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Imagem de aqui 

 

A difteria é uma doença que estava erradicada na Espanha há mais de trinta anos graças aos programas de vacinação das crianças. 

 

Há uns dias, após a terceira vista às urgências hospitalares por parte de uma criança de seis anos sem que os diversos tratamentos tivessem qualquer efeito, um médico decidiu chamar alguém com mais experiência, um médico com idade suficiente para ter ouvido falar de doenças das que já nem se fala na formação dos médicos. Feitos os testes confirmou-se o diagnóstico, difteria.

 

A Doença é tão rara na Europa que nem na Espanha nem em nenhum país da união europeia havia os medicamentos necessários para o tratamento, tiveram que vir da Rússia.

 

Por influência de uma plataforma anti-vacinas, os pais da criança tinham-se recusado a vacinar o menino e agora este luta pela vida no hospital. Após estudos ao ambiente em que se movia a criança, concluiu-se que além desta há pelo menos outras oito entre as que este contactou, que deram positivo à presença da doença, como estavam vacinadas não desenvolveram os sintomas. 

 

Entretanto estas oito crianças foram obrigadas a ficar em casa, isto para evitar que contagiem alguma das outras que não estão vacinadas, calcula-se que entre 3 e 5 % das crianças espanholas não são vacinadas... 

 

Num destes dias na Radio Nacional de Espanha, ouvi um médico que era partidário de que tornassem todas as vacinas obrigatórios, isto porque os mitos sobre os efeitos malignos das vacinas e a moda de não vacinar as crianças, estão a contribuir  para que ressurjam doenças há muito erradicadas e que voltem a morrer pessoas por doenças que se supunha estarem controladas.

 

Entre as várias noticias que li e ouvi sobre o assunto chamou-me a atenção uma entrevista aos pais da criança doente que diziam sentir-se enganados pela plataforma anti-vacinas, a mensagem que lhes tinham passado era que não havia perigo nenhum em não vacinar o seu filho e agora o este estava ligado às máquinas no hospital...

 

Os meus filhos estão vacinados, tenho plena consciência de que há um risco associado a cada vacina, mas também tenho o conhecimento dos riscos inerentes ao facto de não as tomarem e que quanto a mim são muito superiores aos das vacinas.

 

Temos a noção de que há casos de crianças que reagem mal às vacinas e até podem terminar por morrer, é claro que é muito mais difícil de ter a noção de quantas crianças morreriam se não as tomassem. Acho que os pais desta criança espanhola ficaram agora com essa noção.

 

Jorge Soares

publicado às 22:59

escolher quem vive e quem morre

Imagem do Público

 

Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo


Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?


As frases acima fazem parte de um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) que foi elaborado a pedido do Ministério da Saúde e incidiu principalmente sobre três grupos de medicamentos: para o VIH/sida, para os doentes oncológicos e para os doentes com artrite reumatóide.

 

Traduzindo por miúdos, o parecer que recorde-se é de uma comissão Nacional de Ética,  permite que a partir de agora o ministério da Saúde , os hospitais, ou os médicos, possam decidir por exemplo se um doente com cancro em estado terminal vai ou não ter direito a tratamentos que sirvam para lhe prolongar a vida.

 

Na pratica, este parecer dá às autoridades de saúde o direito a decidir quem vai viver e quem vai morrer, quem vai ter direito aos medicamentos mais caros e quem  só tem direito aos mais baratos, quem vai ser tratado atá ao ultimo momento e quem vai ser abandonado quando chegar a um estado em que a doença seja incurável.

 

Onde está a ética em  passar para as mãos dos médicos a decisão de quem tem direito a morrer e quem tem direito a viver?

 

Há algo nisto tudo que me faz imensa confusão, existem neste país leis contra a eutanásia e o suicidio assistido, um doente ou os seus familiares não podem decidir quando parar o seu sofrimento ou o dos seus seres queridos, mas agora acha-se ético que em nome de interesses económicos os médicos e hospitais possam decidir por eles.... e chamam a isto Ética?

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:44

Na Inglaterra, a fleuma deu lugar à ignorância

por Jorge Soares, em 06.03.12

Atletas olímpicos britânicos aconselhados a evitar apertos de mão

 

Imagem do Público 

 

Atletas olímpicos britânicos aconselhados a evitar apertos de mão.. segundo as declarações de um dos médicos responsáveis do BOA, o comité olímpico lá do sitio, a ideia é “reduzir o risco de doenças e optimizar a resistência [dos atletas], minimizando a exposição a bactérias".

 

Não tem nada a ver, mas quando li isto, o primeiro que me veio à memória foi uma noticia que é recorrente em quase todos os jogos, o primeiro que esgota nas aldeias olímpicas são os preservativos das máquinas vendedoras, sendo que em todos os jogos se bate um recorde no número de exemplares vendidos ou distribuídos... imagino que nestes jogos de Londres os atletas ingleses os utilizem para fazer balões de aniversário..... há coisas muito mais propícias à transmissão de vírus que um aperto de mão... acho eu.

 

Imagino que as próximas normativas do comité olímpico Britânico aconselhem aos atletas a não respirar durante as provas não vá o diabo tecê-las ...

 

Já agora, eu aconselhava ao comité Olímpico britânico a arranjar uns médicos menos ignorantes... ou então ao Comité Olímpico internacional a só permitir a organização dos jogos a países com menos fleuma e mais realismo.

 

Santa Ignorância.

 

Jorge Soares

publicado às 21:32


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