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Paulo Bento

 

Imagem de A Bola 

 

É verdade que a derrota contra a Albânia foi um balde de água fria para muita gente, quem vinha criticando a selecção, Paulo Bento e a federação desde a eliminação precoce do mundial,  ganhou agora motivos para deitar cá para fora tudo o que lhe vai na alma e pelos vistos há muita gente com muita coisa para dizer.

 

A selecção portuguesa vale mais do que aquilo que se viu ontem, tem jogadores e qualidade para bater esta Albânia e atrevo-me a dizer que em dez jogos ganharia sempre sete ou oito, mas também é verdade que não tem o valor que tem conseguido mostrar nos últimos 15 anos, do meu ponto de vista o anormal não é acontecerem estas derrotas, o anormal é uma selecção com a base de recrutamento que há em Portugal e com um campeonato em que fim de semana sim, fim de semana também, 80% dos clubes tem mais estrangeiros que portugueses a jogar, possa ter chegado por várias vezes a estar entre as cinco primeiras do mundo.

 

A verdade nua e crua é que para além dos 25 ou 30 que tem sido chamados por Paulo Bento não há mais por onde escolher e apesar de haver quase sempre nas selecções mais jovens jogadores que prometem ter um futuro risonho, na altura em que deveriam chegar às equipas principais,  há sempre um brasileiro, um uruguaio, um argentino, um croata, um sérvio, um colombiano...., que apesar de ter a mesma idade e muitas vezes ter provado bem menos que o português,  é o estrangeiro  o escolhido e a jovem promessa que até tem largas dezenas de internacionalizações pelas selecções jovens portuguesas, termina emprestado a um clube grego ou turco qualquer, onde deixa de ser acompanhado e formado  e raramente se volta a ouvir falar dele.

 

Há muito que clame por uma renovação, quem peça a entrada de jogadores novos, mas eu pergunto, quais jogadores novos? onde jogam? Podem despedir o Paulo Bento e colocar lá quem quiserem mas a verdade é que no futebol como na vida não se fazem omeletas sem ovos nem equipas competitivas sem jogadores com tarimba.

 

Eu sei que é impossível porque existe uma coisa chamada união europeia e tratados internacionais com o Brasil e com meio mundo, mas Portugal só voltará a ter uma equipa competitiva quando limitarem no clubes portugueses, os grandes e os pequenos, o número de estrangeiros permitidos nas suas equipas desde a formação até aos seniores, até lá vamos voltar a ser uma selecção que de vez em quando até faz uns brilharetes, mas que irá perder algumas vezes com a Albânia ou com Malta e muitas vezes com as equipas de topo da Europa.

 

Estamos mal habituados é o que é.

 

Jorge Soares

publicado às 23:00

 

Iker Casilhas

Imagem de Marca.es

 

Não é coincidência que dois dos jornais espanhóis que espreitei tenham esta mesma fotografia no topo dos seus sites, na reedição da final do último mundial, a Espanha foi humilhada por uma Holanda enorme, 5 - 1 é um resultado que não é nada habitual num mundial e muito menos quando o derrotado é o campeão Mundial e da Europa.

 

Casillas não será o único culpado, na segunda parte toda a equipa caiu como um baralho de cartas, mas os falhos do Guarda redes são sempre mais notados e hoje Casillas falhou redondamente em pelo menos dois dos golos e teve culpas em e dos 5.

 

Hoje a Holanda foi muito superior à Espanha, com menos posse de bola mas com um futebol directo que apostou nas transições, deixou a Espanha sem velocidade e sem argumentos para se defender ante o caudal ofensivo, ou muito me engano ou entrou directo na bolsa de apostas como uma das principais candidatas ao titulo.

 

Não é a primeira vez que a Espanha perde no jogo de abertura de um mundial, mas o que está em questão não é tanto a derrota como a forma como esta aconteceu, com a Espanha a mostrar falhas enormes ao nivel defensivo e com dois centrais que para além de parecerem lentos, parece que não se conseguem entender no centro da defesa e ainda por cima não podem confiar no guarda redes.

 

É muito cedo para se fazerem apostas, mas esta Espanha cheira a fim de ciclo, dos 23 escolhidos por Del Bosque, 17 estiveram no mundial anterior na África do Sul. São jogadores que já ganharam tudo mas alguns dos que hoje foram titulares já estão na curva descendente das suas carreiras,  veremos se Del Bosque será capaz de fazer a necessária revolução e se terá entre os que não foram titulares jogadores à altura.

 

Para não variar também este jogo teve um caso de arbitragem, o golo da Espanha foi resultado de um penaltie inexistente.

