre apresentou a sua candidatura à presidência da República, há quase exactamente um ano  e meio, desde então foi acumulando disparates e contradições. Hoje saiu a noticia da sua renúncia ao cargo de deputado. Pelos vistos  servir o país só tem piada quando estamos sentados na cadeira do poder, servir o país desde a terceira ou quarta fila da assembleia da República só dá trabalho, não dá prestigio. 

 

Espero que lhe tenha servido de lição, a ele, aos partidos politicos e ao país, a coisa não está para utopias e lirismos.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:43

 O deputado Ricardo Rodrigues

 

Imagem do Público

 

A propósito de um telemóvel que um dia foi encontrado algures nas pedras de uma calçada de Setúbal, há uma regra cá em casa que os meus filhos sabem que tem que cumprir, tudo o que encontramos na rua ou noutro lugar qualquer e que não nos pertence, não é para trazer para casa... e ainda a semana passada houve uma pequena troca de ideias por causa de uma bola de futebol que alguém na escola ofereceu... pela dúvidas, a bola ficou na escola, cá em casa não entra.

 

Pelos vistos quando o sr Deputado Ricardo Rodrigues era pequenino, os pais dele eram mais liberais, ninguém lhe ensinou que o que se encontra em cima das mesas é para entregar ao dono... e vai daí, temos uma cena que para além de triste, é lamentável.

 

Levou, roubou, apropriou-se, confiscou, tomou posse... li e ouvi um pouco de tudo... seja qual for a interpretação e o nome que se queira dar à coisa, não deixa de ser uma atitude que irreflectida ou não, é vergonhosa e indigna de alguém que foi eleito para nos representar a todos. Quanto a mim o senhor devia de imediato abandonar o lugar de deputado, não só pelo acto em si, mas principalmente pelo que representa, uma tentativa estúpida e inglória de impedir que seja público o seu desconforto com perguntas que tem a ver com o seu passado. Todos temos um passado, se não nos orgulhamos dele, se temos rabos escondidos, então o melhor é mantermo-nos quietos e calados...

 

Lamentável também a atitude de Francisco Assis, líder da bancada do PS, que saiu a tentar apoiar e justificar o injustificável.

 

Para quem ainda não viu, deixo aqui a prova do crime:

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:43


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