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A história de Edgar Swatelle David Wrobleski

 

Edgar é uma criança muito desejada e esperada, por motivos que nunca ninguém consegue explicar nem justificar, nunca consegue falar. Numa família que tem como actividade principal a criação de cães, ele rapidamente aprende a linguagem gestual e dispõe-se a enfrentar a vida de uma forma o mais normal possível.

 

Mesmo sem conseguir falar, Edgar consegue tornar-se um bom treinador para os cães e vive tão feliz como o pode ser uma criança que cresce num mundo rural idílico.

 

Já adolescente, a chegada à sua vida do seu tio paterno Claude e a morte do seu pai de uma forma que para ele é algo estranha, deixam de pantanas o mundo de Edgar que não voltará a ser igual.

 

Já o disse várias vezes, não sou um grande fã dos escritores americanos e ainda não foi desta que me converti.

 

O livro até começa muito bem, a história desenrola-se na América rural e profunda e o autor consegue situar-nos muito bem no espaço temporal e físico, começa por nos contar a história da casa que de certo modo será o centro da acção e a dos personagens principais. Depois, à medida que a historia se vai desenrolando, o livro tem algumas partes chatas e enfadonhas, a certa altura melhora, para voltar a decair ... e termina de uma forma estranha e que a mim pelo menos me decepciona completamente.... não era definitivamente aquele o fim que eu escreveria para esta história... mas o autor não sou eu.

 

Não deixa de ser um bom livro, que está bem escrito, quem gosta ou se interessa por cães de certeza que pode aprender muitas coisas com ele, a historia podia ser mais fluida, podia ter outro fim... mas não deixa de ser uma boa historia... um livro a ler.

 

Sinopse:

 

Mudo desde o nascimento, Edgar Sawtelle se comunica apenas por sinais e bilhetes. Leva uma vida serena com os pais na fazenda da família, em um lugar remoto dos Estados Unidos. Ao longo de gerações, os Sawtelles criaram e treinaram uma raça de cães cujo dedicado companheirismo tem sua síntese em Almondine, a amiga e eterna aliada de Edgar. A volta inesperada de Claude, o tio paterno, leva o caos ao então pacífico lar dos Sawtelles. Após a morte repentina do pai de Edgar, Claude se insinua na vida da fazenda e conquista o afecto da mãe do menino.

Confuso e dominado pelo sofrimento, o rapaz tenta provar que Claude teve algum papel naquela morte, mas esse plano fracassa e se volta contra Edgar, resultando em novas tragédias. Ao fugir para a área florestal nos limites da fazenda, Edgar amadurece em contacto com a vida selvagem, ao lutar pela própria sobrevivência e a dos três jovens cães que o acompanharam. Contudo, a necessidade de apontar e de enfrentar o assassino do pai e a devoção aos cachorros sawtelle fazem o menino voltar para casa.
 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:21

Livro - "Nunca me deixes" de Kazuo Ishiguro

por Jorge Soares, em 22.04.13

Nunca me deixes

 

Peguei neste livro ao acaso, estava no monte dos lidos da minha filha mais velha, nunca tinha ouvido falar nem do autor, nem do livro, nem do filme que descobri depois, também existe.

 

Está visto que o estilo dos escritores orientais não me cativa por aí além, tal como não fiquei fã do Haruki Murakami nem do seu Em busca do carneiro salvagem, não me consegui sentir minimamente cativado pela escrita muito leve e simplista do Ishiguro.

 

Este é um daqueles livros que não deixa muito à imaginação, a meio do primeiro capitulo conseguimos discernir a história completa, apesar de aparentemente esta nos ir sendo servida pouco a pouco ao longo dos vários capítulos...e  há quem abandone a leitura mal se apercebe do que realmente se passa.

 

O tema em si é forte, algures no meio do campo inglês fica Hailsham, um colégio interno onde vivem e crescem crianças. Crianças que nunca conheceram outra casa ou outra família que os colegas e professores da escola. São educados com esmero e sempre protegidos do mundo que existe para além das portas do colégio, mundo do que  vão tendo vislumbres mas nunca a noção completa.

 

Kathy, Ruth e Tommy são 3 destas crianças que à medida que vão crescendo e apesar de estarem isoladas do mundo exterior, não deixam de ser jovens e de como qualquer jovem, passar pelas inquietudes da adolescência e  juventude.

 

À medida que vão crescendo eles vão-se apercebendo do verdadeiro motivo da sua existência e vão aprendendo a viver com isso. O assunto vai aparecendo pouco a pouco ao longo de todo o livro sem nunca ser verdadeiramente abordado,  tal como o leitor, também os protagonistas o vão absorvendo, quase sem falar dele directamente e chega a um ponto em tácitamente é aceite por estes como mais uma inevitabilidade da vida

 

Confesso que cheguei até ao fim com a esperança de que existisse um desenlace diferente, que no último momento Kathy e Tommy fizessem aquilo que faria sentido e que qualquer um de nós faria... mas não, no fim tudo é como deveria ser e o livro termina como começou, com tudo  a acontecer como tem que acontecer e como tinha sido planeado não se sabe bem por quem.

 

Tal como já disse, este é um livro fácil de ler, é extremamente simplista e muito directo, tão simplista e directo que termina por ser irritante, principalmente quando nos irritamos com o tema e com a forma como os protagonistas aceitam que o único motivo para existirem é porque foram concebidos e criados para servirem de peças para outras pessoas e nem por amor são capazes de enfrentar e mudar essa realidade.

 

De resto, agora mesmo estava a pensar que nem sequer vejo o menor sentido ao titulo, porque na realidade todo o livro é feito de partidas e de abandonos e isso é aceite de uma forma quase cruel por parte de todos os protagonistas.

 

Sinopse:

 

Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?


Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado...


Jorge Soares

 

PS: Para quem não sabe amanhã dia 23 de Abril é o dia mundial do livro, aproveitem e comecem a ler, não tem que ser este, pode ser um qualquer.. mas leiam.

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publicado às 21:21


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