 

No primeiro jogo do dia, o México que claramente jogou contra 14, para além de dois golos mal anulados ficou um penaltie por marcar, ganhou um zero aos camarões. Uma vitória mais que merecida, os Aztecas perfilam-se como candidatos ao segundo lugar no grupo do Brasil.

 

O Chile-Austrália está neste momento com 20 minutos de jogo, os chilenos vencem por 2-0 e dominam claramente uma selecção australiana que é sem duvida a mais fraca das que actuaram até agora.

 

Em suma, foi um dia marcado pela humilhação da Espanha, pelos frangos do Iker Casilhas e pelos erros arbitrais.

 

Jorge Soares

publicado às 22:35

O beijo

por Jorge Soares, em 15.05.14

O beijo

 

 

O momento não me passou despercebido na transmissão em directo, no meio de toda aquela alegria de quem acaba de tocar o tecto do mundo, Daniel Carriço acerca-se a um dos seus colegas para lhe dar um beijo carinhoso, como o colega naquele momento virou a cara o beijo sai na boca, carriço seguiu em frente e o colega continuou os festejos.

 

Na altura achei o momento curioso, não é muito comum ver jogadores de futebol a cumprimentarem-se com beijos, mas não é a primeira nem será de certeza a a última vez, há uns anos ficou célebre uma fotografia em que Maradona e Cannigia festejavam um golo com um beijo muito mais intencional e picante que este.

 

Pelos vistos havia muita gente atenta aos festejos do Sevilha e quem andasse hoje pelo Facebook e as redes sociais ficaria com a certeza de que o momento do jogo foi aquele beijo, para mim aparentemente inocente, entre dois colegas de equipa. Parece que  não interessam para nada as grandes defesas de Beto, os falhanços do Cardoso, as lágrimas do Rodrigo ou as explicações de Jorge Jesus, importante mesmo é que dois amigos deram um beijo um ao outro.

 

Diga-se de passagem que nem o vídeo nem a fotografia mostram o que eu vi ontem em directo, andei à procura de um vídeo que mostre o que eu vi e não encontrei, o único vídeo que existe e que está repetido em não sei quantas versões em Português ou italiano, todas exactamente iguais, é um que começa exactamente no momento do beijo, não mostra o antes e mostra muito pouco do depois, são 5 ou 6 segundos que servem para distorcer completamente o que realmente se passou ali.

 

Evidentemente que só com esta imagem é impossível perceber o que realmente se passou, e há imensa gente que já tira todas as conclusões do mundo, incluindo muitos que dali conseguem perceber com toda a certeza que aquilo é um acto de amor nada inocente entre dois homens....

 

Não faço ideia qual será a orientação sexual do Daniel Carriço nem a do seu colega Ivan Rakitic, mas não tenho dúvidas nenhumas da pobreza de espírito de muita gente, sobretudo de quem se socorreu da imagem para fazer esquecer a derrota do Benfica e para desviar a atenção de uma sequência de 8 finaiseuropeias  perdidas.

 

É incrível a quantidade de gente mesquinha que há neste mundo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:31

Onde é que está mesmo o Vitor Pereira?

por Jorge Soares, em 23.02.14

Porto Estoril

 

 Imagem do Público 

 

Já aqui disse, devo ser o único portista que achou muito mal o que Pinto da Costa e o clube fizeram a Vitor Pereira, no fim de Novembro disse neste post que: "Sei que é impossível, mas por mim Vítor Pereira voltava já..." na altura com um terço do campeonato o Porto não mostrava fio de jogo, não tinha um onze base, tinha jogadores que pareciam perdidos em campo e não se via de parte do treinador forma de dar volta ao assunto.

 

Mesmo assim ainda havia muita gente a tentar desculpar Paulo Fonseca e a tentar arranjar motivos e desculpas para tão mau cenário.

 

Hoje, com quase dois terços do campeonato, com a equipa fora da liga dos campeões e com um pé fora da liga Europa, o Porto continua sem fio de jogo, o onze base é uma miragem, os adeptos estão cada vez mais longe do Dragão e raramente alguém percebe as opções do treinador durante os jogos.

 

Algo mudou, parece que finalmente a paciência dos adeptos se esgotou, também, depois do que aconteceu na quarta com o Eintrach e hoje com o Estoril. Antes do jogo estive a dar uma olhadela aos mails e a discussão entre os mais ferrenhos  centrava-se entre não ir ao estádio ou ir e promover um festival de lenços brancos.

