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Isabel Jonet

 

 

Eu juro que não tenho nada contra a senhora, mas é que ela insiste em pôr-se a jeito... cada vez que abre a boca.

 

“O pior inimigo dos desempregados são as redes sociais”,... e eu que pensei que eram a crise, o encerramento das empresas e o governo que insiste em medidas da austeridade que reduzem o poder de compra e o investimento das empresas.

 

as pessoas ficam desempregadas e ficam dias e dias inteiros agarradas ao Facebook, ou agarradas a jogos, agarradas a amigos que não existem e vivem uma vida que é uma total ilusão”.

 

Ninguém duvida que existirão casos de pessoas que baixam os braços e até desistem de continuar a bater com o nariz nas portas das empresas, mas não há nada pior que a generalização. As redes sociais são não só um escape para muita gente como também uma forma activa de procurar emprego, existem no Facebook e na internet imensas páginas para procura e partilha de anúncios de emprego, há imensa gente que arranja entrevistas e empregos através das redes sociais, já seja através destas páginas ou através d econtactos dos tais amigos que a senhora acha que nem são reais.

 

A Isabel Jonet parece que cada vez que abre a boca sai asneira, as suas palavras são uma enorme falta de respeito pelos milhares de desempregados do país. É caso para dizer... E porque no te callas?

 

 

Jorge Soares

publicado às 19:06

Barquinhos de papel num país sem remos

por Jorge Soares, em 28.11.13

Estaleiros

Imagem do Público 

 

Depois da festa que foi o anuncio de que alguém ia ficar com uns estaleiros que há muito estavam parados, agora Viana do castelo teve um presente de natal envenenado. Ao contrário do que se estava à espera, a Martifer não ficou com a empresa dos estaleiros, ficou sim com os terrenos onde estão os estaleiros e pretende ficar com o negocio que por lá se faz.

 

Tenho estado com alguma atenção às noticias e sinceramente custa-me entender como é que há tanta gente surpreendida com este desfecho, desde o inicio dos anos 90 que a construção naval se mudou de armas e bagagens para o oriente. A Coreia, Taiwan e a China controlam a tecnologia e os preços, são eles que constroem praticamente tudo o que se mexe em mar alto, dificilmente alguém consegue fazer mais rápido, mais barato e melhor que eles.

 

Desde há muito que o único cliente a sério dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo era o estado, ora estando o estado falido, sem rumo e sem remos, para que servem uns estaleiros com uma estrutura estatal que dificilmente conseguem ser competitivos frente à tecnologia e preços que chegam do Oriente e até dos países do Norte da Europa? 

 

Chavez era amigo do Sócrates e além disso já morreu, além de que não se esperam mais favores Bolivarianos, não sei se Nicolás Maduro terá vontade e/ou dinheiro para pagar uns asfalteiros que teimam em não sair do papel e que mesmo que se cheguem a construir, são sérios candidatos a juntar-se na doca de Lisboa ao Ferry que ia para os Açores e que espera por melhores ofertas.

 

Entendo o desespero dos trabalhadores e da restante população de Viana do Castelo, acho terrível que as coisas tenham terminado assim, mas num país sem dinheiro e sem rumo, a menos que se reconvertam para a construção de barquinhos de papel e botes a remo, não há forma de manter abertos os estaleiros.

 

E agora vou fazer futurologia,  ao contrário do que dizia à pouco Paulo Portas, não acredito que o projecto da Martifer saia alguma vez do papel, é que dizem as notícias que os supostos 400 postos de trabalho dependem das encomendas, quais encomendas? Vamos ver quanto demora até haver o primeiro projecto imobiliário naqueles terrenos.

 

Jorge Soares

publicado às 22:26

Nelson Arraiolos

 

Imagem do Público

 

Nelson Arraiolos está desempregado, já escreveu a Cavaco Silva a informar que não vai pagar mais impostos, já andou de autocarro sem pagar, com isso conseguiu ser noticia e de algum modo chamar a atenção para as suas dificuldades e para as dificuldades que passam todos os desempregados deste país.


Agora Nelson anunciou que vai dar um novo passo:


“Ao meio-dia, nesta quarta feira, 4 de Dezembro, Nelson Arraiolos irá deslocar-se ao Pingo Doce do Rossio, Rua 1.º Dezembro, 67-83, 1200-358 Lisboa, entrará no supermercado, pegará num quilo de arroz e sairá sem pagar.”