 

Infelizmente o desfecho do jogo levou mesmo ao festival de lenços brancos. Sei que o Porto não é um clube qualquer e que os treinadores não se mandam embora por dá cá aquela palha, mas tudo tem um limite e se é verdade que a equipa está em terceiro lugar, também é verdade que a jogar como hoje  e com as condições anímicas que não se tem visto, não sei se os seis pontos de vantagem para o Estoril serão suficientes... e abaixo do terceiro lugar não há liga dos campeões para ninguém

 

O Porto não perdia no Dragão desde 2008, mas o pior nem é isso, o pior é que não se vislumbra a  forma como com este treinador se poderá dar a volta ao texto.

 

E pensar que se desprezou completamente um treinador que ganhou um campeonato sem perder nenhum jogo nem em casa nem fora.. este ano até agora já vamos em quatro derrotas e ainda falta mais de um terço dos jogos.

 

Paulo Fonseca disse no fim do jogo que vai falar com o presidente... espero que seja uma conversa curta. Onde é que está mesmo o Vitor Pereira? Por cá nem é preciso falar inglês.

 

Jorge Soares

publicado às 22:11

Benfica, é triste morrer na praia

por Jorge Soares, em 15.05.13

Benfica voltou a morrer na praia

 

Imagem do Público 

 

Parece que é a sina do Jorge Jesus, perder as finais nos descontos,  é muito triste perder assim, principalmente quando o Benfica  foi a equipa que desde o inicio do jogo mais procurou o golo e a vitória.

 

O Benfica entrou no jogo com uma disposição muito diferente da do último Sábado contra o Porto, hoje entraram  sem medos e com vontade de atacar e de marcar. É verdade que não chegaram muitas vezes à baliza, mas mostraram mais futebol e mais vontade de vencer que o Chelsea.

 

Hoje voltou a provar-se que não são os muitos milhões, os grandes orçamentos ou as grandes estrelas que constroem as grandes equipas, porque hoje o Benfica foi mais equipa e mostrou mais futebol, até ao fatídico minuto 92.

 

Mas o futebol é isto, nem sempre ganha quem mais merece e quem mais faz pela vitória, e o jogo só termina mesmo quando o árbitro apita, foi pena aquela pérdida de bola do Cardozo nos últimos segundos de jogo, o Benfica merecia pelo menos o prolongamento.

 

Pró ano há mais

 

Jorge Soares

PS: E agora que voltamos às competições nacionais, espero que o Guimarães tenha aprendido como se faz, que ainda há outra final.

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publicado às 21:50

José Mourinho

 

Não é segredo nenhum que sou um admirador confesso de José Mourinho, da sua capacidade de trabalho, do seu exemplo de sucesso, da forma como é capaz de enfrentar o mundo e de defender as suas ideias até ao fim. 

 

Sou leitor habitual de alguns jornais generalistas espanhóis e tenho seguido com alguma atenção a verdadeira batalha psicológica que nos últimos anos três anos se tem travado em Madrid entre Mourinho, os jogadores  e a grande maioria dos jornalistas espanhóis. 

 

Não há duvida que o homem não consegue passar despercebido,  não há meios termos, dele ou se gosta ou se detesta, só que ao contrário do que tinha acontecido na Inglaterra e em Itália, na Espanha 99% dos jornalistas detesta-o. Mesmo os jornalistas da Marca, o jornal do Real Madrid, detestam-no e não perdem uma oportunidade de o atacar.

 

É verdade que Mourinho também é especialista em utilizar estes sentimentos a seu favor, mas acho que em Madrid simplesmente as coisas sairam completamente de controlo, e para ser sincero, acho que esta vez o homem passou em muito a linha do que é ou não razoável.

 

O que vimos esta semana em que após a eliminação da liga dos campeões e quando ainda falta disputar uma final, tem havido quase um ping pong de acusações entre jogadores e treinador, é algo que para mim era inconcevivel de parte dele. A imagem do profissionalismo antes de tudo foi-se. Afinal o homem é humano e não sabe perder.

 

É verdade que a culpa das derrotas não é só dele, mas também é dele, principalmente pela forma como não soube ou não quis pacificar o ambiente à sua volta. É verdade que o balneário do Real Madrid é um poço de egos, mas também faz parte do seu trabalho saber lidar com esses egos.

 

Esta semana saiu a noticia nunca desmentida e supostamente vinculada por alguém da empresa que gere os seus contratos, que tudo isto não passa de mais um mind game para sair do Real Madrid não tendo que pagar as clausulas que assinou no seu contrato... até há uns tempos recusava-me a acreditar, mas hoje já não sei.

 

Depois destes três anos e repito, como admirador do seu trabalho, a sensação com que fico é que Mourinho não entendeu o tamanho da instituição Real Madrid,  não teve a humildade suficiente para parar um pouco para pensar na melhor forma de conjugar a sua forma de ser com a dimensão, a história e os símbolos do clube. 

 

Os três anos que passou em Madrid foram passados numa guerra constante, se calhar deveria ter encaminhado uma parte das energias gastas nestas guerras para algo positivo, entre tantas emboscadas e encruzilhadas, algures perdeu-se a objectividade. E não vale a pena alimentar mais tabus, como estão as coisas ele não tem forma de continuar a ser treinador do Real Madrid, pelo menos com os jogadores actuais do clube.

 

É verdade que o seu trabalho não foi um fracasso, mas sair de Madrid sem uma liga dos campeões e numa guerra aberta com o mundo, não pode ser considerada uma vitória.

 

Não é segredo para ninguém onde vai ele estar daqui a uns meses, esperemos que com a volta a Londres volte algo da objectividade ao seu trabalho.

 

Jorge Soares

publicado às 21:39

Fernando Nobre derrotado e sem nobreza

por Jorge Soares, em 20.06.11

Fernando Nobre derrotado nas duas voltas

 

Imagem do Público

 

Há coisas que são difíceis de entender, há muito que era mais que evidente que Fernando Nobre era uma pedra no caminho de Passos Coelho, isso foi evidente logo no inicio da campanha eleitoral que levou PSD ao poder e Passos Coelho a Primeiro ministro. O desaparecimento de Nobre da campanha  e da luz dos holofotes políticos, parecia indiciar que se teria feito luz algures e que haveria um arrepiar de caminho.

 

Passadas as eleições era de novo evidente que manter a candidatura à presidência da Assembleia da República contra tudo e contra todos, seria um enorme erro, percebo que Passos Coelho não tenha querido voltar com a sua palavra atrás, mas é difícil perceber como é que Fernando Nobre ao ver o seu nome questionado por todos os partidos, PSD incluído, e ao ver-se quase como um empecilho às negociações entre PSD e CDS para a formação do governo, não teve a decência de por iniciativa própria retirar a candidatura.

 

A derrota nas duas voltas de hoje é um péssimo começo para  um Pedro Passos Coelho que não conseguiu impor o seu candidato, mas é uma vitória para a assembleia da República. Avizinham-se tempos conturbados com negociações difíceis e que vão exigir do presidente da assembleia experiência politica, como dizia alguém, Nobre seria rapidamente feito em picadinho pelos lideres parlamentares.

 

Esperemos que de futuro Pedro Passos Coelho se mostre mais ponderado e avisado nas suas escolhas.

 

Jorge Soares

publicado às 18:45

Bloco de esquerdaHá uma coisa que não muda nas eleições portuguesas, é sempre difícil perceber quem perdeu, por norma todos cantam vitória, esta vez não é excepção.

 

Para além da vitória do PS, eu acho que há dois grandes vencedores, o CDS e o Bloco de esquerda, ainda que a mim me pareça que esta votação do CDS pode ser enganadora, muitos dos votos que saíram do PSD irão voltar, por outro lado acho que o crescimento do bloco é sustentado, a grande maioria destes votos veio para ficar e o bloco será a terceira força do país.

 

Grande derrotado, sem duvida o PSD, e a derrota é tão grande que inclusive na Madeira o PS elegeu um deputado e o CDS outro. Durante muitos anos havia muita gente que via em Manuela Ferreira Leite uma espécie de Don Sebastião, que emergiria do nevoeiro para salvar o partido, o resultado está à vista. 

 

A falta de ideias politicas, de carisma e até de bom senso da líder do PSD era mais que evidente, e a sua actuação nas duas ultimas semanas de campanha levaram a que as pessoas simplesmente não acreditassem  que ela era capaz de governar. Uma coisa é certa, estas eleições constituem o fim do cavaquismo em Portugal..e era capaz de apostar que nas próximas eleições presidenciais, vai haver muita gente dentro do partido que tentará que apareça outra figura para candidato... 

 

Quanto ao futuro do país,  a estabilidade politica do país irá depender da capacidade de negociação de Sócrates, depois dos comentários da ultima semana, não será fácil que surja um acordo politico com o BE ou a CDU, acho que serão feitos acordos caso a caso e acredito que o PS cumpra a legislatura... isto se o presidente da república deixar.

 

Jorge Soares

PS:Não falo da abstenção.. só conta quem lá vai!

publicado às 21:52


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