Anunciado assim com a morada completa, o dia e a hora certa, tem algumas coisas garantidas, a presença de muita gente que o irá aplaudir, da comunicação social que irá narrar tudo como se de um derby de futebol se tratasse e de certeza absoluta a presença da polícia, que evidentemente evitará a subtracção do arroz, levantará o correspondente auto e espera-se, deixará o Nelson ir à sua vida, com mais uns problemas para resolver.

 

Basta ler as noticias online para se perceber que há muita gente a aplaudir a atitude do Nelson, lamento, mas eu não vou por aí, percebo que o Nelson não consiga pagar os impostos e portanto deicida adiar esses pagamentos, entendo que decida não comprar o passe, mas já não entendo esta ideia de ir buscar comida ao supermercado sem pagar, isso chama-se roubar.

 

O desemprego em Portugal anda perto dos 20%, imaginemos que de repente todos os desempregados passavam a ir aos supermercados, enchiam os carrinhos e saiam sem pagar? O que acontecia à economia se de repente 20 das população deixasse de pagar o que compra? Quantos supermercados teriam que encerrar as suas portas e em quanto contribuiria isso para o desemprego?

 

É suposto isto ser um acto simbólico? Concordo, mas convém que o Nélson explique isso bem, pedir a desobediência pode ser um pau de dois bicos, pode  ser que haja quem se ache no direito de fazer o mesmo e  a coisa corra mal...

 

Há duas ou três semanas na Venezuela, Nicolás Maduro o presidente da República,  decidiu vender mais baratos os electrodomésticos de uma loja.. nos dois dias seguintes a maioria das lojas de electrodomésticos do país  foram saqueadas, muita gente encheu as casas de televisões, ipads, computadores  e torradeiras e agora vai demorar muito até que alguém volte a abrir uma loja em Caracas, entretanto milhares de pessoas ficaram desempregadas e o país ficou mais pobre... tudo em nome do populismo bolivariano e presidencial.

 

Já agora uma questão, acabo de ler que o Nelson vive no Bombarral, porque vir fazer isto a Lisboa? sempre poupava o dinheiro da viagem... não?

 

E será que o Pingo Doce não patrocina uns kilos de arroz ao Nelson, é que olhe-se por onde se olhe, não tem por onde ficar bem na fotografia, deixar o Nelson sair sem pagar o arroz é incitar a que outros façam o mesmo, obrigar a que ele pague, vai gerar o ódio de muita gente.... a esta altura deve haver alguns gerentes com os cabelos em pé... será que a loja vai estar aberta?

 

Jorge Soares

publicado às 21:32

João César das Neves

 

Imagem do DN

 

É curioso porque na mesma semana em que ouvi dois ou três economistas dizerem que tivemos um trimestre com crescimento positivo graças ao chumbo do tribunal constitucional que devolveu aos trabalhadores uma parte do seu salário e isso fez aumentar o consumo, ouvi hoje este senhor dizer que "aumentar o salário mínimo é um crime".

 

Eu percebo pouco de economia, mas a mim parece-me que o que impulsa o consumo é o dinheiro, quando as pessoas tem mais dinheiro gastam mais, quando as pessoas gastam mais, as empresas precisam de produzir mais, para produzir mais as empresas precisam de mais pessoas, e isso irá fazer com que diminua o desemprego. Mas é claro que há muitas formas de olhar para o assunto, este senhor olha para o assunto de outra maneira... ele deve ser da mesma escola daquele empresário de que falei no outro dia, o que preferia perder encomendas a pagar melhores salários e assim arranjar mão de obra... também acho que está à vista onde esse tipo de mentalidades nos tem levado.

 

Pelos vistos há quem ache que devemos voltar uns 30 anos atrás, ao tempo em que éramos competitivos porque os nossos salários eram os mais pobres da Europa, deve ser alguma teoria nova, porque se olharmos para os restantes países da Europa o que vemos é que os que estão em melhor situação financeira, até há quem tenha um enorme superávit, são os que tem os salários mais elevados.

 

Portugal é dentro da União Europeia um dos países com o salário mínimo mais baixo, onde é que isso nos levou até agora? Ao sucesso ou à penúria?

 

De resto, o senhor chega a contradizer-se, por um lado diz que não devemos aumentar os salários, e por outro diz que os jovens decidem emigrar porque "esquecemo-nos de criar empregos altamente qualificados", ora, como é que se criam empregos altamente qualificados se a ideia é manter os salários baixos?


O senhor também diz que "o Tribunal Constitucional não tem estado a funcionar em termos jurídicos, mas políticos" , e não será exactamente o contrário? O tribunal constitucional limita-se a olhhar para o orçamento de estado desde o ponto de vista legal e há quem, como ele, ache que o deveria fazer desde o ponto de vista político e/ou económico?

 

O senhor diz também que a maioria dos reformados não são pobres... ora, tendo em conta que a reforma média paga pela segurança social anda à volta dos 400 Euros... e que o limite da pobreza anda à volta dos 350 Euros... não sei onde foi ele buscar os seus dados, mas de certeza que não foi ao nosso país.

 

Numa coisa concordo com ele, há muita gente a falar em nome dos pobres, mas poucos representam mesmo os pobres... eu diria mais, os pobres tem falado pouco, principalmente na altura das eleições.. por isso é que gente como este senhor ainda tem voz....e não é precisamente para defender os pobres.


Mas em que país é que este senhor vive?

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:03

Assim não se cria emprego

por Jorge Soares, em 06.11.13

Estagiária para loja comercial

Imagem do Facebook

 

Infelizmente as situações como a que vemos no anuncio são cada vez mais, há muita gente que se aproveita da crise para abusar, cada dia que passa vão aumentando os relatos de empresas que se escondem por trás da palavra estágio para arranjar mão de obra barata e até gratuita...

 

Estágios não remunerados, empregos a tempo parcial de mais de 30 horas por semana com ofertas de salários de 300 Euros ou menos, ofertas de estágios profissionais em que se exigem conhecimentos e experiência a troco de nada ou de migalhas, tudo isto é o pão nosso de cada dia.

 

Um destes dias numa reportagem da RTP, um empresário da área do calçado explicava que tem dificuldade de encontrar mão de obra, e que até já teve que recusar mais que uma encomenda porque não tem empregados suficientes.

 

-Quanta paga aos seus empregados?- Perguntou a jornalista.

-O salário mínimo! 

 

Se calhar isso explica porque é que não consegue arranjar empregados... mas será que o senhor já se pôs a fazer contas? Quando dinheiro perderá ele com cada encomenda que recusa? Se calhar aquele cliente até arranja quem lhe faça os sapatos e para além daquela encomenda perde um cliente... será que não compensaria aumentar os salários e assim ter a  mão de obra suficiente e qualificada para responder a todos os seus clientes? Será que com mais mão de obra e melhor paga não teria oportunidade de fazer mais e melhor, arranjar mais clientes e mais mercados onde apostar?

 

É claro que com empresários e mentalidades como esta será muito difícil diminuir o desemprego no país, este senhor com esta forma de olhar para os negócios dificilmente sairá da cepa torta. A industria deste país só conseguirá ressurgir e marcar a diferença se tiver mão de obra qualificada e competente e não  será de certeza com baixos salários que isso se consegue...

 

Todo o mundo acha que a culpa da crise é só dos políticos, mas na realidade muito do que se está a pasar também é culpa de mentalidades como esta e de coisas como estas, assim nunca se irá criar emprego e a crise vai durar para sempre

 

Ainda não consegui encontrar o vídeo da reportagem, mas assim que o encontre coloco aqui.

 

Jorge Soares

publicado às 22:34

Uma mentira estraga mil verdades

por Jorge Soares, em 01.11.13

Uma mentira

 

Imagem de Pontos de vista 

 

 

“Em 2011 vivemos uma espécie de 1580 financeiro. Em Junho de 2014 podemos viver uma espécie de 1640 financeiro”, disse (Paulo Portas), no encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado (OE), referindo-se ao período em que Portugal esteve sob domínio espanhol. 


Também há quem diga que o desemprego está a descer, é claro que se fizermos as contas, aos mais de 120 mil que emigraram durante o último ano, em vez dos 16.3%, passamos para mais de 18% .. mas evidentemente tudo depende do ponto de vista e para a ministra das finanças, Paulo Portas, Pedro Mota Soares e o primeiro ministro, isto são sinais positivos.... 

 

Certo certo é que uma vez mais o orçamento foi aprovado pela maioria... na assembleia o povo gritou e mostrou que estava contra... era bom que em lugar de gritar o povo tomasse notas... e gritasse com todos os pulmões nas próximas eleições... isto se ainda restar alguém por cá com capacidade para ir votar.

 

Jorge Soares

publicado às 22:08

Não há coincidências ... ou haverá?

por Jorge Soares, em 17.10.13

Emigrar

 

Imagem algures do Facebook (perdi o link)

 

Haverá alguma relação entre ter havido eleições em Setembro e o facto de só em Outubro terem dado conta que os beneficiários de subsídios de desemprego e de doença estavam desde 25 de Julho a receber entre 5 e 6% a a mais que o devido?


A taxa de 6% incide sobre todas as prestações de desemprego, excepto quando são inferiores a 419,22 euros, quando têm uma majoração de 10% (para casais desempregados com filhos) ou correspondem a subsídio social de desemprego inicial ou subsequente. A taxa de 5% aplica-se ao subsídio de doença, mas salvaguarda-se as baixas inferiores a 30 dias e as que correspondem a um valor diário igual ou inferior a 4,19 euros. 


Ao contrário do que determinava a Lei, o ISS não aplicou estas taxas e continuou a pagar os subsídios por inteiro. Agora, pede a restituição do dinheiro aos desempregados.


Hummm eu cá acho que não há coincidências, mas no fim quem se lixa é sempre o mexilhão.


Jorge Soares

publicado às 22:19

Um país de gente sem vergonha - Ganhem Vergonha

por Jorge Soares, em 11.04.13

Ganhem Vergonha

 

Imagem do Público 

 

"Uma empresa da área da publicidade e comunicação, da zona do Porto, em que um designer foi a uma entrevista, um designer licenciado e com alguma experiência, e ofereceram-lhe 200 euros por mês para trabalhar em regime full-time. Perante a estupefacção do candidato, a pessoa que estava a fazer a entrevista apontou para uma pilha de currículos e disse: Se você não quiser, alguém ali daquela pilha há-de querer

 

A escravidão foi abolida em Portugal a 12 de Fevereiro de 1761 pelo Marquês de Pombal, mas parece que com a crise e a falta de emprego há muita gente que esqueceu essa parte da nossa história, apesar de que o governo tem não sei quantos programas de incentivo ao emprego jovem e outros tantos de estágios remunerados, basta dar uma olhadela aos portais do emprego para se verificar que há muitíssimas empresas a colocar anúncios em que muitas vezes se exigem conhecimentos acima da média em troco de nada.

 

A plataforma Ganhem Vergonha nasceu para denunciar este tipo de situações, nela podemos encontrar os mais variados exemplos, principalmente de empresas que oferecem estágios nos que se trabalha durante meses a troco de nada. Caricato mesmo é o de uma pensão que procura recepcionistas fluentes em 3 linguas para trabalharem 6 meses à borla... o que é um estágio de recepcionista?

 

Há também uma empresa que procura "produtor de conteúdos Web com formação superior e três anos de experiência na área, para trabalhar durante meio ano sem salário"


Há muitos mais exemplos como estes, de mais está dizer que pagar abaixo do salário mínimo é ilegal, assim como são ilegais os estágios sem remuneração... infelizmente parece que neste país tudo o que é ilegal com o tempo vai-se tornando habitual e a prova é que todas estas empresas colocam os anúncios online a dizer que pretendem mão de obra escrava e não lhes acontece nada..


A plataforma chama-se Ganhem Vergonha mas a sua existência mais não é do que a prova de que o que há é cada vez menos vergonha.

 

Jorge Soares

publicado às 22:28

Miguel Gonçalves

 

O rapazinho ali da fotografia, Miguel Gonçalves de seu nome,  já por cá tinha passado há uns tempos, na altura meio mundo lhe bateu palmas e o vídeo da sua participação no Prós e contras fez furor, como na altura deixei claro no meu post, a mim não me impressionou nada... falar é fácil, e há quem como ele só viva de falar... depois há o mundo real e nem sempre se vai lá só com palavras.


Hoje ele apareceu a falar ao lado do Miguel Relvas, que depois de o ver no Youtube a bater o punnho e a debitar assuas  palavras fáceis, o contratou para ser a imagem do programa Impulso Jovem, um programa até agora completamente falhado para o impulso do emprego aos jovens.


Como não podia deixar de ser quando juntamos estes dois, a coisa não podia ser menos que hilariante, se não veja-se a resposta do rapaz a uma questão sobre o abandono das universidades por parte dos jovens que não tem posses para continuar a estudar:

 

“Amigo, se tu com 20 anos não consegues arranjar 100 euros por mês para pagar os estudos, então vais ter muitos problemas na vida, porque até a vender pipocas se arranja cem euros por mês”

 

Segundo o Miguel bastam 1200 Euros por ano para se ser estudante universitário em Portugal,  se  calhar para tirar o curso através de equivalências até é verdade, mas gostava de perceber como é que com 100 Euros por mês alguém consegue pagar as propinas, um quarto, os livros, o passe, a alimentação, o vestuário... mas pronto, pelos vistos o Miguel consegue...

 

Também não percebo como é que com tanta facilidade em arranjar emprego, nem que seja a vender pipocas, o desemprego jovem está quase nos 40%... está visto que a nossa juventude não quer é trabalhar.... se não perguntem ao Miguel.

 

Também foi brilhante a sua resposta sobre as medidas de austeridade do governo:

 

“Estais a tentar apanhar-me de um lado e do outro. Eu não sei. Faz perguntas importantes, as pessoas têm pouco tempo, as pessoas que estão em casa têm que perceber ‘olha uma boa ideia, rapaz!'”


Pois, ele disso não sabe nada, ele só percebe de palavras, mas não dessas

 

Entretanto no mesmo jornal em que saiu a noticia do Miguel, saiu também outra sobre o Alcides Santos, 46 anos, desempregado, casado, pai de dois filhos que andam a estudar e que anda há dois anos a tentar encontrar um emprego. Não consegue, por isso agora decidiu que não vai pagar impostos, porque antes do estado estão os seus filhos, a sua mulher e o seu bem estar.... 


Tenho pena do Alcides, porque a menos que alguém se apiade dele e lhe arranje um emprego, mesmo que seja a vender pipocas, não tarda nada tem todo o peso do estado em contra e não lhe restará mais que pagar... mesmo que isso signifique que os seus filhos tenham que abandonar os estudos, porque para o estado do Miguel Relvas só interessam os números, as pessoas não interessam nada.


O problema do Alcides é que ele não conhece o Miguel.. talvez agora que também ele apareceu no Youtube possa ser convidado a jantar pelo Relvas... e quem sabe também lhe arranjam um tacho, como o do Miguel....


Hoje não é o dia das mentiras... mas olhem que com noticias destas, eu fico na dúvida.

 

Para quem não viu, aqui fica a história do Alcides.. no Youtube, façam chegar ao Relvas.

 

 

Jorge Soares

Update: Segundo noticias de vários Jornais, o Alcides entretanto arranjou emprego... bem haja por ele

publicado às 21:55

Queremos ser como a China ou como a Alemanha?

por Jorge Soares, em 19.03.13

Belmiro de azevedo

Imagem do Pontos de Vista 

 

"sem mão-de-obra barata não há emprego"


Belmiro de Azevedo foi ao Clube dos Pensadores dizer que não há emprego sem mão de obra barata.... O Belmiro anda mesmo distraído. Na Europa os três países com as maiores taxas de desemprego são a Espanha, a Grécia e Portugal, curiosamente ou talvez não, são também os três países com o salário mínimo mais baixo.

 

Pelo contrário, paises como a Alemanha, a Noruega, a Suécia, a Inglaterra, onde o salário mínimo é cinco ou seis vezes o praticado em Portugal, tem taxas de desemprego a rondar os 5%, ou seja cinco ou seis vezes inferior há que temos por cá.

 

É claro que existem muitos outros factores que influenciam a taxa de desemprego, mas dizer que não há emprego sem salários mínimos de miséria, é conversa de quem está habituado a prosperar unicamente à custa do trabalho dos outros.

 

É claro que há países que prosperam devido à mão de obra barata, na China por exemplo as condições de trabalho são quase sub humanas, mas é mesmo o exemplo que queremos seguir?, ou será o dos países desenvolvidos e onde as condições de vida e de trabalho são decentes?

 

Queremos ser como a China ou como a Alemanha?

 

Jorge Soares

publicado às 20:00


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